Tecnologia
Estrelas hipervelozes revelam o mapa oculto da matéria escura na Via Láctea

Uma equipe de astrônomos liderada por Haozhu Fu, da Universidade de Pequim, realizou uma ampla busca por estrelas hipervelozes usando uma classe especial de astros, as RR Lyrae, para investigar o potencial gravitacional e a distribuição de matéria — inclusive matéria escura — no halo da Via Láctea.
O grupo identificou “fugitivas” cósmicas que podem ter sido lançadas para fora de seus sistemas, permitindo reconstruir trajetórias e testar como a gravidade molda nossa galáxia, segundo informações do portal phys.org.
Estrelas hipervelozes e matéria escura: o que saber
- Estrelas hipervelozes viajam tão rápido que podem escapar da gravidade da Via Láctea, tornando-se sondas naturais do halo galáctico.
- Os pesquisadores focaram em estrelas RR Lyrae, cuja pulsação previsível permite estimar distâncias com precisão.
- A análise encontrou dezenas de candidatas confiáveis, reunidas em dois grupos: próximo ao centro da galáxia e nas Nuvens de Magalhães.
- O mecanismo de Hills, ligado ao buraco negro supermassivo central, é uma explicação provável para as ejeções a altíssima velocidade.
- Novos dados do satélite Gaia e espectroscopia devem refinar as origens e trajetórias desses objetos raros.
RR Lyrae, Gaia e o rastro das “fugitivas” cósmicas
Para entender por que essas estrelas são tão valiosas, vale lembrar o conceito de velocidade de escape: é a rapidez necessária para que um objeto deixe um corpo celeste e não volte mais, sem impulso adicional.
Em nossa galáxia, há estrelas que superam esse limite. Elas são chamadas de hipervelozes e, ao cruzarem o espaço, carregam pistas do “campo de força” da Via Láctea e do que se esconde em seu halo, onde a matéria escura domina.

Uma origem provável para essas velocidades extremas está no centro galáctico. Ali, o buraco negro supermassivo Sagitário A* pode atuar como uma catapulta gravitacional.
Pelo mecanismo proposto por Jack Hills, se um par de estrelas passa perto demais do buraco negro, uma pode ser capturada enquanto a outra é arremessada para fora a velocidades gigantescas. Em 2019, um fenômeno desses foi observado deixando o núcleo da Via Láctea a uma fração notável da velocidade da luz, um exemplo marcante desse processo.
Metodologia e critérios de seleção
No novo trabalho, os cientistas começaram pelas RR Lyrae, estrelas antigas e pulsantes, comuns no disco espesso, no halo e em aglomerados. O grande trunfo delas está na regularidade: a relação entre período de pulsação, brilho absoluto e composição química permite calcular distâncias de forma confiável. Com isso, é possível reconstruir trajetórias em 3D.
Os autores analisaram catálogos robustos — com milhares a centenas de milhares de RR Lyrae — e aplicaram filtros rigorosos. Para reduzir incertezas, priorizaram medidas espectroscópicas de velocidade radial e curvas de luz bem caracterizadas.
O conjunto inicial foi encolhendo até chegar a um grupo enxuto de candidatas com velocidades compatíveis com o status de hipervelozes. Ao final, 87 estrelas se destacaram como as mais consistentes, com uma fração delas exibindo velocidades tangenciais muito altas.

Essas estrelas se distribuíram em dois aglomerados principais: um alinhado com a direção do centro da Via Láctea e outro próximo às Nuvens de Magalhães, duas galáxias anãs vizinhas. Esse padrão geográfico reforça a hipótese de ejeções tanto a partir do núcleo galáctico, via mecanismo de Hills, quanto de sistemas hospedeiros nas próprias Nuvens, que podem ter “lançado” estrelas rumo ao espaço intergaláctico.
Leia mais:
- Como a Via Láctea nasceu?
- Quantas estrelas morrem por ano na Via Láctea?
- 10 curiosidades sobre a Via Láctea, a galáxia de onde surgem bolhas misteriosas
Mapeamento do halo e implicações
Traçar o caminho dessas fugitivas funciona como um teste de estresse do mapa gravitacional da galáxia. Se conhecemos de onde vieram e para onde vão, podemos ajustar o “relevo” invisível da Via Láctea e, com isso, inferir a distribuição de matéria escura no halo.
Para além da curiosidade, há implicações práticas. Compreender como o halo é estruturado ajuda a testar teorias sobre a formação e evolução de galáxias, indica como a matéria escura se organiza e melhora modelos que descrevem o ambiente gravitacional em que o Sistema Solar está imerso. É como substituir um esboço por um mapa de alta resolução: cada estrela hiperveloz adiciona uma nova linha a esse desenho, aproximando-nos de respostas sobre um dos maiores enigmas da física moderna.
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Ford entra na onda da IA e anima Wall Street

A Ford, tradicional montadora estadunidense fundada há 122 anos, tornou-se a mais recente empresa da chamada “velha economia” a ser impulsionada pelo avanço da inteligência artificial (IA).
As ações da companhia dispararam 21% em apenas dois dias na semana passada, após o anúncio do lançamento de uma nova divisão de armazenamento de energia voltada ao fornecimento de grandes baterias para hyperscalers de IA e data centers.
Na segunda-feira seguinte ao anúncio, a empresa informou ter fechado seu primeiro contrato: um acordo de cinco anos com a EDF para fornecer até 20 GWh de energia.
O movimento despertou entusiasmo em Wall Street diante da possibilidade de uma fabricante tradicional, historicamente associada a crescimento lento e margens reduzidas, passar a atuar em um segmento ligado à IA caracterizado por forte expansão e rentabilidade mais elevada.
Ford entra em mercado em expansão
- Segundo estimativas da Bloomberg NEF citadas no texto, a demanda por armazenamento de energia nos Estados Unidos deve dobrar até 2030;
- Além da Ford, outras companhias industriais vêm registrando novas oportunidades de crescimento impulsionadas pela expansão do ecossistema de IA, incluindo Caterpillar, Johnson Controls e Corning;
- O forte interesse dos investidores ganhou impulso após um relatório publicado em 13 de maio por Andrew Percoco, analista do Morgan Stanley. No documento, ele avaliou o novo negócio de energia da Ford em US$ 10 bilhões (R$ 50,2 bilhões) e previu a possibilidade de contratos com “grandes clientes comerciais e potencialmente hyperscalers”;
- No dia seguinte, o CEO da Ford, Jim Farley, reforçou o otimismo durante a assembleia anual de acionistas da companhia ao afirmar: “Temos visto um interesse tremendo dos clientes”.

Leia mais:
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A entrada da Ford nesse segmento ocorreu de forma indireta após o desempenho abaixo do esperado do mercado de veículos elétricos nos Estados Unidos. A montadora havia firmado parceria com a fabricante chinesa de baterias Contemporary Amperex Technology (CATL) para fornecer baterias destinadas a veículos elétricos.
A tecnologia da CATL continuará sendo utilizada em uma picape elétrica de US$ 30 mil (R$ 150,5 mil) prevista para o próximo ano. Porém, diante da demanda mais fraca do que o esperado por veículos elétricos no mercado estaduniense, a Ford precisou redirecionar sua estratégia, passando a utilizar a tecnologia da empresa chinesa também em grandes baterias de armazenamento energético.
Ainda não está claro como o novo negócio evoluirá nos próximos anos. Após a forte alta registrada na semana passada, as ações da Ford devolveram parte dos ganhos.
Mesmo assim, o BNP Paribas estima que, caso o investimento de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) da Ford no novo segmento seja bem-sucedido, a operação poderá gerar retorno de 22% até o fim da década. Retornos de dois dígitos seriam algo incomum para uma montadora tradicional de Detroit (EUA).
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SpaceX: documento de IPO revela receita de R$ 23,5 bi no 1º trimestre

A SpaceX registrou receita de US$ 4,7 bilhões (R$ 23,5 bilhões) no primeiro trimestre, de acordo com documentos de IPO divulgados pela empresa de exploração espacial de Elon Musk e vistos pelo The New York Times.
Os documentos também revelaram que a companhia carrega uma dívida total de US$ 29 bilhões (R$ 145,3 bilhões), refletindo os investimentos massivos em projetos de tecnologia espacial.
SpaceX: investimento bilionário no projeto Starship
- A SpaceX investiu mais de US$ 15 bilhões (R$ 75,2 bilhões) especificamente no desenvolvimento do Starship, seu foguete de próxima geração projetado para missões interplanetárias e transporte de cargas pesadas;
- O Starship representa uma das principais apostas tecnológicas da empresa para expandir suas capacidades de transporte espacial e viabilizar missões de longa distância, incluindo eventual colonização de Marte.
A receita da empresa em 2025 foi de US$ 18,7 bilhões (R$ 93,7 bilhões), aumento de 33% ante 2024. Contudo, a empresa perdeu mais de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,5 bilhões) no ano passado, ante lucro de US$ 791 milhões (R$ 4 bilhões) em 2024.

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- Starship volta a voar após 7 meses – assista com o Olhar Digital
- Fundo discreto pode lucrar bilhões com entrada da SpaceX na bolsa após aposta precoce
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Os investimentos de capital quase dobraram para US$ 20,7 bilhões (R$ 103,8 bilhões) devido aos altos gastos com o desenvolvimento de IA (a empresa se fundiu com a xAI no início do ano). Nos primeiros três meses deste ano, a SpaceX perdeu quase tanto dinheiro quanto perdeu em 2025 inteiro, com prejuízo de US$ 4,3 bilhões (R$ 21,5 bilhões).
O negócio mais lucrativo da SpaceX é a Starlink, internet via satélite, que contava com 10,3 milhões de assinantes no final de março, o dobro em relação ao ano anterior. No ano passado, a Starlink obteve receita operacional de cerca de US$ 4,4 bilhões (R$ 22 bilhões), também mais que o dobro do ano anterior.
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Laboratórios recolhem remédios após identificar problemas; saiba quais

Duas farmacêuticas anunciaram, nesta segunda-feira (18), o recolhimento voluntário de remédios após identificarem problemas relacionados à produção dos produtos. As ocorrências foram comunicadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as suspensões de comercialização, distribuição e uso foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).
Quais remédios foram retirados de circulação?
- A Cimed informou suspeitar de uma troca de cartuchos entre medicamentos usados no controle do colesterol;
- Segundo a empresa, pacientes que acreditam estar tomando atorvastatina cálcica 40 mg podem, na prática, estar consumindo rosuvastatina cálcica 20 mg;
- Foram recolhidos os lotes 2408006 da atorvastatina cálcica 40 mg e 2408078 da rosuvastatina cálcica 20 mg;
- Os dois medicamentos são utilizados para reduzir os níveis de colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, e triglicerídeos no sangue. Também contribuem para elevar o HDL, chamado de colesterol bom, e são prescritos para prevenir doenças cardiovasculares, como infartos e AVCs;
- Embora as duas substâncias pertençam à mesma classe de medicamentos, as estatinas, elas possuem doses e indicações diferentes de acordo com o perfil de cada paciente.
A troca pode representar risco porque cada medicamento é prescrito de forma individualizada. A dose adequada depende do histórico clínico do paciente, de outros medicamentos utilizados e do nível de colesterol que precisa ser controlado.

- Já a Hypofarma anunciou o recolhimento do lote 25091566 do fosfato dissódico de dexametasona 4 mg/ml, um corticoide injetável comercializado em caixas com 50 ampolas;
- De acordo com a empresa, foi identificada turvação da solução quando o medicamento é diluído em associação a determinados outros remédios;
- A Hypofarma afirmou que o recolhimento está restrito ao lote mencionado e que acompanha o caso junto às autoridades sanitárias.
O fosfato dissódico de dexametasona é um corticoide sintético utilizado no tratamento de condições inflamatórias severas, distúrbios alérgicos e doenças autoimunes. O medicamento também é indicado para casos de edema, incluindo edema cerebral em algumas condições neurológicas, além de distúrbios endócrinos.
Em nota, a Hypofarma afirmou que “a medida demonstra o compromisso histórico da empresa com a segurança dos pacientes, a transparência de seus processos e o rigor dos controles de qualidade”.
As empresas orientam consumidores que tenham adquirido qualquer um dos medicamentos afetados a interromper o uso e entrar em contato com os serviços de atendimento ao consumidor (SAC) para obter informações sobre o recolhimento e a devolução dos produtos.
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