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Tecnologia

Governo dos EUA alerta sobre vulnerabilidade crítica do Linux

Redação Informe ES

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Uma vulnerabilidade severa de segurança que afeta quase todas as versões do sistema operacional Linux deixou defensores em alerta após pesquisadores de segurança divulgarem publicamente um código de exploração que permite atacantes assumirem controle total de sistemas vulneráveis.

O governo estadunidense confirma que a falha, apelidada de “CopyFail“, está sendo explorada ativamente em campanhas de hacking maliciosas.

A vulnerabilidade, oficialmente catalogada como CVE-2026-31431, foi descoberta em versões do kernel Linux 7.0 e anteriores. Embora tenha sido divulgada à equipe de segurança do kernel Linux no final de março e corrigida em cerca de uma semana, os patches ainda não chegaram completamente às muitas distribuições Linux que dependem do kernel vulnerável, mantendo sistemas em risco de comprometimento.

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Pessoa digitando em um teclado de notebook com um sinal de alerta pairando sobre o teclado
Vulnerabilidade foi descoberta em versões do kernel Linux 7.0 e anteriores – Imagem: VRVIRUS/Shutterstock

Impacto massivo em datacenters e servidores

  • O Linux é amplamente utilizado em ambientes empresariais, executando computadores que operam grande parte dos datacenters mundiais;
  • O site da CopyFail afirma que o mesmo script curto em Python “compromete toda distribuição Linux enviada desde 2017“;
  • Segundo a empresa de segurança Theori, que descobriu a CopyFail, a vulnerabilidade foi verificada em várias versões amplamente utilizadas do Linux, incluindo Red Hat Enterprise Linux 10.1, Ubuntu 24.04 (LTS), Amazon Linux 2023 e SUSE 16;
  • O engenheiro DevOps Jorijn Schrijvershof descreveu em post de blog que o exploit funciona nas versões Debian e Fedora, além do Kubernetes, que depende do kernel Linux;
  • Schrijvershof caracterizou a falha como tendo um “raio de explosão excepcionalmente grande“, funcionando em “quase toda distribuição moderna” do Linux.

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A falha recebe o nome CopyFail porque o componente afetado no kernel do Linux não copia certos dados quando deveria. Isso corrompe dados sensíveis dentro do kernel, permitindo que o atacante se aproveite do acesso do kernel ao resto do sistema, incluindo seus dados.

Se explorada, a vulnerabilidade é particularmente problemática porque permite que um usuário comum com acesso limitado obtenha acesso completo de administrador em um sistema Linux afetado. Um comprometimento bem-sucedido de servidor em datacenter poderia permitir que atacante ganhe acesso a todas as aplicações, servidores e bancos de dados de numerosos clientes corporativos, potencialmente obtendo acesso a outros sistemas na mesma rede ou datacenter.

A falha CopyFail não pode ser explorada pela internet isoladamente, mas pode ser transformada em arma se usada em conjunto com exploit que funciona pela internet. Segundo a Microsoft, se o bug CopyFail for encadeado com outra vulnerabilidade que pode ser entregue pela internet, um atacante poderia usar a falha para obter acesso root ao servidor afetado.

Um usuário operando computador Linux com kernel vulnerável também poderia ser enganado ao abrir link ou anexo malicioso que dispara a vulnerabilidade. O bug também poderia ser injetado por meio de ataques à cadeia de suprimentos, nos quais atores maliciosos invadem uma conta de desenvolvedor de código aberto e plantam malware em seu código para comprometer grande número de dispositivos de uma vez.

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Exemplo de data center
Linux é utilizado em vários sistemas de data center mundiais, o que os deixa vulneráveis – Imagem: shihabsarkar/Shutterstock

Dado o risco à rede empresarial federal, a agência de cibersegurança estadunidense CISA ordenou que todas as agências federais civis apliquem patches em sistemas afetados até 15 de maio. A ordem reflete a gravidade da vulnerabilidade e o potencial de comprometimento em infraestruturas críticas que dependem do Linux.

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É como achar Jesus numa torrada: físico questiona pesquisa central da Microsoft em computação quântica

Redação Informe ES

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Uma crítica publicada na revista científica Nature (leia o estudo aqui) voltou a colocar sob questionamento os avanços divulgados pela Microsoft em sua linha de computação quântica. O trabalho, desenvolvido por Henry F. Legg, contesta um estudo de fevereiro de 2025 que sustenta parte central da estratégia da empresa nesse campo, especialmente no desenvolvimento de software voltado à identificação de características em fios condutores. Henry Legg é pesquisador do departamento de física da University of Basel (Suíça).

O debate envolve a aposta da companhia em uma abordagem distinta da de concorrentes como IBM e Google, baseada em uma suposta partícula chamada Majorana, ainda não confirmada em publicação revisada por pares. A discussão ganhou novo peso após a empresa reafirmar metas ambiciosas, incluindo a previsão de um sistema quântico funcional até 2029.

O caso ocorre em um contexto de crescente investimento e disputa internacional pela liderança em computação quântica, área considerada estratégica por governos e grandes empresas de tecnologia.

Físico questiona pesquisa da Microsoft em computação quântica

notebook com várias linhas coloridas de código na tela
Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

A controvérsia se intensificou após a publicação de uma análise crítica na Nature por um pesquisador da Universidade de St. Andrews. O estudo questiona a consistência dos resultados apresentados em um artigo de 2025 associado à Microsoft, que descreve um software capaz de localizar uma pequena lacuna em fios altamente condutores, elemento considerado relevante para a construção de qubits mais estáveis.

Segundo o autor da crítica, os resultados do software seriam inconsistentes e, em parte, mal interpretados. Ele também afirma que dados mais amplos divulgados pela própria empresa indicariam padrões aleatórios, sem evidência clara do fenômeno descrito no estudo original.

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Em resposta publicada na própria Nature e em declarações à imprensa, representantes da Microsoft sustentam que a ferramenta funciona como um instrumento de ajuste prático para seus chips quânticos. Um dos responsáveis pela área de hardware quântico da companhia afirmou que o código já é utilizado em operações atuais de configuração de sistemas em desenvolvimento.

Logo da Microsoft em uma fachada
Dona do Windows convive com problemas com o recurso desde sua criação – Imagem: gguy/Shutterstock

O executivo comparou o estágio da tecnologia ao início da aviação, defendendo que a existência de resultados práticos em laboratório indicaria a viabilidade do caminho escolhido pela empresa. Ainda assim, pesquisadores críticos apontam que a base teórica do modelo adotado pela Microsoft depende de evidências ainda não consolidadas.

A empresa também relembra que sua linha de pesquisa envolve quase duas décadas de trabalho em busca de qubits mais robustos, baseados em propriedades quânticas ainda em estudo. Nesse percurso, já houve trabalhos associados ao grupo que foram posteriormente retirados de periódicos científicos ou receberam alertas editoriais.

Enquanto isso, concorrentes como IBM e Google seguem caminhos tecnológicos distintos, apoiados em abordagens consideradas mais estabelecidas pela comunidade científica. A disputa ocorre em paralelo a metas globais mais amplas, incluindo iniciativas governamentais que buscam acelerar o desenvolvimento de computadores quânticos funcionais nos próximos anos.

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Tecnologia

Por que as ações da SpaceX estão despencando na Bolsa de Valores?

Redação Informe ES

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Depois de entrar na bolsa de valores, a SpaceX tem registrado uma queda expressiva no valor das ações nos últimos dias.

No Olhar Digital News de hoje, recebemos Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, para analisar a reação do mercado financeiro após a realização do maior IPO da história. Confira!

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Tecnologia

Estudo encontrou mais de 500 terremotos… em uma região onde eles não deveriam existir

Redação Informe ES

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Uma equipe internacional de pesquisadores identificou mais de 500 terremotos profundos sob a Antártida Oriental. O que chamou atenção é que, seguindo os modelos geológicos tradicionais, esse tipo de atividade sísmica é improvável na região.

A descoberta foi publicada na revista Science e aconteceu graças ao uso de técnicas de inteligência artificial aplicadas à análise de dados sísmicos:

  • Para isso, os cientistas analisaram informações coletadas por 49 estações de monitoramento distribuídas pela Antártida Oriental;
  • Para localizar os eventos, a equipe empregou um sistema de aprendizado profundo capaz de distinguir sinais sísmicos em meio ao grande volume de ruídos registrados pelos equipamentos.

A tecnologia permitiu identificar 510 terremotos de profundidade intermediária, concentrados sob a geleira David, em profundidades entre 100 e 150 quilômetros. As magnitudes variaram entre 1,6 e 3,5, consideradas relativamente baixas quando comparadas a grandes terremotos registrados em outras partes do mundo.

Mapeamento dos terremotos na Antártida
Mapeamento dos terremotos na Antártida – Imagem: Ho et al., Science , 2026

Região na Antártida não costuma ter terremotos

O achado chamou a atenção porque a região está distante dos limites entre placas tectônicas – locais onde ocorrem a maior parte dos terremotos. Segundo os pesquisadores, eventos desse tipo desafiam o que se sabe sobre o tectonismo.

“Terremotos intraplaca (eventos que ocorrem no interior das placas, longe das margens ativas) desafiam o paradigma tradicional da tectônica de placas, que indica que o interior das placas deve sofrer pouca deformação”, escreveram os autores.

O desafio é ainda maior porque os terremotos foram registrados em profundidades onde as condições de temperatura e pressão normalmente dificultam a ocorrência de rupturas nas rochas.

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Para localizar os tremores, a equipe analisou o comportamento de ondas sísmicas de diferentes tipos. A comparação entre ondas P (que atravessam qualquer material) e ondas S (que se propagam apenas por rochas sólidas) permitiu identificar fraturas subterrâneas e calcular sua localização.

Mapeamento dos terremotos na Antártida
Temperatura e pressão, além de peculiaridades locais, provavelmente tiveram influência no surgimento dos terremotos – Imagem: Ho et al., Science , 2026

O que pode ter causado os terremotos?

Embora a região não esteja situada sobre uma fronteira tectônica, ela fica próxima de um limite litosférico que separa duas estruturas geológicas distintas: a placa mais espessa e fria da Antártida Oriental e a placa mais fina e quente da Antártida Ocidental.

Os pesquisadores acreditam que essa diferença de propriedades físicas pode criar zonas de concentração de tensão capazes de desencadear terremotos. A hipótese considera ainda a influência do material quente que ascende do manto terrestre e o peso exercido pela cobertura de gelo da região.

Apesar dos avanços, o estudo não resolve todos os mistérios. Os cientistas afirmam que os mecanismos propostos ajudam a explicar por que os terremotos ocorrem em grandes profundidades, mas ainda não esclarecem totalmente por que eles estão concentrados especificamente sob a geleira David.

Estruturas geológicas semelhantes existem em outras áreas das Montanhas Transantárticas, indicando que fatores locais adicionais podem estar envolvidos.

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Além de ampliar o conhecimento sobre a dinâmica interna do planeta, a pesquisa sugere que terremotos desse tipo podem ser mais comuns do que se imaginava. Segundo os autores, o uso crescente de inteligência artificial e métodos modernos de processamento de dados pode revelar eventos sísmicos que permaneceram ocultos por décadas.

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