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Cultura

Serra: caminhada noturna recorda Insurreição de Queimado neste sábado(22)

Redação Informe ES

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No próximo sábado (22) acontece a 13ª edição da Caminhada Noturna dos Zumbis Contemporâneos, evento que celebra os 176 anos da Insurreição de Queimado. Os participantes  se encontrarão em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, na Serra Sede,  às 23h59 de onde seguirão até as ruínas de Queimado, percorrendo um trajeto de cerca de 16 km.

As inscrições  para o evento são gratuitas e devem ser feitas no link: https://encurtador.com.br/12ge3. A caminhada deve reunir 300 participantes.

Durante o percurso haverá uma parada no Recanto Morro do Céu, das 2 às 3 horas, em que os caminhantes farão um momento para descanso, lanche e hidração. A chegada ao destino final, nas Ruínas da Igreja de São José do Queimado, deve acontecer por volta das 6 horas.

A atividade é  realizada pelo Fórum Chico Prego e conta com o apoio da Prefeitura Municipal da Serra, por meio da secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer (Setur) e Secretaria de Direitos Humanos (Sedir).

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O titular da Setur, Anderson Madeira,  destaca a importância do evento. “Incentivar e apoiar as tradições culturais e religiosas de nosso municipio, contribuindo para o fortalecimento e preservação da cultura  é um dos  compromissos de nossa gestão”, afirma. 

Celebração Inter-religiosa 

Após a caminhada, acontece a 26ª Celebração Inter-religiosa e apresentações culturais no Sítio Histórico de Queimado. 

A celebração relembra a trajetória dos escravizados da antiga Vila do Queimado, destacando os movimentos de resistência que surgiram durante o período escravista. Um desses movimentos foi liderado pelos próprios escravizados, que manifestaram sua revolta após uma promessa não cumprida. Na época, o Frei Gregório José Maria de Bene havia prometido a alforria aos escravizados em troca da construção de uma igreja. No entanto, após a conclusão da obra, a liberdade não foi concedida, resultando em uma revolta que, infelizmente, levou punições severas aos participantes.

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História

A caminhada faz parte dos eventos para celebrar os 176 anos da Insurreição de Queimado, que aconteceu no dia 19 de março de 1849 e que é conhecido como o principal movimento contra a escravidão ocorrido no Espírito Santo. Ainda faz parte da programação da Insurreição, apresentações culturais, uma sessão solene e uma corrida. 

“A Insurreição de Queimado é um dos marcos mais importantes da resistência negra no Espírito Santo, e a Caminhada Noturna dos Zumbis Contemporâneos tem o papel fundamental de manter viva essa memória e no domingo a celebração inter religiosa pelos 176 anos da insurreição. Centenas de pessoas vão refazer o caminho dos nossos ancestrais, reafirmando o compromisso com a luta por igualdade racial e justiça.  A Celebração Inter-religiosa reforça o caráter espiritual e cultural desse momento”  declara o representante do Fórum Chico Prego, Ivo Lopes.

Via: Secom-PMS Texto: Roberta Pelissari – Foto: Edson Reis

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Cultura

TV Ales vai retransmitir desfiles do Carnaval e jogos do Capixabão

Redação Informe ES

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A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) assinou, nesta quarta-feira (4), um convênio entre a TV Ales e a TVE Espírito Santo para a retransmissão do Carnaval Capixaba 2026 e de uma etapa decisiva do Campeonato Capixaba de Futebol. A parceria foi formalizada na Presidência da Ales e amplia o alcance da cultura e do esporte capixabas por meio das emissoras públicas do estado.

Com o acordo, a TV Ales passará a retransmitir, em parceria com a TVE — emissora gerida pela Rádio e Televisão Espírito Santo (RTV/ES) — os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial e da Série Ouro do Carnaval de Vitória 2026, além dos jogos do mata-mata do Capixabão, a partir das quartas de final.

O presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), destacou o caráter estratégico da iniciativa. 

“Essa é uma parceria estratégica. Nós estamos potencializando uma parceria, levando o carnaval, levando o futebol, valorizando o futebol capixaba, que é muito importante. (…) Além das informações que nós levamos para os cidadãos, mostrando o papel do deputado, o papel da Assembleia, a transparência da Assembleia e as ações que a gente promove além das paredes do Poder Legislativo, estamos levando cultura, estamos levando esporte. Estou muito feliz com essa parceria com a nossa TVE”, afirmou.



Já o diretor-presidente da RTV/ES, Igor Pontini, ressaltou a importância da união entre as emissoras públicas.

“A TVE e a TV Ales são as emissoras públicas do estado, cada uma com sua missão institucional, e essa parceria potencializa tanto o futebol como o Carnaval capixaba. (…) Isso aumenta a divulgação, a visibilidade, e é importante para esse momento de reconstrução do futebol capixaba, além de potencializar nossa cultura e nosso esporte, o que é estratégico para o nosso Estado”, disse Pontini.

Carnaval Capixaba 2026

A retransmissão dos desfiles do Grupo Especial terá início às 22 horas, enquanto os desfiles da Série Ouro começam às 21h45.

Grupo Especial – Sambão do Povo

Sexta-feira (6 de fevereiro)

  • Pega no Samba
  • Novo Império
  • Unidos de Jucutuquara
  • Mocidade Unida da Glória (MUG)
  • Imperatriz do Forte


Sábado (7 de fevereiro)

  • Rosas de Ouro
  • Unidos da Piedade
  • Independente de Boa Vista
  • Chegou o Que Faltava
  • Andaraí

Série Ouro (antigo Grupo de Acesso)

Sexta-feira (13 de fevereiro)

  • Barreiros
  • Chega Mais
  • Eucalipto
  • Tradição
  • São Torquato

Sábado (14 de fevereiro)

  • Itacibá
  • Mocidade da Praia
  • Império
  • Mocidade Serrana

Ao todo, 19 escolas de samba terão seus desfiles retransmitidos pela TV Ales em parceria com a TVE.

Campeonato Capixaba de Futebol

O convênio também prevê a retransmissão dos jogos decisivos do Campeonato Capixaba de Futebol 2026, sempre às 15 horas, a partir das quartas de final.

Quartas de final
Ida: 21 de fevereiro de 2026
Volta: 28 de fevereiro de 2026

Semifinais
Ida: 7 de março de 2026
Volta: 14 de março de 2026

Final
Ida: 21 de março de 2026
Volta: 28 de março de 2026

Fonte: Ales Por João Caetano Vargas, com edição de Angèle Murad

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Cultura

Documentário sobre relevância ambiental dos manguezais do ES estreia no Sesc

Redação Informe ES

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A Bloom Ocean — negócio de impacto voltado ao desenvolvimento de soluções para ecossistemas marinhos e costeiros, com atuação na conservação dessas áreas — lança dia 12 de dezembro, em Vitória, Espírito Santo, o documentário Impacta Oceano: Mangue é Vida. O média-metragem apresenta histórias que emergem de um território onde comunidades tradicionais, pesquisadores e empreendedores sociais se unem em prol da preservação dos manguezais capixabas. A estreia acontece às 18h, no Sesc Glória.

Com 20 minutos de duração, o documentário foi todo gravado no Espírito Santo, onde está localizado o maior manguezal urbano do Brasil. A produção destaca a força cultural e ecológica de um ecossistema essencial para a garantia do equilíbrio climático, da biodiversidade costeira e da segurança alimentar da população.

Com narrativas sensíveis, o filme serve de inspiração para quem busca iniciativas inovadoras para a conservação marinha e para o desenvolvimento sustentável da Economia Azul, que consiste no uso sustentável dos recursos dos oceanos. Um exemplo desse uso está na reciclagem das cascas de mariscos, que são transformadas em um pó utilizado como insumo agrícola. O documentário revela como a solução permite que as marisqueiras complementem sua renda, fortalecendo um ciclo econômico e social no qual todos saem beneficiados: o meio ambiente, as comunidades do mangue e os agricultores do estado.


Divulgação: Cascas de mariscos antes de serem processadas para virarem insumo agrícola. Imagem do documentário “Impacta Oceano: Mangue é Vida”.
 

O média-metragem “Impacta Oceano: Mangue é Vida” também explica a importância desses ecossistemas para a preservação das bacias hidrográficas, desde as nascentes até a foz dos rios, além de evidenciar as espécies marinhas que habitam os manguezais, fundamentais para a subsistência de populações tradicionais que vivem no território.

Entre os entrevistados que participam do documentário estão Iberê Sassi, do Projeto Sururu; Thaís Quintão, do SaltGen; Cíntia do Nascimento Siqueira Campos, da APAPS (Associação dos Pescadores Artesanais de Porto de Santana e Adjacências); e Rosineia Pereira Vieira, liderança comunitária da APAPS.

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“As histórias presentes no documentário revelam o poder transformador de iniciativas que unem pertencimento, inovação, impacto social e defesa dos ecossistemas costeiros”, afirma Amanda Albano Alves, sócia-fundadora da Bloom Ocean.
 

A produção é uma realização da Bloom Ocean, com apoio do Ministério da Cultura, da Espírito Criativo e Franklin Filmes, e conta com patrocínio do BANDES (Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo), via Lei de Incentivo à Cultura. A obra tem ainda a parceria da Graúna Digital e da Dandá Narrativas Audiovisuais.


Sobre a Bloom Ocean – A Bloom Ocean é um negócio socioambiental que atua há cinco anos conectando atores estratégicos, impulsionando iniciativas de impacto e desenvolvendo soluções para fortalecer a saúde dos oceanos. Trabalhando na interface entre governo, setor privado, academia e sociedade civil, oferece consultoria, facilitação, mapeamento e comunicação estratégica. A Bloom Ocean acredita que colaboração, inovação e conhecimento são fundamentais para um oceano mais saudável, resiliente e sustentável. Mais informações: Link.

Serviço – Estreia do documentário “Impacta Oceano: Mangue é Vida”

Horário: 12 de dezembro, às 18h

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Local: Sesc Glória – Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória (ES).

Ingresso: Entrada gratuita

Fonte: Assessoria de Imprensa Por: Adriana Souza Silva e Rafaela Eid 

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Cidades

Orgulho serrano e capixaba: ruínas de São José do Queimado se tornam Patrimônio Cultural Brasileiro

Redação Informe ES

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Prestes a completar 469 anos de história e cultura, a Serra ganhou um grande presente, na última semana. Motivo de orgulho para serranos e capixabas, as ruínas da Igreja de São José do Queimado agora são oficialmente Patrimônio Cultural Brasileiro.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou o tombamento, reconhecendo, na última quarta-feira (26), um dos mais importantes pontos turísticos e simbólicos da Serra como patrimônio nacional.

O local foi palco da maior revolta de pessoas escravizadas do Espírito Santo e uma das mais emblemáticas do Brasil, ocorrida em 1849. As ruínas que preservam essa memória histórica passam a receber proteção federal. A área tombada abrange as estruturas remanescentes da igreja, o cemitério local e a paisagem do entorno, marcada por árvores de médio e grande porte.

A decisão foi tomada durante a 111ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, realizada na sede do Iphan, em Brasília. Com a aprovação, o Sítio Histórico e Arqueológico de São José do Queimado será inscrito nos Livros do Tombo Histórico e Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.

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A justificativa do tombamento se baseou em três pilares: a relevância histórica e arqueológica do sítio; a importância da visibilidade nacional da Revolta do Queimado como episódio fundamental da resistência negra no país; e a necessidade de articulação entre políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.

Entenda o processo

O processo de tombamento contou com 25 rodas de conversa realizadas ao longo de 2020 entre a equipe de pesquisa e a comunidade local. Os encontros abordaram temas como religiosidade, educação, turismo, comércio, poder público, pesquisa e documentação. O material resultou em um dossiê técnico que fundamentou o parecer favorável ao tombamento.

O sítio já possuía proteção estadual desde 1992, e o município o havia incluído como bem de interesse de preservação em 1990. Desde então, diversas ações foram desenvolvidas para garantir seu acautelamento, ou seja, medidas de proteção anteriores ao agora consolidado tombamento federal.

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“Esse tombamento é mais do que um título. É a garantia de que essa história será preservada, valorizada e contada às próximas gerações com o respeito que merece”, declara o prefeito da Serra, Weverson Meireles.

O presidente do Iphan, Leandro Grass, destacou o avanço no reconhecimento de patrimônios de matriz africana no país. “Já são diversos bens reconhecidos, e hoje o Espírito Santo reforça seu papel e seu lugar na história do Brasil”, afirmou.

O sítio histórico está aberto a visitas guiadas. O agendamento é gratuito e pode ser feito pelo aplicativo Colab. O serviço atende grupos escolares, instituições e público em geral, com até 40 pessoas por grupo.

Histórico da revolta

As ruínas da Igreja de São José do Queimado guardam a memória de uma revolta protagonizada por cerca de 300 homens e mulheres escravizados que participaram da construção do templo e lutaram pela liberdade após uma promessa de alforria não cumprida.

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Durante a missa inaugural, em 19 de março de 1849, os escravizados exigiram a carta de liberdade. O movimento foi liderado por Elisiário, Chico Prego, João da Viúva e outros. A repressão foi violenta, com condenações à morte e a fuga de parte dos envolvidos, que formaram quilombos em regiões como Roda d’Água e Retiro, nos atuais municípios de Cariacica e Santa Leopoldina.

Elisiário conseguiu escapar e refugiou-se nas matas do Mestre Álvaro, onde nunca foi recapturado. Já Chico Prego foi preso e enforcado em 11 de janeiro de 1850. Pelo impacto do levante, reforços militares precisaram ser enviados do Rio de Janeiro para conter a insurreição.

Fonte: Secom/PMS – Texto: Roberta Pelissari – Foto: Edson Reis

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