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A descoberta inesperada de que buracos negros poderiam ser “fósseis” de um universo anterior

Redação Informe ES

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Pesquisas recentes na área da cosmologia estão desafiando a ideia de que o Big Bang foi o início absoluto de tudo no cosmos. De acordo com um novo modelo teórico, o que chamamos de “nascimento do universo” pode ter sido, na verdade, um rebote físico de uma realidade anterior que entrou em colapso. Nesse cenário fascinante, os buracos negros fósseis surgem como vestígios remanescentes de uma era pré-existente, sobrevivendo à transição violenta entre os ciclos universais.

Como os buracos negros fósseis provam a existência de um universo anterior?

A teoria convencional sugere que a singularidade do Big Bang apagou qualquer rastro de eventos passados, mas um novo estudo publicado no repositório ArXiv indica que a física permite exceções. Segundo os pesquisadores, objetos extremamente densos poderiam atuar como “fósseis” gravitacionais, atravessando o que a ciência chama de “gargalo” cósmico sem serem totalmente destruídos ou desintegrados durante a compressão máxima.

Essas estruturas não seriam apenas buracos negros comuns formados pela morte de estrelas atuais, mas sim entidades primordiais com massas específicas que não se encaixam nos modelos estelares padrões. A existência desses buracos negros fósseis validaria a hipótese do “Big Bounce” (Grande Salto), transformando nossa compreensão sobre a idade real do tempo e a origem da matéria que compõe as galáxias modernas.

🌌 Universo Antecessor: Um cosmos maduro entra em fase de contração gravitacional extrema (Big Crunch).

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🔄 O Big Bounce: A densidade atinge um limite crítico e o universo “salta” de volta para uma expansão acelerada.

🔭 Era dos Fósseis: Buracos negros sobreviventes tornam-se sementes para a formação das primeiras estruturas atuais.

O que acontece durante o fenômeno conhecido como Big Bounce?

O conceito de Big Bounce propõe que o universo opera em ciclos eternos de expansão e contração, eliminando a necessidade de uma singularidade com densidade infinita. Diferente da teoria clássica, onde tudo começa em um ponto zero, o “rebote” sugere que os efeitos da gravidade quântica impedem o colapso total, agindo como uma mola que empurra o tecido do espaço-tempo de volta para fora.

Este processo de filtragem física é crucial, pois ele determina quais informações ou objetos podem transitar de um ciclo para o outro. Enquanto a radiação e a luz podem ser completamente reconfiguradas, objetos com densidade crítica, como os núcleos de grandes buracos negros, podem resistir à pressão e reaparecer no novo universo como componentes pré-fabricados de alta energia.

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  • Substituição da Singularidade: O Big Bounce evita o paradoxo matemático de um ponto com densidade infinita.
  • Conservação de Estruturas: Permite que certas flutuações de densidade sobrevivam ao processo de transição.
  • Geometria Quântica: A teoria se baseia na gravidade quântica em laços (Loop Quantum Gravity) para explicar o fenômeno.
  • Ciclos Eternos: Sugere que o tempo não teve um início, sendo uma sucessão interminável de universos.
A descoberta inesperada de que buracos negros poderiam ser "fósseis" de um universo anterior
Buracos negros fósseis seriam vestígios sobreviventes de uma era cósmica pré-existente – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Quais são as principais evidências dos buracos negros fósseis no cosmos?

A principal evidência teórica dos buracos negros fósseis reside na discrepância de massa observada em alguns objetos do universo primordial. Astrônomos frequentemente encontram buracos negros supermassivos em épocas tão remotas que eles não teriam tido tempo suficiente para crescer através da absorção de gás ou fusões estelares, sugerindo que eles já surgiram “grandes”.

Além disso, a análise do Fundo Micro-ondas Cósmico (CMB) pode revelar padrões térmicos ou gravitacionais anômalos que seriam remanescentes da interação desses objetos durante o colapso anterior. Se confirmados, esses dados transformariam esses gigantes gravitacionais em verdadeiras máquinas do tempo biográficas, contando a história de um passado que a ciência julgava estar para sempre perdido no esquecimento.

Tipo de Objeto Origem Estimada Papel no Universo
Buraco Negro Estelar Colapso de estrelas massivas Evolução galáctica comum
Buraco Negro Primordial Flutuações do Big Bang Candidato à Matéria Escura
Buraco Negro Fóssil Universo Antecessor Prova da teoria Big Bounce

Seria o nosso universo apenas um ciclo infinito de expansão e colapso?

A aceitação de que vivemos em um sistema cíclico remove o caráter excepcional do nosso tempo e sugere um cosmos muito mais antigo e resiliente. Se o universo for realmente um ciclo infinito, as leis da termodinâmica precisariam ser reinterpretadas para explicar como a entropia não se acumula a ponto de impedir novos renascimentos ao longo de trilhões de eras passadas.

Essa perspectiva muda o foco da busca por um “começo” para a busca por um “processo”. Em vez de perguntarmos o que causou a explosão inicial, passamos a investigar os mecanismos físicos de filtragem que decidem o que permanece e o que é destruído entre os ciclos, transformando a cosmologia em uma espécie de arqueologia de escala universal.

Como essa descoberta altera a nossa percepção sobre o início de tudo?

Entender o Big Bang como um evento de transição e não de criação pura oferece um novo fôlego para a física teórica. A possibilidade de que existam objetos mais velhos que o próprio universo visível desafia paradigmas estabelecidos e abre caminho para novas formas de detectar ondas gravitacionais que podem ter ecoado de eras anteriores às nossas observações atuais.

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O estudo desses restos cósmicos permite que a humanidade comece a vislumbrar o que existia “antes do antes”. À medida que as tecnologias de observação espacial avançam, a busca por assinaturas de buracos negros fósseis se tornará o novo horizonte da ciência, conectando-nos diretamente com as memórias de um passado infinitamente remoto e até então inacessível.

Leia mais:

  • Como os fósseis se formam e por que são tão raros? – Olhar Digital
  • O que são fósseis e quais os tipos existentes? – Olhar Digital
  • Vômito mais antigo do mundo revela animal de dieta oportunista

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Smartwatch bonito e funcional? Separamos uma seleção em promoção na Amazon

Redação Informe ES

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Redmi Watch 5 Active

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Rocket Lab contesta contrato de R$ 3,7 bilhões da NASA dado à Blue Origin

Redação Informe ES

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A Rocket Lab decidiu contestar formalmente a escolha da NASA de contratar a Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, para construir, lançar e operar um novo orbitador de comunicações em Marte. A companhia apresentou nesta sexta-feira (11) um protesto ao Government Accountability Office (GAO), órgão responsável por analisar disputas relacionadas a contratos do governo dos Estados Unidos.

A decisão da NASA prevê o pagamento de US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) à Blue Origin pelo desenvolvimento do Mars Telecommunications Network (MTN). O projeto será responsável por estabelecer importante elo de comunicação entre controladores na Terra e outras espaçonaves da agência que estudam o planeta vermelho.

Em publicação no X, a Rocket Lab afirmou que a decisão da NASA aparentemente não está de acordo com os critérios de elegibilidade estabelecidos pelo Congresso dos Estados Unidos. A empresa também questionou a maneira como sua proposta técnica foi avaliada.

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“A decisão da NASA parece ser inconsistente com os critérios de elegibilidade determinados pelo Congresso. Além disso, a avaliação punitiva da agência sobre o volume técnico da Rocket Lab foi inconsistente, fazendo afirmações e conclusões incorretas”, afirmou a companhia.

A Rocket Lab acrescentou que os padrões de contratação existem para garantir uma competição justa e proteger investimentos públicos. Segundo a empresa, o objetivo do protesto é assegurar que essas regras sejam respeitadas em uma infraestrutura considerada importante para a exploração de Marte nas próximas décadas.

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Ao fundo, imagem da Terra vista do espaço; à frente, logo da Blue Origin em um smartphone
Empresa de Jeff Bezos briga com a Rocket Lab e a SpaceX, de Elon Musk, por contratos com a NASA – Imagem: Victor Sanchez G/Shutterstock

Leia mais:

  • Rover Curiosity encontra buracos misteriosos no solo de Marte
  • NASA vai abrir dados da Lua para cientistas do mundo todo
  • Blue Origin expande suas operações no Cabo Canaveral

Um único orbitador, apesar do nome “Network”

  • Apesar do nome Mars Telecommunications Network, o projeto será formado por apenas uma espaçonave;
  • O orbitador terá a função de atuar como uma espécie de ponte de comunicação entre a Terra e as missões da NASA na superfície e na órbita de Marte;
  • Atualmente, apenas dois orbitadores da NASA cumprem essa função de retransmissão de dados no planeta. São eles: a Mars Odyssey, lançada em 2001, e a Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que chegou ao espaço em 2005;
  • A agência já estudava a criação de um novo orbitador de telecomunicações para Marte havia anos. O financiamento de US$ 700 milhões foi aprovado pelo Congresso em julho de 2025, e a NASA abriu a concorrência para propostas em maio deste ano;
  • Rocket Lab e Blue Origin eram consideradas as principais concorrentes pelo contrato. No início deste mês, a NASA anunciou a escolha da empresa de Bezos;
  • O acordo determina que a Blue Origin entregue a espaçonave à NASA até 31 de dezembro de 2028. A expectativa é que o sistema esteja funcionando em Marte em 2030.

Blue Origin já fez o mesmo com a NASA

A disputa atual também reproduz uma situação pela qual a própria Blue Origin passou alguns anos atrás. Em 2021, a empresa de Jeff Bezos apresentou um protesto ao GAO depois que a NASA escolheu a SpaceX para fornecer o primeiro módulo lunar tripulado do programa Artemis.

Na ocasião, o GAO rejeitou o protesto, em julho daquele ano. A Blue Origin posteriormente processou a NASA, mas perdeu a disputa judicial em novembro de 2021.

A história, porém, acabou tendo outro desfecho para a empresa. A NASA decidiu posteriormente selecionar um segundo módulo lunar para o programa Artemis e a Blue Origin venceu esse contrato em 2023.

Agora, é a Rocket Lab que tenta reverter uma decisão da NASA por meio do mesmo mecanismo de contestação utilizado anteriormente pela empresa de Bezos.

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Osso encontrado em caverna na China pertence a misterioso grupo de hominídeos extinto

Redação Informe ES

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Uma caverna no sudoeste da China está ajudando cientistas a reconstruir a história de um dos grupos mais misteriosos da evolução humana. Pesquisadores encontraram na caverna de Bianfu, na província de Yunnan, fósseis de denisovanos, ferramentas de pedra e milhares de ossos de animais que indicam que esses antigos humanos ocuparam o local por mais de 100 mil anos.

As descobertas foram apresentadas em dois estudos publicados na revista Nature (aqui e aqui). A caverna foi utilizada entre aproximadamente 190 mil e 70 mil anos atrás, enquanto cinco fósseis humanos identificados no local têm entre cerca de 134 mil e 167 mil anos.

Os denisovanos são uma linhagem de humanos antigos que viveu na Ásia. A existência do grupo foi inicialmente revelada por análises de DNA antigo, mas a escassez de fósseis dificulta a compreensão de sua aparência, comportamento e adaptação a diferentes ambientes.

Até agora, os pesquisadores conheciam apenas um pequeno número de restos corporais desses humanos. A descoberta em Bianfu amplia significativamente esse registro, especialmente por incluir um osso que nunca havia sido identificado em um denisovano.

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Primeiro osso do antebraço

  • Durante escavações realizadas na caverna, os pesquisadores encontraram milhares de fragmentos ósseos. Em 2019, foram recuperados quase 1,4 mil artefatos de pedra, mais de 64 mil ossos de mamíferos e dentes humanos;
  • O problema era identificar quais dos fragmentos pertenciam a humanos. Para isso, a equipe combinou uma análise morfológica inicial com uma técnica chamada ZooMS, que utiliza proteínas de colágeno para identificar a espécie à qual um fragmento ósseo pertence;
  • A análise confirmou cinco restos humanos como denisovanos: dois fragmentos de ossos do crânio, um fragmento do rádio e dois dentes. Os pesquisadores identificaram nos cinco exemplares uma variante proteica específica associada aos denisovanos;
  • O fragmento do rádio é particularmente importante. Trata-se de um dos dois ossos longos do antebraço e é o primeiro rádio denisovano confirmado até hoje;
  • O osso apresenta uma combinação incomum de características. A região próxima ao cotovelo é grande e apresenta semelhanças com rádios de neandertais, enquanto o formato externo geral e a geometria de sua região central se aproximam mais dos humanos modernos;
  • Segundo os pesquisadores, essa combinação pode indicar demandas biomecânicas e adaptações comportamentais próprias dos denisovanos que viviam naquela região.
Localização geográfica da caverna
A localização geográfica da Caverna Bianfu, onde pesquisadores descobriram diversos dentes e ossos de denisovanos – Imagem: Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia da China

Uma caverna usada durante milhares de gerações

Os vestígios encontrados em Bianfu também ajudam a revelar como os denisovanos utilizavam o ambiente.

Entre os quase 1,4 mil artefatos de pedra recuperados, havia cerca de 200 ferramentas feitas de lascas, muitas produzidas com uma rocha sedimentar disponível localmente. Marcas encontradas nos ossos de animais indicam que os instrumentos eram usados para processar carcaças.

Os pesquisadores identificaram evidências de que os denisovanos caçavam, desmembravam animais e retiravam a medula dos ossos. Entre as presas estavam animais de médio e grande porte, incluindo espécies semelhantes a bovinos e cervos.

As ferramentas de pedra encontradas na caverna, porém, são diferentes de instrumentos mais sofisticados produzidos por neandertais no mesmo período. Os artefatos de Bianfu parecem ter sido fabricados de maneira rápida e eficiente, usando materiais disponíveis nas proximidades.

Ao mesmo tempo, os denisovanos também produziram ferramentas de osso, prática que já havia sido observada entre neandertais.

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Quem eram os denisovanos?

Os denisovanos continuam sendo um dos grupos mais enigmáticos da evolução humana, justamente porque o registro fóssil é extremamente fragmentado.

Eles são geneticamente relacionados a neandertais e humanos modernos, e análises de DNA mostram que os três grupos chegaram a cruzar entre si no passado. Apesar disso, durante muito tempo os pesquisadores tiveram pouquíssimas evidências físicas para entender como os denisovanos eram ou como viviam.

O novo material encontrado na China ajuda a preencher uma dessas lacunas. A caverna de Bianfu é atualmente o local com o registro fóssil denisovano mais rico conhecido fora da famosa caverna de Denisova, na Sibéria.

A descoberta também amplia o conhecimento sobre a distribuição geográfica do grupo. Os restos encontrados em diferentes camadas da caverna indicam que os denisovanos estavam presentes na região durante um período de mudanças climáticas e que o ambiente do planalto de Yunnan-Guizhou oferecia condições favoráveis para sua sobrevivência.

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Os pesquisadores esperam agora utilizar técnicas semelhantes de análise de proteínas para identificar outros ossos humanos entre os milhares de fragmentos encontrados em sítios arqueológicos. A expectativa é que novos fósseis ajudem a entender melhor como os denisovanos se adaptaram às mudanças ambientais e à convivência com outros grupos humanos.

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