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Tecnologia

Nova bicicleta elétrica inteligente tem ChatGPT como copiloto

Colunista Noel Junior

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A chinesa Urtopia é uma empresa de mobilidade elétrica que já explorou até o uso de IA em bicicletas elétricas. Agora, a marca se prepara para apresentar uma nova e-bike inteligente na feira de tecnologia CES 2024.

Segundo as informações divulgadas até aqui, o mais novo modelo foi projetado em parceria com a empresa alemã Frog Design e irá se chamar Fusion eSUV. Apesar de poucas imagens oficiais, mais detalhes foram revelados.

Como é a e-bike com ChatGPT

A bike elétrica é descrita pelo fabricante como “o epítome da potência bruta”. A empresa confirmou ainda que este modelo terá o ChatGPT como copiloto, com interação de voz por microfones duplos e alto-falante embutido.

Segundo a Urtopia, a ebike inteligente é construída em torno de uma estrutura angular de fibra de carbono em forma de V, pesa cerca de 23 kg e foi projetada para acomodar ciclistas entre 1,6 m e 1,9 m de altura.

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Bateria, autonomia e desempenho

  • O tubo inferior abriga uma bateria de 540 Wh com células de íon de lítio Samsung.
  • Um extensor de alcance com 360 ​​​​Wh de capacidade estará disponível como um extra para um alcance total de até 160 km por carga.
  • Acionando o pedal assistido está um motor Bafang de 250W. A empresa também deve oferecer uma configuração mais potente com motor duplo. 
  • A transmissão por corrente padrão vem com um conjunto de engrenagens Shimano de 10 velocidades. Também será vendida uma versão com transmissão por correia.
A ebike inteligente Fusion juntou-se aos modelos existentes da Urtopia na Eurobike 2023 em junho. Imagem: Divulgação

A lista de recursos da bike inclui eSIM, GPS, Bluetooth e 4G. A proteção antirroubo do veículo é robusta e fornece alertas de movimentação do veículo, enquanto um display central com desbloqueio por impressão digital permite visualizar velocidade, status da bateria, condições do clima e hora, navegação e mais.

Também há um garfo com suspensão pneumática para andar em terrenos irregulares, rodas de 28 polegadas e freios a disco hidráulicos Tektro (ou freios a disco hidráulicos Magura MT4 eSTOP na versão mais completa), além de farol integrado, luz traseira e sinalização de mudança de direção como opcional.

Um rack traseiro também pode ser adquirido para montagem de cestos, assentos e acessórios e a capacidade máxima de carga útil é de 150 kg.

Por ora, isso é tudo que foi revelado. Na CES 2024 serão divulgadas mais informações sobre preços e disponibilidade.

Por: Olhar Digital.

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Tecnologia

Confira o Olhar Digital News na íntegra (04/09/2026)

Redação Informe ES

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta sexta-feira (04/09).

Supercomputador revoluciona previsão do tempo no Brasil

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a rodar o Monan, seu novo modelo próprio de previsão do tempo. A ferramenta opera no supercomputador Jaci e projeta cenários com até 11 dias de antecedência.

Musk tenta barrar lei contra nudes falsos feitos por IA

Um juiz federal dos Estados Unidos negou o pedido da xAI para suspender uma nova lei que proíbe imagens falsas de nudez criadas por inteligência artificial. A empresa de Elon Musk argumentava que a legislação fere a liberdade de expressão.

Robôs da OpenAI sequestram site e criam fórum secreto na web

Um grupo de agentes de IA da OpenAI tomou o controle de um site alemão e transformou a página em um espaço de troca de mensagens. O episódio reacende o debate sobre os riscos de sistemas autônomos que encontram maneiras de escapar das restrições impostas por seus desenvolvedores.

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Asteroide batizado em homenagem a Ayrton Senna tem um “companheiro de equipe” no espaço

Detectado pela primeira vez em 1985, um asteroide batizado em homenagem ao piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna, acaba de surpreender os cientistas ao revelar que não “corre” sozinho pelo espaço. Astrônomos descobriram que o objeto faz parte de um sistema formado por dois corpos.

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Tecnologia

Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais

Redação Informe ES

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A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.

A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.

A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.

Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.

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Nova solução dá mais controle às empresas

  • Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
  • A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
  • “Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
  • A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.
Logo da Anthropic acima; à frente, dizeres "IPO" na tela de um smartphone na horizontal
IPO da empresa pode ocorrer muito em breve – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

Leia mais:

  • Claude.AI: como usar inteligência artificial
  • Claude IA: 4 coisas que o chatbot pode fazer que o ChatGPT não consegue
  • Anthropic cria nova barreira após Claude acessar sistemas na internet

Empresas são fundamentais para a Anthropic

Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.

Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.

Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.

Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.

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A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.

O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.

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Tecnologia

Copos de papel descartáveis também liberam plástico quando entram em contato com calor

Redação Informe ES

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Copos de papel descartáveis usados para café, chá e outras bebidas quentes podem liberar milhões de partículas de plástico. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, com recipientes revestidos por polietileno (PE) ou ácido polilático (PLA).

Os dois tipos de revestimento liberaram partículas quando entraram em contato com água quente. Nos experimentos, porém, os copos com PLA, considerado biodegradável, apresentaram uma liberação de partículas aproximadamente 12 vezes maior em massa total do que aqueles revestidos com PE.

Microplásticos contaminação
Um simples café quente pode entrar em contato com partículas liberadas pelo revestimento interno do copo descartável. Imagem: Svetlozar Hristov/iStock

O papel esconde uma camada plástica

Para entender a liberação de partículas, os pesquisadores analisaram dois tipos de copos descartáveis: aqueles revestidos internamente com polietileno (PE) e os que usam ácido polilático (PLA), uma alternativa biodegradável ao plástico convencional.

Embora sejam chamados de copos de papel, esses recipientes normalmente recebem uma fina camada de material plástico na parte interna. O objetivo é evitar que a bebida atravesse o papel e, ao mesmo tempo, ajudar o copo a manter sua estrutura quando entra em contato com líquidos.

É justamente essa camada que entrou no foco do estudo. Quando os copos foram expostos à água quente, tanto o PE quanto o PLA liberaram partículas plásticas. A diferença apareceu na quantidade liberada por cada material.

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Um copo feito principalmente de papel não significa que o copo seja livre de plástico, porque muitos contêm um fino revestimento plástico que proporciona resistência à água e integridade estrutural.
Dr. Elvis Okoffo, pesquisador da Queensland Alliance for Environmental Health Sciences (QAEHS), da Universidade de Queensland, em nota.

PLA liberou mais partículas

A diferença entre os materiais apareceu nas medições. Os pesquisadores encontraram aproximadamente 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro nos copos com PLA. Nos recipientes revestidos com PE, foram cerca de 2,7 milhões de partículas por mililitro.

As nanopartículas são extremamente pequenas: têm espessura equivalente a cerca de um milésimo da de um fio de cabelo humano.

Os principais resultados do experimento foram:

  • Os revestimentos de PE liberaram partículas plásticas na presença de água quente.
  • O mesmo ocorreu com os copos revestidos de PLA.
  • A massa total de partículas liberada pelo PLA foi aproximadamente 12 vezes maior.
  • Copos de PLA apresentaram cerca de 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro.
  • Nos copos de PE, foram registradas aproximadamente 2,7 milhões de partículas por mililitro.
Os efeitos das partículas plásticas sobre a saúde humana ainda não estão claros, segundo os pesquisadores. Imagem: Deemerwha studio/Shutterstock

O impacto na saúde ainda é incerto

Os pesquisadores não afirmam que o consumo de bebidas em copos descartáveis cause problemas de saúde. O que acontece com essas partículas depois que chegam ao organismo ainda não está claro.

“Isso não significa necessariamente que as pessoas devam parar de usar copos de papel, ou que o PLA seja inerentemente inseguro”, disse Okoffo.

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Leia mais:

  • Microplásticos no dia a dia: onde eles estão sem você notar
  • Cinco perguntas sobre microplásticos que você precisa fazer
  • Plástico “vivo” usa bactérias para se autodestruir sob comando

Para o pesquisador, os materiais usados em produtos que entram em contato com alimentos precisam ser avaliados também pela quantidade de partículas que podem liberar durante o uso cotidiano.

A equipe defende que consumidores recebam informações sobre os materiais presentes nos revestimentos e que órgãos reguladores considerem testes de liberação de micro e nanoplásticos na avaliação de segurança de produtos destinados a bebidas quentes.

“Os formuladores de políticas e reguladores poderiam considerar se os testes de liberação de micro e nanoplásticos deveriam fazer parte da avaliação de segurança dos materiais que entram em contato com alimentos, especialmente produtos desenvolvidos para bebidas quentes”, afirmou.

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