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Blue Origin pausa turismo espacial para focar em missões lunares

Redação Informe ES

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A Blue Origin, empresa aeroespacial fundada por Jeff Bezos, anunciou na sexta-feira (30) que vai suspender os voos do foguete New Shepard por pelo menos dois anos. A decisão tem como objetivo redirecionar recursos para contratos com a NASA ligados às próximas missões do programa Artemis, que pretende levar astronautas de volta à Lua.

O anúncio vem após o voo mais recente do New Shepard, realizado na semana passada, com seis passageiros a bordo. Até então, a empresa mantinha a operação regular do veículo suborbital, que desde 2021 levou turistas e celebridades ao limite do espaço. Agora, a prioridade passa a ser o desenvolvimento de sistemas de pouso lunar humano, considerados estratégicos dentro do cronograma da agência espacial americana.

Lua no crepúsculo espacial
Blue Origin vai direcionar recursos para a exploração lunar, pausando os voos de turismo espacial (Imagem: Divulgação/NASA)

New Shepard e o histórico de voos suborbitais

O New Shepard é um foguete reutilizável de pequeno porte que não entra em órbita. Em cada missão, uma cápsula no topo do veículo ultrapassa a altitude de 62 milhas (100 km), frequentemente apontada como o limite do espaço, antes de retornar ao solo com o auxílio de paraquedas. O propulsor, por sua vez, faz um pouso controlado em uma plataforma usando suas aletas e o motor principal.

Desde o primeiro voo tripulado, em 2021, que contou com a presença de Jeff Bezos entre os quatro passageiros, o foguete realizou 38 lançamentos a partir da base da empresa no oeste do Texas. Entre os viajantes estiveram nomes como William Shatner, Michael Strahan e Katy Perry, além de figuras históricas da era inicial da exploração espacial, como Wally Funk e Edward Dwight.

De acordo com a empresa, o sistema já levou 98 passageiros acima da linha de Kármán, alguns deles em mais de uma viagem. O New Shepard também transportou mais de 200 cargas científicas e de pesquisa de estudantes, universidades, organizações e da própria NASA. Apesar da pausa, a Blue Origin afirma que existe uma fila de clientes com reservas para os próximos anos.

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Foco nos contratos da NASA e no programa Artemis

Fundada em 2000, a Blue Origin mantém um contrato de US$ 3,4 bilhões com a NASA para desenvolver módulos de pouso que vão integrar o programa Artemis. Inicialmente, o primeiro veículo da empresa seria utilizado na missão Artemis V, prevista para a década de 2030. No entanto, atrasos enfrentados pela SpaceX, responsável pelos sistemas das missões Artemis III e IV, levaram a NASA a pedir que as duas companhias avaliem caminhos para acelerar o desenvolvimento.

Imagem da NASA mostrando Neil A. Armstrong na Lua.
Programa Artemis visa o retorno de humanos à Lua (Imagem: Reprodução/NASA /Neil A. Armstrong)

Leia mais:

  • Bezos, Musk, Zuckerberg e mais: quais celulares os empresários utilizam?
  • Onde termina a Terra e começa o espaço?
  • Quais as principais potências espaciais em 2025?

Em entrevista nesta semana, o administrador da agência, Jared Isaacman, afirmou que os dois projetos de aceleração seguem em paralelo. O presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu como meta que a missão Artemis III seja lançada até o fim de 2028.

A receita obtida com o turismo suborbital do New Shepard é considerada pequena diante do valor do contrato lunar. A Blue Origin nunca divulgou oficialmente o preço das passagens. Além disso, o foguete também serviu como base para tecnologias usadas no maior veículo da empresa, o New Glenn, cujo propulsor foi recuperado com sucesso em uma balsa flutuante no ano passado, após o lançamento de uma missão científica da NASA em direção a Marte.

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Tecnologia

O efeito multiplicador: Como uma única fábrica de carros gera riqueza para o Rio inteiro

Redação Informe ES

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A indústria automotiva no Rio de Janeiro tem impulsionado uma retomada econômica significativa em diversas regiões do estado fluminense. Esse setor atrai novos investimentos bilionários e gera milhares de empregos qualificados para a população local. Portanto, compreender esse impacto é vital para analisar o futuro financeiro e o desenvolvimento regional.

Como a indústria automotiva no Rio evoluiu recentemente?

O estado consolidou-se como o segundo maior polo automotivo do Brasil, e dados da FIRJAN confirmam que o setor é responsável por uma fatia expressiva do PIB industrial fluminense. A região do Sul Fluminense transformou-se em um “cluster” de montadoras internacionais que buscam logística privilegiada.

Além disso, as fábricas modernas trouxeram consigo uma vasta cadeia de fornecedores de autopeças, criando um ecossistema produtivo robusto. Essa evolução tecnológica mudou o perfil da mão de obra, exigindo qualificações mais altas e impulsionando o setor educacional técnico na região.

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  • 🏗️ 2014 – O Início do Hub
    Inauguração de grandes plantas em Resende e Itatiaia, atraindo marcas globais.

  • 💰 2021 – Novos Investimentos
    Aportes bilionários para modernização das linhas de montagem em Porto Real.

  • ⚡ 2025 – Era Híbrida
    Foco total na produção de veículos híbridos e elétricos com tecnologia nacional.

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Quais cidades são transformadas pelas montadoras?

O impacto geográfico concentra-se fortemente no Médio Paraíba, onde municípios como Resende, Porto Real e Itatiaia viram suas receitas tributárias multiplicarem. A presença dessas companhias financia melhorias na infraestrutura urbana e nos serviços públicos essenciais para os moradores.

Contudo, o efeito transborda para cidades vizinhas, que acabam servindo como áreas residenciais ou de serviços para os trabalhadores do complexo industrial. Essa dinâmica cria uma zona de prosperidade que reduz a dependência econômica exclusiva da capital ou da indústria do petróleo.

  • Aumento na arrecadação de ICMS e ISS para as prefeituras.
  • Valorização do mercado imobiliário local.
  • Desenvolvimento do comércio e setor de serviços de apoio.

Qual o impacto da indústria automotiva no Rio na renda?

A massa salarial nas cidades que abrigam as montadoras é consideravelmente superior à média nacional, pois o setor industrial paga melhores salários. Isso aquece o comércio local e eleva o padrão de vida das famílias que dependem direta ou indiretamente dessa cadeia produtiva.

Por isso, o governo estadual mantém programas de incentivo fiscal para garantir que essas empresas permaneçam no Rio de Janeiro e continuem expandindo suas operações. A tabela abaixo ilustra como esse setor movimenta diferentes pilares da economia fluminense.

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Setor Afetado Tipo de Impacto Resultado Local
Empregos Diretos Contratação CLT Renda Estável
Tecnologia P&D Regional Inovação
Logística Transporte e Vias Melhoria Viária

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O que esperar para o futuro do setor?

A tendência aponta para uma especialização cada vez maior na produção de carros eletrificados, aproveitando a matriz energética limpa do Brasil. As fábricas do Rio já iniciaram adaptações para produzir motores híbridos flex, que utilizam etanol e eletricidade.

Sendo assim, a região deve se manter competitiva globalmente, atraindo engenheiros e empresas de tecnologia que orbitam o mundo da mobilidade sustentável. O estado do Rio de Janeiro posiciona-se não apenas como produtor, mas como um centro de inovação automotiva.

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Leia mais:

  • Quais os tipos de carro? Conheça os principais modelos disponíveis no mercado.
  • Saiba quais são os dez veículos a combustão mais econômicos do Brasil.
  • Conheça o top 8 de carros mais seguros do Brasil.

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Apple libera alerta de pressão alta no Apple Watch no Brasil

Redação Informe ES

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A Apple liberou nesta terça-feira (27) as notificações de pressão alta para usuários do Apple Watch no Brasil, após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O recurso, ativado pelo app Saúde no iPhone, foi desenvolvido para identificar sinais compatíveis com hipertensão ao longo de 30 dias de uso do relógio.

Segundo a empresa, a funcionalidade é voltada a pessoas que não têm diagnóstico prévio de pressão alta e pode ajudar a apontar comportamentos associados à condição, que muitas vezes não apresenta sintomas aparentes. Quando o sistema detecta um padrão compatível, o relógio e o iPhone emitem uma notificação recomendando que o usuário procure um médico.

A Apple destaca que a ferramenta não substitui exames clínicos nem aparelhos convencionais de medição. Pessoas que já têm diagnóstico de hipertensão, de acordo com a companhia, não precisam utilizar o recurso.

apple watch hipertensão
Apple liberou a função de detecção de hipertensão de seus relógios inteligentes no Brasil (Imagem: Apple / Divulgação)

Como o Apple Watch identifica sinais de hipertensão

Diferentemente de medidores tradicionais, o Apple Watch não realiza a leitura direta da pressão sanguínea. O acompanhamento é feito por meio do sensor óptico, que analisa como os vasos sanguíneos reagem às batidas do coração. Esses dados são processados por um algoritmo, responsável por indicar se há um comportamento padrão associado à pressão alta.

Após os 30 dias iniciais, caso a notificação seja exibida, a recomendação da fabricante é que o usuário meça a pressão com um aparelho convencional por sete dias e leve os resultados para avaliação médica na próxima consulta.

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De acordo com a Apple, os testes do sistema envolveram mais de 100 mil participantes e foram validados em estudos clínicos com 2 mil pessoas. Os dados indicaram que metade dos participantes com pressão alta não tinha diagnóstico no momento da avaliação.

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Diferenças em relação a outros relógios inteligentes

A abordagem da Apple é distinta da adotada por outros fabricantes. No Galaxy Watch, da Samsung, o usuário precisa calibrar o relógio com um medidor de pressão tradicional, e as medições funcionam por até 30 dias antes de exigir uma nova calibração.

Já a Huawei utiliza um método diferente no Watch D2, que conta com um medidor de pressão integrado à pulseira do dispositivo, permitindo leituras diretas.

As notificações de hipertensão da Apple estão disponíveis no Apple Watch Série 9 e modelos superiores, além do Watch Ultra 2 e 3.

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Disponibilidade

A Apple destaca que nem todos os seus relógios contam com a função. O recurso de notificação de hipertensão estão disponíveis no Apple Watch Series 9 ou posterior e também no Apple Watch Ultra 2 ou posterior.

Além disso, o recurso não é recomendado para menores de 22 anos, pessoas que já foram diagnosticadas com hipertensão ou gestantes.

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Caso histórico avalia se Meta, TikTok e YouTube causam vício em jovens

Redação Informe ES

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Uma série de processos judiciais nos Estados Unidos colocou as maiores plataformas de redes sociais sob o escrutínio de um júri na Califórnia. Em Los Angeles, um caso considerado marco legal começa a testar a tese de que aplicativos como Instagram, TikTok e YouTube teriam causado danos diretos à saúde mental de adolescentes por meio de recursos de design que estimulam o uso contínuo.

O julgamento gira em torno de uma jovem identificada nos autos como K.G.M., hoje com 19 anos, que afirma ter desenvolvido problemas como depressão, ansiedade, pensamentos suicidas e dependência digital após anos de uso intenso das plataformas. A ação é a primeira de milhares semelhantes que aguardam decisão nos tribunais estaduais e federais, envolvendo desde usuários individuais até distritos escolares e procuradores-gerais.

redes sociais
Redes sociais como Instagram, TikTok e YouTube estão na mira de caso nos Estados Unidos (Imagem: Tada Images / Shutterstock.com)

Caso pode influenciar milhares de ações nos EUA

O processo tramita no Tribunal Superior da Califórnia, no Condado de Los Angeles, e é visto como um teste para mais de 5 mil processos em andamento contra empresas como Meta, TikTok, Snap e YouTube. Apenas na Califórnia, são mais de 3 mil ações. Outras 2 mil seguem na esfera federal.

Os autores das ações alegam que as empresas criaram sistemas de recomendação algorítmica e recursos como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos que tornam difícil para jovens se desconectarem, incentivando um padrão de uso considerado viciante. Segundo a acusação, esse modelo teria contribuído para o agravamento de problemas de saúde mental.

O que dizem as empresas de tecnologia

As plataformas negam as acusações e afirmam que vêm investindo há anos em ferramentas de segurança e controle parental, mesmo que isso afete o crescimento de audiência. Em nota, a Meta declarou que os advogados da parte autora tentam apresentar uma visão “enganosa” da empresa, destacando que a companhia prioriza a segurança de adolescentes há mais de uma década.

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meta
Meta disse que os advogados da autora da ação apresentam uma visão “enganosa” da empresa (Imagem: Dugguphotovala / Shutterstock.com)

O YouTube informou que irá demonstrar ao júri como desenvolveu salvaguardas e políticas voltadas a experiências apropriadas para jovens, em colaboração com especialistas em saúde mental e educação. Já o TikTok afirma que as alegações ignoram os recursos de proteção disponíveis para menores.

Documentos internos e debates sobre engajamento jovem

Relatórios divulgados recentemente como parte do processo mostram que as empresas viam valor estratégico em atrair usuários desde cedo. Os documentos, compilados pelo Tech Oversight Project, indicam que as companhias discutiam tanto o potencial de crescimento do público adolescente quanto os riscos de um engajamento digital intenso.

Os materiais também revelam que as plataformas monitoravam possíveis efeitos negativos de alguns recursos e avaliavam formas de mitigar esses impactos. As empresas, por sua vez, afirmam que parte dessas evidências é apresentada fora de contexto e que pesquisas internas apontam associação limitada entre uso de redes sociais e bem-estar mental.

Papel da lei federal e da imunidade das plataformas

Um dos pontos centrais do julgamento é a aplicação da Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, que historicamente protege plataformas de responsabilidade por conteúdos publicados por terceiros. As empresas argumentam que essa legislação as isenta de culpa pelos danos alegados.

A juíza Carolyn Kuhl, no entanto, rejeitou a tentativa das rés de encerrar o caso com base nessa proteção. Agora, caberá ao júri decidir se os supostos prejuízos à jovem foram causados pelo conteúdo visualizado ou pelo design dos próprios produtos digitais.

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Depoimentos e possíveis impactos futuros

Entre as testemunhas esperadas estão Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, e Adam Mosseri, chefe do Instagram. O CEO da Snap, Evan Spiegel, chegou a ser listado, mas a empresa fechou um acordo com a autora dias antes do início do julgamento, sem divulgar os termos, e segue como ré em outras ações.

CEO da Meta, Mark Zuckerberg, falando durante evento
Mark Zuckerberg está entre as testemunhas esperadas no julgamento (Imagem: FotoField / Shutterstock.com)

Especialistas em direito ouvidos pela imprensa americana afirmam que um veredito desfavorável às empresas poderia abrir uma brecha na defesa jurídica que as protege há décadas, incentivando novos acordos e possivelmente levando o tema até a Suprema Corte dos EUA.

Opinião pública e pressão social

O caso ocorre em um momento de crescimento da desconfiança pública em relação ao impacto das redes sociais sobre crianças e adolescentes. Uma pesquisa recente do Wall Street Journal apontou que 71% dos entrevistados apoiariam a proibição de plataformas como Instagram e TikTok para menores de 16 anos.

Enquanto isso, as empresas intensificam iniciativas de comunicação e programas educacionais voltados a pais e escolas, buscando reforçar a imagem de que seus produtos podem ser usados de forma segura por jovens, desde que com os controles adequados.

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