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The Founders 2025: Como Construir Negócios de Sucesso

Redação Informe ES

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Empreender não é uma tarefa simples, mas não é por isso que os brasileiros deixam de tentar. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2024, que acompanha a evolução do tema em dezenas de países, a taxa de empreendedorismo no Brasil atingiu o maior patamar dos últimos quatro anos, passando de 31,6% para 33,4%. Em números absolutos, isso significa que 94 milhões de habitantes já têm um negócio, estão em vias de ou ainda desejam empreender no futuro.

Os empreendedores que alcançam o sucesso não chegam lá por sorte ou mágica, mas pelo esforço e investimento de tempo e energia. Em vez de buscar atalhos ou esquemas para enriquecer rápido, eles focam no trabalho, fazem concessões, ajustam a rota quando preciso e aprendem com os erros e acertos de outros empresários.

Neste Dia do Empreendedor (5), conheça as trajetórias dos líderes da lista Forbes The Founders 2025  e os conselhos que eles compartilham para construir negócios bem-sucedidos.

15 lições de empreendedorismo de líderes de sucesso

Ada Mota, fundadora da Adcos: “Saber delegar é fundamental”

Ada Mota, fundadora Adcos
Victor Affaro

Ada Mota, fundadora da Adcos

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Ada Mota fundou a Adcos no início dos anos 1990, numa época em que o mercado brasileiro ainda dava os primeiros passos no universo da dermocosmética. “A pesquisa sempre foi viva para mim. Sempre penso: faria esse produto para minha mãe, minhas irmãs, minhas amigas? Tem que ser o melhor possível.”

Formada em farmácia e bioquímica, a capixaba iniciou sua trajetória na França, onde cursou um mestrado em dermocosmética. Hoje, tem mais de 180 lojas espalhadas pelo país. “Empreender exige coragem, entrega e boas parcerias. Saber delegar é fundamental. E manter viva a paixão pelo que se faz – isso é o que sustenta tudo.”

Carolina Matsuse, cofundadora da Insider Store: “Empreender é um exercício de humildade”

Carolina Matsuse, cofundadora da Insider Store
Victor Affaro

Carolina Matsuse, cofundadora da Insider Store

Formada em engenharia pelo ITA, passou pelo BCG, Quinto Andar e Uber antes de criar a Insider, ao lado de seu companheiro, Yuri Gricheno. “Empreender em casal não é trivial, mas ter perfis bastante diferentes nos ajudou a manter um relacionamento saudável e uma parceria de sucesso como sócios.”

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A grande virada da marca veio na pandemia, quando a dupla precisou se reinventar e lançou máscaras e camisetas antivirais. Depois, eles ampliaram o portfólio, ainda com tecidos tecnológicos e matérias-primas sustentáveis, apostaram alto em marketing digital e em collabs. “Ser empreendedor é um exercício contínuo de humildade. Sempre tem algo para aprender com o time, com o cliente ou com o mercado e incorporar na forma como você faz as coisas dentro da sua empresa.”

Na sua visão, uma gestão eficiente exige métricas claras e rituais bem definidos. Liderar, no entanto, vai muito além. “Liderança é menos sobre técnica e mais sobre conexão emocional.”

Cesar Carvalho, fundador do Wellhub (ex-Gympass): “É preciso se adaptar para ser bem-sucedido”

cesar carvalho, fundador do wellhub
Victor Affaro

Cesar Carvalho, fundador do Wellhub

Mineiro de Alfenas, fez faculdade de Economia e Administração na USP e três anos depois de formado, entrou em Harvard. Sentindo-se sedentário, teve o insight de criar um modelo de negócio que desse acesso a diferentes academias para democratizar o bem-estar.

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Nascia, em 2012, o Gympass que, sete anos depois, tornou-se um unicórnio, avaliado em US$ 1,1 bilhão. Sobre o que molda um founder de sucesso, ele enumera os pilares: autonomia de pensamento, paixão, resiliência e adaptabilidade. “Estou para ver um negócio que 10 anos depois ainda seja aquele mesmo business imaginado no início. É tanta pancada, tanta rasteira que a gente toma, que é preciso desviar e se adaptar para ser bem-sucedido.”

Daniel Castanho, cofundador e presidente do conselho da Ânima Educação: “Empreender não é sobre ter, é sobre fazer”

Daniel Castanho, cofundador da Ânima Educação
Victor Affaro

Daniel Castanho, cofundador da Ânima Educação

Daniel Castanho costuma dizer que nasceu dentro de uma escola. Filho do diretor e dono do colégio onde estudava, até tentou seguir outros caminhos antes de dar início à construção do que se tornaria um dos maiores ecossistemas educacionais do país – com mais de 480 mil alunos, 16 mil funcionários e R$ 3,8 bilhões em receitas no acumulado de 2024. “Não sou movido pelo negócio”, diz o cofundador e presidente do conselho da Ânima Educação. “Empreender não é sobre ter, é sobre fazer.”

Graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e com extensão na Harvard Business School, Daniel trilhou uma jornada marcada por negativas e reveses. Mas ele não enxerga esses episódios como fracassos. “Simplesmente aconteceu algo diferente do que eu planejei.” Para ele, cada tropeço o aproximou do momento que vive hoje: “Toda dor que te faz crescer, evoluir e entender o porquê das coisas te transforma em uma pessoa melhor e mais forte.”

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Daniel Scandian, cofundador da MadeiraMadeira: “Tem que curtir a jornada”

Daniel Scandian, fundador da Madeira Madeira
Gabriel Reis

Daniel Scandian, fundador da Madeira Madeira

Antes de fundar a empresa que atingiu o status de unicórnio em 2021, o empresário viveu desventuras em série que começaram antes mesmo de pensar em seguir os passos dos pais empreendedores.

Competitivo desde cedo, flertou com o sonho de um dia pilotar na Fórmula 1 e dedicou-se por 10 anos ao automobilismo. “Você aprende a não ficar tão para baixo quando perde e nem tão entusiasmado quando ganha – porque, às vezes, você chega no topo, mas se manter lá é ainda mais difícil.”

Lembrar os momentos difíceis ajuda a manter o espírito de aspirante, vivendo cada dia como se fosse o primeiro. “Resiliência é fazer tudo certo, dar errado, e ainda assim continuar tentando”, diz. “Acho que as pessoas deveriam acreditar mais no potencial que têm antes de desistirem. Tem que curtir a jornada”.

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Fábio Carrara, cofundador da Solfácil: “Temos que inovar gerando valor real e lucro”

Fabio Carrara, fundador da Solfácil
Victor Affaro

Fabio Carrara, fundador da Solfácil

Por trás da maior financiadora de energia solar distribuída do Brasil, está a trajetória de Fábio Carrara, um empreendedor que trocou a estabilidade da consultoria estratégica pela incerteza da garagem, movido pelo sonho de descentralizar a produção de energia elétrica no país. Ele lidera uma fintech que já financiou mais de 200 mil sistemas de energia solar, movimentando uma carteira de R$ 4 bilhões em empréstimos.

Segundo Fábio, o caminho do empreendedor é difícil, solitário e exige resiliência, mas oferece a possibilidade de mudar não só a própria vida, como a realidade do país. Empreender por aqui também significa fazer mais com menos. “Aqui, não somos uma OpenAI com bilhões em cheques. Temos que inovar gerando valor real e lucro.” Ele completa: “Empreender é para quem não tem medo de errar e tem coragem de começar mesmo com pouco.”

Fabrício Bloisi, cofundador da Movile: “Sonhe grande, mas ande rápido”

Fabrício Bloisi, fundador da Movile
Marc Oene

Fabrício Bloisi, fundador da Movile

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Com o lema “Se o Bill Gates fez, eu também posso fazer”, estudou ciência da computação na Unicamp e aos 21 anos, montou a primeira empresa “com duas pessoas, sem dinheiro e sem produto”.

O embrião da hoje gigante Movile já bebia na fonte da inovação e da visão de futuro. A partir de 2008, começou a crescer, e empresas como Sympla, o então pequeno iFood e a global Prosus, uma das maiores investidoras em tecnologia do mundo – da qual Bloisi é CEO desde maio de 2024 –, entraram no ecossistema. Cultura, disciplina e agilidade são a receita de sucesso do empresário. “É preciso saber que tudo vai mudar – daqui a dois ou três anos, o mundo vai ser completamente diferente. Então sonhe grande, mas ande rápido.”

Flávio Augusto, fundador da Wise Up: “Nem produto bom se vende sozinho”

Flávio Augusto, fundador da Wise Up
Victor Affaro

Flávio Augusto, fundador da Wise Up

Aos 19 anos, começou a trabalhar na área de vendas de uma escola de inglês. Foi de vendedor a diretor comercial e, aos 23 anos, em 1995, fundou sua primeira escola. E nada de saber falar inglês. “Essa é a beleza do empreendedorismo: eu abri uma escola de inglês sem saber falar o idioma, mais tarde comprei um time de futebol [o Orlando City, em 2013] sem nunca ter jogado, posso abrir uma clínica sem ser médico.”
Depois de vender (por US$ 500 milhões) e recomprar (por US$ 80 milhões) a Wise Up em 2013 e 2016, respectivamente, em 2017 ele vendeu duas parcelas minoritárias (uma para Carlos Wizard e outra para o Itaú por US$ 90 milhões) e criou a holding Wiser.

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Para ser um empresário de sucesso, ele aconselha: “Não aceite rótulos. Tenha personalidade para sustentar sua visão independentemente das chacotas que você vai ouvir no início. Segundo: entenda que empreender é resolver um problema. É empacotar uma solução que você criou e fazê-la chegar ao maior número de pessoas possível. Por fim, lembre-se de que nem produto bom se vende sozinho, isso é um mito. Você precisa entender os processos de venda, as estatísticas de conversão e por aí vai. Vender é muito mais uma técnica do que um dom”.

Fernanda Ribeiro, cofundadora e CEO da Conta Black: “Ser bem-sucedida é poder dizer não com liberdade”

Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black
Victor Affaro

Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black

O empreendedorismo nem passava pela sua cabeça quando iniciou a carreira no mercado corporativo, até que um burnout a levou a recalcular a rota. A Conta Black nasceu na virada de 2017 para 2018, quando Sergio All, seu sócio, viu na negativa de crédito de seu banco a oportunidade de fazer diferente. Com o tempo, o foco se ampliou: da bancarização à oferta de crédito, da inclusão financeira à educação. “Queremos construir pontes, de modo que as pessoas que estão na periferia, em sua maioria mulheres negras, possam acessar produtos e serviços muito parecidos com quem está do outro lado.”

Apesar de estar inserida em um setor altamente competitivo, não é em cifras ou números que Fernanda mede seu sucesso. Seu parâmetro é outro: domínio do tempo. “Ser bem-sucedida é poder dizer não com liberdade.”

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Jaimes Almeida Júnior, fundador do Grupo Almeida Júnior: “Não adianta fazer mais do mesmo”

Jaimes Almeida, fundador do Grupo Almeida Júnior
Victor Affaro

Jaimes Almeida, fundador do Grupo Almeida Júnior

Antes de empreender, Jaimes passou pelo setor financeiro. Começou no BESC, o antigo Banco do Estado de Santa Catarina. Depois foi para a holding Codesc. Atuou também no Província Crédito Imobiliário, então líder no Sul do Brasil. Coordenava contratos com incorporadoras. O banco foi comprado pelo Sul Brasileiro, onde assumiu uma área maior, ainda focada no setor imobiliário.

Com 22 anos, deixou o banco e fundou sua própria empresa. Em janeiro de 2026, a Almeida Júnior completa 46 anos de existência. Ele enfrentou o Plano Cruzado, Plano Bresser, Plano Verão, Plano Collor. Crises que destruíram margens e orçamentos. A turbulência gerou resiliência. E moldou uma cultura empresarial voltada à adaptação e à ação rápida. O empresário desenvolveu um princípio que segue até hoje: “Problemas podem ser obstáculos ou oportunidades. A gente sempre escolheu ver como oportunidade”.

Ele aconselha a não repetir modelos. Inovação é essencial. “Não adianta fazer mais do mesmo. Tem que ser diferente. E precisa de determinação. Não dá para conciliar vida boa com empresa embrionária.”

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Konrad Dantas, fundador da Kondzilla: “A gestão é tão importante quanto a criatividade”

Konrad Dantas, fundador da KondZilla
Victor Affaro

Konrad Dantas, fundador da KondZilla

“Transformar sonho em negócio é a verdadeira arte do empreendedorismo.” Essa frase resume a trajetória de Konrad Dantas, um dos nomes mais influentes da cultura urbana e do entretenimento no Brasil. Aos 36 anos, ele é produtor, empresário, apresentador, fundador da produtora e selo KondZilla e criador da série Sintonia, a produção brasileira mais assistida da história da Netflix, com cinco temporadas.

Indicado ao Emmy e ao Grammy Latino, vencedor de cinco prêmios Cannes Lions e listado no Forbes Under 30, Konrad Dantas conta como construiu sua carreira, guiado por aprendizado constante, resiliência e paixão. “Sempre busco orientação de mentores, professores e coaches porque isso economiza tempo. Nada substitui aprender com quem já passou pelo caminho.”

Atualmente, Konrad cursa o Owner President Management (OPM) na Harvard Business School, além de outros cursos de gestão. “Aprender sobre finanças, liderança e estratégia mudou minha visão do negócio. A gestão é tão importante quanto a criatividade.”

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Mariana Dias, cofundadora da Gupy: “Não espere ter o produto 100% pronto”

Mariana Dias, cofundadora da Gupy
Victor Affaro

Mariana Dias, cofundadora da Gupy

Foi ao encarar uma pilha de currículos e buscar uma solução para o recrutamento na Ambev, onde era trainee, que surgiu a ideia do que viria a ser a Gupy. “Queria tornar o processo de contratação mais assertivo, mais diverso e com uma experiência melhor para os dois lados”, diz. “O empreendedorismo apareceu como uma forma de resolver um problema, não como um sonho.”

Em 2015, deixou uma carreira estável para começar um negócio do zero. “Não tem fórmula mágica, tem que se arriscar.” A primeira venda da Gupy foi feita apenas com uma apresentação de slides, sem a plataforma pronta. “O ótimo é inimigo do bom. Se você esperar ter o produto 100% pronto, alguém pode sair na frente.”

Em uma jornada recheada de desafios, entre convencer o mercado e captar investimentos, ficou uma lição: “Não desperdice uma crise. O que você faz nos momentos difíceis é o que te diferencia”, diz ela, ao contar como dobrou o tamanho da empresa após perder 70% dos clientes durante a pandemia.

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Mariana Vasconcelos, fundadora da Agrosmart: “Comece. O aprendizado acontece no caminho”

Mariana Vasconcelos, cofundadora da Agrosmart
Germano Lüders

Mariana Vasconcelos, cofundadora da Agrosmart

Após uma primeira experiência empreendedora, Mariana encerrou sua empresa e fundou, junto com Raphael Pizzi e Thales Nicoleti, a Agrosmart, que tem a missão de ser “a ponte entre ciência, operação e sustentabilidade do pequeno produtor à multinacional”.

O início exigiu dela a criação de um ecossistema que não existia. Ajudou a formar redes de inovação em Itajubá, Cuiabá e Londrina. Mas sendo jovem e não sendo uma engenheira agrônoma, enfrentou resistências. “Estudava muito antes de cada reunião, porque sabia que fariam perguntas técnicas para me derrubar.”

Depois de anos à frente de todas as áreas da empresa, diz que aprendeu a importância de montar times fortes e abrir espaço para outros liderarem. “No começo, você faz tudo. Depois, precisa sair da frente para que as pessoas certas construam com autonomia.” Para quem quer empreender no agro, a recomendação é clara: “Comece. O aprendizado acontece no caminho.”

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Pedro Franceschi, cofundador da Brex: “Mantenha contato constante com o cliente”

Pedro Franceschi, cofundador da Brex
Divulgação

Pedro Franceschi, cofundador da Brex

Aos 12 anos, realizou o primeiro jailbreak (desbloqueio) para iPhone no Brasil. Depois, fez a Siri falar português. “Quando você descobre que pode modificar o mundo com códigos, fica difícil aceitar só usar as coisas do jeito que elas vieram.”

Foi com o Pagar.me, fundado ao lado de Henrique Dubugras, que teve sua primeira experiência real como empreendedor. A Brex nasceu da observação de um problema. Franceschi e Dubugras chegaram ao Vale do Silício em 2016. Perceberam que startups tinham dificuldades para abrir contas bancárias e obter cartões corporativos. O sistema financeiro americano, apesar de grande, era fragmentado e ineficiente. A fintech foi criada para atacar essa dor, usando tecnologia e foco na experiência do cliente. A empresa atende um terço das startups dos Estados Unidos. Também serve mais de 200 empresas com ações em bolsa.

Para novos empreendedores, seu conselho é manter contato constante com o cliente. Ele alerta que, com o crescimento da empresa, o distanciamento das necessidades reais pode comprometer decisões. O produto, segundo ele, só melhora quando quem decide ouve quem usa.

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Vitor Torres, fundador da Contabilizei: “O fundador precisa entender cada aspecto do negócio”

Vitor Torres, fundador da Contabilizei
Divulgação

Vitor Torres, fundador da Contabilizei

A ideia surgiu quando Vitor Torres fundou uma empresa de educação corporativa e enfrentou dificuldades com o modelo tradicional de contabilidade. “Foram quatro trocas de contador em dois anos”, relembra. A burocracia, a falta de transparência e a ineficiência do setor despertaram nele a percepção de uma oportunidade: digitalizar e simplificar a contabilidade para pequenos e médios empreendedores. “Tivemos que enfrentar a batalha de inovar em um mercado tradicional e regulado, o que gerou um desconforto imenso na indústria e nos órgãos de classe.”

Como em toda aventura empreendedora, os primeiros passos foram marcados por desafios intensos. “Usamos nossas economias pessoais para nos mantermos por quase 13 meses, sem salário”, conta Torres. Nesse período, ele acumulou funções: vendedor, estrategista de marketing, atendente e responsável pelo site. “O fundador precisa ser o primeiro a ‘vender o peixe’ e entender cada aspecto do negócio.”

Segundo ele, o alinhamento de visão foi essencial para evitar pressões por uma expansão internacional prematura. “Nosso foco sempre foi resolver o problema do empresário brasileiro. Ter investidores que entendem e apoiam essa visão foi crucial para nosso sucesso.”

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As Mães por trás do Sucesso dos Bilionários Mais Poderosos do Mundo

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A mãe de Jeff Bezos criou o filho sozinha e investiu suas economias no projeto ainda incerto que viria a ser a Amazon. A de Bill Gates foi responsável por uma conexão que fez a Microsoft começar a deslanchar. E a de Elon Musk percebeu o potencial do filho quando ele ainda era criança e incentivou todos os interesses do hoje bilionário.

Para criar seus filhos, elas assumiram jornadas triplas de trabalho, abriram mão de vontades pessoais e adiaram os estudos. Mas foram muito além de prover as necessidades básicas deles. Sem esse apoio, talvez algumas das maiores empresas do mundo nunca tivessem saído do papel (e seus fundadores muito provavelmente não teriam alcançado a casa dos bilhões).

Em homenagem ao Dia das Mães, conheça, a seguir, as figuras que criaram e influenciaram o sucesso de alguns dos homens mais ricos e poderosos do mundo.

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Conheça as mães por trás do sucesso destes bilionários

Elon e Maye Musk

Aos 78 anos, Maye Musk é supermodelo e nutricionista, além de mãe do bilionário sul-africano, dono do X e fundador da Tesla e da SpaceX e de outros dois empresários de sucesso. Elon Musk, o mais velho, é hoje a pessoa mais rica do mundo, com fortuna estimada em US$ 803,7 bilhões. Kimbal, o do meio, é dono de um grupo de restaurantes e investidor na área de alimentação; e Tosca, a mais nova, é diretora de cinema e cofundadora de um streaming de conteúdo adulto.

Depois de se divorciar do pai de seus filhos, Maye criou os três sozinha e chegou a ter diversos trabalhos para sustentá-los. “Meus filhos se beneficiaram porque me viram trabalhar duro para colocar um teto sobre nossas cabeças, comida no estômago e comprar roupas de segunda mão”, disse ela em entrevista à Forbes.

Para Maye, o segredo para criar filhos bem-sucedidos é dar liberdade, mas apoiando e incentivando. “Não os tratei como bebês nem os repreendi. Eu nunca disse a eles o que estudar. Nunca verifiquei o dever de casa, essa era a responsabilidade deles e certamente não prejudicou suas carreiras.”

Hoje, Maye observa o sucesso de seus filhos e vê que seus negócios têm muita ligação com as paixões deles como crianças. Ela diz que percebeu que Elon era um gênio quando ele tinha apenas três anos. Em 1983, quando ele ganhou seu primeiro computador, aos 12 anos, criou o jogo BLASTAR. Maye insistiu para ele enviar sua criação para uma revista de informática. “Ele enviou o BLASTAR para a PC Magazine, e eles deram 500 rands (cerca de US$ 500 na época). Acho que não sabiam que ele tinha 12 anos. Foi publicado quando ele tinha 13.”

Jeff e Jacklyn Bezos

Em 1995, Jeff Bezos abordou sua mãe, Jacklyn, e seu padrasto, Mike, e pediu que investissem no negócio que acabara de lançar. Eles colocaram US$ 245 mil na recém-fundada Amazon, apesar de o agora bilionário ter avisado que havia 70% de chance de eles nunca mais verem aquele dinheiro.

Mas a história foi outra. A Bloomberg estimou em 2018 que Jackie e Mike Bezos, um imigrante cubano de quem o empresário herdou o sobrenome, teriam 16,6 milhões de ações da Amazon e um patrimônio que poderia chegar a US$ 30 bilhões.

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Mesmo se esses números não forem os mais exatos, fato é que a trajetória dos Bezos seguiu um rumo diferente do esperado para uma família com uma mãe solo adolescente que mais tarde se casou com um imigrante.

Quando Bezos nasceu, em Albuquerque, no estado americano do Novo México, sua mãe tinha apenas 17 anos e estava no 3º ano do ensino médio. A diretoria da escola onde ela estudava proibiu Jacklyn de retomar os estudos depois da gravidez, e acabou cedendo depois de ela insistir bastante – mas com condições. “Um: eu tinha que chegar e sair da escola dentro de cinco minutos depois do sinal. Dois: não podia falar com outros alunos. Três: não podia almoçar no refeitório. Quatro: disseram que eu não poderia atravessar o palco com meus colegas para pegar meu diploma”, disse ela.

Divorciada do pai biológico de Bezos, Ted Jorgensen, quando o hoje empresário tinha 17 meses, Jacklyn trabalhava à tarde, ganhando US$ 190 por mês, e estudava à noite. Ainda um bebê, Bezos acompanhava sua mãe durante as aulas e, quando tinha quatro anos, sua mãe se casou novamente com Mike Bezos. Mais tarde, o trabalho de Mike levou os três a se mudarem para o Texas, e Jacklyn precisou abandonar os estudos, mas voltou a estudar e se formou na faculdade aos 40 anos.

“Mãe, não tenho ideia de como você fez o que fez. Você nos manteve seguros dentro do seu coração. Obrigado por compartilhar sua força e por todos os sacrifícios que você fez. Eu te amo”, compartilhou Bezos no Dia das Mães de 2022 em suas redes sociais. O empresário é hoje a 4ª pessoa mais rica do mundo, com US$ 277,7 bilhões.

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Bill e Mary Gates

Mary Gates, mãe do bilionário e fundador da Microsoft, Bill Gates, teve um papel importante na trajetória da empresa do filho – com valor de mercado superior a US$ 4 trilhões no final de 2025.

Ainda na década de 1980, Mary ocupava papéis reservados apenas para os homens. Membro do conselho de administração da United Way, ela conheceu John Open, então diretor-executivo da IBM, e falou sobre a Microsoft, fundada havia apenas cinco anos.

O papo rendeu e a IBM contratou a Microsoft, à época uma pequena empresa de software, para desenvolver um sistema operacional para seu primeiro computador pessoal. Esse contrato colocou a Microsoft no mapa e alavancou o seu sucesso, graças à mãe do seu fundador. Hoje, Gates é a 19ª pessoa mais rica do mundo, com patrimônio estimado em US$ 103 bilhões.

Depois disso, Mary também insistiu para que o filho fosse a uma viagem para conhecer o megainvestidor Warren Buffett. Gates resistiu, mas acabou indo e se tornou amigo íntimo de Buffett.

Apesar de ter tido conflitos com Mary na infância, o que é contado no documentário “O Código Gates”, da Netflix, ela foi “o braço direito de Bill nos primeiros anos da Microsoft”, segundo sua irmã Kristi disse no documentário.

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Ela também incentivou o filho a fazer trabalhos de caridade. Em 2000, ele fundou, ao lado da sua então esposa, Melinda, a Fundação Bill e Melinda Gates (hoje apenas Fundação Gates). “Minha mãe foi uma das pessoas mais generosas que eu conheci. Ela costumava me perguntar na mesa de jantar quanto da minha mesada eu planejava doar ao Exército da Salvação no Natal. Melinda teve uma educação semelhante e, mesmo antes de nos casarmos, conversávamos sobre como contribuiríamos para a sociedade”, publicou Bill Gates nas suas redes sociais.

Vítima de um câncer, Mary morreu em 10 de junho de 1994 – segundo Bill Gates, o dia mais triste de sua vida.

Michael e Charlotte Bloomberg

O bilionário Mike Bloomberg, fundador da Bloomberg e ex-prefeito da cidade de Nova York, e sua mãe, Charlotte, eram muito próximos até ela falecer, aos 102 anos, em 2011.

Bloomberg, um dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna de US$ 109,4 bilhões, segundo a Forbes, ainda paga a linha telefônica da sua falecida mãe para ouvir a voz dela. “Se eu quiser ouvi-la, posso simplesmente ligar”, disse ele ao Boston Globe.

Em sua autobiografia de 1997, ele escreveu que sua mãe lhe ensinou o valor do trabalho, da curiosidade e da ambição para atingir seus objetivos. “Ela me ensinou que você tem que fazer o que tem que fazer, e sem reclamar.”

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“A integridade irrepreensível de nossa mãe, a independência feroz e o amor constante foram presentes que moldaram profundamente nossas vidas e as vidas de tantos que a conheceram”, escreveu ele quando sua mãe faleceu.

Bloomberg homenageou sua mãe em algumas das suas ações filantrópicas. Fez uma doação de US$ 3 bilhões para a Universidade Johns Hopkins, que inclui um hospital infantil no nome dela, além de contribuir para uma biblioteca pública em seu nome e para a sinagoga que ela presidia.

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O Que Líderes Não Deveriam Fazer no LinkedIn

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Tratar o LinkedIn como um perfil estático em vez de uma ferramenta viva é um dos maiores erros que você pode cometer na era da inteligência artificial. Você já está sendo avaliado muito antes de entrar em uma sala, subir em um palco, participar de uma chamada ou conhecer um possível novo colaborador.

Pesquisas mostram que profissionais da Geração Z avaliam ativamente os líderes e a cultura da empresa por meio de canais digitais antes de se candidatarem para uma vaga ou aceitarem uma proposta de emprego. Quase metade diz que não trabalharia para empresas que não estivessem alinhadas com seus valores, e a grande maioria espera que empregadores e líderes tomem posições visíveis sobre questões importantes.

A presença online é parte do trabalho e um amplificador de marca pessoal. Para garantir que você aproveite todo o potencial da maior plataforma profissional, veja os 9 erros mais comuns que os líderes cometem no LinkedIn e como corrigi-los.

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9 erros de liderança no LinkedIn que podem afetar sua reputação

1. Ficar invisível entre marcos importantes

Muitos líderes só aparecem quando algo grande acontece: uma promoção, um novo emprego ou um anúncio. Assim que alcançam uma determinada posição, alguns nunca mais voltam aos seus perfis, deixando sua primeira impressão com um ar desatualizado ou decepcionante.

Pense em quão diferentes são os seus dias agora em relação a apenas um ou dois anos atrás. Quando você desaparece entre os marcos, isso faz você parecer irrelevante e invisível. Para demonstrar relevância, compartilhe pequenos insights de forma consistente. Documente momentos de liderança conforme eles acontecem. Deixe as pessoas verem como você pensa, não apenas os resultados que você alcança.

2. Deixar de reconhecer sua equipe publicamente

Os líderes frequentemente celebram resultados, mas negligenciam as pessoas por trás deles. Essa é uma oportunidade perdida em vários níveis. O reconhecimento constrói confiança. Reconhecer as pessoas publicamente, além dos muros da sua empresa, pode ser ainda mais significativo. Isso mostra que você é um líder autêntico, alguém que expressa gratidão pelo trabalho da equipe.

O LinkedIn é o lugar perfeito para colocar os holofotes sobre sua equipe. Seja específico sobre as contribuições deles. Em vez de dizer “Ótimo trabalho”, diga “Sua capacidade de se comunicar com clareza fez a diferença nesse projeto.” Transforme o reconhecimento em storytelling. É uma das maneiras mais simples de tornar sua liderança visível.

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3. Não amplificar a história da sua empresa

Muitos líderes presumem que a página da empresa no LinkedIn faz o trabalho de comunicar o que a organização defende. Mas as pessoas não se conectam com logotipos, e sim com pessoas. A mesma coisa que a sua empresa postou na página corporativa do LinkedIn tem mais valor quando você divulga.

Quando os líderes não compartilham a história, os valores e a direção da empresa com sua própria voz, eles deixam uma lacuna de credibilidade. Use sua plataforma para traduzir a estratégia em impacto. Compartilhe o que está acontecendo, por que isso importa e adicione suas próprias perspectivas.

4. Repetir o discurso genérico do LinkedIn

Postagens genéricas e cheias de jargões estão por toda parte na plataforma, especialmente em uma era de conteúdos gerado por IA. A mesmice dilui a sua mensagem. Líderes fortes expressam suas perspectivas únicas. Eles estão dispostos a ser específicos e até um pouco contraditórios. Posicionar-se e ser claro supera o comportamento de apenas ir com a maioria. Uma perspectiva clara é o que faz as pessoas pararem de rolar a tela e prestarem atenção.

5. Fazer tudo ser sobre você

Postagens como “Estou animado em anunciar” ou “Tenho orgulho de compartilhar” são comuns e frequentemente ineficazes. Elas focam no líder, não no público. Sem um benefício claro, elas não criam conexão.

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Para fazer as pessoas se engajarem, troque o “transmitir” pelo “servir”. Vincule sua experiência a algo útil. Antes de postar qualquer coisa, pergunte a si mesmo: por que outra pessoa deveria se importar com isso? Visibilidade sem substância frustra as pessoas que tentam entender você. Quando o seu conteúdo demonstra valor, as pessoas se engajam.

6. Ignorar os comentários

Alguns líderes pensam que o trabalho termina depois de postar o conteúdo, quando, na verdade, esse é o começo do processo. Quando você desaparece após a postagem, você torna o seu conteúdo menos valioso. A parte mais importante é estabelecer uma conversa.

Você não pode simplesmente compartilhar e ficar em silêncio. O verdadeiro valor do LinkedIn está no engajamento do público que se segue à postagem. Responda aos comentários de forma atenciosa, faça perguntas complementares e transforme as postagens em discussões. É aqui que sua liderança se torna interativa em vez de performativa.

7. Compartilhar atualizações, não insights

Atividade não é a mesma coisa que influência. Muitos líderes compartilham o que está acontecendo, mas não o que pensam sobre isso. Isso mostra que eles são ativos, mas não necessariamente estratégicos.

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Para ser conhecido como um líder, compartilhe seu pensamento, mostre como você toma decisões, explique as lições aprendidas e ofereça perspectiva. Isso ajuda a se destacar e se tornar conhecido como um líder autêntico que entrega valor de forma consistente.

8. Ser polido demais

Um conteúdo excessivamente curado e corporativo pode parecer profissional, mas frequentemente soa distante. E a distância reduz a confiança. Isso se aplica ao que você posta e ao que você coloca no seu perfil. Concentre seus esforços na seção “Sobre” do seu LinkedIn. Torne-a humana, conectiva e intrigante para que os leitores queiram saber mais sobre você.

A Geração Z, em particular, valoriza a autenticidade e busca ativamente sinais de como a liderança realmente é dentro de uma organização. Eles também são altamente céticos e tendem a verificar o que veem. Se o seu perfil e tudo o que você compartilha parecem certinhos demais ou até gerados por robôs, eles presumem que realmente sejam. Quando você é real, as pessoas conseguem se reconhecer na sua experiência.

9. Subestimar o quanto o seu perfil está sendo avaliado

Muitos líderes presumem que clientes em potencial, candidatos e outras partes interessadas estão avaliando a empresa. Cada vez mais, eles estão avaliando você: sua presença online, voz, valores e interação com os outros. Um perfil negligenciado pode passar a mensagem de que você é pouco engajado. Mantenha seu perfil atualizado, especialmente o seu título, a seção “Sobre” e a sua foto de perfil.

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*William Arruda é colaborador sênior da Forbes US. Ele é especialista em branding pessoal, autor, palestrante, fundador da Reach Personal Branding e cofundador da CareerBlast.TV.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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Negócios

O Que Harvard e o MIT Dizem sobre o Futuro do Trabalho — e sobre o Brasil

Redação Informe ES

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No início de abril, estive entre Harvard e o MIT, participando do Brasil Project, um encontro que reúne algumas das principais lideranças brasileiras, em diálogo com estudantes e acadêmicos. Fui para falar sobre o futuro do trabalho, mas voltei com a sensação de que aprendi mais do que falei. E talvez essa seja a principal bagagem que trouxe de lá.

Entre Tabata Amaral, Djamila Ribeiro e Ilan Goldfajn, passando por secretários de segurança e empreendedores, o evento mostrou uma diversidade de perspectivas. E isso talvez seja um dos pontos mais ricos: a capacidade de colocar temas muito diferentes na mesma mesa, de segurança pública a venture capital, sem perder profundidade.

Mesmo dentro de algumas das instituições mais prestigiadas do mundo, onde a excelência acadêmica é o padrão, há uma inquietação clara sobre o que vem pela frente: o que, de fato, prepara alguém para o futuro do trabalho hoje?

Essa pergunta apareceu em todos os lugares, nos painéis, nos corredores e nas conversas informais, e parte de um reconhecimento importante: o jogo mudou.

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Durante muito tempo, o caminho parecia previsível: boa formação, diploma de uma instituição relevante e uma trajetória linear de crescimento. Mas o que ficou evidente ali é que esse modelo já não se sustenta sozinho. O diploma continua importante, mas deixou de ser suficiente.

Outro ponto que apareceu com força nas discussões é o papel da inteligência artificial. O impacto ainda está em construção, mas já há sinais claros de transformação. Segundo o LinkedIn, desde 2023, mais de 1,3 milhão de vagas relacionadas à IA surgiram globalmente, em áreas que vão de engenharia a infraestrutura de dados.

Portanto, o desafio não está na escassez de trabalho, mas na velocidade com que as habilidades estão sendo reconfiguradas. Isso desloca a conversa: não se trata de competir com a tecnologia, mas de aprender a trabalhar com ela.

Ao mesmo tempo, quanto mais a tecnologia avança, mais o fator humano ganha relevância. Habilidades técnicas continuam essenciais, mas deixam de ser o único diferencial. Capacidade de adaptação, pensamento crítico, comunicação e liderança em ambientes de incerteza passam a ser determinantes.

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Em um cenário onde respostas prontas se tornam rapidamente obsoletas, o valor está em quem consegue aprender continuamente, conectar contextos e mobilizar pessoas. O que antes era considerado “soft skill” passa a ser, na prática, a principal vantagem competitiva.

O Brasil está cada vez mais inserido no centro dessas discussões. Hoje, é o terceiro maior mercado do LinkedIn no mundo, com cerca de 90% da força de trabalho presente na plataforma. Mais do que crescer, o país passa a ocupar um papel estrutural no ecossistema global de talentos.

A capacidade de adaptação, a resiliência e a habilidade de navegar cenários complexos, características
historicamente associadas ao profissional brasileiro, tornam-se ativos ainda mais relevantes em um
mundo em transformação.

Se tivesse que resumir o principal aprendizado daquele fim de semana, seria este: o futuro do trabalho não será definido apenas por onde você estudou, mas pelo que você é capaz de construir, continuamente, com o que aprende.

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Essa mudança muda o foco de credenciais para capacidades, de estabilidade para adaptabilidade e de trajetória linear para evolução constante. E, talvez mais importante, abre espaço para que mais pessoas construam relevância profissional. Porque, em um mundo onde o conhecimento se atualiza o tempo todo, a vantagem não está em quem sabe mais, mas em quem aprende melhor.

*Milton Beck é Diretor Geral do LinkedIn para América Latina e África

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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