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Por que o Tédio é um Perigo Oculto no Ambiente de Trabalho

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Em média, sete a cada dez brasileiros estão desengajados no trabalho, segundo relatório da consultoria global Gallup. A falta de tarefas significativas e desafiadoras no trabalho ganhou nome: “síndrome do tédio extremo”, ou “boreout” — apesar do nome, bem distante do burnout, doença ocupacional caracterizada pelo esgotamento causado pelo excesso de demandas de trabalho.
Quem enfrenta o boreout não está sobrecarregado, mas sim desmotivado, desengajado e, aos poucos, se desconectando do trabalho. Esse estado pode comprometer a saúde mental e física, afetar o clima organizacional, reduzir o engajamento da equipe e, como consequência, impactar negativamente os resultados da empresa.
Como identificar a “síndrome do tédio extremo”
Ironicamente, os sintomas do boreout se assemelham aos descritos pela Organização Mundial da Saúde para o burnout: sensação de exaustão, fadiga, distanciamento mental do trabalho, sentimentos de negatividade ou cinismo e baixa eficácia profissional.
Estar na mesma função com as mesmas responsabilidades por um longo período, não enxergar oportunidades claras de crescimento ou ter poucas interações sociais com colegas são alguns dos fatores que contribuem para o boreout, segundo Karishma Patel Buford, diretora de pessoas da Spring Health, plataforma de saúde mental personalizada para empresas. “O boreout também pode surgir quando a companhia não oferece aos funcionários condições para ter sucesso ou não cria um ambiente de trabalho envolvente e empolgante.”
Esse quadro não é inédito. O termo foi cunhado em 2007 no livro “Diagnose Boreout“, dos consultores suíços Peter Werder e Philippe Rothlin. Historicamente, a condição está associada a tarefas monótonas e repetitivas, como em linhas de montagem, ou a cargos em que os colaboradores se sentem desvalorizados, não reconhecidos ou em funções sem propósito, significado ou interesse.
Desconexão com o trabalho
Annie Rosencrans, diretora de pessoas e cultura da HiBob, plataforma de RH focada em automação e engajamento de equipes, vê o boreout como um sintoma da desconexão de profissionais com o trabalho. “Não é segredo que vivemos uma crise de desengajamento dos funcionários”, afirma. “Enquanto alguns casos começaram com o burnout, agora vemos o problema ‘oposto’ ganhar força com o boreout.”
Os reflexos negativos podem ser vistos nos índices de bem-estar e satisfação de profissionais no ambiente corporativo. Segundo um relatório global da Gallup de 2024, um em cada cinco funcionários no mundo se sente sozinho no trabalho. Só no Brasil, 25% dos profissionais afirmam estar tristes e 46% sentem estresse diariamente.
Joe Galvin, diretor de pesquisas da Vistage, rede global de mentoria focada em liderança e crescimento empresarial, considera o boreout um precursor do quiet quitting, ou demissão silenciosa — quando o funcionário se desliga mental e emocionalmente do trabalho, fazendo apenas o mínimo necessário para se manter no cargo. “O termo descreve profissionais desmotivados após um longo período sem desafios ou estímulos no trabalho.”
Jason Helfrich, cofundador da 100% Chiropractic, rede de clínicas quiropráticas nos EUA, afirma que o boreout está relacionado com a reação da geração mais jovem às exigências de retorno ao escritório. “Sentimentos de tédio, apatia, frustração, desesperança e desvalorização são reais, embora nem sempre sejam culpa do empregador — pelo menos não em todos os casos.”
O antídoto das empresas para o boreout
A executiva da HiBob argumenta que os riscos do boreout não se limitam à perda de produtividade ou de criatividade. Eles também envolvem a falta de uma cultura baseada em colaboração e conexão. “Como líderes e gestores, temos a obrigação de promover esse tipo de cultura na empresa e nas equipes”, afirma. “E como funcionários, é importante se posicionar e aproveitar ao máximo o ambiente de trabalho para encontrar propósito e satisfação na função.”
Ilya Trakhtenberg, diretor e sócio da L.E.K. Consulting, consultoria global especializada em crescimento corporativo, e coautor do livro para líderes “Predictable Winners”, aponta uma relação direta entre boreout e inovação. “O boreout reduz a capacidade de inovação de uma organização, e a baixa inovação aumenta o boreout”, afirma. “O oposto também é verdadeiro — uma cultura de inovação reduz o boreout, aumenta o engajamento e impulsiona o sucesso.”
Seu coautor, Stuart Jackson, vice-presidente da L.E.K. Consulting, complementa: “Um antídoto poderoso contra o boreout é colocar as pessoas em equipes nas quais possam experimentar, inovar e crescer. Uma empresa em crescimento é sempre mais energizada do que uma estagnada.” O executivo encoraja as companhias a criarem uma cultura que valorize e incentive a experimentação como base para a inovação e o desenvolvimento.
Buford, diretora de pessoas da SpringHealth, afirma que é responsabilidade dos líderes promover um ambiente que favoreça o crescimento profissional e pessoal dos funcionários. “Isso significa criar oportunidades de conexão significativa, reduzir o isolamento e incentivar a vivência de novas experiências.”
A executiva destaca que, para colocar as estratégias em prática, as empresas podem adotar programas de mentoria, trabalho em escritórios diferentes, treinamentos entre departamentos, participação em conferências ou outras iniciativas voltadas para o desenvolvimento. “Essa nova tendência também reforça a importância do apoio à saúde mental no ambiente de trabalho.”
Como os funcionários podem evitar a síndrome do tédio extremo
Embora os líderes devam oferecer um ambiente acolhedor, com tarefas relevantes, reconhecimento e possibilidade de avanço, também cabe ao colaborador buscar motivação interna, inspiração e oportunidades — enfrentando desafios, lidando com conflitos e aproveitando a energia coletiva do trabalho em equipe.
“Se você perceber que está começando a se desligar do trabalho devido ao boreout, busque oportunidades de conexão e reencontro com o seu propósito”, orienta Rosencrans, diretora de pessoas e cultura da HiBob. “Isso pode significar pedir novas mentorias, marcar reuniões individuais com líderes para discutir crescimento fora das avaliações formais, ir ao escritório para colaborar com outros times ou buscar treinamentos e novas experiências.” A executiva também reconhece que as pessoas querem se sentir animadas, engajadas e estimuladas pelo trabalho — tanto intelectual quanto socialmente.
Mas se você está se desconectando, perdendo o desejo de crescer ou o apreço pela sua função, talvez esteja enfrentando esse quadro. Helfrich recomenda olhar para dentro e refletir sobre o que te motivaria a dar o melhor de si. Em seguida, alinhe suas metas com seu gestor e identifique o “porquê” por trás delas. “Questione por que você escolheu esse trabalho, faça as mudanças necessárias ou busque uma função que traga realização pessoal.”
*Bryan Robinson é colaborador da Forbes US. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, onde conduziu os primeiros estudos sobre filhos de workaholics e os efeitos do trabalho no casamento.
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“Maxxing”: Como a Tendência Viral da Geração Z Entrou no Ambiente de Trabalho
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Se você passou algum tempo online recentemente, provavelmente percebeu que quase tudo agora está sendo levado ao “maxxing”. A tendência viral popularizada pela Geração Z propõe otimizar ou levar ao extremo um aspecto específico da vida, seja a aparência, o sono, a saúde ou a produtividade. Tem até o meaning maxxing, a mais nova tentativa de extrair mais propósito e realização do trabalho e da vida. E o “Chinamaxxing”, em que jovens ocidentais adotam hábitos e a estética da cultura chinesa.
“Career maxxing” e a pressão para buscar sempre mais
Em um primeiro momento, o termo parece motivador. Mas a ascensão da cultura do “maxxing” reflete um movimento mais profundo acontecendo no ambiente de trabalho atual: a percepção crescente de que o esforço comum já não é suficiente.
Os profissionais sentem cada vez mais pressão para otimizar todos os aspectos de sua carreira (e da vida, de maneira geral) para conseguir acompanhar o ritmo. E essa cobrança colide com um mercado de trabalho já marcado por jornadas infinitas, com escala 9-9-6 em algumas empresas, além da disrupção causada pela inteligência artificial e da fadiga provocada por demissões e burnout.
Ironicamente, até o “wellness maxxing”, voltado ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, transformou o autocuidado em um projeto de performance – e mais uma fonte de estresse.
Como surgiu o “maxxing”?
O termo “maxxing” surgiu em comunidades online focadas em autoaperfeiçoamento. O objetivo não é equilíbrio, é maximização.
No ambiente de trabalho, essa mentalidade foi silenciosamente normalizada. Espera-se que os funcionários melhorem constantemente suas habilidades, construam marcas pessoais, aprendam ferramentas de IA, façam networking estratégico, monitorem o próprio bem-estar e permaneçam emocionalmente resilientes enquanto enfrentam demissões, reestruturações e incertezas econômicas. O que antes era considerado ambição agora é cada vez mais vivido como sobrevivência.
Por que o “maxxing” está explodindo agora
A IA intensificou o medo de ficar para trás. A inteligência artificial pode ser o maior acelerador dessa tendência no ambiente corporativo. Os profissionais estão vendo fluxos inteiros de trabalho mudarem em tempo real.
Muitos temem que suas habilidades se tornem obsoletas praticamente da noite para o dia. Metade dos 326 alunos de Harvard entrevistados por uma pesquisa da associação estudantil e do clube de segurança em IA da universidade disseram estar preocupados com o impacto da IA no mercado de trabalho. Mais de 40% dos líderes globais disseram que temem ser substituídos, segundo pesquisa da ADN Digital de 2024. Essa ansiedade cria um ambiente psicológico no qual a otimização parece necessária.
Os profissionais já não estão apenas focados em tentar ter sucesso e conquistar uma promoção. Eles estão tentando permanecer relevantes e escapar das crescentes exigências do mundo corporativo enquanto constroem suas carreiras. Isso ajuda a explicar a explosão de tendências como career cushioning (a estratégia de ter um plano B na carreira por segurança ou propósito), skillmaxxing e learningmaxxing.
As pessoas estão correndo para se tornar mais adaptáveis antes que a tecnologia as ultrapasse. O LinkedIn identificou recentemente cargos como engenheiro de IA, engenheiro de machine learning e analista de parcerias entre algumas das oportunidades de crescimento mais rápido para recém-formados, sinalizando a velocidade com que o mercado de trabalho está migrando para habilidades ligadas à adaptabilidade e à inteligência artificial.
O resultado é o que psicólogos chamam de “mentalidade de escassez”: o medo de que, se você parar de buscar esse autoaperfeiçoamento, ficará para trás.
As redes sociais transformaram o trabalho em performance
Plataformas como TikTok e LinkedIn apagaram a linha entre crescimento profissional e marca pessoal. O trabalho deixou de ser apenas algo que você faz. Está se tornando algo que você performa. Hoje, trabalhadores compartilham suas rotinas matinais, conteúdos do tipo “um dia na minha rotina”, rituais de bem-estar e hacks de produtividade e networking.
O ciclo de comparação se torna infinito. Pesquisas mostram consistentemente que a comparação social ascendente pode alimentar ansiedade, insatisfação e monitoramento crônico de si mesmo. Na cultura do maxxing, sempre existe alguém melhor e mais preparado do que você. O perigo disso é que a autoestima passa a ficar atrelada a métricas de performance.
Cultura do burnout
A edição de 2026 do Global Workplace Report mostra que o engajamento global dos colaboradores caiu para 20% em 2025, o nível mais baixo desde 2020, custando à economia mundial cerca de US$ 10 trilhões em perda de produtividade.
Nesse cenário, profissionais relatam altos níveis de estresse, preocupação e exaustão emocional. Muitos deles se sentem presos ao que especialistas chamam de “jornada infinita”, em que e-mails, mensagens e tarefas ultrapassam muito o horário tradicional de trabalho.
A tendência do maxxing oferece a ilusão de que, se você simplesmente melhorar o suficiente – dormir melhor, trabalhar de forma mais inteligente, meditar mais intensamente – finalmente conseguirá escapar da incerteza. Mas essa própria busca pode se tornar exaustiva.
A ascensão do “meaning maxxing”
Uma das mais novas variações no ambiente de trabalho é o meaning maxxing. A tendência de autoaperfeiçoamento é focada em maximizar propósito, realização e significado na vida, no trabalho e na carreira, em vez de otimizar apenas produtividade, status, aparência ou renda.
Profissionais mais jovens, especialmente a geração Z, querem cada vez mais carreiras alinhadas a valores, impacto e realização pessoal. Mas especialistas em saúde mental alertam que, quando as pessoas esperam que o emprego satisfaça todas as necessidades emocionais e existenciais, a decepção costuma vir em seguida.
Nenhuma carreira consegue fornecer constantemente tudo ao mesmo tempo, seja identidade, paixão, status, pertencimento ou estabilidade financeira.
Steve Jobs e Warren Buffett construíram carreiras de sucesso por meio de moderação e foco. Jobs disse certa vez: “Foco é saber dizer não”. E Warren Buffett: “A diferença entre pessoas bem-sucedidas e pessoas realmente bem-sucedidas é que as realmente bem-sucedidas dizem não para quase tudo.”
*Bryan Robinson é colaborador da Forbes USA. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, onde conduziu os primeiros estudos sobre filhos de workaholics e os efeitos do trabalho no casamento.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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As Mães por trás do Sucesso dos Bilionários Mais Poderosos do Mundo

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A mãe de Jeff Bezos criou o filho sozinha e investiu suas economias no projeto ainda incerto que viria a ser a Amazon. A de Bill Gates foi responsável por uma conexão que fez a Microsoft começar a deslanchar. E a de Elon Musk percebeu o potencial do filho quando ele ainda era criança e incentivou todos os interesses do hoje bilionário.
Para criar seus filhos, elas assumiram jornadas triplas de trabalho, abriram mão de vontades pessoais e adiaram os estudos. Mas foram muito além de prover as necessidades básicas deles. Sem esse apoio, talvez algumas das maiores empresas do mundo nunca tivessem saído do papel (e seus fundadores muito provavelmente não teriam alcançado a casa dos bilhões).
Em homenagem ao Dia das Mães, conheça, a seguir, as figuras que criaram e influenciaram o sucesso de alguns dos homens mais ricos e poderosos do mundo.
Conheça as mães por trás do sucesso destes bilionários
Elon e Maye Musk

Aos 78 anos, Maye Musk é supermodelo e nutricionista, além de mãe do bilionário sul-africano, dono do X e fundador da Tesla e da SpaceX e de outros dois empresários de sucesso. Elon Musk, o mais velho, é hoje a pessoa mais rica do mundo, com fortuna estimada em US$ 803,7 bilhões. Kimbal, o do meio, é dono de um grupo de restaurantes e investidor na área de alimentação; e Tosca, a mais nova, é diretora de cinema e cofundadora de um streaming de conteúdo adulto.
Depois de se divorciar do pai de seus filhos, Maye criou os três sozinha e chegou a ter diversos trabalhos para sustentá-los. “Meus filhos se beneficiaram porque me viram trabalhar duro para colocar um teto sobre nossas cabeças, comida no estômago e comprar roupas de segunda mão”, disse ela em entrevista à Forbes.
Para Maye, o segredo para criar filhos bem-sucedidos é dar liberdade, mas apoiando e incentivando. “Não os tratei como bebês nem os repreendi. Eu nunca disse a eles o que estudar. Nunca verifiquei o dever de casa, essa era a responsabilidade deles e certamente não prejudicou suas carreiras.”
Hoje, Maye observa o sucesso de seus filhos e vê que seus negócios têm muita ligação com as paixões deles como crianças. Ela diz que percebeu que Elon era um gênio quando ele tinha apenas três anos. Em 1983, quando ele ganhou seu primeiro computador, aos 12 anos, criou o jogo BLASTAR. Maye insistiu para ele enviar sua criação para uma revista de informática. “Ele enviou o BLASTAR para a PC Magazine, e eles deram 500 rands (cerca de US$ 500 na época). Acho que não sabiam que ele tinha 12 anos. Foi publicado quando ele tinha 13.”
Jeff e Jacklyn Bezos

Em 1995, Jeff Bezos abordou sua mãe, Jacklyn, e seu padrasto, Mike, e pediu que investissem no negócio que acabara de lançar. Eles colocaram US$ 245 mil na recém-fundada Amazon, apesar de o agora bilionário ter avisado que havia 70% de chance de eles nunca mais verem aquele dinheiro.
Mas a história foi outra. A Bloomberg estimou em 2018 que Jackie e Mike Bezos, um imigrante cubano de quem o empresário herdou o sobrenome, teriam 16,6 milhões de ações da Amazon e um patrimônio que poderia chegar a US$ 30 bilhões.
Mesmo se esses números não forem os mais exatos, fato é que a trajetória dos Bezos seguiu um rumo diferente do esperado para uma família com uma mãe solo adolescente que mais tarde se casou com um imigrante.
Quando Bezos nasceu, em Albuquerque, no estado americano do Novo México, sua mãe tinha apenas 17 anos e estava no 3º ano do ensino médio. A diretoria da escola onde ela estudava proibiu Jacklyn de retomar os estudos depois da gravidez, e acabou cedendo depois de ela insistir bastante – mas com condições. “Um: eu tinha que chegar e sair da escola dentro de cinco minutos depois do sinal. Dois: não podia falar com outros alunos. Três: não podia almoçar no refeitório. Quatro: disseram que eu não poderia atravessar o palco com meus colegas para pegar meu diploma”, disse ela.
Divorciada do pai biológico de Bezos, Ted Jorgensen, quando o hoje empresário tinha 17 meses, Jacklyn trabalhava à tarde, ganhando US$ 190 por mês, e estudava à noite. Ainda um bebê, Bezos acompanhava sua mãe durante as aulas e, quando tinha quatro anos, sua mãe se casou novamente com Mike Bezos. Mais tarde, o trabalho de Mike levou os três a se mudarem para o Texas, e Jacklyn precisou abandonar os estudos, mas voltou a estudar e se formou na faculdade aos 40 anos.
“Mãe, não tenho ideia de como você fez o que fez. Você nos manteve seguros dentro do seu coração. Obrigado por compartilhar sua força e por todos os sacrifícios que você fez. Eu te amo”, compartilhou Bezos no Dia das Mães de 2022 em suas redes sociais. O empresário é hoje a 4ª pessoa mais rica do mundo, com US$ 277,7 bilhões.
Bill e Mary Gates

Mary Gates, mãe do bilionário e fundador da Microsoft, Bill Gates, teve um papel importante na trajetória da empresa do filho – com valor de mercado superior a US$ 4 trilhões no final de 2025.
Ainda na década de 1980, Mary ocupava papéis reservados apenas para os homens. Membro do conselho de administração da United Way, ela conheceu John Open, então diretor-executivo da IBM, e falou sobre a Microsoft, fundada havia apenas cinco anos.
O papo rendeu e a IBM contratou a Microsoft, à época uma pequena empresa de software, para desenvolver um sistema operacional para seu primeiro computador pessoal. Esse contrato colocou a Microsoft no mapa e alavancou o seu sucesso, graças à mãe do seu fundador. Hoje, Gates é a 19ª pessoa mais rica do mundo, com patrimônio estimado em US$ 103 bilhões.
Depois disso, Mary também insistiu para que o filho fosse a uma viagem para conhecer o megainvestidor Warren Buffett. Gates resistiu, mas acabou indo e se tornou amigo íntimo de Buffett.
Apesar de ter tido conflitos com Mary na infância, o que é contado no documentário “O Código Gates”, da Netflix, ela foi “o braço direito de Bill nos primeiros anos da Microsoft”, segundo sua irmã Kristi disse no documentário.
Ela também incentivou o filho a fazer trabalhos de caridade. Em 2000, ele fundou, ao lado da sua então esposa, Melinda, a Fundação Bill e Melinda Gates (hoje apenas Fundação Gates). “Minha mãe foi uma das pessoas mais generosas que eu conheci. Ela costumava me perguntar na mesa de jantar quanto da minha mesada eu planejava doar ao Exército da Salvação no Natal. Melinda teve uma educação semelhante e, mesmo antes de nos casarmos, conversávamos sobre como contribuiríamos para a sociedade”, publicou Bill Gates nas suas redes sociais.
Vítima de um câncer, Mary morreu em 10 de junho de 1994 – segundo Bill Gates, o dia mais triste de sua vida.
Michael e Charlotte Bloomberg

O bilionário Mike Bloomberg, fundador da Bloomberg e ex-prefeito da cidade de Nova York, e sua mãe, Charlotte, eram muito próximos até ela falecer, aos 102 anos, em 2011.
Bloomberg, um dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna de US$ 109,4 bilhões, segundo a Forbes, ainda paga a linha telefônica da sua falecida mãe para ouvir a voz dela. “Se eu quiser ouvi-la, posso simplesmente ligar”, disse ele ao Boston Globe.
Em sua autobiografia de 1997, ele escreveu que sua mãe lhe ensinou o valor do trabalho, da curiosidade e da ambição para atingir seus objetivos. “Ela me ensinou que você tem que fazer o que tem que fazer, e sem reclamar.”
“A integridade irrepreensível de nossa mãe, a independência feroz e o amor constante foram presentes que moldaram profundamente nossas vidas e as vidas de tantos que a conheceram”, escreveu ele quando sua mãe faleceu.
Bloomberg homenageou sua mãe em algumas das suas ações filantrópicas. Fez uma doação de US$ 3 bilhões para a Universidade Johns Hopkins, que inclui um hospital infantil no nome dela, além de contribuir para uma biblioteca pública em seu nome e para a sinagoga que ela presidia.
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O Que Líderes Não Deveriam Fazer no LinkedIn
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Tratar o LinkedIn como um perfil estático em vez de uma ferramenta viva é um dos maiores erros que você pode cometer na era da inteligência artificial. Você já está sendo avaliado muito antes de entrar em uma sala, subir em um palco, participar de uma chamada ou conhecer um possível novo colaborador.
Pesquisas mostram que profissionais da Geração Z avaliam ativamente os líderes e a cultura da empresa por meio de canais digitais antes de se candidatarem para uma vaga ou aceitarem uma proposta de emprego. Quase metade diz que não trabalharia para empresas que não estivessem alinhadas com seus valores, e a grande maioria espera que empregadores e líderes tomem posições visíveis sobre questões importantes.
A presença online é parte do trabalho e um amplificador de marca pessoal. Para garantir que você aproveite todo o potencial da maior plataforma profissional, veja os 9 erros mais comuns que os líderes cometem no LinkedIn e como corrigi-los.
9 erros de liderança no LinkedIn que podem afetar sua reputação
1. Ficar invisível entre marcos importantes
Muitos líderes só aparecem quando algo grande acontece: uma promoção, um novo emprego ou um anúncio. Assim que alcançam uma determinada posição, alguns nunca mais voltam aos seus perfis, deixando sua primeira impressão com um ar desatualizado ou decepcionante.
Pense em quão diferentes são os seus dias agora em relação a apenas um ou dois anos atrás. Quando você desaparece entre os marcos, isso faz você parecer irrelevante e invisível. Para demonstrar relevância, compartilhe pequenos insights de forma consistente. Documente momentos de liderança conforme eles acontecem. Deixe as pessoas verem como você pensa, não apenas os resultados que você alcança.
2. Deixar de reconhecer sua equipe publicamente
Os líderes frequentemente celebram resultados, mas negligenciam as pessoas por trás deles. Essa é uma oportunidade perdida em vários níveis. O reconhecimento constrói confiança. Reconhecer as pessoas publicamente, além dos muros da sua empresa, pode ser ainda mais significativo. Isso mostra que você é um líder autêntico, alguém que expressa gratidão pelo trabalho da equipe.
O LinkedIn é o lugar perfeito para colocar os holofotes sobre sua equipe. Seja específico sobre as contribuições deles. Em vez de dizer “Ótimo trabalho”, diga “Sua capacidade de se comunicar com clareza fez a diferença nesse projeto.” Transforme o reconhecimento em storytelling. É uma das maneiras mais simples de tornar sua liderança visível.
3. Não amplificar a história da sua empresa
Muitos líderes presumem que a página da empresa no LinkedIn faz o trabalho de comunicar o que a organização defende. Mas as pessoas não se conectam com logotipos, e sim com pessoas. A mesma coisa que a sua empresa postou na página corporativa do LinkedIn tem mais valor quando você divulga.
Quando os líderes não compartilham a história, os valores e a direção da empresa com sua própria voz, eles deixam uma lacuna de credibilidade. Use sua plataforma para traduzir a estratégia em impacto. Compartilhe o que está acontecendo, por que isso importa e adicione suas próprias perspectivas.
4. Repetir o discurso genérico do LinkedIn
Postagens genéricas e cheias de jargões estão por toda parte na plataforma, especialmente em uma era de conteúdos gerado por IA. A mesmice dilui a sua mensagem. Líderes fortes expressam suas perspectivas únicas. Eles estão dispostos a ser específicos e até um pouco contraditórios. Posicionar-se e ser claro supera o comportamento de apenas ir com a maioria. Uma perspectiva clara é o que faz as pessoas pararem de rolar a tela e prestarem atenção.
5. Fazer tudo ser sobre você
Postagens como “Estou animado em anunciar” ou “Tenho orgulho de compartilhar” são comuns e frequentemente ineficazes. Elas focam no líder, não no público. Sem um benefício claro, elas não criam conexão.
Para fazer as pessoas se engajarem, troque o “transmitir” pelo “servir”. Vincule sua experiência a algo útil. Antes de postar qualquer coisa, pergunte a si mesmo: por que outra pessoa deveria se importar com isso? Visibilidade sem substância frustra as pessoas que tentam entender você. Quando o seu conteúdo demonstra valor, as pessoas se engajam.
6. Ignorar os comentários
Alguns líderes pensam que o trabalho termina depois de postar o conteúdo, quando, na verdade, esse é o começo do processo. Quando você desaparece após a postagem, você torna o seu conteúdo menos valioso. A parte mais importante é estabelecer uma conversa.
Você não pode simplesmente compartilhar e ficar em silêncio. O verdadeiro valor do LinkedIn está no engajamento do público que se segue à postagem. Responda aos comentários de forma atenciosa, faça perguntas complementares e transforme as postagens em discussões. É aqui que sua liderança se torna interativa em vez de performativa.
7. Compartilhar atualizações, não insights
Atividade não é a mesma coisa que influência. Muitos líderes compartilham o que está acontecendo, mas não o que pensam sobre isso. Isso mostra que eles são ativos, mas não necessariamente estratégicos.
Para ser conhecido como um líder, compartilhe seu pensamento, mostre como você toma decisões, explique as lições aprendidas e ofereça perspectiva. Isso ajuda a se destacar e se tornar conhecido como um líder autêntico que entrega valor de forma consistente.
8. Ser polido demais
Um conteúdo excessivamente curado e corporativo pode parecer profissional, mas frequentemente soa distante. E a distância reduz a confiança. Isso se aplica ao que você posta e ao que você coloca no seu perfil. Concentre seus esforços na seção “Sobre” do seu LinkedIn. Torne-a humana, conectiva e intrigante para que os leitores queiram saber mais sobre você.
A Geração Z, em particular, valoriza a autenticidade e busca ativamente sinais de como a liderança realmente é dentro de uma organização. Eles também são altamente céticos e tendem a verificar o que veem. Se o seu perfil e tudo o que você compartilha parecem certinhos demais ou até gerados por robôs, eles presumem que realmente sejam. Quando você é real, as pessoas conseguem se reconhecer na sua experiência.
9. Subestimar o quanto o seu perfil está sendo avaliado
Muitos líderes presumem que clientes em potencial, candidatos e outras partes interessadas estão avaliando a empresa. Cada vez mais, eles estão avaliando você: sua presença online, voz, valores e interação com os outros. Um perfil negligenciado pode passar a mensagem de que você é pouco engajado. Mantenha seu perfil atualizado, especialmente o seu título, a seção “Sobre” e a sua foto de perfil.
*William Arruda é colaborador sênior da Forbes US. Ele é especialista em branding pessoal, autor, palestrante, fundador da Reach Personal Branding e cofundador da CareerBlast.TV.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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