Geral
Trabalhos técnicos da Cesan são premiados durante Feira Nacional de Saneamento

Durante a primeira 1ª Edição do Prêmio Melhores Trabalhos Técnicos, realizada na Feira Nacional de Saneamento (Fenasan), que acontece em São Paulo – SP, a Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan) teve dois projetos reconhecidos e premiados entre os três melhores do Brasil. Os prêmios foram concedidos em reconhecimento à inovação, relevância e aplicabilidade dos projetos apresentados, destacando a excelência da Cesan em suas iniciativas de saneamento ambiental.
O primeiro projeto premiado foi “Educação Ambiental em Saneamento: Estratégias de Atuação Online em Tempos de Pandemia do COVID-19”, apresentado por Ludmila Esteves, da Coordenadoria de Relações com a Comunidade (R-CRC). “Receber esse prêmio é um reconhecimento do nosso esforço em promover a conscientização ambiental mesmo durante períodos desafiadores, como o da pandemia. Estou muito feliz por contribuir para um ambiente mais saudável e educado em nossa comunidade”, afirmou.
O segundo projeto premiado, “Aplicação de Peróxido de Hidrogênio como Pré-Oxidante em Sistemas de Tratamento de Água para Minimização da Formação de Subprodutos Halogenados”, foi apresentado por Maria Letícia de Abreu, da Divisão de Tratamento Norte (O-DTN). O projeto destaca a busca contínua da Cesan por tecnologias avançadas visando à qualidade da água potável.
O presidente da Cesan, Munir Abud, comentou sobre as premiações. “Estamos extremamente orgulhosos dos nossos empregados e suas conquistas na Fenasan. Esses prêmios refletem não apenas o talento e a dedicação de nossas equipes, mas também a qualidade das ações que a Cesan tem empreendido para garantir água e saneamento de alta qualidade para todos os cidadãos. Estamos comprometidos com a inovação e a excelência, e esses prêmios são um testemunho disso”, enfatizou.
O Prêmio Melhores Trabalhos Técnicos da Fenasan reconheceu três projetos que não apenas atenderam às rigorosas normas de avaliação, mas também apresentaram inovação e aplicabilidade prática, abordando desafios reais enfrentados no campo do saneamento ambiental. Ao todo foram apresentados 90 trabalhos.
A premiação teve em três etapas: a primeira foi a avaliação dos trabalhos inscritos sem identificação de autor(a), a segunda consistiu em uma outra avaliação feita por outra equipe de especialistas, e a terceira foi a apresentação oral dos trabalhos, durante a Feira.
Trabalhos premiados:
Educação ambiental em saneamento: estratégias de atuação on-line em tempos de pandemia do COVID-19
Apresentadora: Ludmila Esteves de Oliveira Costalonga (Coordenadoria de Relações com a Comunidade)
Resumo do trabalho:
O trabalho é um relato de ações e estratégias ambientais educativas que desenvolvemos em parceria com a P-CCE no período da pandemia da Covid-19, e por meio de uma nova forma de interação com o público através das mídias sociais, devido ao momento de distanciamento social e isolamento.
Aplicação de peróxido de hidrogênio como pré-oxidante em sistemas de tratamento de água para minimização da formação de subprodutos halogenados
Apresentadora: Maria Letícia de Abreu Faria Rocha (Divisão de Tratamento Norte)
Resumo do trabalho:
A aplicação de peróxido de hidrogênio como pré-oxidante foi implementada nas ETAs da O-DTN em substituição à pré-cloração, visando à redução da formação de subprodutos da desinfeção. A pré-oxidação é uma etapa do tratamento de água comum nas ETAs que precisam remover cor, matéria orgânica e metais da água que será tratada. Como o cloro é um oxidante utilizado nas ETAs para realizar a desinfecção, é usual também usá-lo na pré-oxidação. Porém, o cloro reage com a matéria orgânica da água formando subprodutos orgânicos halogenados que em elevadas concentrações são prejudiciais à saúde humana. Inicialmente foram realizados testes em laboratório e em escala real, bem como a avaliação da complexidade de aplicação e o custo de implantação. Os resultados obtidos respaldaram a aplicação do produto em outras ETAs da O-DTN, garantindo o padrão de potabilidade quanto à presença de subprodutos da halogenados.
Geral
Blitz flagra 58 condutores dirigindo sob efeito de álcool em Aracruz

Uma operação integrada realizada no último sábado (20), em Aracruz, retirou das ruas 58 condutores que dirigiam sob efeito de álcool. A blitz contou com a atuação de agentes de trânsito do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES) e de policiais do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran).
Os motoristas que se recusaram a fazer o teste do bafômetro (etilômetro) foram autuados pela infração gravíssima prevista no artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Além deles, um condutor que fez o teste teve resultado positivo e recebeu as mesmas penalidades.
Ao todo, os agentes registraram 213 autos de infração de trânsito. Além das infrações por alcoolemia, também foram registradas condutas como uso de calçado inadequado (29), licenciamento vencido (20), ultrapassagem irregular (15), condutor sem cinto de segurança (13), alteração no sistema de iluminação do veículo (12), entre outras. Seis veículos foram removidos para o pátio do Detran|ES por irregularidades constatadas.
Durante todo o período da fiscalização, que teve início no começo da tarde e seguiu até a madrugada de domingo (21), 440 veículos foram abordados, sendo 337 carros e 103 motocicletas. Os agentes realizaram 379 testes do bafômetro passivo e um ativo.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Detran|ES
Fabricia Borges / Zu Coelho / Leonardo Quarto
Geral
Inverno começa neste domingo no Brasil e terá impacto do El Niño

O inverno no Hemisfério Sul começou oficialmente às 5h24 deste domingo (21). A estação mais fria do ano é marcada por temperaturas baixas e dias curtos e termina em 22 de setembro, quando abre espaço para a primavera.![]()
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Este ano, no entanto, por conta do El Niño, o inverno deverá ter temperaturas mais elevadas no Brasil. O início do fenômeno foi confirmado pela Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês)
O El Niño, que significa O Menino, em espanhol, se caracteriza pelo aquecimento da região equatorial do Oceano Pacífico. O nome foi dado por pescadores do Peru e do Equador que apelidaram o aquecimento das águas em referência ao Niño Jesus ou Menino Jesus.
“A gente pode não ter um inverno tão frio quanto a gente já teve”, diz o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Melquizedek Rafael Duarte da Silva.
“O El Niño acaba criando um bloqueio, principalmente próximo a São Paulo e não permite que as frentes frias avancem tanto para a região do Sudeste e também um pouco para a região Centro-Oeste”, explica.
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Além de temperatura mais elevadas nessas regiões, o fenômeno pode trazer mais chuvas.
“O El Niño favorece a ocorrência de mais chuvas na região Sul, podendo causar eventos extremos de chuva, com chuva muito forte um curto período de tempo. O inverno já é um período que chove na região Sul. Com acréscimos dos efeitos do El Niño, isso pode ser agravado”, diz Silva.
Previsões mais difíceis
Os reais efeitos, no entanto, são difíceis de ser previstos com muita antecedência. Segundo o meteorologista, com o aquecimento global e as mudanças climáticas, o tempo está mais difícil de ser previsto com meses de antecedência, por exemplo. Assim como as durações exatas dos fenômenos climáticos.
“As temperaturas mais quentes, por exemplo, podem ser sentidas por mais tempo. O que antes durava dois, três meses, a gente começa sentir por quatro, cinco meses. Isso acontece também com os períodos de estiagem, de chuva. Então, isso muda bastante a dinâmica da previsão climática para longo prazo”, diz o meteorologista.
O que é o inverno?
O inverno é um evento astronômico. É quando parte do planeta Terra está recebendo menos radiação do Sol. Enquanto o Hemisfério Sul, onde está o Brasil, conta com menor incidência solar, o Hemisfério Norte, que está no verão, recebe mais radiação.
Como o Brasil é um país de grande extensão territorial, a estação também é sentida de maneira diferente dependendo da localização. Na cidade mais ao sul do Brasil, Chuí (RS), durante os meses de inverno, o Sol nasce por volta das 7h30 e se põe por volta das 17h30, assim, os dias têm menos de 10 horas de luz.
Em Macapá, devido à localização exata na linha do Equador, o Sol nasce por volta das 6h15 e se põe às 18h15. A cidade não tem estações do ano bem definidas. Esses horários permanecem praticamente constantes o ano todo, com variações de apenas alguns minutos.
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Turismo de aventura tem regras estabelecidas; falta fiscalização!?

A comoção com a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante a prática de rope jump em uma ponte desativada no município de Limeira (SP), levanta algumas dúvidas sobre a segurança da prática de turismo de aventura no país. Principalmente, sobre quem são os responsáveis pela regulamentação da atividade e como os praticantes podem evitar empresas irregulares.![]()
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A referência central no setor é o Cadastur, cadastro de prestadores do Ministério do Turismo. A inclusão nesse órgão é obrigatória para todas as empresas de turismo de aventura no Brasil, e impõe o respeito a uma série de normas fiscais, além da indicação dos responsáveis pelas atividades. Por meio do site, com o número da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e nome, é possível verificar se a prestadora de serviço está regularizada.
Outra referência é o Decreto 7.381/10 que, desde 2010, exige sistema de gestão de segurança para toda atividade oferecida. A regra tem por base a norma NBR ISO 21101, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
“Isso significa que a empresa tem procedimentos escritos, checklist de equipamentos, treinamento de equipe e plano de emergência. Pergunte: ‘vocês seguem a ISO 21101?’ Se a pessoa não souber responder, é sinal de alerta”, explica Vinicius Viegas, Diretor de Mercados da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) e empresário do setor.
Segundo ele, a forma como a empresa permite o pagamento pelo serviço também é um sinal de alerta. Empresas sem CNPJ não emitem nota e não fazem contrato de prestação de serviços. Esse é um indício de pouca experiência e profissionalização.
Além do Cadastur, a ABNT também mantém cadastro de prestadores que seguem as regras para suas atividades, além de manter mais de 50 normas técnicas para atividades de turismo de aventura, das quais 27 têm creditação ISO. Tais normas servem de referência para o próprio setor, governos e podem ser referência também para os viajantes.
Segundo a ABNT, as próprias empresas fazem questão de divulgar que seguem as normas da entidade, pois é uma validação do serviço prestado.
Consumidor atento
A percepção de informalidade é uma constante no meio, segundo Viegas, e tem relação com a pouca estrutura de fiscalização dos órgãos públicos e por uma percepção generalizada de que esse tipo de atividade não exige tanto rigor quanto outros setores da economia.
“Muita gente cresceu vendo atividades como rapel, tirolesa ou trilha sendo oferecidas sem qualquer qualificação formal. Isso criou a falsa percepção de que é uma atividade simples, que qualquer um pode fazer. O preço baixo vence a segurança.”
Isso favorece desequilíbrio, pois atuar com equipamento certificado, manutenção adequada, seguros, certificação e qualificação dos profissionais impões custos. Para quem não atua com isso é muito mais simples atrair o consumidor pelo apelo do custo mais baixo.
Poder público
A fiscalização pelo poder público também é muito importante. Enquanto a União organiza as regras, por meio dos marcos legais, cabe às outras esferas fazer cumprir. Os municípios, por exemplo, podem exigir o Cadastur para liberar alvarás de funcionamento, como ocorre no município de Brotas (SP).
“A discussão sobre mecanismos capazes de ampliar a formalização das empresas do setor é legítima e necessária. No entanto, eventuais exigências vinculadas à emissão de alvarás e licenças devem observar a legislação vigente, a autonomia administrativa dos municípios e as diferentes capacidades institucionais existentes no país”, destaca Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Ele defende que os municípios exerçam papel relevante, especialmente no planejamento territorial, na gestão dos atrativos turísticos locais, no licenciamento das atividades sob sua competência e na articulação dos atores que compõem a governança do turismo.
A isso se soma a importância do combate à informalidade, de acordo com a CNM. As soluções passam por implementar políticas públicas integradas, qualificar prestadores de serviços, respeitar normas técnicas e promover a consolidação de instâncias de governança no setor.
Fonte: Agencia Brasil – Foto: Flickr/Internet

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