Tecnologia
Wiz, YouTube e Motorola: conheça essas e outras das maiores aquisições do Google

O Google é uma empresa fundada em 1998 por Sergey Brin e Larry Page com o objetivo de organizar a informação mundial, tornando-a acessível e útil para todos. A companhia cresceu rapidamente, resultando em parcerias, aquisições e disponibilidade de diversos outros produtos.
Recentemente, por exemplo, o Google anunciou a compra da Wiz, uma empresa de cibersegurança israelense. Quer conhecer algumas das maiores aquisições da companhia? Continue a leitura e confira!
Quais são as maiores aquisições do Google?
Na lista a seguir, você confere as aquisições em ordem crescente, conforme o valor que a empresa precisou desembolsar para realizar a compra.
10 – Waze (2013)

O Waze é uma startup israelense fundada em 2008 por Amir Shinar, Uri Levine e Ehud Shabtai. Ela oferece um serviço de GPS por meio do seu aplicativo de mapeamento e navegação para Android e iOS. A plataforma também se destaca por trazer informações do trânsito de forma instantânea, dando opções de rotas para o usuário fugir de engarrafamentos.
Leia mais:
- O que faz a Wiz, empresa visada pelo Google?
- Kagi: conheça o buscador que desafia o Google
- Google Drive: o que é e para que serve?
Na época da aquisição, o vice-presidente de geolocalização, Brian McClendon, em um comunicado da empresa, comentou sobre a importância da compra para a companhia.
“Estamos entusiasmados com a perspectiva de melhorar o Google Maps com os recursos de atualização de tráfego fornecidos pelo Waze e melhorar o Waze com os recursos de busca do Google”, disse.
De acordo com a Forbes, o Google adquiriu o Waze por US$ 1,15 bilhão, o que hoje equivale a R$ 6.588.580.000.
9 – Parte da HTC (2017)

A HTC é uma multinacional taiwanesa que fabrica celulares, tablets e até óculos de realidade virtual, tendo um grande reconhecimento no mercado por utilizar materiais premium na fabricação.
Em 2017, a big tech anunciou a compra de parte da divisão de smartphones da companhia. O negócio foi firmado com uma espécie de ‘acordo de cooperação’, que envolveu a contratação de cerca de 2.000 dos 10.000 funcionários da empresa, além do licenciamento não exclusivo de propriedade intelectual.
Em um comunicado do Google na época, Rick Osterloh, vice-presidente sênior de hardware da companhia, afirmou que os novos funcionários iriam trabalhar na linha de smartphones Pixel.
De acordo com o site Wired, o valor pago a HTC foi de US$ 1,1 bilhão (R$ 6.302.120.000 na cotação atual) para que o Google se tornasse um fabricante de celulares.
8 – YouTube (2006)

A maior plataforma para assistir a vídeos do mundo, o YouTube foi fundado em 2005, por Jawed Karim, Steven Chen e Chad Hurley. O site foi comprado pelo Google em 2006 e, atualmente, tem mais de 2 bilhões de usuários, estando presente em mais de 100 países.
A aquisição foi efetuada por US$ 1,65 bilhão em ações, valor que, na cotação atual, equivale a R$ 9.453.180.000.
7 – Fitbit (2021)

Marca de grande relevância no setor de dispositivos vestíveis, a Fitbit foi criada com o foco em saúde e atividades físicas.
A empresa, que foi idealizada por James Park e Eric N. Friedman, teve início em 2007. Ela é responsável pela fabricação de pulseiras, relógios e outros aparelhos vestíveis que contribuem para uma vida saudável.
Com a aquisição da empresa em 2021, o Google finalmente pôde competir com a Apple no mercado de ‘wearables’, ou seja, itens vestíveis. O valor da aquisição na época foi de US$ 2,1 bilhões (R$ 12.031.320.000 na cotação atual).
6 – Looker (2019)

A Looker Data Sciences é uma plataforma corporativa de BI, análise incorporada e aplicativos de dados, que auxilia os usuários na exploração e compartilhamento de insights em tempo real.
Ela foi adquirida pelo Google em 2019 por US$ 2,6 bilhões (R$ 14.895.920.000 na cotação atual). O objetivo da big tech é elevar a oferta para clientes que gerenciam dados em nuvem, trazendo uma nova ferramenta para a empresa, visando vender mais software em nuvem e armazenamento.
Dessa maneira, o Google buscava reduzir a distância em relação aos seus rivais que tinham maior participação de mercado, como a Microsoft e Amazon.
5 – Double Click (2007)

A Double Click é uma empresa especializada no desenvolvimento de ferramentas para publicidade online, além disso, é capaz de gerenciar a exposição de banners em diversos sites no mundo, como o jornal The Wall Street Journal.
Em 2007, o Google adquiriu a companhia por US$ 3,1 bilhões (R$ 17.760.520.000). Conforme um comunicado à imprensa, de Sergey Brin, co-fundador da empresa, a visão deles era “tornar o mercado publicitário online melhor, menos intrusivo, mais eficiente e mais útil. Junto com a DoubleClick, o Google fará isso pelos usuários, anunciantes e criadores de conteúdo”.
Dessa maneira, a big tech ficou ainda mais dominante na publicidade online, tornando-se um gigante no setor.
4 – Nest Labs (2014)

Cofundada pelos ex-engenheiros da Apple Tony Fadell e Matt Rogers, em 2010, a Nest Labs tinha apenas dois produtos na prateleira, um termostato e um detector de fumaças inteligentes, e o objetivo de reinventar dispositivos não amados, porém essenciais em uma casa.
A startup era especializada em automação residencial e fabricava itens programáveis habilitados para Wi-Fi, podendo ser controlados remotamente.
A startup foi adquirida pelo Google em 2014 pela bagatela de US$ 3,2 bilhões (R$ 18.333.440.000 na cotação atual). Dessa maneira, a gigante da tecnologia se fortaleceu na produção de hardware, assim como apontou o portal techcrunch na época.
3 – Mandiant (2022)

/Shutterstock)
A Mandiant é uma empresa fundada em 2004 que tem como especialidade o trabalho na área de cibersegurança, trabalhando para prevenir, combater e detectar ameaças contra servidores corporativos. Além disso, ela faz testes de efetividade de sistemas.
Todos esses serviços foram adquiridos pelo Google, em 2022, quando a companhia realizou a aquisição da Mandiant por US$ 5,4 bilhões (R$ 30.986.280.000 na conversão atual).
Em nota divulgada na época pelo Google, a big tech afirmou que com a “adição da Mandiant à família Google Cloud, a empresa passou a proporcionar uma experiência global comprovada em resposta abrangente a incidentes, prontidão estratégica e garantia técnica para ajudar organizações a mitigar ameaças e reduzir riscos comerciais antes, durante e depois de um incidente”.
2 – Motorola Mobility (2012)

Fundada em 1928, a Motorola Mobility é uma das principais empresas do setor de telecomunicações. No início, a companhia desenvolveu eliminadores de bateria para que rádios que dependiam de pilhas pudessem funcionar por meio da rede elétrica doméstica.
A Motorola é reconhecida como uma das pioneiras na criação do celular. O DynaTAC 800X, aprovado nos Estados Unidos, em 1983, é tido como o primeiro telefone móvel do mundo. A empresa também esteve inclusa na produção de itens de infraestrutura de redes.
Em 2011, depois de um acúmulo de prejuízos, suas operações se separaram. Dessa maneira, criou-se a Motorola Solutions, com logo azul, para trabalhos na área de infraestrutura, e a Motorola Mobility, com logo vermelho, que produzia celulares.
No mesmo ano, o Google anunciou a compra da Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões (R$ 71.727.500.000 na conversão atual). A aquisição só foi concluída em 2012. Assim, a empresa lançou modelos importantes de smartphones, como o Moto X e Moto G.
Porém, em 2014, a Google resolveu vender a divisão para a Lenovo, uma empresa chinesa responsável por fabricar notebooks, tablets, smartphones e muito mais. A venda foi concluída por US$ 3 bilhões (R$ 17.214.600.000 na conversão atual), mas boa parte da propriedade intelectual ficou com a companhia.
1 – Wiz (2025)

A aquisição mais recente do Google é também a maior de todas, pois custou US$ 32 bilhões (R$ 183.622.400.000 na conversão atual) para os cofres da empresa. A Wiz é uma startup de cibersegurança fundada em 2020 por quatro veteranos das Forças Armadas de Israel, incluindo o CEO, Assaf Rappaport.
Com a aquisição da empresa, o Google Cloud deve ganhar um reforço em sua infraestrutura de segurança, aumentando a variedade de ferramentas e plataformas.
O post Wiz, YouTube e Motorola: conheça essas e outras das maiores aquisições do Google apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Inmet alerta para onda de calor no Brasil; saiba em quais regiões

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta segunda-feira (20), um alerta vermelho para uma onda de calor que deve atingir parte do Brasil por até sete dias consecutivos. O aviso, que teve início no domingo (19), permanece válido até as 18h de sábado (25).
A previsão indica que as temperaturas podem ficar até 5 °C acima da média histórica durante o período, o que eleva os riscos à saúde da população nas regiões afetadas.
Onde o alerta do Inmet está valendo?
- O alerta se concentra principalmente em Mato Grosso do Sul, avançando sobre áreas do oeste do Paraná e alcançando também trechos de Santa Catarina e do noroeste do Rio Grande do Sul;
- Ao todo, 359 municípios devem ser impactados pela onda de calor;
- Segundo o Inmet, o nível de alerta vermelho representa uma “situação meteorológica de grande perigo”, com previsão de fenômenos de “intensidade excepcional”;
- O órgão também destaca que há “grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana”.

Leia mais:
- 10 sites e apps para conferir a previsão do tempo e condições climáticas
- Como resfriar sua casa sem ar-condicionado e ainda economizar
- Dias acima de 40ºC agora têm nome próprio no Japão: “cruelmente quentes”
Diante desse cenário, o instituto orienta que a população se mantenha informada sobre as condições meteorológicas e os possíveis riscos associados ao fenômeno. Em comunicado, reforça ainda que é fundamental que as pessoas sigam “as instruções e conselhos das autoridades em todas as circunstâncias”, além de se prepararem para eventuais medidas de emergência.
A onda de calor prolongada coloca as regiões sob alerta máximo, com temperaturas persistentemente elevadas ao longo da semana e potencial impacto direto na saúde e na segurança da população.
O post Inmet alerta para onda de calor no Brasil; saiba em quais regiões apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Chamados de superátomos gigantes, serão cruciais: o futuro dos computadores quânticos universais

O avanço rumo aos computadores quânticos universais acaba de ganhar um aliado poderoso vindo da Suécia. Pesquisadores desenvolveram superátomos gigantes capazes de blindar o sistema contra interferências externas que prejudicam o processamento. Essa inovação promete estabilizar cálculos complexos que antes eram impossíveis de manter por longos períodos.
Como os superátomos gigantes protegem os computadores quânticos universais?
Para entender essa revolução, um estudo realizado pela ScienceDaily revela que essas estruturas funcionam como escudos de larga escala. Ao contrário dos átomos convencionais, esses componentes ocupam um espaço físico e eletromagnético maior, criando uma barreira natural contra ruídos e vibrações que normalmente causariam a perda de dados quânticos.
A mecânica por trás disso envolve a manipulação da luz e da matéria em níveis sem precedentes, garantindo que o qubit permaneça em seu estado de superposição. Com essa proteção, o processador consegue manter a coerência por muito mais tempo, o que é fundamental para a viabilidade comercial desses equipamentos no futuro próximo.
🔬 Descoberta Inicial: Identificação dos superátomos gigantes na Universidade de Chalmers.
🛡️ Fase de Blindagem: Testes comprovam resistência contra interferências magnéticas e térmicas.
💻 Integração Quântica: Aplicação direta nos novos chips para computação de escala universal.
Qual é o papel da Universidade de Chalmers nessa descoberta?
Os cientistas da Universidade de Chalmers lideraram o desenvolvimento dessa peça inovadora, focando especificamente na solução para a “fragilidade” quântica. Eles descobriram que ao agrupar átomos em configurações específicas, era possível criar uma “vizinhança” eletrônica que ignora o barulho do ambiente externo.
Essa abordagem rompe com as tentativas anteriores de isolamento, que focavam apenas em resfriamento extremo ou vácuo absoluto para manter o sistema funcionando. Agora, a própria arquitetura do material atua como um filtro inteligente, simplificando significativamente a construção do hardware quântico em larga escala.
- Desenvolvimento de materiais em escala de superátomos.
- Redução drástica na taxa de erro de processamento.
- Criação de circuitos integrados mais robustos.
- Facilitação da escalabilidade para milhares de qubits.

Por que a estabilidade é o maior desafio dos computadores quânticos universais?
Atualmente, a sensibilidade extrema dos qubits impede que cálculos longos sejam concluídos sem erros fatais que destroem a lógica da operação. Qualquer pequena variação térmica ou magnética pode colapsar o estado quântico, tornando a máquina instável e imprecisa para tarefas do mundo real.
Com a introdução dos superátomos, a indústria espera finalmente superar o chamado “ruído quântico” que limita o desempenho das CPUs atuais. Ter sistemas estáveis significa que poderemos rodar algoritmos complexos de criptografia e simulação molecular sem a necessidade de correções de erro constantes.
| Característica | Arquitetura Padrão | Superátomos Gigantes |
|---|---|---|
| Sensibilidade | Altíssima (Erro frequente) | Baixa (Blindagem nativa) |
| Coerência | Curto Prazo | Longo Prazo |
| Custo de Resfriamento | Extremo | Otimizado |
O que diferencia esses novos componentes das tecnologias atuais?
Enquanto os componentes tradicionais tentam lutar contra a física do ambiente, os superátomos gigantes usam essa mesma física a seu favor. Eles são projetados para serem “transparentes” a certas frequências de ruído, permitindo que a informação flua apenas pelos canais desejados pelos engenheiros de hardware.
Essa seletividade é o que permite uma escalabilidade muito maior do que as soluções baseadas em fios supercondutores simples e frágeis. A integração desses superátomos em circuitos integrados de próxima geração pode ser o passo que faltava para a produção em massa de chips quânticos estáveis.
Quando veremos essa tecnologia em aplicações práticas de mercado?
Embora a descoberta seja um marco histórico, a transição do laboratório para o data center comercial levará alguns anos de refinamento. Especialistas preveem que os primeiros protótipos industriais utilizando superátomos devem surgir no final desta década, transformando setores como a medicina moderna.
A expectativa é que, com a estabilidade garantida por essa nova peça, empresas de tecnologia possam oferecer poder de processamento via nuvem de forma barata. O caminho para o computador quântico funcional e acessível está, agora, mais pavimentado do que em qualquer outro momento da história.
Leia mais:
- Cientistas criam sensor quântico com átomos super sensíveis
- O que é o condensado de Bose-Einstein? – Olhar Digital
- Após 86 anos de tentativas, físicos criam cristais de elétrons
O post Chamados de superátomos gigantes, serão cruciais: o futuro dos computadores quânticos universais apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
A descoberta inesperada de que buracos negros poderiam ser “fósseis” de um universo anterior

Pesquisas recentes na área da cosmologia estão desafiando a ideia de que o Big Bang foi o início absoluto de tudo no cosmos. De acordo com um novo modelo teórico, o que chamamos de “nascimento do universo” pode ter sido, na verdade, um rebote físico de uma realidade anterior que entrou em colapso. Nesse cenário fascinante, os buracos negros fósseis surgem como vestígios remanescentes de uma era pré-existente, sobrevivendo à transição violenta entre os ciclos universais.
Como os buracos negros fósseis provam a existência de um universo anterior?
A teoria convencional sugere que a singularidade do Big Bang apagou qualquer rastro de eventos passados, mas um novo estudo publicado no repositório ArXiv indica que a física permite exceções. Segundo os pesquisadores, objetos extremamente densos poderiam atuar como “fósseis” gravitacionais, atravessando o que a ciência chama de “gargalo” cósmico sem serem totalmente destruídos ou desintegrados durante a compressão máxima.
Essas estruturas não seriam apenas buracos negros comuns formados pela morte de estrelas atuais, mas sim entidades primordiais com massas específicas que não se encaixam nos modelos estelares padrões. A existência desses buracos negros fósseis validaria a hipótese do “Big Bounce” (Grande Salto), transformando nossa compreensão sobre a idade real do tempo e a origem da matéria que compõe as galáxias modernas.
🌌 Universo Antecessor: Um cosmos maduro entra em fase de contração gravitacional extrema (Big Crunch).
🔄 O Big Bounce: A densidade atinge um limite crítico e o universo “salta” de volta para uma expansão acelerada.
🔭 Era dos Fósseis: Buracos negros sobreviventes tornam-se sementes para a formação das primeiras estruturas atuais.
O que acontece durante o fenômeno conhecido como Big Bounce?
O conceito de Big Bounce propõe que o universo opera em ciclos eternos de expansão e contração, eliminando a necessidade de uma singularidade com densidade infinita. Diferente da teoria clássica, onde tudo começa em um ponto zero, o “rebote” sugere que os efeitos da gravidade quântica impedem o colapso total, agindo como uma mola que empurra o tecido do espaço-tempo de volta para fora.
Este processo de filtragem física é crucial, pois ele determina quais informações ou objetos podem transitar de um ciclo para o outro. Enquanto a radiação e a luz podem ser completamente reconfiguradas, objetos com densidade crítica, como os núcleos de grandes buracos negros, podem resistir à pressão e reaparecer no novo universo como componentes pré-fabricados de alta energia.
- Substituição da Singularidade: O Big Bounce evita o paradoxo matemático de um ponto com densidade infinita.
- Conservação de Estruturas: Permite que certas flutuações de densidade sobrevivam ao processo de transição.
- Geometria Quântica: A teoria se baseia na gravidade quântica em laços (Loop Quantum Gravity) para explicar o fenômeno.
- Ciclos Eternos: Sugere que o tempo não teve um início, sendo uma sucessão interminável de universos.

Quais são as principais evidências dos buracos negros fósseis no cosmos?
A principal evidência teórica dos buracos negros fósseis reside na discrepância de massa observada em alguns objetos do universo primordial. Astrônomos frequentemente encontram buracos negros supermassivos em épocas tão remotas que eles não teriam tido tempo suficiente para crescer através da absorção de gás ou fusões estelares, sugerindo que eles já surgiram “grandes”.
Além disso, a análise do Fundo Micro-ondas Cósmico (CMB) pode revelar padrões térmicos ou gravitacionais anômalos que seriam remanescentes da interação desses objetos durante o colapso anterior. Se confirmados, esses dados transformariam esses gigantes gravitacionais em verdadeiras máquinas do tempo biográficas, contando a história de um passado que a ciência julgava estar para sempre perdido no esquecimento.
| Tipo de Objeto | Origem Estimada | Papel no Universo |
|---|---|---|
| Buraco Negro Estelar | Colapso de estrelas massivas | Evolução galáctica comum |
| Buraco Negro Primordial | Flutuações do Big Bang | Candidato à Matéria Escura |
| Buraco Negro Fóssil | Universo Antecessor | Prova da teoria Big Bounce |
Seria o nosso universo apenas um ciclo infinito de expansão e colapso?
A aceitação de que vivemos em um sistema cíclico remove o caráter excepcional do nosso tempo e sugere um cosmos muito mais antigo e resiliente. Se o universo for realmente um ciclo infinito, as leis da termodinâmica precisariam ser reinterpretadas para explicar como a entropia não se acumula a ponto de impedir novos renascimentos ao longo de trilhões de eras passadas.
Essa perspectiva muda o foco da busca por um “começo” para a busca por um “processo”. Em vez de perguntarmos o que causou a explosão inicial, passamos a investigar os mecanismos físicos de filtragem que decidem o que permanece e o que é destruído entre os ciclos, transformando a cosmologia em uma espécie de arqueologia de escala universal.
Como essa descoberta altera a nossa percepção sobre o início de tudo?
Entender o Big Bang como um evento de transição e não de criação pura oferece um novo fôlego para a física teórica. A possibilidade de que existam objetos mais velhos que o próprio universo visível desafia paradigmas estabelecidos e abre caminho para novas formas de detectar ondas gravitacionais que podem ter ecoado de eras anteriores às nossas observações atuais.
O estudo desses restos cósmicos permite que a humanidade comece a vislumbrar o que existia “antes do antes”. À medida que as tecnologias de observação espacial avançam, a busca por assinaturas de buracos negros fósseis se tornará o novo horizonte da ciência, conectando-nos diretamente com as memórias de um passado infinitamente remoto e até então inacessível.
Leia mais:
- Como os fósseis se formam e por que são tão raros? – Olhar Digital
- O que são fósseis e quais os tipos existentes? – Olhar Digital
- Vômito mais antigo do mundo revela animal de dieta oportunista
O post A descoberta inesperada de que buracos negros poderiam ser “fósseis” de um universo anterior apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
-

Tecnologia1 dia atrásChamados de superátomos gigantes, serão cruciais: o futuro dos computadores quânticos universais
-

Esporte22 horas atrásCom a capixaba Sofia Madeira, Brasil conquista prata na Copa do Mundo de ginástica rítmica
-

Tecnologia11 horas atrásInmet alerta para onda de calor no Brasil; saiba em quais regiões
-

Esporte5 horas atrásCiclista capixaba vence etapa catarinense e já são duas vitórias consecutivas no downhill
-

Negócios11 horas atrásTim Cook Deixa Cargo de CEO da Apple; VP John Ternus Assume
-

Saúde8 horas atrásGoverno do ES amplia leitos de oncologia pelo SUS no Hospital Santa Rita
-

Cidades6 horas atrásCariacica fornece pílulas e injetáveis gratuitamente nas UBS; veja como ter acesso










