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O Caminho até a Cabine: Quanto Ganha e Como Se Tornar Piloto de Avião

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Vestir o uniforme, assumir o controle de uma máquina de dezenas de toneladas e ter o mundo como escritório é o desejo de milhões de pessoas. Não por acaso, a profissão de piloto de avião lidera o ranking global de empregos dos sonhos, elaborado pela plataforma de currículos Resume.io. “Sempre sonhei em ser piloto e me lembro até hoje da emoção de me tornar comandante aos 28 anos”, diz Audrey Savini, hoje no comando do A320 da Azul.

O cenário para quem quer investir nessa carreira é convidativo. Impulsionado por volumes recordes de passageiros – 130 milhões de viajantes em aeroportos brasileiros em 2025 –, o mercado aéreo nacional vive um período de aquecimento. “Somente na LATAM, o número de pilotos dobrou nos últimos dois anos e abrimos recentemente mais de 300 vagas”, diz Sandro Silva, piloto-chefe da companhia aérea.

No entanto, o glamour dos aeroportos cobra seu pedágio. O caminho até a cabine de comando envolve centenas de horas de voo, treinamentos rigorosos, fluência no inglês e adaptação a uma dinâmica de trabalho fora do horário comercial. “É uma rotina intensa e pouco convencional. O trabalho organizado por escala pode incluir madrugadas, fins de semana, feriados e pernoites fora de casa”, afirma Lucas Fogaça, coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da PUCRS. “Como formar um piloto recém-chegado custa caro, as empresas tendem a valorizar candidatos com melhor base técnica, inglês forte e mais horas de voo no cenário atual.”

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No quesito remuneração, um piloto de avião comercial pode ter salários líquidos que variam de R$ 7 mil a R$ 20 mil por mês, podendo superar esse patamar em rotas internacionais, segundo o professor da PUCRS. Somam-se a isso benefícios como diárias de alimentação e passagens com desconto para a família.

A seguir, os especialistas detalham os caminhos necessários até a cabine de comando, explicam como funciona a rotina de um piloto comercial e dão conselhos para quem quer dar o primeiro passo na carreira:

Forbes: Qual a formação necessária para se tornar piloto de avião?

Audrey Savini: Não é obrigatório ter curso superior. A formação é regulamentada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e feita por meio de cursos técnicos. Existe uma sequência obrigatória: inicialmente, o aluno realiza o curso de Piloto Privado (PP) e, posteriormente, o de Piloto Comercial (PC). Hoje, a parte teórica pode ser feita tanto presencialmente quanto online.

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Para quem pretende seguir carreira na aviação comercial, também são exigidos cursos adicionais, como Multimotor, Voo por Instrumentos (IFR) e o Jet Training, que é um simulador de aeronave a jato. Esses cursos garantem o mínimo de habilitações exigidas pela ANAC para atuação profissional.

Acervo pessoalAudrey Savini pilota o A320 da Azul

Mesmo sem ser obrigatórias, as formações em cursos superiores de Ciências Aeronáuticas ou Aviação Civil são importantes no mercado de trabalho?

Lucas Fogaça: Elas acrescentam muito peso ao currículo e qualificam a atuação. Em um bom curso de Ciências Aeronáuticas, o aluno estuda temas que vão muito além da operação da aeronave. Essa combinação ajuda a formar um profissional mais completo, capaz de compreender a aviação como integrante de um sistema complexo. Isso embasa tomadas de decisão abarcando aspectos técnicos, operacionais, gerenciais e comerciais.

Como funciona a parte prática? Quais são os testes e provas obrigatórios?

Audrey Savini: Normalmente, o aluno inicia pela parte teórica. Antes de começar os voos práticos, é obrigatório obter o Certificado Médico Aeronáutico (CMA), realizado em clínicas credenciadas. Para pilotos comerciais, o CMA deve ser renovado anualmente. Sem isso, nenhuma hora de voo prática é legalmente válida.

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Lucas Fogaça: Com o CMA em mãos, a formação prática acontece em aeronaves de pequeno porte. O aluno começa com manobras básicas e navegações, avançando até as avaliações práticas. Ao final de cada etapa principal, há um exame de proficiência.

Quantas horas de voo são exigidas para se tornar piloto privado e comercial?

Audrey Savini: A instrução prática é baseada em horas de voo, semelhante ao processo de uma autoescola. Cada voo corresponde a uma missão: decolar, manter voo nivelado, realizar curvas e pousos. Para piloto privado, são em média entre 40 e 50 horas. Já para piloto comercial, aproximadamente 150 horas de voo.

Qual a importância da proficiência em inglês nessa carreira?

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Lucas Fogaça: O inglês tem peso real. É a língua dos manuais, de boa parte dos sistemas e da comunicação operacional. No Brasil, a proficiência é avaliada segundo os critérios da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) – nível 4 é o mínimo –, mas na prática, o mercado valoriza quem vai além.

Lucas Fogaça, coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da PUCRS
Acervo pessoalLucas Fogaça, coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da PUCRS

Quais soft skills são essenciais na profissão?

Audrey Savini: A tomada de decisão é uma das mais importantes. Você precisa ter embasamento e controle emocional, porque o piloto atua simultaneamente com máquinas e pessoas. Hoje, as companhias avaliam isso desde o simulador com o modelo EBT (Evidence-Based Training), que testa como o piloto gere recursos em situações de crise.

Em cabines altamente automatizadas, o piloto moderno precisa ser tão forte no julgamento e na coordenação quanto no domínio técnico da aeronave.

Lucas Fogaça

Qual a faixa salarial de um piloto hoje no Brasil?

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Lucas Fogaça: A remuneração varia bastante conforme a companhia, equipamento e senioridade, mas em linhas gerais vai de R$ 7 mil a R$ 20 mil líquidos, podendo chegar a mais em rotas internacionais.

Quais os benefícios oferecidos pelas companhias aéreas?

Audrey Savini: Além da remuneração fixa, há diversos benefícios que aumentam o pacote total: diárias pagas nos períodos fora da base para alimentação, plano de saúde e passagens com desconto, que podem se estender ao cônjuge e aos filhos.

Como é a rotina de um piloto de avião?

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Audrey Savini: Trabalhamos com escalas mensais. Ao final de cada mês, recebemos a programação do mês seguinte. Podemos permanecer fora da nossa base por até seis dias consecutivos, realizando voos e pernoitando em diferentes cidades. Em voos nacionais, chegamos a cumprir cerca de seis etapas (trechos) por dia, respeitando os limites regulamentares.

Como funcionam as refeições no dia a dia de trabalho?

Audrey Savini: Durante a fase de cruzeiro — quando o avião está estabilizado e, geralmente, na programação do piloto automático — fazemos as refeições na cabine, sem deixar nossas funções. Se estou em um voo que abrange manhã ou tarde, recebo o café da manhã. Se for horário do almoço ou jantar, é servida uma refeição com opções como massa ou frango.

O comandante e o copiloto nunca consomem a mesma refeição. O mesmo vale para a tripulação de cabine. Isso é para evitar uma eventual contaminação alimentar. Além disso, há opções vegetarianas disponíveis para quem precisar.

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Em voos muito longos, os pilotos podem dormir?

Audrey Savini: Em um voo como Campinas–Lisboa, com cerca de 11 horas de duração, por exemplo, há um esquema de revezamento. O tempo de descanso é dividido entre os pilotos e ocorre de forma alternada: nos casos de tripulação composta (com três pilotos), descansa um piloto por vez; já nos de revezamento (com quatro pilotos), pode haver até dois pilotos em descanso simultaneamente. Nessa configuração, a jornada pode chegar a até 18 horas. As aeronaves contam com compartimentos com camas horizontais, isoladas por cortinas.

Como funcionam as folgas e férias?

Lucas Fogaça: A Lei do Aeronauta estabelece um mínimo de 10 folgas mensais na aviação regular, além de férias anuais de 30 dias.

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Audrey Savini: As empresas disponibilizam sistemas para indicar preferências de escala. O piloto pode solicitar, com antecedência, folgas em datas importantes, como aniversários e casamentos.

Como pilotos gerenciam a fadiga e os efeitos do jet lag?

Audrey Savini: As companhias aéreas contam com sistemas internos de gerenciamento de fadiga e a própria regulamentação prevê períodos mínimos de descanso de acordo com a quantidade de fusos horários cruzados. Em casos de três ou mais fusos, esse descanso pode variar entre 36 e até 120 horas.
Esse tempo é essencial para a recuperação do organismo, permitindo a aclimatação. Em termos simples, o jet lag ocorre quando o corpo perde a referência natural de dia e noite. Os períodos de descanso em casa são fundamentais para garantir a recuperação adequada.

Na prática, o que diferencia as funções de comandante e copiloto na cabine?

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Lucas Fogaça: Os dois são treinados para operar a aeronave com segurança. O copiloto não é um “auxiliar”, mas um profissional plenamente habilitado que participa ativamente da condução do voo.

Audrey Savini: Comandante e copiloto passam pelo mesmo treinamento. A principal diferença está na tomada de decisão: o comandante é a autoridade final a bordo, com a palavra decisiva em situações críticas, embora o trabalho seja essencialmente colaborativo.

Como funciona a progressão de carreira para se tornar comandante?

Sandro Silva: O profissional inicia na companhia como copiloto de aeronaves menores (Narrow Body), como o Airbus, depois pode ser promovido a copiloto de aviões maiores de voos de longo curso (Wide Body), até fazer a transição para comandante.

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Divulgação/LATAMSandro Silva, piloto-chefe da LATAM

Audrey Savini: Essa progressão depende de tempo de experiência e proficiência contínua. A senioridade funciona como uma “fila”: os copilotos mais antigos tendem a ser promovidos primeiro. Quando elegível, o piloto passa por uma bateria de avaliações: testes psicotécnicos, provas teóricas específicas, avaliações em simulador e instrução em rota. É um processo que leva de quatro a seis meses.

Diante dos avanços tecnológicos, como o papel do piloto deve se transformar nos próximos anos?

Lucas Fogaça: A automação aumentou a eficiência, mas não eliminou a importância humana. O papel mudou: hoje ele é, cada vez mais, um gestor de sistemas, risco e decisão em tempo real. O futuro tende a ampliar a automação, mas, por enquanto, a presença de dois pilotos bem treinados continua sendo o padrão mais seguro da aviação.

Qual o principal conselho para quem quer seguir essa carreira?

Audrey Savini: O conselho é: faça. Falo por experiência própria. Sempre sonhei em ser piloto e lembro até hoje da emoção de me tornar comandante aos 28 anos. Se houver momentos difíceis, não desista, retome o foco e continue. Passamos grande parte da vida trabalhando, então buscar uma profissão que traga realização faz toda a diferença para o seu bem-estar e equilíbrio.

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Executiva Colombiana É a Nova Diretora do Google Workspace para a América Latina

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Marcela Jiménez é a nova diretora do Google Workspace para a América Latina. A executiva colombiana tem uma trajetória de mais de duas décadas no setor de tecnologia.

Ela assume o cargo com o objetivo de apoiar as organizações da região a aproveitarem os recursos oferecidos pela empresa, em meio às mudanças com a inteligência artificial e o futuro do trabalho. “Hoje, estamos vivendo a transição para uma Era Agêntica, onde a tecnologia deixa de ser uma ferramenta passiva para se tornar uma colaboradora ativa que ajuda as pessoas a se concentrarem no que realmente importa”, diz.

Formada em engenharia de sistemas, Marcela começou a carreira na área de marketing da Microsoft. Desde então, passou por empresas como Oracle, IBM e Xerox. Antes de assumir o novo cargo no Google, ocupava a posição de diretora de IA da Microsoft para a América Latina.

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4 Lições de Liderança Empática com Ted Lasso

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Quando começou a treinar o time de futebol inglês Richmond, Ted Lasso tinha experiência apenas com futebol americano. Ele precisou aprender as regras do novo esporte na prática e se reerguer após uma temporada de derrotas.

Ao longo da série, busca conselhos com outros treinadores mais experientes e encontra uma estratégia capaz de fazer a equipe vencer.

Agora, a 4ª temporada da série de sucesso da Apple TV+ traz alguns dos exemplos de liderança mais práticos e úteis de toda a produção até aqui, e essas lições merecem ser observadas de perto por líderes de hoje.

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O estilo de liderança de Ted Lasso

O que Ted Lasso faz, episódio após episódio, é mostrar o tipo de liderança empática que a maioria das organizações diz querer e que a maioria dos gestores tem dificuldade de colocar em prática.

Não porque não se importem, mas porque ninguém lhes ensinou como fazer isso ou porque estão seguindo um manual ultrapassado. A série faz tudo parecer fácil, quando definitivamente não é. Mas é algo que pode ser aprendido.

A seguir, veja quatro lições de liderança de Ted Lasso que vale a pena levar para o trabalho

1. Conquiste os céticos com curiosidade, não força

A personagem nova mais interessante da 4ª temporada é Alice Chilton, interpretada por Tanya Reynolds. Ela é uma treinadora interina perspicaz e exigente — alguns diriam até rígida — que perde o posto quando Ted chega para comandar as Lady Greyhounds. Alice esperava conseguir o cargo de treinadora principal. Em vez disso, ganhou um chefe que não pediu e não queria.

Diante de alguém resistente na equipe, a maioria dos líderes segue uma de duas estratégias: tenta conquistá-lo pelo carisma ou passa a contorná-lo. Ted não faz nenhuma das duas. Em vez disso, ele busca entender.

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Ele conhece a história de Alice: uma carreira promissora interrompida por uma lesão, uma profunda expertise sobre a qual ninguém pergunta e uma necessidade de provar seu valor que se manifesta como hostilidade.

Brendan Hunt, Jason Sudeikis e Tanya Reynolds em Ted Lasso
Divulgação/Apple TV+Brendan Hunt, Jason Sudeikis e Tanya Reynolds em Ted Lasso

Em vez de esperar que ela mude de postura por conta própria, ele percebe o valor de sua perspectiva única e até de sua capacidade de se conectar com as jogadoras de maneiras que ele e o Coach Beard, seu outro assistente, não conseguem.

Ted não se sente ameaçado pela experiência profissional de Alice em campo. Pelo contrário, enxerga isso como um valor adicional que pode ajudá-lo a ter sucesso. Por isso, se aproxima dela, convida Alice a compartilhar sua perspectiva e cria espaço para que ela lidere.

Quando alguém da sua equipe demonstra resistência, a primeira pergunta não deve ser “como faço para conseguir que essa pessoa concorde comigo?”. Deve ser: “o que ainda não estou entendendo sobre ela?”. Procure mais fundo para descobrir qual valor essa pessoa agrega e que pode estar faltando.

2. Antes de dar ordens, chame para a colaboração

No episódio 7, Alice descobre o princípio “Sim, e…” — a ideia de desenvolver aquilo que outra pessoa oferece em vez de interrompê-lo, porque assim a conversa pode avançar.

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Isso se conecta diretamente à trajetória dela com Ted, já que a temporada inteira mostra o que acontece quando um líder cria espaço para que alguém contribua, em vez de simplesmente obedecer.

O princípio do “Sim, e…” é uma das ferramentas mais subutilizadas na liderança. Isso não significa concordar com tudo. Significa tratar as ideias como blocos de construção, e não como propostas que precisam ser aprovadas ou rejeitadas.

“Sim, mas…” encerra a conversa. “Sim, e…” sinaliza que o que você pensa importa e que estamos do mesmo lado. E esse sinal transforma os maiores céticos, como Alice, em seus maiores aliados.

Na próxima reunião da sua equipe, experimente substituir “sim, mas” por “sim, e”. Observe o que muda, tanto no avanço das estratégias quanto na energia da sala.

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3. Dê apoio em momentos de dificuldade sem tentar resolvê-las

O episódio 8 traz a liderança por excelência. É justamente onde a maioria dos líderes com ego elevado, baixa inteligência emocional ou até mesmo boas intenções, mas que correm para resolver problemas, acaba falhando.

Alice desaba em lágrimas por causa de uma série de problemas que a equipe está enfrentando. Ted entra na sala e faz algo que a maioria dos líderes é péssima em fazer: senta-se ao lado dela.

Ele não tenta consertar a situação, redirecionar a conversa para soluções ou buscar um lado positivo. Simplesmente diz a ela que tudo bem ser humana. E depois diz o mesmo para toda a equipe, abrindo espaço para que todas as emoções estejam presentes naquele momento. “Também se chora no futebol”, brinca.

Essa é uma das habilidades mais difíceis para líderes ambiciosos e orientados a resultados. Quando alguém está passando por dificuldades, o instinto é ajudá-la a se sentir melhor o mais rápido possível. Mas isso tem mais a ver com fazer o próprio líder se sentir confortável em deixar a emoção para trás do que em atravessá-la.

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Time de futebol em Ted Lasso
Divulgação/Apple TV+Time de futebol em Ted Lasso

É por isso que empatia está longe de ser sinônimo de fraqueza: é preciso força para permanecer diante do desconforto, ter conversas difíceis e manter os pés no chão sem assumir uma postura defensiva.

Sentir-se genuinamente ouvido — e não ter seus sentimentos corrigidos ou desviados para outro assunto — é o que de fato devolve às pessoas a capacidade de seguir em frente. E é isso que constrói confiança.

Da próxima vez que alguém chegar até você com um problema, pergunte: “Você precisa que eu enxergue o que está acontecendo, resolva o problema ou apoie você?”. Depois, respeite o que essa pessoa responder.

4. Demonstre convicção antes de pedir que acreditem nela

A temporada começa com a equipe acrescentando suas próprias frases ao icônico cartaz “BELIEVE” (Acredite) no vestiário, tornando-o algo delas, separado do time masculino. Primeiro, com o Post-it “…e VENÇA!”. Depois, acrescentando outras frases: “ACREDITE e destrua”, “ACREDITE e, tipo, tenha um bom dia”.

Embora seja engraçado, isso também é o exemplo perfeito do que acontece quando um líder cria uma cultura na qual as pessoas se sentem seguras o suficiente para contribuir e fazer algo ser verdadeiramente delas.

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Ted não exige que todos comprem a sua ideia. Ele demonstra que acredita: na equipe, no processo e na capacidade de cada pessoa de crescer. Faz isso de maneira tão consistente e genuína que a crença se torna contagiante, mesmo sob pressão.

O cartaz “BELIEVE” não funciona porque Ted o colocou ali. Funciona porque Ted conquistou o direito de realmente acreditar naquilo que o cartaz representa — e permitiu que os outros também assumissem a responsabilidade por ele.

Cultura não é o pôster bonito na parede, nem as mesas de pebolim ou os almoços grátis. É aquilo que você demonstra na sala, todos os dias.

Sua equipe não vai acreditar na missão porque você mandou que acreditasse. Ela acredita porque vê você acreditando, mesmo quando as coisas ficam difíceis.

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Liderança empática e orientada a resultados

Ted Lasso não está tirando o emprego dos coaches de liderança, mas está mostrando por que esse trabalho é importante ao apresentar a milhões de espectadores como é, de fato, quando alguém exerce uma boa liderança. E como eles podem adotar uma liderança capaz de ser empática e, ao mesmo tempo, gerar resultados.

É justamente na distância entre conhecer esses princípios e colocá-los em prática sob pressão que está o verdadeiro desenvolvimento da liderança.

Ted faz tudo parecer fácil, quando está longe de ser. Mas cada tentativa desajeitada e imperfeita aproxima você do líder que sua equipe precisa que você seja. Sua equipe não precisa que você seja Ted Lasso. Ela só precisa que você continue tentando.

*Maria Ross é colaboradora da Forbes USA. Ela escreve sobre liderança empática e cultura no ambiente de trabalho.

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*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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Geração Z Investe em Habilidades de IA para Ampliar Seu Potencial de Ganhos

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Para a ex-gerente de produto da Microsoft Mariana Antaya, de 25 anos, ter domínio da inteligência artificial é uma das habilidades mais importantes para ampliar seu potencial de ganhos. “A quantidade de coisas e tarefas que consigo fazer, e a velocidade com que consigo realizá-las, aumenta e eleva, no fim das contas, a maneira como posso criar valor para outras pessoas e para os acionistas”, afirma a empreendedora de Nova York. Sua fintech, a quantifAI, ajuda usuários a criar e testar modelos confiáveis de aprendizado de máquina.

Mariana aprendeu os fundamentos de IA na universidade, onde estudou matemática e ciência da computação. Ela começou a utilizar modelos de linguagem de grande escala, como o ChatGPT, assim que surgiram, usando-os para prever resultados de corridas de Fórmula 1 ou antecipar qual time venceria a Premier League. Seu principal uso da tecnologia, no entanto, foi na programação.

Depois de se formar, em 2023, ela se candidatou a dezenas de vagas no setor de tecnologia — incluindo posições em gestão, engenharia de software e design — antes de conseguir um estágio na Microsoft, onde trabalhou com recursos de voz e, posteriormente, desenvolveu estruturas e ferramentas de avaliação para modelos de IA de voz.

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Hoje, Mariana desenvolve produtos voltados para IA e compartilha com seus seguidores nas redes sociais como os criou — habilidades que, segundo ela, têm mais valor do que credenciais por si só.

“Se você tem uma prova concreta do que construiu e consegue publicá-la online, outras pessoas podem enxergá-la como uma evidência útil do que você é capaz de fazer”, afirma. “Isso vale muito mais do que qualquer tipo de certificado.”

Hoje, usa IA para agendar tarefas, elaborar respostas para todos os e-mails que recebe, analisar grandes volumes de dados e coletar métricas de webinars no Zoom. Saber usar a tecnologia fará com que você se torne indispensável, diz ela. “Foi isso que eu fiz. E, honestamente, isso me levou a muito mais oportunidades do que eu jamais poderia ter imaginado.”

IA e Geração Z

Em comparação com as gerações mais velhas, os jovens tendem a estar mais entusiasmados com o impacto que a IA terá em suas carreiras. Uma pesquisa da PwC de 2025 com mais de 2 mil jovens profissionais no Reino Unido mostrou que 67% da Geração Z espera que a IA aumente sua produtividade, enquanto quase metade acredita que a tecnologia elevará seus salários e sua segurança no emprego.

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Matthew Chancey, planejador financeiro certificado e fundador da Tax Alpha Companies, afirma que treinamentos gratuitos em IA podem oferecer um valor significativo para os profissionais. “Conteúdos que antes ficavam atrás de uma barreira de pagamento agora são gratuitos e, muitas vezes, publicados pelas próprias empresas que desenvolvem as ferramentas”, diz.

Ao avaliar um curso, ele recomenda verificar quem o criou, se o conteúdo está atualizado e, principalmente, se o treinamento resulta em um projeto concluído, em vez de apenas um questionário.

Para quem decide pagar por uma capacitação, Matthew recomenda verificar primeiro se o empregador pode arcar com o custo, observando que muitas empresas oferecem esse tipo de benefício, embora os funcionários raramente aproveitem a oportunidade.

Como desenvolver habilidades em IA

Invista tempo antes de gastar dinheiro. Aprimorar suas habilidades em IA pode ser um investimento de longo prazo na carreira, e o tempo muitas vezes pode ser mais valioso do que as mensalidades ou taxas de cursos. Verifique se seu empregador oferece apoio para treinamentos ou benefícios educacionais.

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Priorize projetos em vez de certificados. Projetos práticos que melhoram processos de trabalho podem ter mais peso para os empregadores.

Transforme ganhos maiores em segurança financeira no longo prazo. Se a IA ajudar a aumentar sua renda, considere poupar ou investir o dinheiro extra antes de elevar seus gastos. Criar uma reserva de emergência, quitar dívidas e contribuir para a aposentadoria podem fortalecer sua situação financeira ao longo do tempo.

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