Saúde
Semana Estadual de Políticas sobre Drogas do Espírito Santo terá conferência magna com Drauzio Varella

O Governo do Estado, por meio da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Sesd) e do Conselho Estadual sobre Drogas (Coesad), vai promover, entre esta quarta-feira (25) e a sexta-feira (27), em Vitória, a Semana Estadual de Políticas sobre Drogas (SEPD).
O evento chega à sua quarta edição com a presença de especialistas reconhecidos nacionalmente na área da saúde, como o médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, Dr. Drauzio Varella, que vai ministrar a Conferência Magna, na quarta-feira (25), às 13h30, no Salão São Tiago, no Palácio Anchieta, em Vitória. O evento é aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia.
“Cuidar, não punir: a importância do acolhimento e da empatia na política sobre drogas”, é o tema da palestra de Drauzio Varella. A proposta da temática é evidenciar como práticas em saúde realizadas por profissionais que promovem o acolhimento, a escuta qualificada e humanizada — rompendo com discursos moralistas, punitivos e livres de preconceitos ou julgamentos — contribuem para uma maior adesão terapêutica, fortalecem as redes de apoio comunitário e transformam o tratamento de pessoas com problemas relacionados ao uso de drogas.
Programação
Na abertura, presenças confirmadas do governador do Estado, Renato Casagrande; do vice-governador, Ricardo Ferraço; da secretária de Estado de Governo, Emanuela Pedroso; e do subsecretário de Estado de Políticas sobre Drogas, Carlos Lopes, entre outras autoridades.
Na quinta-feira (26) e na sexta-feira (27), no Auditório do Sebrae, em Vitória, o seminário terá continuidade, com a discussão de práticas de cuidado e tratamento para pessoas com necessidades decorrentes do uso de drogas, ações de prevenção e resultados de pesquisas que traçam o diagnóstico situacional das políticas sobre drogas no Espírito Santo. O eixo temático orientador dos debates será “Caminhos das Políticas sobre Drogas: Perspectivas Atuais, Evidências e Boas Práticas”.
Para o subsecretário de Estado de Políticas sobre Drogas, Carlos Lopes, o trabalho da Rede Abraço mostra que há, sim, uma alternativa possível e eficaz para enfrentar o desafio das drogas. “Temos articulado prevenção, tratamento e reinserção social de forma integrada e humanizada, com o respaldo das evidências científicas, que apontam que o nosso Estado tem se consolidado como uma política pública que cuida efetivamente de pessoas. Convidamos os capixabas a estarem conosco durante os três dias de evento para fomentar o debate, os caminhos e as práticas exitosas no campo das políticas sobre drogas”, afirma.
A secretária de Estado do Governo, Emanuela Pedroso, lembra que o fenômeno das drogas é um dos maiores desafios da gestão pública. Segundo ela, a adoção de estratégias unificadas frente a um problema desafiador em nível mundial, tem feito a diferença no Estado. “Por isso, o Governo do Estado tem trabalhado com o fortalecimento das ações nos municípios capixabas, desenvolvidas com a parceria entre o Governo e as prefeituras municipais, e celebrado resultados exitosos e reconhecidos”, pontua.
Especialistas na temática sobre drogas
O evento contará com diversos especialistas na temática sobre drogas, como Bárbara Caballero, diretora de Pesquisa, Avaliação e Gestão de Informações da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/Ministério da Justiça); Mônica Paulo de Souza, perita criminal da Polícia Federal da Paraíba; Maria Angélica de Castro Comis, psicóloga e coordenadora da Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc); Jackeline Barbosa, doutora em Clínica Médica e presidente da Associação Médica Brasileira de Endocanabinologia (AMBCANN); Franciele Marabotti, pesquisadora do Laboratório de estudos sobre Violência, Saúde e Acidentes (LAVISA/UFES); Mariana Dadalto, perita e chefe do Laboratório de Toxicologia Forense (LabTox) da Polícia Científica do Espírito Santo; Emílio Nabas, advogado e pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Psicoativos e Cultura e da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, entre outros.
Sobre a Semana Estadual
A Semana Estadual sobre Drogas é realizada anualmente na quarta semana de junho conforme foi instituída na Lei nº 13.840, de 05/06/2019, em seu Art. 19 e seu objetivo é intensificar ações para a difusão de informações sobre os problemas decorrentes do uso de drogas. Também busca promover eventos para o debate público sobre as políticas sobre drogas; divulgar iniciativas, ações e campanhas de prevenção do uso indevido de drogas, entre outros.
DIA 1
Data: 25/06 (quarta-feira)
Local: Salão São Tiago, Palácio Anchieta, em Vitória
13h30: Solenidade de Abertura e conferência Magna com o Dr. Drauzio Varella.
DIA 2
Data: 26/06 (quinta-feira)
Local: Auditório do SEBRAE, Vitória-ES
08h30: Recepção e café da manhã
09h: mesa-redonda – Boas Práticas em Prevenção ao uso de drogas
Ensino, pesquisa e extensão no projeto de apoio escolar em matemática para prevenção ao uso de drogas – Lauro Chagas e Sá (IFES Vila Velha)
Centro de Prevenção Comunitária da Rede Abraço – Nínivy Matos Ferreira (Centro de Prevenção Comunitária)
10h: mesa-redonda – Diagnóstico situacional – pesquisas no campo da política sobre drogas no Espírito Santo
Levantamento do uso de drogas entre estudantes do Ensino Médio do Espírito Santo – Franciele Marabotti Costa Leite (Laboratório de estudos sobre Violência, Saúde e Acidentes – LAVISA/UFES)
Painel Pericial de Substâncias Psicoativas no Espírito Santo – Mariana Dadalto Peres (Polícia Científica do Espírito Santo)
11h30: Encerramento
DIA 3
Data: 27/06 (sexta-feira)
Local: Auditório do SEBRAE, Vitória-ES
08h30: Recepção e café da manhã
09h: mesa-redonda – Boas Práticas em cuidado e tratamento a pessoas com necessidades decorrentes do uso de drogas
Sons, movimentos e sentidos: intervenções terapêuticas no CAPSi Serra – Sabrina de Aquino Souza (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil da Serra)
Escrita Criativa com Mulheres – Maurenia Lopes Ferreira de Almeida (Unidade de Saúde da Família de Barra do Jucu, Vila Velha)
10h: mesa-redonda – Novas Substâncias Psicoativas
Definição e identificação de Novas Substâncias Psicoativas – Monica Paulo de Souza (Polícia Federal)
Panorama Nacional e o Sistema de Alerta Rápido – Bárbara Caballero de Andrade (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Ministério da Justiça e Segurança Pública – SENAD/MJSP)
Acolhimento e Cuidado em Rede – Maria Angélica de Castro Comis (Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos – REDUC)
12h: Intervalo
13h30: mesa-redonda – Boas Práticas em Reinserção Social
Ateliê de Costura Fazendo Arte e Rádio Liberando Sonhos – Gabriel Fitaroni Neves da Cunha (Penitenciária de Segurança Média 2 – PSME2)
Projetos de Reinserção Social em um Serviço de Acolhimento Residencial Transitório – Sara Menezes (Serviço de Acolhimento Residencial Transitório Fênix)
14h30: mesa-redonda – Possibilidades de usos terapêuticos da Cannabis
Sistema endocanabinoide e usos terapêuticos da Cannabis – Jackeline Barbosa (Associação Médica Brasileira de Endocanabinologia – AMBCANN)
Aspectos Jurídicos do uso da Cannabis como recurso terapêutico – Emilio Nabas Figueiredo (Núcleo de Pesquisa em Psicoativos e Cultura; Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas)
16h30 – Encerramento
Informações à Imprensa:
Assessoria de Imprensa da Rede Abraço
Thiago Almeida
(27) 3636-6229 / 99780-3017
thiago.jesus@seg.es.gov.br
Saúde
Pacientes do SUS no Espírito Santo serão atendidos por hospitais particulares para a realização de 4,5 mil procedimentos

O Ministério da Saúde já tem contratos com hospitais privados e filantrópicos de 21 estados para realizar mais de 600 mil procedimentos gratuitos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), entre exames, consultas e cirurgias. No Espírito Santo, estão previstos 4,5 mil procedimentos, com investimento de R$ 13.771.848,84. Ao todo, R$ 1 bilhão já foi formalizado por meio de créditos financeiros do programa Agora Tem Especialistas com 259 instituições de todas as regiões do país.
No estado, os contratos contemplam unidades nos municípios de Colatina e Serra. Do total de procedimentos previsto, 1.032 cirurgias serão realizadas no São Bernardo Apart Hospital, em Colatina; e 3,5 mil cirurgias no Vitória Apart Hospital, em Serra.
A estratégia amplia a capacidade de atendimento do SUS ao permitir que hospitais privados e filantrópicos abram suas portas para pacientes da rede pública, realizando procedimentos e atendimentos em troca de créditos que podem ser utilizados para abatimento de tributos federais, fortalecendo a oferta de serviços especializados e reduzindo o tempo de espera da população.
“A gente pode ter no SUS um atendimento rápido, reduzindo o tempo que as pessoas estão esperando nas filas. Para isso que a gente fez o Agora Tem Especialistas, que está ajudando cidades, como Colatina e Serra, a fazer mais cirurgias, mais exames, mais consultas especializadas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Dos 600 mil procedimentos previstos em todo o país, 458 mil serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), estratégia que unifica consultas, exames e diagnósticos de uma mesma especialidade em um único pacote de atendimento, o que acaba com a peregrinação dos pacientes por diferentes unidades. Outros 142 mil correspondem a procedimentos cirúrgicos de diferentes complexidades em especialidades como oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.
A maior previsão é em oftalmologia, com 170 mil procedimentos por ano, seguida por cardiologia (133 mil), ortopedia (113 mil) e oncologia (72 mil).
Terapia renal substitutiva garante assistência
Uma das novidades do componente de crédito financeiro é a inclusão da Terapia Renal Substitutiva (TRS). A modalidade já conta com 136 instituições vinculadas, ampliando a capacidade de atendimento de pacientes que precisam de hemodiálise.
A inclusão da TRS expande o alcance da estratégia do Agora Tem Especialistas para além dos procedimentos eletivos e permite mobilizar a rede privada e filantrópica também para uma assistência contínua e essencial para quem precisa de hemodiálise. Ao todo, R$ 350 milhões dos contratos estão destinados à modalidade, valor que garante atendimento continuado para cerca de 40 mil pacientes todos os meses.
As instituições que aderem ao programa recebem um incremento financeiro pelos atendimentos, que é pago por meio dos créditos financeiros, que podem ser utilizados para abater tributos federais.
Atendimento chega à população
A ampliação da oferta já está se transformando em atendimento à população — 23 estabelecimentos já tiveram produção validada, com 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada, ou seja, consultas, exames e cirurgias já realizados em pacientes do SUS. No Espírito Santo, o Vitória Apart Hospital, em Serra, já realizou mais de 60 procedimentos, com mais de R$ 220 mil em produção validada.
Ministério da Saúde
Saúde
Lei cria Junho Vermelho para incentivar doação de sangue

O mês de junho passará a integrar o calendário de ações de incentivo à doação de sangue. De acordo com a Lei 15.491/2026, o poder público produzirá materiais educativos e campanhas com foco no aumento dos estoques nos hemocentros do país. Outra medida prevista é a iluminação de prédios públicos na cor vermelha.
A lei estabelece ainda que a implementação das ações deverá respeitar a disponibilidade orçamentária e ocorrer de forma articulada entre União, estados, Distrito Federal e municípios.
As atividades também deverão estar alinhadas às diretrizes do Ministério da Saúde.
Segundo o texto, a campanha busca fortalecer as iniciativas de conscientização sobre a necessidade de doações regulares de sangue.
Tais medidas são consideradas essenciais para o atendimento de pacientes em tratamentos médicos, cirurgias, emergências e outras situações que demandem transfusões.
Fonte: Agencia Brasil
Saúde
Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes.
Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula.
“O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade.
A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2.
“Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado.
Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família.
“A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso.
“Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.
Eventos adversos
A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles:
– náuseas;
– vômitos;
– refluxo;
– azia;
– diarreia;
– constipação.
A perda de massa magra também é apontada pelos pediatras como risco – a nota recomenda acompanhamento médico para ajuste da conduta diante de intolerância. Entre os eventos classificados como potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.
“A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização”, destacou o documento.
Contraindicações
A SBP alerta que as canetas emagrecedoras são contraindicadas para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação; para gestantes e lactantes; e para pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.
“O relato de pancreatite prévia é considerado uma contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada”, concluiu a entidade.
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