Negócios
Mulheres São Apenas 5,2% dos CEOs no Brasil
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O topo do mundo corporativo brasileiro ainda é majoritariamente masculino. Atualmente, apenas 5,2% dos postos de CEO no país são ocupados por lideranças femininas. O dado é de um novo levantamento do Evermonte Institute, braço de pesquisa da consultoria especializada em recrutamento de executivos.
O cenário nacional acompanha a proporção global da liderança feminina, medida pelo relatório Women in the Boardroom, da consultoria Deloitte. Segundo o estudo, as mulheres representam 6% dos CEOs ao redor do mundo.
A barreira no meio corporativo é reforçada por desigualdades no caminho até o topo. Embora homens e mulheres levem o mesmo tempo de escalada — cerca de 18 anos e dez cargos diferentes —, executivas precisam de mais diplomas e mudanças de empresa para chegar ao cargo de CEO.
A pesquisa da Evermonte, que cruzou dados públicos do LinkedIn e entrevistas com executivas, analisou o histórico de 2.153 empresas brasileiras. Dessas, apenas 112 são lideradas por mulheres.
As barreiras que influenciam o acesso (e a permanência) ao topo
O primeiro pedágio cobrado das executivas é acadêmico. As líderes mapeadas têm no currículo uma média de quase três MBAs ou pós-graduações. Os homens na mesma posição possuem pouco mais de um diploma equivalente.
“Senti desde cedo aquela necessidade de ter que fazer mais, de ter que me provar mais do que os homens.”
Poliana Sousa, presidente da General Mills Brasil

Para chegar lá, as executivas passaram, em média, por cinco empresas, uma a mais que os homens. “A chegada à liderança máxima exige, para muitas mulheres, uma trajetória mais móvel, marcada por mudanças frequentes de contexto e ambiente de negócio”, explica Priscila Schapke, sócia da Evermonte. “As barreiras seguem aparecendo ao longo da trajetória profissional, especialmente em temas ligados à visibilidade, reconhecimento e acesso às oportunidades de crescimento.”

O gargalo da diretoria
A pesquisa aponta que o maior obstáculo à ascensão na pirâmide corporativa está na transição entre a gerência e a diretoria, etapa em que ocorre a maior perda de retenção. O período costuma coincidir com a maternidade e com o aumento de responsabilidades familiares, que leva muitas profissionais a desacelerar a progressão na carreira.
Não foi um problema para Flavia Bittencourt, managing director da Adidas para a América Latina, que viveu a maternidade logo na saída da faculdade e no início da carreira. “Aquelas dúvidas que as mulheres têm sobre ter um filho ou ter uma carreira não aconteceram comigo. O filho já tinha; a dúvida era se eu poderia ter uma carreira.”

Há mais de 20 anos em posições de liderança, a executiva define a transição para a diretoria como um “breaking point”. “É ali que a gente não pode perder as mulheres”, afirma.
O funil até a presidência já começa mais estreito. “Estatisticamente, existem mais homens na jornada da liderança, logo mais homens chegam ao topo”, diz Carolina Pires Simões, CEO da Ortobom. “Precisamos de um número elevado de diretoras para termos um número igualmente elevado de CEOs mulheres. Temos que fomentar na base a vontade de ser líder.”

Onde estão as CEOs mulheres?
Geograficamente, a proporção da liderança feminina reflete a concentração econômica do país. O Sudeste reúne 67,5% das executivas, sendo que o estado de São Paulo têm mais da metade das líderes (51,4%), seguido pelo Rio de Janeiro (10,3%).
Na distribuição por mercado, bens de consumo reúne 17,1% das cadeiras, seguido por saúde (9%) e serviços (8,1%). Na outra ponta, indústrias como papel e celulose registram menos de 1% de participação feminina na liderança. “Os maiores percentuais estão mais concentrados em setores historicamente mais abertos à diversidade de gênero. Já em áreas mais marcadas por culturas industriais, técnicas ou de base pesada, os percentuais seguem mais baixos”, afirmam os autores do estudo.
A vantagem da liderança feminina para as empresas
Apesar das barreiras sociais e estruturais, as companhias ganham — e muito — quando essas profissionais finalmente assumem a presidência. Uma pesquisa da consultoria global McKinsey mostra que empresas com maior diversidade de gênero superam seus concorrentes em até 25% em termos de rentabilidade. Outros estudos apontam que além dos resultados financeiros, a liderança feminina traz inovação e bem-estar organizacional.
A pesquisa da Evermonte mapeou cinco vantagens da gestão feminina:
- Capacidade de crescimento e reposicionamento do negócio em momentos de ruptura;
- Habilidade para conduzir simultaneamente múltiplas frentes de forma articulada;
- Visão sistêmica e autoral sobre toda a cadeia de decisão;
- Foco no desenvolvimento constante das equipes e na ampliação de repertórios dos colaboradores;
- Cuidado com os impactos humanos ao lidar com grandes mudanças estruturais.
Como mudar o cenário
Ampliar a diversidade de gênero no topo e colher os frutos da gestão feminina demanda tirar a responsabilidade do esforço individual das executivas e cobrar das lideranças. “Precisa ser um objetivo da empresa. O CEO e o líder de pessoas precisam abraçar isso como missão e trabalhar o tema de forma cultural, não pontual”, diz Carla Fonseca, CEO da Smiles.

Parte desse movimento intencional envolve a construção de redes de apoio e mentoria, uma responsabilidade que as CEOs entrevistadas pelo estudo estendem aos homens. “As mulheres que estão nessas posições podem ser mentoras de outras mulheres, abrir o caminho, divulgar o trabalho delas. E os homens, que são a maioria, precisam fazer esse papel junto conosco”, diz Sousa.
Para quem tem a ambição de chegar lá, a CEO da General Mills orienta a abandonar a pressão de dar conta de tudo. “Recuse o papel de super-heroína, construa um ciclo de apoio em casa e no trabalho, porque ninguém carrega o mundo sozinho.”
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Negócios
Stephen Curry Passa de US$ 200 Milhões; Veja os Jogadores Mais Bem Pagos da NBA

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Stephen Curry foi o primeiro MVP (jogador mais valioso) unânime da NBA, em 2016. O primeiro jogador a liderar a liga em bolas de três pontos quatro vezes, depois cinco, depois seis, sete e oito vezes. O primeiro jogador a tentar 10.000 arremessos de além do arco — e o primeiro a converter 4.000 deles.
Mas, apesar de todas as formas pelas quais o arremessador de 38 anos do Golden State Warriors transformou o basquete, ele é igualmente revolucionário financeiramente.
Já o primeiro jogador da NBA a receber um salário de US$ 40 milhões, em 2019-20, e de US$ 50 milhões, em 2023-24, Curry deve ultrapassar a marca de US$ 60 milhões nesta temporada, embolsando US$ 62,6 milhões dentro de quadra.
Enquanto isso, depois de romper com sua patrocinadora de longa data Under Armour no outono passado e anunciar um novo acordo com a marca chinesa de calçados Li-Ning em junho, Curry deve ganhar estimados US$ 141 milhões com patrocínios e outros negócios — pulverizando o recorde da NBA de US$ 100 milhões que ele recebeu fora de quadra em 2024-25.
Somando os dois valores, Curry está a caminho de ganhar US$ 203,6 milhões no próximo ano, tornando-se o primeiro jogador em atividade da NBA a ultrapassar US$ 200 milhões.
Na verdade, desde que a Forbes começou a acompanhar a renda de atletas em 1990, apenas outras três estrelas do esporte ultrapassaram essa marca no período de 12 meses, sem ajuste pela inflação: o boxeador Floyd Mayweather, a lenda do futebol Cristiano Ronaldo e o golfista Jon Rahm.
O ganho histórico mantém Curry no topo da lista da Forbes dos jogadores mais bem pagos da NBA pelo segundo ano consecutivo. LeBron James, que liderou o ranking por 11 temporadas consecutivas antes de cair para o segundo lugar em 2025, agora desce para a quarta posição, com ganhos estimados em US$ 93,9 milhões, depois de assinar com o Philadelphia 76ers em julho pelo salário mínimo para veteranos, de US$ 3,9 milhões nesta temporada.
O ala do Houston Rockets Kevin Durant, que deve receber estimados US$ 104,9 milhões, e Giannis Antetokounmpo, que embolsará um total de US$ 103,5 milhões depois de ter sido negociado com o Miami Heat durante o verão, aparecem à frente de James na lista deste ano.
Juntos, os dez jogadores mais bem pagos da NBA devem receber US$ 958 milhões nesta temporada antes de impostos e comissões de agentes, alta de 6% em relação ao recorde de US$ 902 milhões da lista de 2025 e mais que o dobro dos US$ 449 milhões registrados há uma década.
Os US$ 469 milhões em renda fora de quadra combinados pelo grupo ficam quase US$ 90 milhões acima do recorde de US$ 380 milhões do ano passado — e muito à frente dos números comparáveis dos dez atletas mais bem pagos de outros esportes, como futebol, com US$ 281 milhões; MLB, com US$ 144 milhões; NFL, com US$ 84 milhões; e NHL, com US$ 16 milhões.
E embora os US$ 489 milhões que o top 10 deste ano recebe dentro de quadra representem uma queda em relação às duas temporadas anteriores, isso se deve quase inteiramente à “última decisão” de James, de 41 anos, de aceitar menos dinheiro em troca de uma chance de conquistar outro título enquanto sua ilustre carreira se aproxima do fim.
O teto salarial da NBA está fixado em US$ 165 milhões nesta temporada, alta de 75% em relação a dez anos atrás, à medida que o forte crescimento dos negócios da liga eleva o valor da parcela de aproximadamente 50% da receita relacionada ao basquete destinada aos jogadores, conforme garantido pelo acordo coletivo de trabalho.
Há uma década, enquanto alguns observadores da liga temiam que um salto de um ano no teto salarial tivesse produzido contratos fora de proporção, James tinha o maior salário da NBA, de US$ 31 milhões.
Nesta temporada, 59 jogadores da NBA devem superar essa marca, segundo o Spotrac. Ainda assim, depois que um pacote nacional de transmissão de 11 anos e US$ 76 bilhões, assinado em 2024 e iniciado na temporada passada, levou algumas pessoas dentro da liga a presumirem que o teto salarial subiria pelo máximo de 10% no futuro próximo, a realidade foi um pouco menos robusta.
Nesta temporada, o teto subiu 6,7%, e a projeção é de um avanço semelhante em 2027-28. O crescimento está sendo prejudicado pela turbulência no mercado de mídia local, depois que o colapso da operadora de redes esportivas regionais Main Street Sports Group custou a 16 times da NBA dezenas de milhões de dólares em receita anual — para cada um deles.
Não espere, porém, que esse obstáculo interrompa a arrancada financeira dos jogadores. Embora o salário de Curry deva cair novamente para menos de US$ 60 milhões na próxima temporada, depois de ele ter dado um alívio financeiro aos Warriors com a extensão contratual de dois anos e US$ 116 milhões assinada em setembro — US$ 20,7 milhões abaixo do máximo que estava disponível para ele —, há mais marcos financeiros no futuro da NBA.
Para começar, a liga está a caminho de ultrapassar a barreira dos US$ 70 milhões em 2029-30 — com pelo menos três jogadores diferentes.
Os Jogadores Mais Bem Pagos da NBA em 2026
1. US$ 203,6 milhões
Stephen Curry
Idade: 38 | Posição: armador | Time: Golden State Warriors | Dentro de quadra: US$ 62,6 milhões • Fora de quadra: US$ 141 milhões

Depois de se tornar, em julho, o primeiro jogador em atividade a ser tema de uma exposição dedicada no Naismith Basketball Hall of Fame, Curry entra em sua 18ª temporada profissional ainda capaz de dominar uma partida.
Na pesquisa anual da NBA com os general managers, o tetracampeão foi recentemente eleito o melhor arremessador puro da liga, com 97% dos votos, e, apesar dos joelhos desgastados que acompanham os 38 anos, foi apontado como o melhor em movimentação sem a bola por 80% dos votantes.
Curry também está fazendo seu impacto ser sentido no varejo: sua nova parceria com a chinesa Li-Ning vale, segundo relatos, US$ 400 milhões por dez anos, com um tênis de assinatura previsto para ser lançado no início do próximo ano.
Enquanto isso, a Under Armour, antiga casa dos tênis Curry Brand, afirmou em maio que esperava uma queda de 1% em sua receita anual por causa da separação da empresa de seu antigo principal rosto no negócio de basquete.
Curry, cujos outros patrocinadores incluem Chase, Rakuten e a recém-chegada Glaukos, é um de apenas cinco atletas em atividade que já alcançaram US$ 100 milhões em renda fora de quadra em um único ano, ao lado do golfista Tiger Woods, do tenista Roger Federer, do lutador de MMA Conor McGregor e do fenômeno de duas funções do Los Angeles Dodgers Shohei Ohtani.
Ele também foi destaque no documentário Portrait of an Artist: Stephen Curry, lançado neste mês em telas IMAX e que retrata o jogo de 2025 no qual ele converteu a 4.000ª bola de três pontos de sua carreira.
2. US$ 104,9 milhões
Kevin Durant
Idade: 38 | Posição: ala | Time: Houston Rockets | Dentro de quadra: US$ 43,9 milhões • Fora de quadra: US$ 61 milhões
Durant assinou em outubro passado uma extensão contratual de dois anos e US$ 90 milhões, abrindo mão de cerca de US$ 30 milhões para dar ao Houston Rockets flexibilidade financeira para montar seu elenco, mas ainda está a caminho de superar LeBron James como o maior ganhador em quadra da história da NBA em 2027-28, quando chegará a US$ 591 milhões em ganhos de carreira.
O ala de 38 anos também pode ampliar ainda mais a diferença ao recusar sua opção de jogador para a próxima temporada e retornar ao mercado de agentes livres no verão de 2027.
Fora de quadra, Durant possui contratos de patrocínio com marcas que incluem CeraVe, Dick’s Sporting Goods e FanDuel e investe por meio de seu family office 35V, que, segundo relatos, teve recentemente um grande acerto quando a Nvidia concordou em adquirir a plataforma de inteligência artificial Hugging Face por US$ 12,9 bilhões.
Durant também é cofundador da empresa de mídia Boardroom, que chegou a um acordo de distribuição e venda de publicidade com a Wondery em junho; a partir do início do próximo ano, os podcasts da Boardroom estarão disponíveis nos serviços da Amazon, incluindo Amazon Music, Prime Video e Fire TV Channels.
3. US$ 103,5 milhões
Giannis Antetokounmpo
Idade: 31 | Posição: ala | Time: Miami Heat | Dentro de quadra: US$ 58,5 milhões • Fora de quadra: US$ 45 milhões
Negociado com o Miami Heat durante o verão depois de 13 anos com o Milwaukee Bucks, Antetokounmpo disse recentemente sobre jogar diante de uma nova torcida: “Eu me sinto energizado. Eu me sinto vivo.”
Outro benefício da mudança: sair de Wisconsin para a Flórida, que não possui imposto estadual sobre renda, pode economizar milhões de dólares ao ala de 31 anos em seu próximo contrato, que ele poderá assinar como extensão a partir de janeiro. (Alternativamente, ele poderá recusar sua opção de jogador para 2027-28 e se tornar agente livre no próximo verão.)
Com parcerias com mais de uma dúzia de marcas, incluindo acordos recentes com Gopuff, Kalshi e Superpower que incluem participações acionárias, os estimados US$ 45 milhões de renda fora de quadra de Antetokounmpo foram superados por apenas sete estrelas do esporte na lista da Forbes dos atletas mais bem pagos do mundo em 2026.
Antetokounmpo também investiu no time feminino de futebol do Chelsea em fevereiro e, apesar de sua saída de Milwaukee, ainda pode conquistar outro título para a cidade: ele possui uma pequena participação no Brewers, classificado para a World Series, desde 2021.
4. US$ 93,9 milhões
LeBron James
Idade: 41 | Posição: ala | Time: Philadelphia 76ers | Dentro de quadra: US$ 3,9 milhões • Fora de quadra: US$ 90 milhões
A mudança de James para o 76ers neste verão, depois de oito temporadas com o Los Angeles Lakers, fará com que ele ganhe menos dentro de quadra do que em qualquer outro momento de sua carreira profissional — incluindo sua temporada de estreia, em 2003-04, quando seu salário era de US$ 4 milhões.
Mas o ala de 41 anos também está ganhando mais fora de quadra do que nunca, com patrocínios lucrativos de marcas como Hennessy, Louis Vuitton e a recente adição Polymarket, que, segundo a Front Office Sports, pagará a ele US$ 15 milhões por ano.
Seu acordo com a Fanatics também viria, segundo relatos, com um benefício além do dinheiro: o uso de um helicóptero da empresa para fazer o trajeto entre Filadélfia e Nova York.
Além de seus patrocínios, James apresenta o podcast Mind the Game ao lado do integrante do Basketball Hall of Fame Steve Nash e lançou neste ano seu quarto livro infantil, chamado Happy Spooky Halloween!.
Ele também lançou um canal no YouTube em agosto, atraindo 650.000 inscritos com vídeos focados em golfe, e sua fundação está fazendo parceria com o PGA Tour para realizar um torneio em sua cidade natal, Akron, Ohio, no próximo ano.
5. US$ 87,9 milhões
Anthony Edwards
Idade: 25 | Posição: ala-armador | Time: Minnesota Timberwolves | Dentro de quadra: US$ 48,9 milhões • Fora de quadra: US$ 39 milhões
Entrando na terceira temporada de um contrato de cinco anos com valor projetado de US$ 244,6 milhões, Edwards é o líder de uma equipe reformulada do Timberwolves, que adquiriu LaMelo Ball em julho.
“Eu não espero”, disse neste mês à Associated Press o armador de 25 anos, que chegou aos playoffs por cinco anos consecutivos. “Eu não desejo nada. É pura força de vontade e determinação. E vamos mostrar isso todas as noites.”
Edwards, presença frequente em campanhas da Adidas e Sprite, anunciou recentemente uma parceria com a PrizePicks e transmitiu a segunda edição de seu Believe That Awards em seu canal no YouTube.
Produzido pela Three Fifths Media, de Edwards, o programa distribuiu prêmios como “personagem principal do ano” e o “stood on bidness award” e teve aparições de vencedores como Coco Gauff, Michael B. Jordan e Justin Bieber, que foi nomeado “garoto branco do ano”.
6. US$ 86,5 milhões
Jayson Tatum
Idade: 28 | Posição: ala | Time: Boston Celtics | Dentro de quadra: US$ 58,5 milhões • Fora de quadra: US$ 28 milhões
Tatum fez um retorno um tanto surpreendente às quadras em março, menos de dez meses depois de romper o tendão de Aquiles — recuperação que foi tema de um documentário de cinco partes da NBC chamado The Quiet Work, além de anúncios para a Amica Insurance e o analgésico Journavx.
“É um tipo diferente de alegria que tenho agora em comparação com minhas primeiras oito temporadas”, disse o ala de 28 anos no training camp, descrevendo sua mudança de perspectiva enquanto entra na segunda temporada de um contrato de cinco anos e US$ 314 milhões.
Tatum, apoiado por marcas que incluem AT&T, Coach e SoFi e cofundador da fabricante de doces Enjoy Small Wins, terá de se adaptar a uma nova realidade no Celtics, porém, depois que Boston negociou seu companheiro de longa data Jaylen Brown com o Philadelphia 76ers em julho em troca de Paul George e um pacote de escolhas de draft.
7. Empate — US$ 70,8 milhões
Jimmy Butler
Idade: 37 | Posição: ala | Time: Golden State Warriors | Dentro de quadra: US$ 56,8 milhões • Fora de quadra: US$ 14 milhões
Butler está afastado desde que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em janeiro, mas, segundo relatos, pretende retornar no início de 2027.
“Robin vai voltar daqui a pouco”, disse o ala de 37 anos à NBC Sports neste mês, acrescentando que estava ansioso para fazer bloqueios para seu Batman, o armador dos Warriors Stephen Curry.
Butler, que se tornará agente livre depois desta temporada, também é companheiro de Curry na lista de embaixadores da Li-Ning e é patrocinado por outras marcas, incluindo Alo Yoga, os óculos inteligentes Specs da Snap e Cheez-It, que comercializou uma caixa de colecionador dos biscoitos decorada com uma foto de Butler acompanhada de um pacote de café da Big Face, empresa fundada por ele.
7. Empate — US$ 70,8 milhões
Shai Gilgeous-Alexander
Idade: 28 | Posição: armador | Time: Oklahoma City Thunder | Dentro de quadra: US$ 40,8 milhões • Fora de quadra: US$ 30 milhões
Bicampeão consecutivo do prêmio de MVP, Gilgeous-Alexander está se adaptando a novas diretrizes de arbitragem criadas para combater jogadores de ataque que empurram os defensores, mas o armador de 28 anos acredita estar melhor e mais versátil nos dois lados da quadra depois de um verão de muito trabalho.
“Acho que sou o melhor jogador da NBA”, disse ele à Time, enquanto busca se recuperar de uma derrota nos playoffs para o San Antonio Spurs.
Gilgeous-Alexander, que no ano passado assinou uma extensão de quatro anos e US$ 285 milhões com o Thunder que começa em 2027-28, complementa sua renda com parcerias como Levi’s e YSL Beauty.
Embora tenha assinado em 2024 um contrato plurianual para uma linha de tênis com a Converse, pertencente à Nike, Gilgeous-Alexander sinalizou em junho que passaria a representar diretamente a marca do Swoosh.
Enquanto isso, neste mês, ele se juntou ao grupo de proprietários do time espanhol de futebol Atlético de Madrid.
9. US$ 68,1 milhões
Devin Booker
Idade: 29 | Posição: ala-armador | Time: Phoenix Suns | Dentro de quadra: US$ 57,1 milhões • Fora de quadra: US$ 11 milhões
Booker assinou no ano passado uma extensão contratual de dois anos e US$ 145 milhões com o Suns, dando a ele a opção de se tornar agente livre em 2029 ou 2030, e depois liderou Phoenix a uma surpreendente vaga nos playoffs.
Enquanto busca melhorar a campanha de 45 vitórias e 37 derrotas, o cinco vezes All-Star afirma que quer ser mais agressivo nos arremessos e que não está preocupado com o fato de completar 30 anos neste mês.
“À medida que você envelhece, aprende novas formas de treinar, novas formas de cuidar do corpo”, disse ele a jornalistas em setembro. “Tenho absorvido muito de vários caras que tiveram sucesso e jogaram por muitos anos.”
Fora do basquete, Booker lançou recentemente uma coleção de copos da Stanley, além de duas versões especiais de seu tênis de assinatura da Nike: uma criada pelo artista de grafite Futura e outra com o logotipo do McDonald’s.
Ele também viu a Coco5, fabricante de bebida esportiva à base de água de coco da qual é coproprietário, levantar US$ 10 milhões em janeiro.
10. US$ 68 milhões
Joel Embiid
Idade: 32 | Posição: pivô | Time: Philadelphia 76ers | Dentro de quadra: US$ 58 milhões • Fora de quadra: US$ 10 milhões
Embiid emagreceu e passou a levantar pesos pesados com mais frequência em uma tentativa de se manter saudável para um time do 76ers com grandes expectativas depois das contratações de LeBron James e Jaylen Brown na offseason.
O resultado é que Embiid participou integralmente do início do training camp, feito nada pequeno para o pivô de 32 anos, frequentemente lesionado, que disputou 96 de 246 jogos possíveis de temporada regular nos últimos três anos.
“Seria tolice dizer que esta temporada não será diferente, por causa das expectativas e da atenção”, disse recentemente à GQ Embiid, que está na primeira temporada de um contrato de três anos e US$ 187,9 milhões. “Mas, na minha cabeça, tudo é igual porque toda a minha carreira sempre foi sobre uma coisa: vencer.”
Fora de quadra, Embiid é mais seletivo com patrocínios do que era no início de sua carreira, mas continua sendo o rosto da divisão de basquete da Skechers.
Metodologia
O ranking de 2026 da Forbes dos jogadores mais bem pagos da NBA reflete os salários da temporada 2026-27 para contratos assinados até 19 de outubro de 2026. Os valores dentro de quadra são arredondados para os US$ 100 mil mais próximos.
Incentivos baseados no desempenho individual ou coletivo em 2026-27 não estão incluídos. As estimativas de ganhos fora de quadra são determinadas por meio de conversas com fontes do setor e arredondadas para o US$ 1 milhão mais próximo.
Os valores refletem dinheiro anual proveniente de patrocínios, licenciamento, aparições e memorabilia, além de retornos em dinheiro de negócios nos quais o atleta possui participação significativa.
Rendimentos de investimentos, como pagamentos de juros ou dividendos, não são incluídos, mas a Forbes considera pagamentos provenientes de participações acionárias que os atletas tenham vendido. A Forbes não desconta impostos nem comissões de agentes.
*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com
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O que muda para empresas e funcionários com o fim da Escala 6×1

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite de quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6×1 de trabalho, em que o empregado trabalha seis dias na semana e folga um.
Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos. O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a 77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.
O que muda com o fim da 6×1
O texto prevê folga remunerada obrigatório de dois dias por semana (uma delas preferencialmente no domingo), em jornada máxima de 5×2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.
A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.
A proposta também preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas para disciplinar situações específicas e categorias submetidas a regimes diferenciados.
Quando passa a valer a nova escala
Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
Veja as regras de transição:
- Escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
- Redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias);
- Jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).
Como será feito o cálculo das horas de trabalho?
No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação (quando a escala será de até 42 horas semanais em 5 dias de trabalho), o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço. Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana.
Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em 5 dias na semana. Para trabalhar mais horas, apenas mediante pagamento de hora-extra.
Exceções
O texto permite, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5×2.
Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.
Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6×1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês. Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana.
A proposta também prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os MEIs (microempreendedores individuais), microempresas e empresas de pequeno porte.
Salários acima de R$ 21 mil
A PEC também prevê jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração igual ou superior a R$ 21.188,87, desde que seja mantida a escala 5×2. Nesses casos, a duração da jornada poderá ser definida por negociação direta entre empregador e empregado.
Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5×2 nesses casos.
Quem será beneficiado
Uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), elaborada com base em dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), apontou que 80% dos vínculos com jornadas superiores a 40 horas semanais tinham salários contratuais de até dois salários mínimos (atualmente em R$ 3.242). O percentual chegava a 90% quando considerado o limite de três salários mínimos (R$ 4.863).
Os vínculos com contratos de até 40 horas semanais registravam remuneração mensal média de R$ 6.211,16. Já os trabalhadores contratados para jornadas de 44 horas recebiam, em média, cerca de 42,3% desse valor, ou seja, cerca de R$ 2.627,32.
A escolaridade também aparece associada à duração da jornada. Mais de 83% dos vínculos de trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade inferior tinham jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre aqueles com ensino superior completo, a proporção era de 53%.
Uma outra pesquisa apontou que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores. O número reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.
Os dados são de um levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), elaborado com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, referente a 2025. Segundo o estudo, mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda trabalham acima da jornada de 40 horas semanais.
Terceirizados do Estado
A regra de transição para os trabalhadores terceirizados do poder público é diferente, sob o argumento de “evitar riscos de descontinuidade na prestação de serviços públicos essenciais executados mediante terceirização”.
As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após a promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6×1 dos empregados.
Os contratos aditados após 60 dias da promulgação da emenda já terão que observar a nova jornada de trabalho instituída pela PEC.
Aprovação e próximos passos
O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria na Casa legislativa, manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.
A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
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PepsiCo Anuncia Novo VP e CFO da Divisão de Alimentos no Brasil
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A PepsiCo anunciou Renato Boldo como o novo vice-presidente e CFO da divisão de alimentos da companhia no Brasil.
No cargo, o executivo estará à frente da área de finanças e atuará no comitê executivo nacional da empresa.
Com mais de 20 anos de carreira, Renato chega à PepsiCo vindo da Mars, onde ocupou o cargo de CFO da divisão Pet Nutrition Brasil. Ao longo da carreira, já passou por empresas como Unilever, Compra Agora e DHL.
“Na minha carreira, tive o privilégio de trabalhar com pessoas excepcionais, aprender com transformações complexas de negócios e ajudar organizações a acelerar o crescimento”, escreveu em uma publicação no LinkedIn.
O executivo é formado em engenharia química pela UFSCar e tem MBA pela FGV.
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