Negócios
Esther Perel: “A Psicologia Nunca Esteve Tão Presente no Mundo do Trabalho”

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
“Pareço muito confiante, mas não tenho certeza de nada”, disse Esther Perel ao subir ao palco do evento Flash Humanidades, em São Paulo, na noite de quinta-feira (22).
Entrevistada pela jornalista Renata Ceribelli, a psicoterapeuta belgo-americana, autora best-seller e criadora do podcast “Where Should We Begin?”, discorreu com confiança (sim) e humor sobre o futuro – e o presente – do universo profissional, as causas e os impactos da crise global de saúde mental e as consequências dos avanços irrefreáveis da tecnologia – em especial, da inteligência artificial.
Esther é fluente em nove idiomas e se apresenta como uma estudante dos relacionamentos em diferentes culturas e contextos. “Sou especialmente interessada em quartos e salas de reunião”, diz ela, fazendo um trocadilho com as palavras do inglês “bedrooms” e “boardrooms”. “A sexualidade é uma lente incrível para a humanidade.”
A psicoterapeuta, uma das principais vozes contemporâneas no estudo de relacionamentos, tem uma clínica em Nova York e também atua como consultora de grandes empresas. Segundo ela, o trabalho deixou de ser apenas o caminho para o sustento financeiro e passou a ocupar o papel de atender necessidades existenciais. “Essa ideia de querer uma sensação de pertencimento é uma novidade completa”, afirma. “A psicologia entrou no trabalho como nunca antes. Estamos falando de segurança psicológica ao mesmo tempo em que falamos de indicadores de performance. Isso é estranho.”
Na sua visão, as empresas têm, sim, a responsabilidade de promover um ambiente saudável para os funcionários, mas a discussão sobre saúde mental tem sido reduzida a simplificações. “A saúde mental é a crise ou a sociedade está em crise e as consequências da saúde mental são normais?”
Confira os principais insights de Esther Perel sobre os temas que estão transformando o mundo do trabalho e a sociedade
Vida pessoal e profissional
“Todo mundo vai trabalhar com dois currículos. O oficial, que te conta a história da sua carreira, o trabalho, os cargos que você já teve, e o não oficial, que é, muitas, sobre as coisas que te fizeram ser quem você é e a sua história de relações. Todo mundo chega ao trabalho e há uma superposição que ocorre entre o sistema de relação no trabalho e o sistema de família, da sua origem e da sua história. Então, quando dizemos que ‘você deve ser você por inteiro no trabalho’, eu acho que nós sempre fazemos isso, mas não sempre conscientemente. Não há uma diferença fundamental entre a pessoa que vai para o trabalho e a pessoa que se relaciona com seus amigos, com seus membros de família e assim por diante. O ambiente é diferente, mas a nossa história é parte do currículo que vai para o trabalho e existe aonde quer que a gente vá.”
Geração Z
“Temos cinco gerações trabalhando ao mesmo tempo agora. Para falarmos sobre diferenças geracionais, é muito importante não falarmos sobre identidades fixas: a tradição contra a disrupção, o legado contra a inovação, o privilégio contra a marginalização, essas conversas são muito estáticas e rígidas. É comum dizer que a Gen Z vem com expectativas diferentes sobre o trabalho, sobre como o trabalho deveria ser em sua vida, sobre quanto eles querem reconhecimento e promoção, etc. Quando as pessoas começam com isso, a primeira coisa para mim é dizer: a Gen Z são meus filhos e muitos dos seus filhos, e nós os criamos. Nós criamos essas pessoas do jeito que elas são e é por isso que elas aparecem no mundo do jeito que nós não gostamos.”
Inteligência artificial
“O futuro do trabalho é aqui. Não é o futuro, é o presente. […] Essa não é a primeira revolução tecnológica, mas nós somos os primeiros que sabemos que estamos em uma. Minha resposta aqui vai ser muito humilde, porque ninguém pode realmente prever. Eu vou a muitos eventos, conversas com futuristas e apresentações onde as pessoas estão aplaudindo, e eu penso comigo mesma que elas estão aplaudindo a sua própria extinção. Este é um caso massivo de negação coletiva. Isso não quer dizer que eu não aceito muitas das mudanças que estão acontecendo. Estou no meio disso, mas também acho que há algo absolutamente bizarro. Os otimistas não falam de perdas de trabalho, falam de ter tempo para fazer nada ou para se relacionar com as pessoas. O nível de divisão entre as visões de mundo é enorme. Para mim, é impossível estar apenas em um lado, isso também não é realista.”
Liderança
“Soft skills geralmente significa habilidades femininas. É bom ser bom com as pessoas, mas ninguém é promovido nem recebe um aumento porque é bom com pessoas. São habilidades que você frequentemente admira em princípios, mas despreza na prática. Mas agora, as pessoas estão começando a entender que as habilidades relacionais são uma vantagem competitiva. Então, todo mundo está tentando entender como você cria essa inteligência relacional, essa capacidade humana no trabalho. Então eu comecei a pensar: o que é liderança? Porque começa com a liderança. Em um momento de incerteza, liderança não é sobre compartilhar a visão. É sobre criar um espaço onde as pessoas possam, com segurança, experimentar a ansiedade que é completamente normal e que segue a quantidade de incerteza que está na frente delas. Quando as coisas são incertas, você não diz que tudo vai ficar bem. Você diz: nós vamos resolver, vamos continuar juntos e descobrir o que realmente está acontecendo. Você não diz ‘deixa comigo’, ‘eu tenho as respostas’ porque ninguém confia em um líder que finge que sabe quando não sabe de nada.”
Pertencimento e trabalho
“Nós costumávamos trabalhar, principalmente, para nos sustentar. Ainda trabalhamos para isso, mas muitos de nós trabalhamos para criar significado. Casamento e trabalho eram economias de produção; você fazia bebês ali e um salário aqui. Era sobre o que você produzia. Depois, mudamos para a economia de serviços. Na vida pessoal, era sobre afeição e amor, coisas que nunca tiveram nada a ver com casamento durante a história. E no setor de trabalho, a economia de serviços se tornou o que você oferece: a consultoria, a gestão, o serviço. E depois nós mudamos para algo fenomenal, que é a economia de identidade. Então, nas relações, eu quero que vocês me ajudem a me tornar a melhor versão de mim mesma. No trabalho, um lugar onde eu vou experimentar propósito, propriedade, significado, satisfação e comunidade. Na maioria dos países ocidentais, no setor corporativo, você tem aproximadamente um período de dez anos entre o momento que termina a escola e quando começa a criar uma família. Isso significa que é uma década em que o trabalho é o centro para todas as nossas necessidades, financeiras, sociais, de comunidade e propósito. Essa ideia de querer uma sensação de pertencimento no trabalho é uma novidade completa. Continuamos repetindo isso, então começa a parecer uma coisa normal, mas pertencimento você buscava na sua igreja ou na sua comunidade, não no seu trabalho.”
Segurança psicológica
“[…] A psicologia entrou no trabalho como nunca antes. Estamos falando de segurança psicológica no mesmo tempo que estamos falando de indicadores de performance. Isso é estranho. A maioria das pessoas está tipo: ‘Eu não sou seu pai, não sou seu coach, sou só o seu gerente’. Falando de diferenças de geração, tem algum boomer aqui que já ouviu falar de segurança psicológica quando foi para o trabalho? ‘Faça seu trabalho!’”
Saúde mental
“Eu diria uma coisa para as empresas: não olhe só para isso como uma questão de compliance. Olhe para isso como algo realmente importante. Podemos ter muitas conversas sobre o que é a saúde mental hoje. A saúde mental é a crise ou se a sociedade está em crise e as consequências da saúde mental são normais? Essa é uma questão filosófica que eu acho que precisamos perguntar. Todo mundo está falando sobre a crise de saúde mental, mas isso é evitar falar sobre a crise social. A saúde mental tem sido reduzida a um monte de sintomas, porque é mais fácil falar sobre ansiedade do que falar sobre medo. É mais fácil falar sobre depressão do que falar sobre a angústia existencial. Então você pode dar um remédio e encaminhar para um médico, ao invés de ter que lidar com mudanças estruturais.”
NR-1 (norma regulamentadora de segurança e saúde no trabalho no Brasil)
“Devemos dar atenção aos trabalhadores, encontrar maneiras de ajudar as pessoas a se relacionar, se conectar, ter confiança, e colocar práticas em torno disso. Essas coisas sempre foram feitas, não apenas no plano das ideias. Toda cultura tem rituais e práticas que ajudam as pessoas a se unirem, a se conectar, a construir algo juntas. Não há razão para que as empresas não estejam seguindo essa trajetória que foi definida em todas as culturas há séculos.”
Atrofia social
“Quantos de vocês cresceram brincando livremente na rua? E quantos de vocês têm filhos hoje que brincam livremente na rua? Essa pergunta, para mim, é o início da atrofia social. E isso é uma metáfora – não estamos falando apenas no sentido literal. Mas a rua é um terreno essencial para a negociação social, onde você aprende interações não roteirizadas, não guiadas, não monitoradas. Onde você faz guerra e faz paz, cria regras e quebra as regras, forma alianças, é criativo e desenvolve a essência das habilidades sociais.”
Solidão
“Nós não temos que sair de casa para trabalhar, para comer, para comprar, para se exercitar, até mesmo para conhecer as pessoas. Não é apenas solidão, é isolamento autoimposto. Nos Estados Unidos, 74% da comida que é preparada nos restaurantes não é mais comida no restaurante. A combinação de atrofia com solidão e isolamento autoimposto está criando um ser humano que vai ser muito diferente do que nós conhecemos. Adicione a IA a isso e você tem o ‘pacote completo’. […] O fato de você me perguntar sobre solidão enquanto estamos no Brasil me diz que algo está acontecendo.”
Polarização
“As pessoas hoje têm relações muito próximas com suas famílias, pequenos núcleos e comunidades online. Você passa a maior parte do seu tempo com pessoas que pensam exatamente como você. O que está sendo perdido é o ‘nível do meio’. São os lugares onde você conhecia pessoas diferentes de você, mas vocês se uniam porque tinham uma questão em comum. A biblioteca, a escola, a vizinhança, os lugares onde as pessoas precisavam negociar. Se você perder esse espaço para praticar a tolerância, isso produz mais exacerbação e polarização. A polarização é o que acontece quando nós não podemos manter a complexidade de um assunto. Os grandes assuntos neste momento, a IA, o futuro do trabalho, são complexos, o que significa que eles são contraditórios. Quando você está sozinho e você tem um problema complexo, você deve manter as contradições por si mesmo. Quando você está em um time, em uma sociedade ou em uma empresa, o que você faz é tomar um lado. É mais fácil para mim só manter uma parte dos problemas, você pode ficar com as coisas com as quais eu não quero lidar e eu posso dizer o quanto eu não concordo com você. Nós estamos enfrentando um monte de problemas muito complexos, e ao invés de lidar com o quão difíceis eles são, nós os simplificamos.”
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Banco Canadense Usará Software para Monitorar o Trabalho de Funcionários
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Toronto-Dominion Bank informou a alguns funcionários que trabalham em sua equipe de crimes financeiros e gestão de risco que implementaria um software para rastrear o trabalho deles. A medida gerou questionamentos sobre consentimento e privacidade no local de trabalho, no momento em que o banco canadense tenta aumentar a produtividade, de acordo com a gravação de uma chamada da equipe analisada pela Reuters e um documento que o TD compartilhou com os funcionários.
O programa rastreará o tempo que os funcionários gastam em navegadores e em aplicativos internos de bate-papo e reuniões, segundo a gravação.
As empresas estão enfrentando cada vez mais resistência dos funcionários em relação à implementação de softwares de monitoramento de trabalho.
O TD disse em um comunicado à Reuters que a implementação é uma “prática padrão em todo o setor”. “Em várias partes do nosso negócio, usamos soluções automatizadas para melhorar as análises e alocar recursos de forma mais eficaz”, afirmou a empresa. “Isto não é IA e não é específico para nenhum negócio ou assunto; a ferramenta permite que os gestores administrem com mais precisão os fluxos de trabalho, a capacidade da equipe e o desempenho. Os colaboradores são informados sobre onde estão sendo usadas e com qual finalidade.”
O TD afirmou que tem salvaguardas em vigor para proteger a privacidade dos colaboradores.
A ActiveOps, empresa que fornece o software, descreve o WorkiQ em seu site como uma ferramenta de “inteligência de funcionários e bem-estar”. A ActiveOps não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
“A ideia é que ele vai mostrar os pontos críticos, onde gastamos tempo demais. Sabemos que temos muitos pontos críticos em nossos sistemas”, disse Deanna Pacitti, vice-presidente associada de investigações de alto risco do TD, à sua equipe na chamada de quinta-feira.
“Ele é executado em segundo plano e passou por uma revisão de privacidade”, disse Pacitti sobre o WorkiQ, em resposta a perguntas dos funcionários sobre questões de privacidade. A ferramenta não ouvirá conversas se os funcionários estiverem em uma reunião, mas mostrará se o funcionário está ativo, disse ela. Posteriormente, ela esclareceu que estar ativo referia-se ao funcionário estar em uma reunião. Em outro exemplo, Pacitti disse que a ferramenta captará o funcionário trabalhando no Excel, mas não rastreará o que ele está fazendo no aplicativo de planilhas.
Internet durante o almoço?
O TD expandiu sua unidade de crimes financeiros e compliance nos últimos anos, após pagar uma multa recorde por violações de lavagem de dinheiro nos EUA — a maior multa desse tipo já paga por um grande banco no Canadá.
A maioria dos funcionários do TD tem trabalhado em regime híbrido, entre o escritório e casa, desde a pandemia.
Em um documento de Perguntas Frequentes sem data compartilhado com a Reuters, o TD disse aos funcionários que o WorkiQ ajudará os gestores a recuperar a transparência perdida em um ambiente de trabalho remoto. O documento respondia a perguntas como “Posso usar a Internet durante meu horário de almoço?” e “Quanto tempo o funcionário deve justificar durante o dia?”. O TD afirmou no documento que existe uma quantidade aceitável de tempo não justificado e que a empresa está trabalhando para determinar essas expectativas de tempo.
A Reuters não conseguiu determinar quantos funcionários seriam afetados ou se isso aconteceria apenas no Canadá. Uma fonte, que falou sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto, disse que de 90 a 100 pessoas estavam na chamada, o que a Reuters não pôde confirmar.
Durante a chamada, os funcionários do TD levantaram questões sobre privacidade, sobre o que a ferramenta rastrearia e se ela poderia ser usada para gestão de desempenho. Eles também perguntaram se lhes seria solicitado o consentimento e como os dados seriam usados.
Um funcionário disse que seria mais útil se os recursos gastos para monitorar como os trabalhadores usam o seu tempo pudessem ser usados para aliviar alguns processos manuais.
“Eu concordo totalmente com você. Temos coisas manuais demais”, disse Pacitti. “Estamos gastando tempo demais nesse esforço manual. Eu só posso esperar que isso comprove ainda mais esse ponto.”
O Financial Times noticiou em março que o JPMorgan, o maior banco dos EUA, estava começando a monitorar as horas de seus banqueiros de investimento juniores, dizendo que era para o próprio bem-estar deles. O banco não pôde ser contatado imediatamente no Juneteenth, o feriado americano que marca o fim da escravidão nos EUA.
A Meta está recuando em alguns elementos do seu plano de coletar movimentos de mouse, toques no teclado e outras ações de funcionários para uso como dados de treinamento de IA, de acordo com um memorando interno visto pela Reuters neste mês, após semanas de resistência por parte da equipe.
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CEO do Google Compartilha 3 Conselhos Que o Ajudaram a “Acertar Mais do Que Errar”
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Google e sua empresa controladora, Alphabet, estão no centro da revolução da inteligência artificial. Mas Sundar Pichai, o CEO de ambas, não fez menção a como a IA está transformando a força de trabalho em seu discurso na formatura da Universidade de Stanford, líder em pesquisa de IA, na última semana.
“O conselho mais atemporal que aprendi é agnóstico em relação à tecnologia”, disse Sundar, cujo patrimônio líquido de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,7 bilhões) lhe garantiu um lugar na lista de Bilionários da Forbes de 2026. “É sobre você, a vida que deseja construir para si mesmo e as escolhas que o ajudam a buscar essa vida.”
Embora o executivo tenha evitado as vaias que outros oradores receberam ao exaltarem a tecnologia em formaturas, seu discurso se desenrolou em um cenário de estudantes saindo em protesto contra as ligações do Google com o governo israelense e seus contratos polêmicos com o governo dos EUA.
Em vez de responder a essas críticas ou oferecer previsões sobre o que a IA pode ou não fazer, Sundar falou à turma de formandos sobre os três princípios que o ajudaram a “acertar em mais momentos do que errar”, enquanto passava de um estudante de pós-graduação da Universidade de Stanford vindo da Índia e com dificuldades financeiras para liderar uma das empresas de tecnologia mais valiosas e influentes do mundo.
3 conselhos de carreira de Sundar Pichai, CEO do Google
1. Escolha o otimismo
Sundar reconheceu que os jovens profissionais de hoje enfrentam muitos desafios, incluindo conflitos globais, ansiedade econômica e uma reestruturação tecnológica. “É fácil olhar para as notícias do dia e pensar que estamos vivendo em tempos desafiadores.”
Mas ele argumentou que cada geração enfrentou sua própria cota de dificuldades e que o mais importante é como você reage a elas. “Não podemos escolher o mundo no qual nos formamos, mas podemos escolher como encaramos as nossas circunstâncias”, disse o CEO da big tech.
Ele compartilhou uma história sobre chegar à Califórnia vindo da Índia e dizer na frente de seu anfitrião que as colinas ao redor de Stanford pareciam marrons, quando seu anfitrião o corrigiu gentilmente e disse: “Preferimos chamá-las de douradas.”
Para ele, essa pequena reformulação tornou-se uma lição sobre ver o lado positivo das coisas. Foi essa perspectiva que mais tarde o ajudou a superar contratempos, incluindo deixar seu programa de doutorado em Stanford e, em vez disso, obter um mestrado porque ele precisava de um emprego o quanto antes.
2. Não fuja da dificuldade
Sundar ingressou no Google em 2004 como gerente de projetos e liderou o desenvolvimento do Google Chrome em seus primeiros anos na empresa. No início, ele disse que muitas pessoas internamente acreditavam que a construção de um navegador exigiria centenas de engenheiros e anos de esforço, mas o executivo e sua equipe tinham apenas 10 pessoas. “O consenso estava certo: ia ser muito difícil. De certa forma, fomos ingênuos, e é bom ser um pouco irracional ao abordar coisas novas.”
Quando foi lançado em 2008, o Chrome teve oito milhões de usuários nas primeiras 24 horas, mas logo depois o crescimento de usuários começou a estagnar e o Google enfrentou críticas dos concorrentes. Embora esse momento pudesse ter sido desmoralizante, ele disse ter aprendido que trabalhar em coisas difíceis ensina muito e “normalmente atrai outras pessoas excelentes e otimistas”.
“Mesmo que você não consiga atingir as metas elevadas que estabeleceu, ainda assim alcançará algo grandioso”, afirmou aos formandos. “Portanto, quando tiver a escolha de trabalhar em algo difícil, diga sim.” Hoje, o Google Chrome é o navegador mais usado no mundo.
3. Faça o que te entusiasma
Sundar incentivou os formandos a prestarem atenção no que os energiza e disse que, para ele, sempre foi a tecnologia. “Quanto mais acesso minha família tinha, melhores as nossas vidas ficavam.”
O CEO acrescentou que seu amor pela tecnologia foi o que o levou a aceitar uma oferta do Google e agarrar a chance de trabalhar em projetos como Chromebooks e Android. “Ver a computação mudar a vida das pessoas como havia mudado a minha foi a coisa mais emocionante do mundo para mim”, disse, ao refletir sobre os momentos diferentes em que via pessoas comuns usando e se beneficiando dos produtos que ele ajudou a construir.
“Ao olhar para o seu próprio caminho, não se concentre naquilo que seus pais querem que você faça, nem naquilo que todos os seus amigos estão fazendo ou no que a sociedade espera de você. Em vez disso, pense nas coisas que o mantém conversando animadamente com seu colega de quarto até tarde da noite e vá fazer essas coisas.”
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Depois de 20 anos de carreira, Maisa olha para o futuro: “meu combustível são os novos desafios”

Maisa conhece a fama desde os três anos de idade. Cresceu diante das câmeras e aos olhos de milhões de espectadores. Aos 24 anos, a “prima” dos brasileiros já acumula duas décadas de carreira e uma trajetória multifacetada: atua como atriz, apresentadora, dubladora, influenciadora e empresária.
À frente da Mudah, agência de marketing de influência que cofundou em 2020, gere talentos e atende clientes como Netflix e O Boticário. Nas telas, retorna aos cinemas nesta semana dando voz à antagonista Lilypad, em “Toy Story 5”.
A todo vapor, ela ainda quer muito mais. “Meu combustível são os novos desafios. Estou sempre aberta para eles”, diz em entrevista ao ForbesTalk, programa de videocast da Forbes Brasil. “Abraço como se fosse a coisa mais importante da minha vida, porque no final das contas, é.”
O início de Maisa na TV
Reconhecida por 96% da população brasileira, segundo uma pesquisa da consultoria Ilumeo Data Science, Maisa relembra sua estreia inusitada na TV. Com apenas três anos, pediu aos pais para conhecer o apresentador Raul Gil.
Durante um teste para o programa, enquanto as outras crianças faziam coreografias ou apresentações ensaiadas, improvisou uma dança e acabou aprovada como assistente de palco. Pouco depois, seu jeito espontâneo e comunicativo chamou a atenção de Silvio Santos, que a levou para o SBT.
Foi na emissora, e como pupila de Silvio, que Maisa passou a infância e o início da adolescência. Nesse período, a base familiar funcionou como uma blindagem. Ao final de cada ano, os pais a chamavam para conversar e sugeriam que ela deixasse a TV para focar exclusivamente nos estudos. A resposta era sempre a mesma. “Era o que eu amava, e é o que me faz feliz até hoje. Eles pararam de perguntar quando eu fiz uns 15 anos, porque viram que eu realmente gostava de fazer isso.”
Trabalhar desde cedo com Silvio Santos foi uma escola de comunicação e liderança. “O Silvio me deu uma aula de como ser um bom patrão. Se um dia eu tiver uma empresa do tamanho da que ele teve, quero ser pelo menos um pouco do que ele foi.”
Da TV ao streaming e à novela
A transição de criança prodígio para artista com autonomia sobre as próprias decisões ocorreu na mesma época em que integrou a lista Forbes Under 30. Com apenas 16 anos, ganhou um programa próprio no SBT e encarou uma rotina de gravações que ocupava até quatro dias de sua semana.
Dois anos depois, decidiu não renovar o contrato com o SBT para protagonizar a série “De Volta aos 15”, na Netflix. A decisão envolvia o risco do cancelamento da obra logo na primeira temporada, mas abriu caminho para novos formatos. “Sabe quando é algo que você mergulha de cabeça? Pensei: se não der certo, pelo menos eu sei que tentei.”
Em 2025, a atriz também marcou presença na TV Globo, de volta às novelas como sua primeira vilã, a Bia, em “Garota do Momento”. “Fiquei sete anos sem fazer novela. Quando anunciaram a personagem, fiquei pensando: ‘Será que eu ainda sei fazer isso?’”, conta. “A síndrome da impostora costuma me pegar no início do trabalho, mas depois que dou o pontapé inicial, fico mais aliviada.”
Além da atuação
Mesmo diante das câmeras, Maisa sempre teve uma veia empreendedora. O plano original era fundar uma agência publicitária aos 30 anos, quando a rotina de filmagens estivesse mais estável. No entanto, os planos foram acelerados quando seu empresário e atual sócio, Guilherme Oliveira, propôs o modelo de negócio. Com apenas 16 anos, acrescentou o título de empresária ao fundar a Mudah.
“Quero que a voz dos criadores seja escutada, que eles sejam valorizados e que façam o trabalho com naturalidade. Nós estamos ali para estruturar e dar as melhores ferramentas.”
Maisa também incorpora a sustentabilidade ao negócio: em parceria com a Associação Copaíba, a Mudah viabiliza o plantio de uma árvore na Mata Atlântica para cada campanha comercial comercializada.
O compromisso com a agenda ESG se estende à atuação como embaixadora do Unicef, contribuindo para a promoção e a defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
Com quase 47 milhões de seguidores só no Instagram, Maisa vive e acompanha de perto as transformações da creator economy. Para ela, a capacidade de manter uma conexão duradoura com o público ao longo de duas décadas está baseada na consistência. “Eu me mantive em movimento, não tive um hiato grande na minha carreira”, diz. “Não existe fórmula para viralizar. Acredito em pilares, construção e criação de comunidade.”
Próximos passos de Maisa Silva
Hoje, Maisa dita o próprio ritmo: organiza a agenda para conseguir tirar férias com a família, faz terapia, pratica esportes e procura respeitar os próprios limites. Para o futuro, quer expandir a Mudah e os papéis no audiovisual, sem que o trabalho custe seu bem-estar: “Saúde, em primeiro lugar, é a minha maior meta, e depois felicidade. Se eu tiver esses dois, o céu é o limite.”
Confira a entrevista completa com Maisa no videocast da Forbes Brasil:
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