Negócios
5 Passos para um Detox Digital sem se Desconectar do Celular e do Trabalho
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A promessa de um detox digital é atraente. Guardar o celular durante um fim de semana, se desconectar das notificações constantes e voltar mais calmo, focado e mentalmente renovado. Mas, para milhões de profissionais, esse ideal entra em conflito com a realidade.
Os smartphones se tornaram o centro de controle da vida moderna. Estamos sempre com o celular à mão para administrar quase tudo: comunicações profissionais, transações bancárias, calendários, compras, consultas médicas e a logística familiar. Para muitos, desligar completamente não é apenas inconveniente; é impossível.
Por que o detox digital geralmente não funciona
Em vez de incentivar as pessoas a abandonar seus dispositivos, alguns especialistas defendem que a solução mais saudável é aprender a usá-los de maneira mais consciente.
Segundo a Dra. Eleni Nicolaou, arteterapeuta e especialista em bem-estar criativo da plataforma Davincified, o objetivo não deveria ser eliminar o uso do celular, mas reduzir o tipo de uso que, silenciosamente, alimenta o estresse e o esgotamento mental.
Em vez de defender um detox digital radical, do tipo “tudo ou nada”, ela recomenda criar limites mais saudáveis que ajudem as pessoas a permanecer conectadas sem se sentirem constantemente consumidas pelas telas.
A popularidade do detox digital reflete uma crescente percepção de que o tempo excessivo diante das telas pode contribuir para estresse, distração e fadiga mental. No entanto, a desconexão completa é pouco prática para a vida e o trabalho modernos.
Profissionais recebem mensagens urgentes por aplicativos corporativos. Transações financeiras são realizadas por dispositivos móveis. Navegação, códigos de autenticação e agendas dependem dos smartphones. Pedir que as pessoas se desconectem completamente pode gerar tanta ansiedade quanto alívio.
“Um detox completo faz com que as pessoas sintam que fracassaram no momento em que conferem uma mensagem ou pesquisam uma rota”, explica Eleni. “O que a maioria das pessoas realmente precisa não é de menos tempo no celular; é de menos tempo usando o celular de forma automática.”
Em vez de medir o sucesso pelo número de horas longe de uma tela, ela sugere prestar atenção em como esse tempo está sendo utilizado.
Qual o verdadeiro problema?
Não é o tempo de tela em si que cria problemas. É a falta de equilíbrio entre o uso das telas e as pausas. Pesquisas mostram que equilibrar o “tempo verde” (o prazer proporcionado pela natureza) com o tempo de tela ajuda a reduzir as consequências negativas do excesso de fadiga causada por celulares e computadores.
A regra 20-20-20 — a cada 20 minutos olhando para uma tela, fazer uma pausa de 20 segundos e olhar para algo a cerca de 6 metros (ou 20 pés) de distância — relaxa os músculos dos olhos durante esses 20 segundos e oferece ao cérebro um descanso muito necessário.
Fazer uma pausa em um ambiente natural durante o expediente também reinicia o cérebro e recupera a clareza e a energia para retornar ao trabalho.
Eleni faz uma distinção entre o uso intencional do celular e o ato de rolar a tela de forma automática. Ela cita pesquisas que mostram que a maneira como você interage com a tecnologia importa mais do que a quantidade de tempo que passa usando-a.
O hábito de navegar sem objetivo está mais associado ao estresse, à piora do humor e à redução do bem-estar do que o uso consciente da tecnologia.
Vinte minutos respondendo e-mails, conferindo uma rota ou fazendo uma transferência bancária são diferentes de vinte minutos rolando distraidamente os feeds das redes sociais sem um objetivo claro.
O uso intencional começa com um propósito definido: responder a um colega, verificar a agenda, pesquisar um endereço ou concluir uma tarefa específica.
“Existe uma diferença entre pegar o celular com um propósito e pegá-lo por hábito”, diz a terapeuta. “Um deles faz você se sentir no controle. O outro tende a deixar você esgotado, mesmo que não consiga explicar exatamente o motivo.”
“Quando você começa a perceber a diferença entre os dois, isso muda a forma como você se relaciona com o celular”, afirma. “Esse pequeno momento de consciência é onde um detox de verdade começa.”
Em vez de perguntar: “Quanto tempo passei no celular hoje?”, ela incentiva as pessoas a questionarem: “Por que eu peguei o celular?”
A pressão constante para estar disponível pode ser o maior problema
Eleni incentiva as pessoas a analisarem o que continua atraindo sua atenção para o celular. As notificações criam um estado constante de alerta de baixa intensidade conhecido como “telepressão”, que pode levar ao esgotamento.
Cada vibração, aviso ou alerta interrompe a concentração, fragmenta a atenção e reforça a sensação de que é preciso estar sempre disponível.
Com o tempo, essas interrupções podem dificultar a concentração profunda, o relaxamento completo ou a presença em interações cara a cara. Reduzir alertas desnecessários permite que as pessoas decidam quando querem interagir com o celular, em vez de deixar que o aparelho determine para onde sua atenção vai.
“A maioria das pessoas não percebe quanta energia mental é gasta administrando interrupções constantes”, afirma a terapeuta. “Desativar notificações de aplicativos que não exigem sua atenção imediata é uma das mudanças mais simples e eficazes que você pode fazer.”
5 dicas para fazer um detox digital sem radicalismo
A Dra. Eleni Nicolaou recomenda cinco estratégias práticas para criar hábitos digitais mais saudáveis sem exigir que você abandone completamente a tecnologia.
1. Desative notificações que não são essenciais
Desabilite alertas de redes sociais, aplicativos de compras, e-mails promocionais e serviços de notícias que raramente exigem atenção imediata. Menos interrupções reduzem a vontade de verificar o celular automaticamente ao longo do dia.
2. Crie espaços sem celular
Reserve determinados ambientes ou períodos (durante as refeições, no quarto ou enquanto realiza um trabalho que exige concentração) como zonas livres de celular. Mesmo 30 minutos ininterruptos por dia podem melhorar a concentração e reduzir a desorganização mental.
3. Estabeleça horários para checar mensagens e redes sociais
Em vez de responder continuamente, escolha dois ou três momentos específicos do dia para verificar mensagens e redes sociais. “Você não está perdendo nada”, diz Eleni. “Está apenas escolhendo quando se conectar, em vez de deixar que o celular escolha por você.”
4. Tire aplicativos que distraem da tela inicial
Mover aplicativos de redes sociais e entretenimento para outros locais adiciona uma pequena barreira que interrompe hábitos automáticos. Essa breve pausa muitas vezes dá às pessoas a oportunidade de decidir se realmente querem abrir aquele aplicativo.
5. Substitua o hábito de rolar a tela por pequenas atividades offline
Criar alternativas dentro da rotina torna mais fácil se afastar das telas. A terapeuta recomenda especialmente atividades criativas, porque elas envolvem ativamente tanto a mente quanto o corpo. “Algo como pintar dá às suas mãos e à sua mente uma atividade que não envolve uma tela e muda sua atenção de uma maneira que parece restauradora, e não restritiva.”
Pequenos limites podem gerar grandes benefícios
O bem-estar digital não precisa envolver apagar todos os aplicativos de redes sociais ou desaparecer da internet por uma semana. Em muitos casos, melhorias sustentáveis vêm de pequenos ajustes que reduzem a sobrecarga cognitiva enquanto preservam os benefícios proporcionados pela tecnologia.
“Um detox digital não precisa significar desconectar completamente”, conclui. Para ela, a relação mais saudável com a tecnologia não é construída sobre privação, mas sobre intenção. “A abordagem mais eficaz é um uso consciente do celular, que diminui a sensação de sobrecarga ao mesmo tempo em que permite que a tecnologia cumpra seu propósito.”
*Bryan Robinson é colaborador da Forbes USA. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, onde conduziu os primeiros estudos sobre filhos de workaholics e os efeitos do trabalho no casamento.
Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Negócios
CMO da Diageo Quer Ajudar os Brasileiros a Beber Melhor, Não Mais
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Em uma década na Diageo, liderando o marketing de marcas icônicas como Tanqueray e Johnnie Walker, Guilherme Martins diz que seu trabalho não é estimular o aumento do consumo de álcool. “Queremos ajudar os brasileiros a beber melhor, não necessariamente mais”, afirma o executivo.
Martins compartilhou os bastidores da construção de marcas que atravessam gerações e deixou conselhos para os jovens na abertura da nova temporada do videocast Under 30 – A Jornada, apresentado por Johnnie Walker. “É uma das nossas marcas mais icônicas, há 25 anos com o slogan Keep Walking. Fala de progresso, movimento, de pessoas que desafiaram o status quo e foram autênticas para criar suas próprias histórias. O Under 30 é sobre isso.”
Há dois anos e meio como CMO da Diageo no Brasil, o executivo é o grande responsável por contar essas histórias. Este ano, trouxe a Sarah Jessica Parker para curtir o Carnaval junto com Tanqueray. É um dos exemplos de como o país tem apelo e relevância globalmente. “O Brasil tem um lugar importante na Diageo internacional. Muitas campanhas globais acabam saindo daqui ou vindo para cá em primeira mão.”
O novo marketing
Antes de assumir a posição atual, Martins foi para o México liderar o portfólio de tequila e o lançamento da marca Casamigos, cofundada por George Clooney, em 90 países ao longo de um ano. “Essa experiência me trouxe muito conhecimento sobre diferentes culturas e equipes, além de me tornar um profissional mais curioso e sempre aberto ao novo.”
“Precisamos ter a humildade de entender que o marketing contemporâneo tem que ser do consumidor para dentro.”
Guilherme Martins, CMO da Diageo
No retorno ao Brasil, assumiu o marketing para todas as marcas da fabricante de bebidas. Cada uma, um universo à parte: Tanqueray se aproxima da moda; Johnnie Walker, da música; Old Parr, do sertanejo. “Quando entendemos o território cultural de cada uma das marcas, a criação fica mais fértil e damos protagonismo para o consumidor e para o território.”
Seu principal desafio foi interpretar as mudanças no comportamento dos consumidores e entender como os brasileiros passaram a se relacionar com as bebidas alcoólicas. “Era entender como a nova geração de jovens adultos se relaciona com o álcool. Eles buscam mais experiências e menos consumo em excesso, o que está alinhado à nossa estratégia”, diz.
De olho nos jovens Under30, dentro e fora da companhia, o executivo deixa um conselho: “Não tente agradar todo mundo. Pessoas que criam histórias memoráveis serão amadas por alguns e criticadas por outros. É preciso autenticidade para não se perder em um mar de iguais num momento em que o mercado precisa de pessoas diferentes.”
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Acionistas da Vale elegem Ollie como novo presidente do Conselho de Administração

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Os acionistas da Vale elegeram nesta quarta-feira (22) o conselheiro da mineradora Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, para a presidência do conselho de administração, em um movimento apoiado pela principal acionista, a Previ, após semanas de tensões relacionadas à governança corporativa.
Ollie, que já atuava como conselheiro da Vale desde 2021 e como lead independent director (LID) desde 2023, foi eleito presidente em assembleia extraordinária com quase 2 bilhões de votos favoráveis, após a Previ ter solicitado, em junho, a destituição do então chairman, Daniel Stieler, e manifestado apoio à sua candidatura.
Cerca de 105 mil votantes foram contrários à candidatura de Ollie e aproximadamente 1,4 bilhão se abstiveram.
Em nota à imprensa após a eleição, Ollie reafirmou o compromisso “inabalável” do conselho da Vale com o planejamento estratégico de longo prazo, assegurando a disciplina na alocação de capital e a retomada sustentável e consistente do protagonismo global da Vale.
“Para a plena execução dessa agenda, o Conselho continuará atuando em permanente convergência e sinergia com o Comitê Executivo”, afirmou o novo chairman.
O conselheiro Marcelo Gasparino também concorreu ao cargo de presidente do conselho, obtendo cerca de 1 bilhão de votos de aprovação, 1,19 bilhão de rejeição e 1,25 bilhão de abstenção.
Stieler, que ocupava a presidência do conselho da Vale desde 2023 e era membro do colegiado desde 2021, renunciou aos cargos de conselheiro e de presidente do conselho da Vale no início do mês, antes que a assembleia votasse nesta quarta-feira o pedido de sua destituição.
A eleição ocorreu após o conselho ter recomendado, por maioria, que os acionistas rejeitassem a proposta da Previ de destituir Stieler, em uma reunião presidida por ele próprio. Posteriormente, o conselheiro da mineradora indicado pela Previ, Marcio Chiumento, afirmou que essa reunião ocorreu em “clara situação de conflito de interesses”.
Nesta quarta-feira, alguns acionistas pediram a palavra na assembleia para fazer questionamentos relacionados a matérias publicadas nas últimas semanas sobre a empresa. Entre elas, uma reportagem do colunista de O Globo Lauro Jardim publicou um trecho de fala de Gasparino no conselho, no qual ele afirmou que Stieler teria informado o colegiado sobre pressões externas na empresa.
A Previ, que detém aproximadamente 7% da Vale e administra os planos de aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil, argumentava que Ollie ajudaria a fortalecer a governança de uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo.
O executivo tem mais de 45 anos de experiência em finanças corporativas e estratégia, principalmente no setor de mineração, em empresas como Anglo American e De Beers.
Ainda durante a assembleia desta quarta-feira, os acionistas elegeram Ieda Gomes Yell como membro do conselho, para a cadeira deixada por Stieler.
As ações da Vale subiam cerca de 3% após a assembleia de acionistas, superando o desempenho do principal índice da bolsa paulista B3, o Ibovespa, e eram impulsionadas também pelos números de produção de minério de ferro da companhia no segundo trimestre publicados na noite de terça-feira.
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Negócios
Sicredi ultrapassa os R$ 70 bilhões em carteira de consórcios

Com R$ 71,1bilhões em créditos ativos registrados até junho de 2026, aumento de 27,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, a operação de consórcios do Sicredi apresenta uma consistente expansão. Um dos fatores que têm colaborado para esse crescimento é a evolução dos tíquetes médios dos créditos em consórcios. Nos últimos cincos anos, o aumento foi de 52%, com a média passando de R$ 79,8 mil no primeiro trimestre de 2022, para R$ 121,4 mil no mesmo período de 2026.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o tíquete médio de mercado registrou uma valorização nominal de 50,1% nos meses de janeiro compreendidos no último quinquênio. Quando descontada a inflação acumulada do período (IPCA de 21,4%), o setor ainda entrega um ganho real de 23,6%, considerando a evolução de R$ 60,3 mil, em janeiro de 2022, para R$ 90,5 mil no mesmo mês de 2026.
No comparativo anual mais recente, o valor de janeiro deste ano representou uma alta de 9,5% frente aos R$ 82,6 mil registrados em 2025, confirmando que o interesse do brasileiro por cotas de maior valor permanece em ascensão e compatível com a capacidade financeira dos consorciados.
“Esse aumento indica que o consórcio se consolidou como uma ferramenta estratégica, não só para aquisições de menor valor, como também de planejamento para aumento de patrimônio. Com isso e ainda considerando todas as vantagens da solução como, por exemplo, a não incidência de juros, tem atraído cada vez mais adeptos, incluindo o público de maior poder aquisitivo”, destaca Thiago Rossoni, diretor executivo de Produtos e Serviços.
Dentro do Sicredi, o destaque fica para o segmento de Pessoa Física, cujo tíquete médio apresentou um salto de 63% nos últimos quatro anos, superando a média geral da instituição. Destaque para o público considerado alta renda que, em março, registrou um tíquete médio de R$ 149,5 mil. Entre as finalidades dos consórcios, automóveis teve o maior crescimento percentual, registrando alta de 48% entre 2022 e 2026. Já os tíquetes para imóveis subiram 40% no período.
Atualmente, a maior média de valores para aquisições via consórcios é da categoria pesados que engloba caminhões e tratores, por exemplo. As aquisições relacionadas a veículos elétricos por meio de consórcios também têm se destacado. Nos últimos nove meses, o Sicredi já concedeu mais de R$ 124 milhões em cartas de crédito para carros e carregadores elétricos.
“A versatilidade do consórcio permite que as cotas de pesados também possam ser usadas para veículos de maior valor”, explica Rossoni.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Site do Sicredi: Clique aqui
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