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Política

Marcelo encaminha ao STF decisão do Plenário sobre soltura de Capitão Assunção

Redação Informe ES

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O presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (Podemos), anunciou que encaminhará ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (6) a Resolução 1.801/2024, assinada no gabinete da Presidência logo após a sessão ordinária que deliberou pela soltura do deputado Capitão Assumção (PL). 

O documento – assinado também pelos deputados João Coser (PT) e Janete de Sá (PSB), 1º e 2º secretários da Mesa – estabelece, no artigo 1º, que ficam suspensos os efeitos da prisão preventiva determinada contra o deputado Capitão Assumção nos autos da Petição 10.862-ES, em curso no STF, devendo a mesma ser revogada. 

Diz ainda a Resolução que o Parlamento estadual comunicará ao STF o teor da decisão tomada pelos deputados estaduais em plenário para que sejam adotadas as medidas necessárias para a revogação da prisão.

Em entrevista coletiva concedida logo após a assinatura da resolução, Marcelo Santos explicou que, antes de encaminhar o documento ao STF, é preciso que seja publicado no Diário do Poder Legislativo (DPL), o que ocorreu em edição extra nesta quarta

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Marcelo manifestou expectativa de que, a partir da decisão da Ales pela soltura de Assumção, o ministro Alexandre de Moraes proceda, de forma urgente, à expedição de alvará determinando que o parlamentar seja posto em liberdade. 

O presidente esclareceu que o acatamento da decisão do Parlamento por parte do STF se trata apenas de uma questão ritual, haja vista que não compete à Ales, a partir da resolução, instituir um decreto legislativo encaminhando junto à Secretaria de Segurança ou autoridade policial o alvará de soltura, já que isso compete ao Judiciário. 

“Não avaliamos (no mérito) a decisão (de Moraes). O que avaliamos foi se ele (Assumção) foi preso em flagrante ou se é crime inafiançável. Entendemos que não e, por isso, estamos sustando os efeitos da prisão”, acrescentou Marcelo, dizendo ainda que cabe agora ao STF acatar a manifestação do Parlamento. 

Veja a nota do presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo

Extemporâneo 

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No parecer em que pediu a revogação da prisão do deputado Capitão Assumção, o deputado-relator Lucas Scaramussa sustentou seu posicionamento, frisando que estava em sintonia com a própria Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia se manifestado pela não decretação da prisão preventiva do parlamentar no processo relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. 

Scaramussa destacou que a prisão preventiva de Assumção estaria em desacordo com jurisprudência federal, uma vez que exige “contemporaneidade” dos fatos justificadores dos riscos que se pretendem evitar com a medida. 

O parlamentar afirmou que, de acordo com o conteúdo lastreado na decisão do Supremo encaminhada à Ales, a mesma é datada de 20 de fevereiro deste ano. 

Já os hipotéticos fatos ensejadores da representação pelo pedido de prisão têm como data 17 de janeiro de 2023 “e os fatos teriam ocorridos entre meados de dezembro de 2022 e início de janeiro de 2023”, ou seja, há mais de 1 ano, continuou Lucas Scaramussa na construção da tese pela soltura do colega de Parlamento. 

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“Se o deputado Capitão Assumção transgrediu, ou não, determinação anterior do STF, não podemos afirmar; mas o que é inconteste a partir do que relata a própria decisão ora analisada é que se ocorreu essa desobediência, a mesma se deu há mais de 1 ano e não vem se repetindo, ou, se vem, não consta descrita na decisão (encaminhada pelo STF)”, reforçou o relator do caso na Ales. 

Defesa 

Antes da fase que envolveu a leitura do relatório produzido por Scaramussa, o advogado Fernando Dilen, defensor de Assumção, teve direito a 15 minutos para argumentar pela soltura do cliente. 

Ele fez um resgate dos fatos que constam do processo aberto no STF, lembrando que se trata de inquérito motivado por relatos feitos pelo Ministério Público Estadual (MPE-ES) segundo o qual Assumção, em organização criminosa com Jackson Rangel Vieira, Carlos Von (ex-deputado), Armando Fontoura e Gabriel Quintão Coimbra, seria responsável por “propagar virulentas postagens contra o STF”. 

Na sequência o advogado reproduziu vários trechos de discursos de Assumção proferidos da tribuna da Ales contra Alexandre de Moraes e inseridos pelo próprio ministro no processo aberto a partir de relatos feitos pelo MPE-ES. 

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O advogado acrescentou que consta do processo aberto por Moraes que Asssumção estaria promovendo “diuturnamente”, por meio de redes sociais, diversos pronunciamentos virulentos e criminosos contra ministros do STF. 

A disseminação desses discursos em redes sociais, segundo o advogado, foi considerada por Moraes ofensiva ao STF, pois teriam atingido “sobremaneira a honorabilidade e a segurança do Tribunal e de seus membros”. 

Fernando Dilen disse estranhar o fato de Moraes acatar a denúncia do MPE-ES contra Assumção já que a Procuradoria-Geral da República, por meio da subprocuradora-geral, Lindora Araújo, indeferiu o seguimento da petição assinada pela procuradora-geral de Justiça do Espírito Santo, Luciana Andrade. 

O advogado contestou também o fato de Alexandre de Moraes não ter encaminhado para apreciação da Ales o teor da decisão que determinou o uso de tornozeleiras eletrônicas pelo deputado Assumção e pelo ex-deputado Carlos Von. 

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Além das tornozeleiras, eles foram proibidos também de utilizar redes sociais e participar de eventos públicos, situações que, conforme sustentou o advogado, limitariam o exercício do mandato parlamentar de seu cliente. 

Histórico

Ao discursar na abertura da sessão que julgou a prisão de Assumção, Marcelo Santos considerou “histórico” o momento vivenciado pelo Parlamento estadual. 

“Estamos diante de um momento histórico, inédito para o Parlamento capixaba. A decisão que tomarmos hoje repercutirá não apenas na vida do deputado Assumção, mas também na história da nossa Casa, da nossa democracia”, refletiu. 

Marcelo relatou que, desde o momento da prisão do parlamentar, ainda sem qualquer informação sobre o teor da decisão do STF nem os motivos da prisão, não mediu esforços por meio de sua equipe, especialmente a Procuradoria-Geral e a Diretoria de Relações Institucionais, no intuito de verificar as condições em que o deputado seria encarcerado e se suas prerrogativas estariam sendo respeitadas.

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“Desde então fomos cobrados por todos os lados: por Vossas Excelências colegas parlamentares, pela imprensa e pela sociedade civil.  E a pergunta era uma só: o que a Assembleia Legislativa fará?”, prosseguiu o presidente da Casa. 

Marcelo Santos esclareceu que, em menos de 24 horas, o STF notificou a Presidência da prisão, anexando a decisão com os fatos e fundamentos que a embasaram, cumprindo o que determina o artigo 53, parágrafo 2º da Constituição Federal e o art. 51, parágrafo 2º da Constituição Estadual.   

O regramento estabelece que, a partir da expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional e deputados estaduais não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. 

Nesse caso, os autos devem ser remetidos dentro de 24 horas à Casa legislativa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão.

O presidente do Parlamento esclareceu que os deputados estaduais não estavam revisando a decisão do STF, pois não dispõem dessa competência, conforme consignou o ministro Edson Fachin na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.824/RJ. 

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“Nosso papel aqui até tangencia o jurídico, mas é, notadamente, político. Analisar à luz da discricionariedade política e com o adequado juízo de conveniência e oportunidade sobre a manutenção ou revogação da prisão do deputado Capitão Assumção”, continuou. 

Fonte: Ales –

Eleições 2026

Breno NilRegi se fortalece como pré-candidato a deputado federal da direita no Sul do Espírito Santo

Redação Informe ES

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Com a aproximação das eleições de 2026, as articulações políticas ganham força em todo o Espírito Santo, enquanto partidos e lideranças começam a definir os nomes que disputarão vagas na Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Governo do Estado. Nesse cenário, alguns pré-candidatos passam a consolidar seus projetos e ampliar a presença nas diferentes regiões capixabas. As definições, no entanto, ainda dependem das convenções partidárias e do posterior registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral, conforme prevê a legislação.

No Sul do Estado, um dos nomes colocados para a disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados é o de Breno NilRegi, filiado ao Republicanos. Ligado ao grupo político do ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, que é apontado como pré-candidato ao Governo do Espírito Santo, Breno surge como o único nome da região Sul dentro da legenda para disputar uma vaga na Câmara Federal.

Disputa anterior terminou com mais de 10 mil votos

Breno Nilregi participou das eleições de 2022 como candidato a deputado federal e recebeu 10.777 votos. Na ocasião, realizou sua primeira disputa eleitoral. Segundo aliados, a candidatura foi estruturada em um curto espaço de tempo e com recursos limitados, resultado que passou a servir de base para a construção do projeto político visando as eleições de 2026.

Desde então, Breno também acumulou experiência na gestão pública, ao exercer por nove meses o cargo de secretário municipal de Turismo de Marataízes.

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Único representante da direita do Sul capixaba

Dentro da composição do Republicanos para as eleições estaduais, Breno Nilregi é apresentado como o único pré-candidato a deputado federal do Sul capixaba alinhado ao projeto político liderado por Lorenzo Pazolini. A proposta é ampliar a atuação nos 26 municípios da região, com atenção especial para Marataízes, Cachoeiro de Itapemirim, Presidente Kennedy e Itapemirim.

Além da trajetória política, Breno é conhecido na região por sua atuação no setor empresarial, onde sua família mantém empreendimentos nos segmentos de panificação e alimentação.

O coordenador político da pré-campanha, apóstolo João Batista, afirma acreditar na viabilidade eleitoral do projeto. Segundo ele, o período de preparação realizado após as eleições anteriores fortaleceu a estrutura da pré-candidatura e ampliou a presença regional do nome de Breno Nilregi para a disputa de 2026.

Agenda de Pazolini no Sul do Estado

Durante reunião realizada nesta segunda-feira (20), em Vitória, Breno Nilregi participou de um encontro com o ex-prefeito da capital, Lorenzo Pazolini, e com o deputado estadual Alcântara. Entre os assuntos discutidos, ficou definida a organização da agenda de Pazolini nos municípios do Sul do Espírito Santo, que ficará sob a coordenação de Breno.

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A definição reforça a participação do ex-secretário de Turismo de Marataízes na articulação política do grupo na região. Caberá a Breno coordenar a agenda do pré-candidato ao Governo do Estado nos 26 municípios do Sul capixaba, função que, segundo interlocutores do grupo político, reflete a confiança depositada em sua atuação regional e fortalece sua presença nas articulações para as eleições de 2026.

Da Redação – InformeES.com.br

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Política

Filho de Sérgio e Sueli Vidigal, médico Serginho Vidigal é lançado pré-candidato a federal e reacende expectativa de representação da Serra em Brasília

Redação Informe ES

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A política da Serra pode estar diante de um novo capítulo. O médico oftalmologista Serginho Vidigal teve o nome confirmado como pré-candidato a deputado federal pelo Podemos durante a convenção estadual do partido, realizada na noite desta segunda-feira (20), em Vitória.

A confirmação marca a estreia de Serginho em uma disputa eleitoral e também simboliza a continuidade de uma das famílias mais conhecidas da política capixaba. Filho do ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, e da ex-deputada federal Sueli Vidigal, o médico chega ao cenário político carregando um sobrenome que, ao longo de décadas, esteve diretamente ligado ao desenvolvimento do município e à representação do Espírito Santo em Brasília.

Mais do que um novo nome na corrida eleitoral de 2026, a pré-candidatura reacende a expectativa de que a Serra volte a conquistar uma cadeira própria na Câmara dos Deputados. Maior cidade do Espírito Santo em população e uma das principais forças econômicas do Estado, o município busca ampliar seu protagonismo na representação federal.

A convenção do Podemos aconteceu no Espaço Cultural Sala Egydio Antônio Coser, no Edifício Palácio do Café, na Enseada do Suá, em Vitória. Além da confirmação dos pré-candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, o partido oficializou apoio às pré-candidaturas de Ricardo Ferraço (MDB) ao Governo do Estado e de Renato Casagrande (PSB) e Rose de Freitas (MDB) ao Senado.

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Tradição e a Trajetória de Serginho Vidigal

Aos 38 anos, Serginho Vidigal construiu sua trajetória na área da saúde. Médico oftalmologista, atuou por mais de uma década como preceptor no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM), referência do Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo, experiência que passa a integrar sua apresentação ao eleitorado.

A entrada de Serginho na disputa representa também a renovação de uma tradição política familiar. Sérgio Vidigal exerceu mandatos como deputado federal antes de comandar a Prefeitura da Serra por diferentes períodos, enquanto Sueli Vidigal também representou o Espírito Santo na Câmara dos Deputados. Agora, o filho busca escrever sua própria história, tendo como desafio conquistar o eleitorado e recolocar a Serra entre os municípios com representação direta no Congresso Nacional.

Com a confirmação da pré-candidatura, o cenário político capixaba começa a ganhar novos contornos para as eleições de 2026, especialmente na Grande Vitória, onde a disputa por vagas na Câmara Federal promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos.

Da Redação – InformeES.com.br

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Política

Em convenção nacional, PDT oficializa apoio a Lula nas eleições

Redação Informe ES

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O Partido Democrático Trabalhista (PDT) decidiu apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial deste ano. A decisão foi oficializada em convenção nacional do partido, na tarde desta segunda-feira (20), em Brasília.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, justificou a aliança com a luta dos partidos de esquerda e centro-esquerda contra a extrema direita. E, por isso, exaltou o apoio a Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT).

A convenção do PDT teve a participação de Lula, que discursou aos presentes.

No evento, Lula se disse motivado para a corrida eleitoral. “Eu tenho 80 anos de idade. E hoje eu estou mais motivado e mais preparado do que quando eu tinha 57 anos e fui eleito presidente da república (pela primeira vez)”, destacou.

Lula deverá tentar a reeleição, mas oficialmente, ainda é pré-candidato. A convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) ocorrerá apenas no dia 2 de agosto.

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As próximas convenções com datas marcadas são:

  • Partido Liberal (PL) – 25 de julho;
  • Partido Social Democrático (PSD) – 26 de julho;
  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 27 de julho;
  • Partido Novo (Novo) – 27 de julho;
  • Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho;
  • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho;
  • Partido Verde (PV) – 31 de julho;
  • Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto;
  • Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto; e
  • Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto.

Agencia Brasil

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