Tecnologia
Cidade baiana vira destaque como “Vale do Silício” dos elétricos

A Bahia se posiciona como protagonista na nova era automotiva nacional, atraindo olhares globais para seu potencial industrial. Camaçari retomou seu posto de destaque e hoje é a referência principal na produção de carros elétricos em solo brasileiro. Essa movimentação econômica promete transformar a realidade local e impulsionar a tecnologia sustentável no país.
Qual cidade lidera a produção de carros elétricos?
Camaçari, na região metropolitana de Salvador, assumiu a liderança após a instalação de gigantes asiáticas em seu complexo industrial. De acordo com relatório da ABVE, os investimentos bilionários na antiga fábrica da Ford revitalizaram a economia da região e trouxeram esperança para milhares de trabalhadores.

A infraestrutura robusta da cidade permitiu uma adaptação rápida para as novas linhas de montagem focadas em eletrificação. Além disso, a localização estratégica facilita a logística de distribuição, consolidando o município como o coração da mobilidade verde no Brasil.
O fechamento da fábrica histórica deixou uma lacuna econômica e milhares de desempregados na região.
Anúncio oficial da compra do complexo e início das adaptações para a tecnologia elétrica.
Os primeiros veículos nacionais começam a ser montados, marcando a nova era.
Como a tecnologia impacta a economia local?
A implementação de sistemas avançados de manufatura exige uma mão de obra altamente qualificada e técnica. Portanto, escolas e universidades da região precisaram atualizar seus currículos para atender à demanda por profissionais especializados em mecatrônica e software automotivo.
O setor de serviços também sente o impacto positivo, desde a alimentação até o mercado imobiliário, que volta a aquecer com a chegada de novos moradores. Assim, o dinheiro circula com mais intensidade dentro do município, elevando o padrão de vida da população.

Quais são os benefícios da produção de carros elétricos?
A nacionalização da manufatura reduz drasticamente os custos de importação e logística, o que deve baratear o preço final dos veículos. Contudo, o ganho ambiental é o fator mais relevante, pois a cadeia produtiva local tende a utilizar matrizes energéticas mais limpas que a média global.
Outro ponto crucial é o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos nacional, incluindo baterias e semicondutores. Isso reduz a dependência externa e fortalece a soberania tecnológica do país em um setor estratégico.
| Aspecto | Modelo Importado | Modelo Nacional |
|---|---|---|
| Impostos | Altas taxas de importação | Incentivos fiscais locais |
| Peças | Reposição demorada | Estoque nacional ágil |
| Sustentabilidade | Frete marítimo poluente | Logística interna otimizada |
O que esperar do futuro automotivo no Brasil?
A tendência é que o sucesso de Camaçari inspire outros estados a oferecerem condições atrativas para novas montadoras de veículos sustentáveis. Dessa forma, o Brasil pode deixar de ser apenas um consumidor passivo para se tornar um exportador relevante de tecnologia limpa para a América Latina.
O consumidor final será o maior beneficiado, com acesso a carros mais modernos, eficientes e conectados. Por fim, a infraestrutura de recarga deve crescer exponencialmente para acompanhar a frota, mudando definitivamente a paisagem urbana das nossas cidades.
Leia mais:
- Carro BYD vale a pena? Veja pontos positivos e negativos de adquirir um veículo elétrico da marca.
- Não compre um carro elétrico antes de considerar estes 5 aspectos.
- O futuro é mesmo elétrico? Veja os planos de cada montadora no Brasil.
O post Cidade baiana vira destaque como “Vale do Silício” dos elétricos apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Elon Musk quer tirar a IA da Terra — entenda por quê
A SpaceX pretende lançar seus primeiros satélites de inteligência artificial com chips da Nvidia em 2027. Os dispositivos fazem parte do ambicioso plano da empresa de criar data centers no espaço. A atualização do cronograma foi divulgada por Elon Musk em postagem no X, antigo Twitter.
O empresário afirmou ainda que os data centers espaciais serão significativamente mais simples, baratos, compactos e leves do que as estruturas tradicionais. Mas por que a SpaceX quer tanto levar os data centers para o espaço? Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, analisa:
O post Elon Musk quer tirar a IA da Terra — entenda por quê apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Folha de S.Paulo entra com processo contra Perplexity

A Folha de S.Paulo entrou com ação judicial contra a Perplexity para exigir que a empresa estadunidense de tecnologia interrompa imediatamente a coleta e o uso não autorizado — e sem remuneração — de conteúdos do jornal para alimentar sua plataforma de inteligência artificial (IA).
O processo foi apresentado à Justiça de São Paulo e também pede indenização pelo uso indevido das reportagens no treinamento dos modelos de IA e pela entrega de resumos e cópias de matérias jornalísticas aos internautas.
Segundo a Folha, a Perplexity também disponibiliza conteúdos exclusivos para assinantes pagantes sem autorização do jornal.
O veículo solicita ainda que a empresa destrua os modelos de IA que utilizaram material protegido da Folha. O juiz responsável pelo caso determinou que a Perplexity se manifeste em até 72 horas.
A Folha também pediu à Justiça que seja estabelecida uma multa diária caso a Perplexity descumpra uma eventual ordem de bloqueio de acesso ao conteúdo do jornal.
Folha aponta três violações
- Segundo Taís Gasparian, advogada da Folha, a ação está baseada em três pontos: concorrência desleal, violação do paywall e violação dos direitos autorais;
- Para Gasparian, o trabalho realizado pelo jornal para produzir conteúdo jornalístico é prejudicado pelo uso não autorizado das reportagens;
- “O enorme esforço que o bom jornalismo faz para se manter em pé é vilipendiado com o aproveitamento desautorizado de seu conteúdo, mediante o drible de regras”, disse à Folha;
- A Folha, por sua vez, afirmou que adota mecanismos técnicos para impedir o acesso não autorizado ao conteúdo, mas que esses recursos são ignorados ou contornados pelos mecanismos do chatbot de IA;
- Segundo o jornal, foram registrados centenas de milhares de acessos indevidos.
Tentativa de acordo com a Perplexity
A ação também destaca que a Folha tentou estabelecer um acordo de licenciamento amigável com a Perplexity. A proposta seguia o modelo de parcerias financeiras para utilização de conteúdo que o jornal firmou com a OpenAI e com o Google. Segundo a Folha, porém, a Perplexity ignorou a tentativa de negociação.
O jornal já havia processado a OpenAI em 2025. Em maio deste ano, a Folha e o UOL anunciaram um acordo com a startup, considerado inédito no Brasil, para fornecer conteúdo destinado ao ChatGPT. Também em 2025, a Folha firmou parceria semelhante com o Google para contribuir com o aperfeiçoamento do Gemini.

Perplexity enfrenta outros processos
A Perplexity também enfrenta ações judiciais em diferentes países movidas por grupos de mídia que alegam uso indevido de seus conteúdos.
O caso da Folha se insere em disputa mais ampla entre empresas de IA e organizações jornalísticas sobre a utilização de conteúdo protegido por direitos autorais para treinamento de modelos e geração de respostas aos usuários.
Em 2023, o The New York Times também processou a OpenAI e a Microsoft por violação de direitos autorais. O jornal estadunidense afirmou que a empresa de IA deveria pagar bilhões de dólares em indenização por “copiar e usar de forma ilegal o valioso conteúdo”. As companhias continuam envolvidas na disputa judicial.
O que diz a Perplexity
O Olhar Digital tentou contato com a Perplexity para um posicionamento oficial sobre o tema, sem sucesso.
O post Folha de S.Paulo entra com processo contra Perplexity apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Ondas de calor deixam mais de 30 mil mortos na Europa

A Europa registrou mais de 30 mil mortes acima do esperado durante um verão marcado por ondas de calor consecutivas e períodos de seca. Segundo uma estimativa provisória da plataforma EuroMomo, mais de 32 mil mortes acima do esperado foram contabilizadas no continente entre meados de julho e meados de agosto. O número ainda pode ser revisado.
A EuroMomo reúne estatísticas oficiais de 23 países, mas não divulga o total separado por nação. Em uma análise independente, a AFP somou dados provisórios de autoridades de oito países, referentes a períodos que vão aproximadamente do fim de maio a agosto, e chegou a 33 mil mortes acima do esperado ou diretamente relacionadas ao calor.
Duas semanas concentram maior número de mortes
As estimativas semanais mais recentes da EuroMomo indicam que a última semana de junho foi a mais letal do verão, com quase 16 mil mortes acima do esperado. A primeira semana de julho aparece em seguida, com aproximadamente 8 mil mortes.
Os dois períodos coincidiram com uma das ondas de calor excepcionais registradas no verão europeu. Ao mesmo tempo, a seca generalizada criou condições favoráveis para incêndios florestais.
Os números ainda devem ser revisados nas próximas semanas, o que pode alterar a estimativa total. A plataforma também utiliza um modelo que considera estatísticas oficiais de 23 países e deixa de fora parte do leste europeu.

Alemanha registra recorde desde 2016
A Alemanha contabilizou 14 mil mortes relacionadas às ondas de calor até 9 de agosto, de acordo com dados oficiais do Instituto Robert Koch. O número é o maior desde o início dos registros desse tipo, em 2016.
Segundo o instituto, pessoas com mais de 75 anos foram as mais afetadas pelo calor, seguindo um padrão também observado em outros países europeus.
Na França, as autoridades de saúde contabilizaram 7.300 mortes acima do esperado entre o fim de maio e 22 de julho. O número deve aumentar, já que uma longa onda de calor iniciada no fim de julho havia terminado recentemente.
Na Espanha, quase 4.500 mortes atribuídas ao calor foram registradas entre 1º de junho e 19 de agosto. De acordo com o Instituto Carlos III, foi o maior número para esse período do ano desde 2022.
Inglaterra se aproxima de recorde histórico
Na Inglaterra, a autoridade de saúde e segurança estima 2.877 mortes relacionadas ao calor durante as ondas registradas em maio e junho. O número se aproxima do recorde histórico de 2.985 mortes registrado no verão de 2022.
A autoridade alertou que o total de mortes relacionadas ao calor em 2026 pode ser substancialmente maior devido a outros períodos de temperaturas elevadas ao longo do ano.
Na Bélgica, foram estimadas 2.570 mortes acima do esperado entre 18 de junho e 17 de julho, segundo o instituto nacional de saúde pública Sciensano. O número será atualizado em setembro, incluindo o período de 25 de julho a 16 de agosto.
Nos Países Baixos, uma análise de dados do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM) aponta 968 mortes acima do esperado entre 22 de junho e 5 de julho.
A Áustria registrou 396 mortes relacionadas às ondas de calor em junho, segundo a agência de saúde e segurança alimentar AGES. O número é o maior para o mês desde o início da série de dados públicos, em 2017.
Em Portugal, foram registradas mais de 600 mortes acima do esperado entre meados de junho e o fim de julho, segundo dados da Direção-Geral da Saúde analisados pela AFP.
O post Ondas de calor deixam mais de 30 mil mortos na Europa apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
-

Tecnologia1 dia agoFolha de S.Paulo entra com processo contra Perplexity
-

Negócios1 dia agoGeração Z rejeita trabalho 100% remoto por solidão e falta de oportunidades de crescimento
-

Geral1 dia agoVitória: caminhada da Inclusão ocupa Orla de Camburi e dá voz às pessoas com deficiência
-

Saúde1 dia agoCanetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças
-

Cidades2 dias agoSaiba quando e como acionar a Defesa Civil da Serra
-

Eleições 202611 horas agoEstudo da VEJA e desempenho de Ricardo colocam Espírito Santo em lista para decidir eleição no 1º turno
-

Saúde11 horas agoLei cria Junho Vermelho para incentivar doação de sangue
-

Cidades1 dia agoCachoeiro fica em 2º lugar no ES em doses aplicadas no Dia D da Multivacinação












