Política
STF marca para 8 de abril decisão sobre eleição para governador no Rio

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, comunicou nesta segunda-feira (30) que o plenário prevê analisar, em sessão presencial no dia 8 de abril, a vacância do cargo de governador do estado do Rio de Janeiro. Os ministros vão decidir se a eleição será indireta, feita pelos deputados estaduais, ou direta, quando a população vai às urnas votar.
“A deliberação do Plenário, orientada pelos princípios da legalidade constitucional, da segurança jurídica e da estabilidade institucional, terá por finalidade fixar a diretriz juridicamente adequada à condução do processo sucessório no Estado do Rio de Janeiro, em conformidade com a ordem constitucional e a legislação eleitoral vigente”, diz o comunicado.
Na noite de sexta-feira (27), o ministro Cristiano Zanin concedeu uma decisão liminar que suspende a eleição indireta para o cargo. O pedido atende a uma reclamação do Partido Social Democrático (PSD) no Rio de Janeiro, que defende votação direta para a escolha de quem comandará o governo do estado no mandato-tampão até 31 de dezembro de 2026.
A decisão de Zanin foi tomada no mesmo dia em que outra decisão do próprio STF validou a eleição indireta para o governo fluminense, referente à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7942.
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Na decisão, Zanin cita seu entendimento em prol do voto direto, divergente da maioria do STF. Ele classificou a renúncia do governador Cláudio Castro, na segunda-feira (23), como uma tentativa de burlar a Justiça Eleitoral.
Até que o assunto seja resolvido, Zanin determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, ocupe interinamente o posto de governador.
Na quinta-feira (26), a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) elegeu um novo presidente da Casa que iria assumir o governo do estado interinamente após a saída do ex-governador Claudio Castro. Horas depois, a presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães, anulou a votação.
Nesse mesmo dia, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Claudio de Mello Tavares, marcou para a próxima terça-feira (31), às 15h, sessão que irá recontar os votos para o cargo de deputado estadual nas eleições de 2022.
O tribunal determinou que os votos recebidos pelo deputado Ricardo Bacellar devem ser retotalizados, ou seja, ele deve perder o cargo. A medida ainda cabe recurso. Essa medida poderá impactar na composição para a Alerj.
O vácuo na sucessão de Castro começou com sua saída na segunda-feira (23) quando ele renunciou ao cargo para concorrer ao Senado nas eleições de outubro. Na linha sucessória, deveriam assumir o cargo o vice-governador ou o presidente da Alerj, mas o vice Thiago Pampolha, que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), saiu em 2025 e o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está afastado do cargo.
Na terça-feira (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Castro à inelegibilidade pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador deve ser impedido de disputar eleições até 2030. Castro disse que irá apresentar recurso contra a decisão.
Ele foi condenado em um processo por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022. Nessa mesma ação, Thiago Pampolha foi condenado ao pagamento de multa e o TSE também declarou inelegível o deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-secretário de governo de Castro.
O presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Guilherme Delarori, comunicou na sessão plenária da manhã dessa quinta-feira (26) que à tarde seria escolhido pelo plenário o novo presidente da Alerj. O eleito será o novo governador do estado até o dia 31 de dezembro de 2026.
Política
Euclério recua do Senado, fica em Cariacica e vira homem-chave na eleição de Casagrande e Ferraço

Prefeito reeleito com votação histórica anuncia que seguirá à frente do município
Cariacica (ES) – Em uma decisão que redesenha o cenário político do Espírito Santo, o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), anunciou nesta sexta(27), que não deixará o cargo para disputar o Senado Federal. Apesar de ser apontado como pré-candidato competitivo, o gestor optou por concluir integralmente seu segundo mandato à frente do município.
A decisão, segundo o próprio prefeito, foi tomada após reflexão e busca espiritual por direção.
“Nos últimos dias, pensei muito e pedi sabedoria a Deus para tomar uma decisão muito importante para mim”, declarou.
Ele destacou o peso da escolha entre um projeto pessoal — a disputa pelo Senado — e o compromisso firmado com a população de Cariacica.
Reeleito com quase 90% dos votos, em uma das maiores votações proporcionais do país em cidades com mais de 200 mil habitantes, Euclério classificou o resultado como um voto de confiança que não poderia ser interrompido.
“Entre um sonho, ser senador, e o amor por Cariacica, prevaleceu a responsabilidade de continuar cuidando da nossa cidade”, afirmou.
O prefeito também ressaltou os avanços conquistados durante sua gestão, sintetizados no discurso de que realizou “mais de 40 anos em 4”, mas reconheceu que ainda há demandas importantes a serem atendidas. “Cariacica precisa continuar avançando”, reforçou.
Impacto político e articulação estadual
A permanência de Euclério na prefeitura fortalece não apenas a gestão municipal, mas também o tabuleiro político estadual. Filiado ao MDB, o prefeito deve assumir protagonismo ainda maior com a iminente reconfiguração no governo capixaba.
A partir de 2 de abril, o atual governador Renato Casagrande (PSB) deixará o cargo para disputar o Senado, abrindo espaço para que o vice, Ricardo Ferraço (MDB), assuma o comando do Estado.
Neste contexto, Euclério surge como peça estratégica dentro do MDB, com a missão de liderar o partido no Espírito Santo e articular a eleição de novas lideranças. Entre os objetivos políticos estão a eleição de pelo menos três deputados estaduais e um deputado federal ligados ao seu grupo.
Além disso, ao permanecer no cargo, o prefeito mantém o controle político de uma das maiores cidades da Grande Vitória, consolidando-se como aliado direto nas campanhas de Ricardo Ferraço ao governo estadual e de Renato Casagrande ao Senado.
Leitura de bastidores
A decisão de Euclério Sampaio é interpretada por analistas como estratégica. Ao abrir mão da disputa majoritária neste momento, ele preserva capital político, amplia sua influência regional e se posiciona como um dos principais articuladores do MDB no estado.
Mais do que uma escolha administrativa, o movimento reforça uma construção política de longo prazo, em que a permanência na prefeitura pode representar não um recuo, mas um reposicionamento com vistas a voos ainda maiores no futuro.
Conclusão
Ao optar por permanecer em Cariacica, Euclério Sampaio transforma uma decisão pessoal em um gesto político de impacto estadual. O prefeito escolheu consolidar sua base, fortalecer alianças e seguir como protagonista nos bastidores de uma das eleições mais decisivas para o Espírito Santo.
Por: Noel Júnior – Jornalista
Política
Serra agradece a Casagrande, marca apoio político e reforça sucessão de Ferraço no ES

A cidade da Serra protagonizou um grande ato político de reconhecimento e articulação nesta semana, durante o evento denominado “Encontrão”, realizado em homenagem ao governador Renato Casagrande, que deixará o cargo no próximo dia 2 de abril.
O encontro reuniu lideranças políticas, apoiadores e representantes de diversos segmentos, consolidando o sentimento de gratidão ao chefe do Executivo estadual. A Serra, maior cidade do Espírito Santo e uma das principais beneficiadas por investimentos durante a gestão de Casagrande, foi destacada como símbolo desse reconhecimento.
O evento foi idealizado pelo PDT, sob liderança do ex-prefeito Sérgio Vidigal e ex-deputada Sueli Vidigal, e teve como pano de fundo o fortalecimento da aliança política em torno do nome do vice-governador Ricardo Ferraço, que assumirá o governo do Estado e desponta como candidato à sucessão nas eleições de outubro.

Durante o discurso, Sérgio Vidigal foi enfático ao defender a continuidade do projeto político.
“O melhor projeto pra Serra e para o Espírito Santo tem nome e sobrenome: Ricardo Ferraço”, declarou, reforçando o alinhamento do grupo.
Em tom mais crítico, Vidigal também fez referência indireta a adversários políticos, ao comentar questões estruturais na capital Vitória, como o fato de não ter uma UPA e usar os serviços de saúde serrano, defendendo o modelo de gestão adotado no Estado e na Serra.
O prefeito da Serra, Weverson Meireles, também destacou a importância da parceria construída ao longo dos anos e projetou novos avanços.
“Essa caminhada não está no final. Ainda temos muito a construir juntos, Vidigal, e faremos isso juntos ao lado de Renato e Ricardo”, afirmou, sinalizando apoio à continuidade da gestão.
O pré-candidato a deputado federal, Serginho Vidigal, reforçou o coro em defesa de Ferraço, destacando sua experiência administrativa.
“O senhor é o mais preparado para governar o Espírito Santo, e já tem demonstrado isso ao lado de Renato Casagrande”, pontuou.

Já Ricardo Ferraço demonstrou confiança ao falar sobre o novo desafio à frente do Executivo estadual.
“Estou pronto para dar continuidade ao projeto do governador Renato Casagrande, com humildade, diálogo e confiança”, afirmou.

Ovacionado pelo público presente, o governador Renato Casagrande encerrou o evento destacando os avanços conquistados ao longo de sua gestão.
“Nosso Estado é hoje respeitado em todo o Brasil, fruto de uma administração equilibrada e do diálogo. Há quem chegue ao poder com arrogância, mas escolhemos outro caminho”, declarou.
O “Encontrão” evidenciou não apenas o reconhecimento à gestão de Casagrande, mas também o alinhamento político que deve nortear a sucessão estadual nos próximos meses, com a Serra assumindo papel central nesse processo.
Política
Jair Bolsonaro tem alta hospitalar; ex-presidente já está em casa

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27). Ele estava internado no Hospital DF Star. Bolsonaro está em casa, onde cumprirá prisão domiciliar.
Segundo o boletim médico é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; e pelo diretor-geral do hospital privado, Allisson Barcelos Borges.
O ex-presidente estava internado desde 13 de março ao passar mal no 9° Batalhão da Polícia Militar, no prédio no Complexo Penitenciário da Papuda.
Na ocasião, ele foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios, ao Hospital DF Star.
Até a internação, Jair Bolsonaro cumpria neste local, conhecido como Papudinha, a pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
Prisão domiciliar
Ao deixar a unidade hospitalar, Jair Bolsonaro irá para sua residência para cumprir prisão domiciliar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Na última terça-feira (24), Moraes determinou a expedição do mandado de soltura para efetivar a decisão que concedeu prisão domiciliar temporária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento.
A agentes da Polícia Militar do Distrito Federal deverão fazer a segurança da casa de Bolsonaro para evitar fuga.
Conforme a decisão, a domiciliar terá prazo inicial de 90 dias. Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisado pelo ministro da Corte, que poderá solicitar nova perícia médica.
Agencia Brasil
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