Negócios
Especialistas criam passo a passo para vencer o medo de fracassar

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O medo do fracasso pode ser extremamente paralizante, impedindo o indivíduo de iniciar seu projeto dos sonhos, voltar a estudar, falar em público, mudar de carreira, aprender uma nova habilidade e muito mais.
A simples ideia de falhar em algo é um mecanismo de proteção, que visa nos manter seguros das consequências negativas que acreditamos que surgirão ao agirmos em direção aos nossos objetivos. No entanto, esse medo muitas vezes causa mais mal do que bem, pois pode nos impedir de arriscar em nós mesmos desde o início.
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Um novo estudo publicado em junho no Journal of Happiness Studies descobriu que um exercício chamado “fear-setting” (configuração do medo) pode reduzir a vergonha e o constrangimento antecipados associados ao medo do fracasso.
“Quando crenças razoáveis se tornam vieses, como ‘eu não consigo fazer isso’ ou ‘eu vou falhar’, se tornam debilitantes,” escrevem os pesquisadores.
Os pesquisadores descobriram que esse artifício pode aumentar sentimentos positivos e a percepção da probabilidade de sucesso de uma pessoa, incentivando-a a esperar resultados melhores para suas ações. Isso, por sua vez, a motiva a começar a agir em direção a seus objetivos. Esses efeitos podem ser sentidos até uma semana após a realização do exercício.
“Nosso estudo fornece evidências de que pensar deliberadamente sobre objetivos pessoalmente significativos e descobrir maneiras de alcançar esses objetivos aumenta o afeto positivo, especialmente sentindo-se empolgado, inspirado e animado,” acrescentam os pesquisadores.
Veja como o “fear-setting” pode ajudar você a enfrentar seus medos e começar a perseguir seus objetivos, de acordo com o estudo.
O Exercício de Fear-Setting
Esse processo é baseado em seis etapas. São elas:
- Defina um objetivo: escolha um objetivo e defina-o especificamente. Por exemplo, imagine que deseja iniciar um pequeno negócio online vendendo artesanatos feitos à mão, dentro do próximo mês.
- Explore seus medos: escreva dez ou mais resultados negativos que teme que estejam associados ao seu objetivo. Em seguida, classifique cada medo em uma escala de 1 a 10, com base na probabilidade de se tornar realidade, sendo “1” muito improvável e “10” muito provável. Isso permite que você os aborde adequadamente e talvez perceba que alguns são bastante improváveis. Por exemplo, você pode temer que o negócio falhe completamente e classifique isso como um 6, ou que você será julgado por outros, e classifique isso como um 5.
- Pense em medidas preventivas: escreva todas as coisas que pode fazer para reduzir a probabilidade desses medos se tornarem realidade. Isso permite que você aborde diretamente e se prepare para quaisquer problemas que possam surgir. Por exemplo, criar um plano de negócios sólido, buscar aconselhamento de especialistas financeiros e usar as redes sociais para alcançar um público mais amplo.
- Envolva-se na resolução de problemas: escreva todas as coisas que pode fazer ou a quem pode pedir ajuda para “reparar o dano” se os resultados temidos realmente acontecerem. Por exemplo, aprender com os erros, contratar ajuda, pensar em uma nova estratégia de marketing ou reavaliar o modelo de negócios.
- Mude sua perspectiva: considere o que aconteceria se tomasse uma atitude hoje. Escreva sobre o seguinte: como se beneficiaria e o que ganharia? Como seria um sucesso parcial? Isso ajuda a se concentrar nos benefícios de tentar, em vez do medo de fracassar. Por exemplo, você pode experimentar um aumento na autoestima e realização pessoal, ganhar experiência útil para empreendimentos futuros e se beneficiar financeiramente criando um modelo de negócios sustentável e escalável.
- Reflita sobre o custo da inação: finalmente, reflita sobre o custo de permanecer na mesma situação. O que perderia, emocionalmente, fisicamente e financeiramente, se continuar a resistir à mudança? Como a procrastinação e a falta de ação o afetaram até agora? Por exemplo, você pode perceber que continuará trabalhando em um emprego que não gosta, perderá a oportunidade de ser seu próprio chefe ou se arrependerá de não seguir sua paixão.
“A intervenção envolve gestão de risco e planejamento através da premeditação do que fazer diante dos desafios e, portanto, mudando as cognições debilitantes (‘tenho medo de que x aconteça, mas se eu fizer y, isso se torna menos provável’ ou ‘se isso acontecer, eu farei x ou pedirei apoio a y’),” explicam os pesquisadores, destacando a importância de se concentrar no que pode controlar e aprender a confiar que poderá sobreviver ao resultado, não importa qual.
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Um estudo de 2022 descobriu que ter uma “mentalidade de crescimento” e acreditar que as habilidades podem ser desenvolvidas e aprimoradas ao longo do tempo está associado a uma redução no medo do fracasso. Essa mentalidade permite enxergar seu potencial em vez de se sentir sobrecarregado pelos obstáculos percebidos.
É essencial lembrar que não estamos necessariamente “presos” em nossas vidas, e sempre podemos aprender algo novo e continuamente desenvolver e aprimorar nossas habilidades através do esforço, perseverança, aprendizado com a experiência e contando com orientação e suporte. Portanto, da próxima vez que se sentir preso, reserve um tempo para refletir e começar o “fear-setting”. O que você descobrir pode te surpreender.
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Vale Se Depara com Escassez de Engenheiros Enquanto Foca Novos Projetos, Diz CEO
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Em momento em que foca no desenvolvimento de novos projetos, a mineradora Vale tem enfrentado desafios diante da escassez de engenheiros para avançar com os empreendimentos, disse nesta sexta-feira o CEO da companhia, Gustavo Pimenta.
“Estamos com dificuldades de formar novos líderes, formar novos engenheiros, para a Vale, isso é uma dor…”, disse ele, ressaltando que a capacitação de engenharia é fundamental para projetos complexos.
“É um tema de atenção, estamos fazendo parcerias, sejam com escolas técnicas, sejam turmas de faculdades de formação, mas este é o calcanhar de Aquiles da indústria hoje, formação e capacitação”, declarou a uma plateia do Lide, grupo de líderes empresariais.
No ano passado, a Vale anunciou dois grandes pacotes de investimentos: R$70 bilhões no Programa Novo Carajás até 2030, para expandir minas e aumentar a produção de minério de ferro e cobre; além de um montante semelhante, até 2030, nos ativos de Minas Gerais.
“Com essa aceleração do próprio ‘pipeline’ de crescimento da Vale, estamos fazendo mais projetos, a empresa voltou a crescer… a gente se deparou com esse desafio de falta de engenheiros e de falta de empresas de engenharia fortalecidas que pudessem nos auxiliar”, disse o executivo.
Ainda neste mês, em evento em Brasília, Pimenta disse que o Brasil deveria voltar a realizar megaprojetos de mineração, de US$15 bilhões a US$20 bilhões, e que a Vale tem capital para isso.
Ele disse que o setor de mineração tem o desafio de mostrar para os jovens estudantes que a “indústria real” pode ser atrativa. “O que a gente faz de fato muda o mundo, acredito profundamente que a mineração faz o mundo melhor”, disse.
O executivo disse que a Vale tem feito muitas parcerias com o sistema S de formação profissional, mas em alguns casos a companhia tem sido obrigada “a recorrer a engenheiros fora do Brasil”.
“Isso não é adequado, a gente deveria ser capaz de cobrir tudo com os recursos internos.”
Durante o evento, Pimenta disse também que está “otimista” com a possibilidade de edição de um decreto que trata das cavidades no setor de mineração, que poderia liberar investimentos ao tornar mais célere o licenciamento ambiental.
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Brasil Cria 58,6 Mil Empregos Formais em Julho, Pior Resultado para o Mês desde 2020
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O Brasil abriu 58.568 vagas formais de trabalho em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego, no pior resultado para o mês da série iniciada em 2020.
O resultado do mês passado foi fruto de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos e ficou bem abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 112.000 vagas.
O saldo de julho foi o mais baixo do ano até agora e o menor para o mês em toda a série histórica do Novo Caged, que contabiliza dados a partir de 2020. No mesmo mês em 2025, foram criadas 133.932 vagas de trabalho.
No acumulado do ano até o mês passado, foi registrado saldo positivo de 972.203 postos, o pior para o período desde 2020, quando houve fechamento de 1.398.484 vagas em meio à pandemia da Covid-19.
Para o economista do ASA, Leonardo Costa, os resultados reforçam que o mercado de trabalho está em um processo gradual de arrefecimento, apesar de ainda resiliente. Segundo ele, a avaliação da instituição é de que a atividade econômica seguirá em desaceleração ao longo de 2026.
“A desaceleração tem sido mais visível em setores tradicionalmente mais sensíveis ao ciclo econômico, como indústria, comércio e construção civil, enquanto o setor de serviços segue sustentando a geração de empregos”, afirmou.
Quatro dos cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas no mês passado. O setor de serviços liderou a abertura, como de costume, com 24.098 postos, seguido por construção (12.691 postos), agropecuária (12.523 postos) e indústria (11.315). O comércio foi o único setor a registrar saldo negativo, com fechamento de 2.056 vagas.
O ministro do Trabalho em exercício, Chico Mecena, atribuiu as sucessivas baixas dos números do comércio aos efeitos de juros altos, que, segundo ele, inibem o crédito a consumidores e o investimento de lojistas.
Ele também destacou a migração da atividade do setor para os mercados virtuais.
“Você tem um direcionamento cada vez mais (para) o crescimento das lojas online”, afirmou. “É um reposicionamento momentâneo que o varejo vai ter que passar e não acredito que isso seja uma crise mais estrutural.”
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10 Mil Empregos Eliminados: Como os Agentes de IA Tomaram a Base do Marketing

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Agentes de inteligência artificial agora podem fazer o trabalho de um executivo de marketing júnior. Membros mais experientes da equipe lideram os agentes da mesma forma que antes gerenciavam os trainees. Nesse cenário, as vagas de marketing de nível inicial não serão mais tão necessárias, e isso ocorre publicamente, nos contratos das maiores empresas do setor.
Uma análise contabilizou mais de 10 mil empregos de marketing eliminados nos Estados Unidos nos primeiros sete meses de 2025, segundo o estudo da The Rank Masters, que publica relatórios sobre o impacto da inteligência artificial no setor de serviços profissionais. E isso foi antes de os agentes de IA se tornarem mais comuns.
Para onde foram os empregos e o que a IA assumiu
Os cortes afetam todos os grandes grupos de comunicação. A WPP passou de 108.044 pessoas para 98.655 em um ano, com a perda de cerca de 9.000 empregos em busca de £ 500 milhões (R$ 3,51 bilhões) em economias anuais. Omnicom e IPG cortaram 8.200 vagas no contexto de sua fusão e dobraram a meta de economia para US$ 1,5 bilhão (R$ 7,72 bilhões), com mais demissões anunciadas desde então. A McKinsey eliminou de 3.000 a 4.000 posições, enquanto sua força de trabalho agora inclui 20.000 agentes de IA.
A Forrester revisou sua previsão. A projeção original dizia que 7,5% dos empregos em agências nos EUA seriam automatizados até 2030. A nova estimativa aponta 15% apenas em 2026.
O trabalho que a tecnologia substituiu primeiro
Uma pesquisa da consultoria Gartner explica quais postos de trabalho desapareceram. Em 2025, 23% das agências reduziram cargos de redação júnior e 31% planejam novos cortes. O design júnior registra 19% de vagas fechadas, com previsão de mais 24%. Agora, o primeiro rascunho e o relatório semanal — tarefas típicas de um júnior nos seus dois primeiros anos — são feitos por um agente em questão de minutos.
A IA produz o resultado inicial, um profissional experiente verifica e direciona, e o cargo de entrada que existia entre os dois some do organograma. O trabalho continua feito. Qualquer pessoa que já dirigiu uma agência reconhece essa rotina: era a principal escola de treinamento e a linha mais pesada da folha de pagamento. O primeiro rascunho deixou de ser uma função humana.
Tomada de decisão na era da IA
O mesmo estudo do Gartner aponta que a demanda por estrategistas de conteúdo sênior subiu 18% em um ano. A Improvado, plataforma de agregação e análise de dados, relata um aumento de 14% nas vagas para gerentes de marketing, com novas funções focadas em fluxos de IA, auditoria e governança de dados. O ponto em comum? São papéis focados em tomada de decisão. É a pessoa que orquestra os agentes e responde pelo resultado final.
Donos de empresas ainda precisam de ajuda com o marketing. A Publicis expandiu a receita em 5,6% enquanto treinava 85% de sua equipe de atendimento na própria plataforma de IA, com corte de apenas cerca de 200 posições. Uma agência boutique foi eleita a pequena agência do ano pela Adweek após crescer a receita em 50% e dobrar sua equipe, com 91% de retenção de talentos. Eles se adaptaram rápido ao movimento do mercado. A experiência virou o produto, e o discernimento estratégico tornou-se o principal requisito de contratação.
Faça a análise no seu negócio
Abra sua ferramenta de IA e conduza um teste. Descreva os serviços que você vende e tudo o que entregou no mês passado. Em seguida, peça ao sistema para marcar quais daquelas entregas um agente faria hoje sob a revisão de um sênior. Calcule o tempo economizado na sua equipe. A resposta é o seu plano de reestruturação.
Mova as horas liberadas para o trabalho que cresceu em valor: o posicionamento e as conversas com clientes que definem as renovações de contrato. A Publicis cortou 200 empregos para depois treinar 85% de seu pessoal, e a estratégia está justamente nessa sequência. Retenha sua equipe, mude a rotina das pessoas e delegue à IA as entregas de nível júnior que seu pessoal sênior agora pode gerenciar.
*Jodie Cook é colaboradora da Forbes USA e escreve sobre ferramentas de IA para empreendedores e consultores.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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