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A Fórmula do CEO da Nvidia para Liderar em Tempos de Transformação

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Em uma era marcada pela aceleração das mudanças, com setores inteiros sendo remodelados o tempo todo, os líderes já não têm mais o luxo de se reinventar lentamente. As hard e soft skills continuam sendo essenciais, mas a adaptabilidade, em especial, tornou-se uma habilidade inegociável. Hoje, poucos executivos incorporam isso tão bem quanto Jensen Huang, CEO da Nvidia.
Após 33 anos na liderança da companhia de tecnologia, cofundada por ele em 1993, durante uma visita recente à Cambridge Union, sociedade histórica de debates, na Inglaterra, Huang descreveu tanto a si mesmo quanto a empresa como “renascidos”. Para ele, todo o cenário tecnológico — dos chips aos algoritmos e às aplicações — está sendo reinventado, e a única constante real é a necessidade do líder de se adaptar.
Em Cambridge, Huang redefiniu a liderança de uma forma que contrasta fortemente com a visão glamurizada que muitos ainda têm. “Ser CEO é, em sua maior parte, dor e sofrimento”, diz. O cargo não é o trono que muitos imaginam. É um fardo, e por trás dele estão três mudanças de identidade que formam a base da liderança adaptativa.
Serviço, não status
A visão de liderança de Huang começa com responsabilidade e prestação de contas. Líderes que se prendem ao status tendem a proteger sua imagem, defender estratégias ultrapassadas e resistir a qualquer movimento que possa expô-los ao erro.
Huang afirma que líderes que se agarram ao próprio ego tornam a adaptabilidade quase impossível. Segundo ele, muitos CEOs enfrentam dificuldades porque “seu ego está de alguma forma ligado a alguma decisão que tomaram”, mesmo quando o contexto já mudou.
Por outro lado, quando a identidade do líder se baseia em responsabilidade e curiosidade (e não apenas em reconhecimento), adaptar-se fica mais fácil. Eles conseguem mudar de direção mais rápido, reavaliar com clareza, estar à frente do mercado e proteger seu bem-estar durante o processo.
Líderes que veem seu papel como serviço mantêm experimentam menos conflito interno e têm muito menos chances de burnout. Em um mundo que se reinventa em uma velocidade inédita, CEOs presos ao status quo serão rapidamente ultrapassados. Já líderes orientados pelo serviço estão melhor posicionados para se adaptar.
CEO é o arquiteto do ambiente
Huang é claro em um ponto: o CEO não deve ser o gênio no centro da operação, e sim o arquiteto do ambiente. “Você está criando condições para que outras pessoas façam o trabalho de suas vidas.”
A maioria das organizações fica aquém de seu potencial não porque os líderes tomam uma decisão errada, mas porque eles criam as condições erradas. Ambientes rígidos, culturas pouco competitivas e liderança inconsistente resultam em sistemas incapazes de se adaptar.
Enquanto muitas empresas tradicionais sobreviveram a uma ou duas eras da computação, a Nvidia já atravessou seis. Esse nível de longevidade exige que a adaptabilidade esteja incorporada ao sistema operacional da empresa. Inovação exige direção, mas também espaço. Condições que permitem às pessoas se esticar e assumir riscos inteligentes são as que conseguem se reinventar continuamente e se manter à frente.
Há também um aspecto fisiológico. Condições inadequadas elevam o estresse da equipe, fragmentam o foco, prejudicam o desempenho cognitivo, reduzem a moral e sufocam a criatividade.
Na visão de Huang, se um CEO quer uma empresa adaptável, precisa primeiro projetar um ambiente adaptável. Essa responsabilidade recai integralmente sobre o líder — e, no fim, sobre sua própria identidade.
Mudança de rota e sacrifícios
Embora a adaptabilidade exija otimismo, há um pré-requisito mais profundo: a capacidade de absorver o desconforto repetidas vezes sem perder a perspectiva. Huang deixa isso claro ao refletir sobre as realidades de liderar por mais de três décadas. “Ser CEO é uma vida inteira de sacrifício, definida por decisões difíceis que quase ninguém vê.”
Ele define o que é, na prática, liderar: “Estratégia não é apenas escolher o que fazer. É escolher o que não fazer.” Essa distinção se torna ainda mais crítica conforme as condições se alteram rapidamente. Cada mudança de rota exige abandonar suposições antigas, deixar para trás boas ideias em busca de algo melhor e aceitar que o próximo movimento certo pode contradizer as últimas 100 declarações que você já fez.
O ego é o que impede líderes de fazer isso. Para Jensen Huang, muitos executivos travam porque sua identidade está ligada a decisões passadas. Eles repetem uma direção publicamente “mil vezes”, e quando novas informações provam que ela está errada, o custo pessoal de mudar de rumo parece alto demais. Seu antídoto é ser “intelectualmente honesto” — confrontar novas realidades sem defensividade e se adaptar imediatamente.
Esses ciclos de decisões difíceis e mudanças de direção não têm apenas consequências psicológicas, mas também físicas. Líderes carregam tensão adicional decorrente de estresse contínuo, pressão emocional e outros efeitos psicossomáticos que se acumulam ao longo do tempo.
A liderança adaptativa do CEO da Nvidia
A velocidade dos negócios, a ameaça constante de disrupção e as mudanças macroeconômicas favorecem líderes que ajustam sua identidade tão rápido quanto sua estratégia. Indústrias podem mudar em um único ciclo, mercados podem se reorganizar da noite para o dia, e portanto a adaptabilidade permanece como a característica que permite que líderes e organizações naveguem pela volatilidade e se posicionem para sobreviver e prosperar diante do que vier.
*Julian Hayes II é colaborador da Forbes USA. Fundador da consultoria Executive Health, especializada em saúde de líderes, ele escreve sobre bem-estar, negócios e liderança.
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10 Mil Empregos Eliminados: Como os Agentes de IA Tomaram a Base do Marketing
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Agentes de inteligência artificial agora podem fazer o trabalho de um executivo de marketing júnior. Membros mais experientes da equipe lideram os agentes da mesma forma que antes gerenciavam os trainees. Nesse cenário, as vagas de marketing de nível inicial não serão mais tão necessárias, e isso ocorre publicamente, nos contratos das maiores empresas do setor.
Uma análise contabilizou mais de 10 mil empregos de marketing eliminados nos Estados Unidos nos primeiros sete meses de 2025, segundo o estudo da The Rank Masters, que publica relatórios sobre o impacto da inteligência artificial no setor de serviços profissionais. E isso foi antes de os agentes de IA se tornarem mais comuns.
Para onde foram os empregos e o que a IA assumiu
Os cortes afetam todos os grandes grupos de comunicação. A WPP passou de 108.044 pessoas para 98.655 em um ano, com a perda de cerca de 9.000 empregos em busca de £ 500 milhões (R$ 3,51 bilhões) em economias anuais. Omnicom e IPG cortaram 8.200 vagas no contexto de sua fusão e dobraram a meta de economia para US$ 1,5 bilhão (R$ 7,72 bilhões), com mais demissões anunciadas desde então. A McKinsey eliminou de 3.000 a 4.000 posições, enquanto sua força de trabalho agora inclui 20.000 agentes de IA.
A Forrester revisou sua previsão. A projeção original dizia que 7,5% dos empregos em agências nos EUA seriam automatizados até 2030. A nova estimativa aponta 15% apenas em 2026.
O trabalho que a tecnologia substituiu primeiro
Uma pesquisa da consultoria Gartner explica quais postos de trabalho desapareceram. Em 2025, 23% das agências reduziram cargos de redação júnior e 31% planejam novos cortes. O design júnior registra 19% de vagas fechadas, com previsão de mais 24%. Agora, o primeiro rascunho e o relatório semanal — tarefas típicas de um júnior nos seus dois primeiros anos — são feitos por um agente em questão de minutos.
A IA produz o resultado inicial, um profissional experiente verifica e direciona, e o cargo de entrada que existia entre os dois some do organograma. O trabalho continua feito. Qualquer pessoa que já dirigiu uma agência reconhece essa rotina: era a principal escola de treinamento e a linha mais pesada da folha de pagamento. O primeiro rascunho deixou de ser uma função humana.
Tomada de decisão na era da IA
O mesmo estudo do Gartner aponta que a demanda por estrategistas de conteúdo sênior subiu 18% em um ano. A Improvado, plataforma de agregação e análise de dados, relata um aumento de 14% nas vagas para gerentes de marketing, com novas funções focadas em fluxos de IA, auditoria e governança de dados. O ponto em comum? São papéis focados em tomada de decisão. É a pessoa que orquestra os agentes e responde pelo resultado final.
Donos de empresas ainda precisam de ajuda com o marketing. A Publicis expandiu a receita em 5,6% enquanto treinava 85% de sua equipe de atendimento na própria plataforma de IA, com corte de apenas cerca de 200 posições. Uma agência boutique foi eleita a pequena agência do ano pela Adweek após crescer a receita em 50% e dobrar sua equipe, com 91% de retenção de talentos. Eles se adaptaram rápido ao movimento do mercado. A experiência virou o produto, e o discernimento estratégico tornou-se o principal requisito de contratação.
Faça a análise no seu negócio
Abra sua ferramenta de IA e conduza um teste. Descreva os serviços que você vende e tudo o que entregou no mês passado. Em seguida, peça ao sistema para marcar quais daquelas entregas um agente faria hoje sob a revisão de um sênior. Calcule o tempo economizado na sua equipe. A resposta é o seu plano de reestruturação.
Mova as horas liberadas para o trabalho que cresceu em valor: o posicionamento e as conversas com clientes que definem as renovações de contrato. A Publicis cortou 200 empregos para depois treinar 85% de seu pessoal, e a estratégia está justamente nessa sequência. Retenha sua equipe, mude a rotina das pessoas e delegue à IA as entregas de nível júnior que seu pessoal sênior agora pode gerenciar.
*Jodie Cook é colaboradora da Forbes USA e escreve sobre ferramentas de IA para empreendedores e consultores.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Geração Z rejeita trabalho 100% remoto por solidão e falta de oportunidades de crescimento

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Apenas 23% dos profissionais da Geração Z que podem trabalhar remotamente dizem preferir o trabalho totalmente remoto, contra 35% entre Millennials, Geração X e Baby Boomers, segundo dados da Gallup divulgados em 2025.
Mais de três em cada quatro (77%) integrantes da geração mais associada à busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional e à flexibilidade no trabalho, na verdade, preferem voltar ao escritório, embora ainda não sejam favoráveis a trabalhar presencialmente 100% do tempo.
Solidão e falta de oportunidades pesam
Há dois fatores principais por trás dessa mudança de percepção, segundo uma reportagem da Axios: falta de oportunidades de crescimento profissional e solidão. Quase 30% dos profissionais da Geração Z afirmam ter se sentido solitários no trabalho, o dobro do percentual registrado entre a Geração X.
Além disso, uma análise acadêmica recente de 50 milhões de anúncios de emprego na Europa, publicados entre 2018 e 2021, constatou que as vagas remotas exigiam, em média, 25% mais habilidades, além de mais experiência e qualificações mais elevadas, do que os cargos presenciais.
Isso significa que, ao trabalhar remotamente, a Geração Z não apenas tem maior probabilidade de se sentir solitária e de ter seu crescimento profissional limitado (justamente em uma fase em que essas oportunidades são importantes), como também pode estar em desvantagem ao se candidatar a vagas remotas. Tradicionalmente, essas posições exigem e esperam níveis mais altos de qualificação, especialização e experiência.
O trabalho remoto prejudica profissionais em início de carreira?
Embora o trabalho totalmente remoto possa trazer benefícios para o bem-estar e a produtividade dos funcionários, ele também pode apresentar desvantagens, especialmente para profissionais em início de carreira. É por isso que a maioria dos profissionais da Geração Z quer voltar ao escritório.
O economista Joshua Mask, da Temple University, e ex-recrutador, acaba de publicar um estudo que separou o impacto negativo da inteligência artificial sobre profissionais em início de carreira dos efeitos adversos do trabalho remoto.
Ele observou que os empregos mais expostos à IA e aqueles que podem ser realizados remotamente costumam se sobrepor, principalmente porque ambos estão inseridos no universo de funções administrativas e especializadas. Isso torna cada vez mais difícil verificar se determinadas perdas devem ser atribuídas à IA ou ao trabalho remoto.
No entanto, Mask isolou os resultados de 2020 a 2023 — período anterior ao momento em que a IA começou a provocar grandes disrupções no trabalho — e usou esses dados para entender o impacto do trabalho remoto sobre profissionais em início de carreira.
Ele constatou que cargos que podem ser desempenhados remotamente levaram a uma queda de cerca de 2% nos salários ou nas remunerações iniciais, mas esse efeito foi amenizado quando o profissional mudou de função. “O que realmente me preocupa é a lacuna no treinamento e na socialização. Há muitas coisas que você aprende nos primeiros anos que temo que esses profissionais possam estar perdendo”, afirma. “E digo isso em parte porque a IA vai atuar justamente sobre o trabalho que não envolve nossa interação uns com os outros.”
O que os empregadores precisam considerar antes de contratar para vagas remotas
Nesse cenário, o economista deixa conselhos para os empregadores. “A primeira coisa que eles deveriam reconhecer é que você precisa de um pipeline [de talentos]”, disse. “Encontrar pessoas é difícil, mas não fique olhando para a IA e pensando: ‘Ei, posso substituir todo o meu negócio’, porque isso não vai acontecer.”
Mask também orienta líderes que precisam contratar profissionais para trabalhar totalmente de forma remota, seja para atrair os melhores talentos ou por qualquer outro motivo.
“Se você quer garantir a socialização, será necessário algum tipo de interação (não necessariamente no escritório)”, diz. A ideia é que os profissionais estejam juntos em um mesmo espaço, como um retiro. “Não apenas para fortalecer a cultura da empresa, mas também para os novos funcionários.”
Relembrando sua própria experiência, Mask contou que começou a trabalhar como professor na Temple University em meio à pandemia. “Minha primeira experiência aqui foi, em grande parte, remota”, recordou.
“E o que mais percebi foi que não me senti realmente à vontade aqui durante cerca de um ano, porque não conhecia ninguém. Foi uma experiência muito diferente de todos os outros empregos que tive.”
Mask acredita que os CEOs precisam considerar esse aspecto do trabalho remoto para os novos funcionários. “Eles vão estar realmente satisfeitos se não tiverem nenhum tipo de relacionamento com ninguém?”
Olhar para a Geração Z
Com os profissionais mais jovens, os empregadores ainda precisam considerar a lacuna no treinamento e no feedback. “É preciso estruturar as tarefas de modo que haja mais supervisão por parte dos funcionários atuais em cargos mais seniores.”
É uma dinâmica comum no escritório, e que precisa ser replicada no ambiente online. “Um funcionário júnior recebe uma tarefa que não sabe como fazer, então vai até o profissional mais sênior, senta-se ao lado dele e os dois descobrem como fazer.”
Essas considerações não são triviais e não devem ser deixadas de lado como uma preocupação secundária. Liderar pessoas que trabalham de forma parcial ou totalmente remota exige repensar as estruturas e garantir que haja talentos para orientar e desenvolver os mais jovens quando necessário.
Do lado da Geração Z, isso também envolve que eles entendam a importância de se cercar de profissionais mais seniores no início da carreira e como um trabalho remoto pode impactá-los nos próximos anos.
*Rachel Wells é fundadora e CEO da Rachel Wells Coaching, uma empresa dedicada a desbloquear o potencial de carreira e liderança para a GenZ e os millenials.
*Matéria originalmente publicada em Forbes.com
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Por que as habilidades de apresentação são o diferencial definitivo na era da IA

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Enquanto muitos profissionais estão dedicando seu tempo a aprender a criar agentes de IA e dominar novas ferramentas de inteligência artificial, essas não são as únicas habilidades que valem a pena desenvolver. A IA pode ajudar a escrever sua apresentação, criar seus slides e até mesmo orientar sua forma de falar. Mas, quando você sobe a um palco, entra em uma sala de reuniões ou participa de uma chamada pelo Zoom, as pessoas não estão avaliando sua tecnologia. Elas estão avaliando suas ideias, sua presença e sua confiança. Boas habilidades de apresentação oferecem a oportunidade de se conectar com as partes interessadas.
Muitos empregos exigem boas habilidades de apresentação
Muitos profissionais passam uma parte significativa de suas carreiras fazendo apresentações em reuniões, atualizações de projetos, propostas para clientes e chamadas virtuais. Falar em público oferece a oportunidade de demonstrar conhecimento, influenciar decisões e fortalecer relacionamentos. Essas oportunidades cotidianas de comunicação estão entre as formas mais poderosas de construir sua marca pessoal e demonstrar liderança, independentemente de a palavra “liderança” aparecer ou não em seu cargo. Sempre que você atualiza uma equipe sobre um projeto, apresenta uma proposta a um cliente, conduz uma reunião, facilita um workshop ou faz uma apresentação pelo Zoom, está praticando a comunicação em público.
A IA não pode substituir a habilidade de fazer apresentações
A IA está mudando a dinâmica do sucesso profissional. À medida que o conhecimento se torna mais abundante, a capacidade de comunicar esse conhecimento ganha ainda mais valor. Falar em público pode ser uma das maneiras mais inteligentes de preparar sua carreira para o futuro. Segundo um estudo da Click Finder, profissionais do conhecimento cujas funções exigem falar em público e fazer apresentações têm apenas 22% de chance de serem automatizados. À medida que cresce a lista de empregos que podem ser transformados ou completamente eliminados pela IA, funções que exigem comunicar ideias, inspirar outras pessoas e construir confiança se tornam mais importantes.
Habilidades de apresentação ajudam líderes a construir confiança e conduzir mudanças
As organizações estão mudando mais rapidamente do que nunca. O funcionário médio atualmente vivencia dez iniciativas planejadas de mudança organizacional por ano, um aumento de cinco vezes em relação a uma década atrás, segundo a McKinsey. Ao mesmo tempo, 73% das organizações afirmam estar em um nível de saturação de mudanças ou além dele, e apenas 38% dos funcionários dizem estar dispostos a apoiar mudanças organizacionais.
Em períodos de transformação constante, liderança tem menos a ver com ter a estratégia certa e mais com ajudar as pessoas a compreendê-la, acreditar nela e agir. Isso exige comunicação, e poucas ferramentas são tão poderosas quanto falar em público.
Durante períodos de mudança, as pessoas precisam de mais comunicação, não menos. A confiança é construída por meio de conversas, autenticidade, presença, vulnerabilidade, emoção e storytelling — elementos que a comunicação em público proporciona de maneira especialmente eficaz.
Falar em público demonstra conhecimento
Qualquer pessoa pode pedir informações à IA. Explicá-las com clareza é outra questão.
Quando todos têm acesso às mesmas ferramentas de IA, a competência técnica se torna menos diferenciadora. A maneira como você comunica suas ideias passa a ser mais importante do que simplesmente tê-las.
Falar exige explicar conceitos complexos, conectar ideias em tempo real e pensar rapidamente. Os profissionais capazes de explicar, persuadir, inspirar e influenciar são os que se destacam.
A comunicação oral exige que você demonstre conhecimento em tempo real. Ela transmite capacidade de julgamento, pensamento estratégico e habilidade de comunicação. Bons apresentadores são lembrados. Eles conquistam confiança, influenciam decisões e criam oportunidades.
Habilidades de apresentação ajudam a se destacar em meio ao excesso de conteúdo gerado por IA
À medida que a IA melhora sua capacidade de gerar conteúdo, a habilidade de se comunicar como ser humano se torna mais valiosa. A IA está inundando a internet de conteúdo, tornando mais difícil para qualquer material individual se destacar.
Falar em público ajuda a romper esse excesso de informação e permite uma conexão direta com as pessoas. Em muitas situações, isso gera um impacto mais profundo do que o conteúdo escrito isoladamente.
Esse cenário reflete o que o autor chama de “Grande Prêmio Humano”, o crescente valor das características humanas à medida que a IA se torna mais capaz. Conforme o conteúdo escrito se torna mais abundante e menos original, o público passa a valorizar cada vez mais:
As pessoas valorizam o acesso direto a pessoas reais mais do que conteúdos digitais cuidadosamente produzidos.
Habilidades de apresentação são competências humanas que a IA não pode substituir
É difícil fingir uma apresentação. O público vivencia diretamente sua personalidade, seus valores, sua energia e suas convicções. As pessoas conseguem perceber quem você é, o que o motiva e estabelecer uma conexão mais profunda.
Isso constrói credibilidade e confiança muito mais rapidamente do que uma publicação no LinkedIn ou um artigo gerado por IA. Em um mundo cada vez mais virtual, falar em público demonstra que você é uma pessoa real.
As habilidades sociais, muitas vezes classificadas como “soft skills”, estão se tornando algumas das competências mais difíceis de substituir. Elas também são as características que diferenciam os grandes oradores.
Entre elas estão:
- Empatia;
- Inteligência emocional;
- Presença;
- Storytelling;
- Persuasão;
- Construção de relacionamentos.
São justamente as habilidades de que as organizações precisam cada vez mais à medida que a IA assume uma parcela maior do trabalho técnico.
Quanto mais digital nos tornamos, mais importantes ficam suas habilidades de apresentação
A IA nos dá um incentivo para sermos mais humanos.
Falar em público é uma das expressões mais claras da humanidade no ambiente de trabalho. A habilidade combina histórias, emoção, julgamento, autenticidade e conexão humana de maneiras que a tecnologia não consegue reproduzir completamente.
Na era da IA, falar em público pode se tornar um dos investimentos mais valiosos que você pode fazer em sua carreira. À medida que o trabalho continua evoluindo, os profissionais que conquistarão as maiores oportunidades serão aqueles capazes de se comunicar com clareza, construir confiança e inspirar outras pessoas a agir.
Por isso, falar em público está se tornando uma das principais habilidades profissionais da era da IA.
William Arruda é colaborador sênior e escreve sobre marca pessoal, liderança e carreira.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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