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O que são combustíveis fósseis? Entenda as vantagens e desvantagens desse tipo de energia

Para realizarmos qualquer atividade precisamos de energia, e isso se aplica para tudo no Universo. Nosso corpo converte os alimentos em energia para que nossos órgãos vitais sigam funcionando. Para mover uma bicicleta aplicamos energia potencial nos pedais e nos movemos sobre as superfícies.
Mas, para realizar grandes trabalhos por uma grande quantidade tempo, a humanidade precisou desenvolver máquinas capazes de transformar um certo de tipo de substância em energia durante. A essas substâncias demos o nome de combustíveis. Mas, diante disso, o que é um combustível fóssil exatamente?
O que é combustível fóssil?
Para entendermos o que é um combustível fóssil, precisamos entender o conceito de fóssil. Um fóssil é o registro físico de um organismo que viveu em um passado remoto, preservado em camadas da crosta terrestre. Apesar de ligarmos a palavra fóssil aos dinossauros, eles são apenas algumas das formas de vida mais recentes a serem fossilizadas.
Os combustíveis fósseis são recursos naturais formados ao longo de milhões de anos a partir desses restos de plantas e animais que se acumularam em camadas profundas da Terra. Com o tempo, pressão e calor intensos transformaram esses materiais orgânicos em substâncias energéticas, como o carvão, o petróleo e o gás natural.

Essas fontes de energia têm sido utilizadas massivamente pela humanidade nos últimos séculos e desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento industrial, na expansão do transporte e no avanço tecnológico.
Em primeiro lugar, é importante entender como esses combustíveis se formam. Há milhões de anos, quando organismos marinhos microscópicos, plantas e animais morriam, seus restos afundavam nos leitos oceânicos ou se depositavam em regiões pantanosas.
Com o passar do tempo, camadas de sedimentos se acumulavam sobre eles, aumentando a pressão e a temperatura. Essas condições extremas, ao longo de milhões de anos, convertiam o material orgânico em substâncias ricas em carbono e hidrogênio. Dependendo do tipo de matéria-prima e das condições geológicas, o resultado podia ser carvão mineral, petróleo ou gás natural.
Combustível fóssil: exemplos
O carvão é formado principalmente de antigas plantas terrestres que cresceram em áreas pantanosas e úmidas. Ao serem soterradas por sedimentos, transformaram-se em turfa, depois em lignito e, por fim, em carvão.

Já o petróleo e o gás natural surgem principalmente a partir de minúsculos organismos marinhos que, ao serem enterrados sob camadas de sedimentos, se transformaram lentamente nesses hidrocarbonetos. Essas fontes de energia são finitas e não renováveis, pois o tempo necessário para sua formação é extremamente longo, muito maior do que o ritmo atual de consumo humano.
Combustível fóssil: vantagens e desvantagens
A facilidade de transporte e armazenamento, bem como a alta densidade energética, tornam os combustíveis fósseis atrativos do ponto de vista econômico.
Ao longo da história, eles impulsionaram a Revolução Industrial e viabilizaram o crescimento de cidades, a produção em massa de bens, a expansão do transporte rodoviário, ferroviário e aéreo, além da geração de eletricidade em larga escala. Sem essas fontes, o ritmo de desenvolvimento que conhecemos provavelmente teria sido muito mais lento.
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Mas, apesar da facilidade de obtenção, a queima de combustíveis fósseis é bastante ineficiente do ponto de vista energético. Em média, combustíveis fósseis só liberam cerca de 30% de energia motriz, enquanto o restante é dissipado principalmente na forma de calor, luz e som.
E essa queima não só gera energia, mas libera dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa na atmosfera. Esse excesso de CO2 retém calor, contribuindo para o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Eventos climáticos extremos, como furacões mais fortes, secas severas, enchentes e a elevação do nível do mar, estão ligados a essas alterações no clima, comprometendo a segurança alimentar, a disponibilidade de água potável e a estabilidade das comunidades costeiras.
Além disso, o derramamento de óleo nos oceanos impacta diretamente a vida marinha, afetando peixes, aves e mamíferos, e prejudicando ecossistemas inteiros.
Diante desses desafios, muitos especialistas, organizações e governos ao redor do mundo buscam reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e investir em fontes de energia renováveis, como a solar, eólica, hidrelétrica e biomassa. Essas alternativas produzem menos emissões de gases de efeito estufa, são mais sustentáveis a longo prazo e podem contribuir para diminuir a pressão sobre os ecossistemas terrestres e marinhos.
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CrowdStrike: medo de ameaças com IA deve acelerar demanda por cibersegurança

A CrowdStrike acredita que as preocupações com ameaças cibernéticas impulsionadas por inteligência artificial (IA) devem se tornar um fator cada vez mais importante para os negócios da empresa nos próximos trimestres. A avaliação foi feita pelo CEO George Kurtz durante entrevista ao programa “Mad Money”, da CNBC, na quinta-feira, ao comentar a reação do mercado aos resultados financeiros mais recentes da companhia.
Segundo Kurtz, investidores que esperavam um impacto imediato das preocupações envolvendo o Mythos, da Anthropic, nos números do primeiro trimestre estavam olhando para um período muito curto. O executivo destacou que o Mythos ganhou destaque em meados de abril, enquanto o trimestre fiscal da CrowdStrike foi encerrado no fim daquele mesmo mês.

CEO diz que efeitos levam tempo para aparecer
De acordo com Kurtz, o modelo de negócios da CrowdStrike ajuda a explicar por que eventuais mudanças na demanda não aparecem instantaneamente nos resultados financeiros.
“Estamos vendendo software corporativo, não necessariamente enviando caixas”, afirmou o executivo. Segundo ele, a adoção dessas soluções pelos clientes leva tempo até se refletir nos números da empresa.
Na quarta-feira, a CrowdStrike divulgou resultados acima das expectativas do mercado e também elevou sua projeção para o ano fiscal completo. Ainda assim, as ações da companhia caíram 4% após questionamentos de investidores sobre a ausência de um impacto mais expressivo e imediato do aumento das preocupações com segurança relacionadas à IA.
Projeção anual foi ampliada
Para Kurtz, o indicador mais relevante está justamente nas perspectivas atualizadas da empresa. A CrowdStrike aumentou em mais de US$ 50 milhões sua previsão de nova receita recorrente anual líquida para o ano completo.
O executivo afirmou que a revisão da projeção reflete a confiança da companhia no crescimento da demanda dos clientes. Segundo ele, a empresa enxerga oportunidades concretas à frente e identifica um interesse crescente do mercado por suas soluções.
Empresas buscam proteção para ampliar uso de IA
Kurtz também afirmou que a procura pelas ofertas de segurança para inteligência artificial da CrowdStrike está acelerando. Segundo ele, as empresas querem expandir o uso da tecnologia de forma segura em suas operações.
O CEO revelou que o pipeline do segundo trimestre da plataforma AI Detection and Response já ultrapassou US$ 50 milhões, registrando crescimento sequencial de 250%.
De acordo com Kurtz, as conversas com clientes apontam para uma tendência clara de ampliação do uso de IA dentro das organizações. Na visão do executivo, quanto maior for o consumo dessas tecnologias, maior será também a necessidade de mecanismos de proteção.
IA pode aumentar necessidade de cibersegurança
O CEO da CrowdStrike também rebateu a ideia de que os avanços da inteligência artificial possam reduzir a relevância de fornecedores de cibersegurança.
Segundo ele, a IA está tornando os atacantes mais sofisticados, já que grupos maliciosos podem utilizar os próprios modelos para aprimorar suas capacidades. Na avaliação de Kurtz, esse cenário aumenta a necessidade de plataformas abrangentes de cibersegurança e representa um fator favorável para empresas do setor.
CrowdStrike ficou no centro de apagão cibernético global
A CrowdStrike ganhou atenção mundial em julho de 2024 após um defeito em uma atualização do driver Falcon Sensor. A falha atingiu sistemas Windows em todo o mundo, causando travamentos e a exibição da chamada “Tela Azul da Morte” em milhões de computadores.

O incidente gerou transtornos em diversos países, com atrasos e cancelamentos de milhares de voos, além de impactos em serviços bancários, sistemas de comunicação e serviços de emergência. No Brasil, usuários também relataram instabilidade em instituições financeiras.
A falha foi corrigida poucas horas depois, mas os efeitos do apagão continuaram sendo sentidos por vários dias. Desde então, a CrowdStrike permanece sob atenção do mercado enquanto amplia sua atuação em diferentes áreas da cibersegurança.
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Meta recua em plano de rastrear funcionários após reação negativa

A Meta está recuando em partes do plano de coletar movimentos de mouse, digitações e outras ações de funcionários para usar como dados de treinamento de inteligência artificial (IA), informou a empresa em memorando interno visto pela Reuters nesta terça-feira (2).
Foram semanas de forte resistência dos empregados. Segundo o documento, assinado por Stephane Kasriel, vice-presidente da unidade Superintelligence Labs, responsável pela construção de modelos de IA, novas medidas permitirão que funcionários pausem a coleta de dados por até 30 minutos de cada vez e peçam exceções ao programa.
Kasriel disse ainda que a equipe responsável pelo software introduziu “várias otimizações” para reduzir o impacto sobre a bateria dos computadores e sobre o tráfego de dados, depois de reclamações de que o sistema consumia tanta internet que elevava o uso de dados em casa.
“Embora continuemos confiantes nas proteções de privacidade que colocamos em prática no lançamento, que passaram por várias camadas de revisão de risco, ouvimos suas preocupações sobre dados pessoais em dispositivos de trabalho, duração da bateria e o desejo de ter mais controle sobre quando a captura acontece”, afirmou no memorando.
Um porta-voz da Meta foi procurado pela Reuters, mas não quis comentar o assunto.
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Programa de rastreamento da Meta enfrenta resistência
- A empresa havia anunciado, no mês passado, que instalaria um novo software de rastreamento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para capturar movimentos de mouse, cliques e digitações, com a finalidade de treinar seus modelos de IA;
- A iniciativa fazia parte de um esforço mais amplo da companhia para construir agentes de IA capazes de executar tarefas de trabalho de forma autônoma;
- O lançamento ocorreu em meio a uma ampla reestruturação na Meta e provocou reação negativa entre os funcionários, que chegaram a comparar a empresa a uma “fábrica de extração de dados de funcionários”;
- A medida também pode aprofundar os problemas regulatórios da companhia na União Europeia (UE), onde empresas de tecnologia enfrentam disputas legais intensas sobre como coletam e usam dados.

De acordo com reportagem do The Information, a Meta agora planeja permitir que funcionários “pausem” o rastreamento por até 30 minutos caso precisem “verificar algo pessoal”.
Um grupo restrito de empregados também poderá pedir para sair do programa, embora essa exceção fique limitada a trabalhadores remotos com preocupações de largura de banda, pessoas que lidam com material “sensível” e aqueles que frequentemente trabalham em locais onde não conseguem manter os laptops conectados a uma fonte de energia.
Na prática, isso significa que a maior parte dos funcionários da Meta ainda deverá permitir que seus movimentos sejam rastreados e registrados em nome da melhora dos modelos de IA da empresa. A companhia, porém, afirmou que também aprimorou o uso de bateria do software para responder a queixas internas.
A Meta já enfrentava protestos de funcionários por causa do programa, conhecido internamente como Model Capability Initiative, ou MCI. A iniciativa foi anunciada pouco antes de a empresa demitir oito mil trabalhadores e redistribuir milhares de outros para funções ligadas à IA.
Em reunião geral com funcionários, o CEO, Mark Zuckerberg, defendeu o programa. Em áudio vazado do encontro do mês passado, ele disse que “observar pessoas realmente inteligentes fazendo coisas” é a melhor forma de acelerar o aprendizado dos modelos de IA.
“A inteligência média das pessoas que estão nesta empresa é significativamente maior do que o conjunto médio de pessoas que você pode conseguir para realizar tarefas”, afirmou.
Zuckerberg também disse, no áudio, que “nenhum dos dados está sendo usado para, tipo, olhar o que as pessoas estão fazendo, ou vigilância, ou acompanhamento de desempenho, ou qualquer coisa assim. É puramente, tipo, estamos usando isso para alimentar uma quantidade muito grande de conteúdo no modelo de IA, para que ele possa aprender como pessoas inteligentes usam computadores para realizar tarefas. Eu acho que isso vai ser uma vantagem muito grande se conseguirmos fazer isso.” Ele acrescentou ainda que, se o sistema funcionar, “provavelmente faremos mais coisas assim” no futuro.
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China sinaliza política equilibrada para plataformas digitais

A China sinalizou que focará sua política para plataformas online no equilíbrio entre apoio ao crescimento e supervisão regulatória aprimorada, segundo comentário publicado em uma das principais publicações do Partido Comunista.
No rascunho do artigo que será publicado na revista Qiushi na segunda-feira (1), Pequim reiterou sua posição sobre conter a competição do tipo “involução” — referência que inclui guerras de preços e subsídios agressivos — enquanto fortalece a supervisão de algoritmos, uso de dados e proteção ao consumidor.

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Regulamentação de plataformas digitais
- O documento na Qiushi, revista teórica do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, representa uma continuidade da abordagem chinesa para o setor tecnológico;
- A publicação oficial indica que as diretrizes têm respaldo das mais altas esferas governamentais;
- A menção específica à competição do tipo “involução” reflete a preocupação das autoridades com práticas consideradas destrutivas para o mercado. O termo abrange estratégias que incluem reduções drásticas de preços e subsídios em níveis considerados insustentáveis;
- O fortalecimento da supervisão de algoritmos, uso de dados e proteção ao consumidor foram destacados como áreas que receberão atenção regulatória intensificada;
- As medidas fazem parte de um quadro mais amplo de políticas que visam equilibrar inovação tecnológica com proteção dos direitos dos usuários.
Astronautas da China voltam à Terra após missão espacial recorde
Nesta sexta-feira (29), os três astronautas da missão chinesa Shenzhou 21 retornaram com sucesso à Terra após passarem 210 dias a bordo da estação espacial Tiangong. A cápsula pousou no Centro de Pouso de Dongfeng, na região da Mongólia Interior, às 9h11 da manhã, pelo horário de Brasília – 20h11, no horário padrão da China.
Leia a matéria completa aqui
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