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Conheça o top 8 de carros mais seguros do Brasil

Redação Informe ES

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A segurança é primordial na escolha de um veículo e, se você prioriza esse fator, conhecer os carros mais seguros do Brasil pode ajudá-lo a tomar a decisão certa. Para isso, o primeiro passo é considerar alguns quesitos como airbags, freios ABS, controle de estabilidade, resistência da carroceria e tecnologia de assistência ao motorista. 

Não priorize apenas estética ou preço, invista tempo pesquisando recursos de segurança, pois é um investimento que pode salvar vidas. Avaliações realizadas por órgãos independentes, como o Latin NCAP, fornecem dados objetivos sobre a capacidade do carro de proteger seus ocupantes em diferentes tipos de acidentes.

O Latin NCAP realiza testes de colisão frontal, lateral e lateral de poste, além de avaliar a proteção de pedestres. A proteção de ocupantes adultos e infantis é avaliada por meio de bonecos de teste com sensores. Os sistemas de segurança ativa, como controle de estabilidade e frenagem automática de emergência, também são avaliados.

Conheça o top 8 de carros mais seguros do Brasil

Veja, na lista a seguir, 8 modelos de carros mais seguros do país, com base nas avaliações do Latin NCAP. Os testes do Latin NCAP avaliam a segurança dos veículos vendidos na América Latina e no Caribe, considerando a proteção para adultos e crianças, além de sistemas de assistência à segurança.

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1- Mitsubishi Triton

A Mitsubishi Triton 2024 se destaca como um dos carros mais seguros do Brasil, principalmente devido aos seus resultados impressionantes nos testes do Latin NCAP. 

Mitsubishi Triton 2024, um dos carros mais seguros do Brasil
(Imagem: Mitsubishi / Divulgação)

A Triton 2024 obteve a classificação máxima de 5 estrelas nos testes de segurança do Latin NCAP. Este resultado a coloca como uma das picapes mais seguras da categoria na América Latina e no Caribe.

A picape alcançou altas pontuações em todas as categorias de avaliação, demonstrando sua capacidade de proteger os ocupantes em diferentes tipos de colisões. A nova geração da Triton é a primeira picape a atingir 5 estrelas dentro do protocolo atual de testes.

No caso da nova Triton, a pontuação para passageiros adultos foi de 89,89%, para crianças foi de 91,16%, para pedestres de 86,51% e de 92,1% em sistemas de assistência à segurança.

A Triton possui uma estrutura de carroceria robusta, projetada para absorver e dissipar a energia do impacto em caso de colisão. É equipada com sistemas de segurança ativa e passiva, como airbags, freios ABS, controle de estabilidade e tração.

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A picape também demonstrou bons resultados na proteção de pedestres, minimizando o risco de lesões em caso de atropelamento.

2- Volkswagen T-Cross 

O T-Cross 2024 se destaca no mercado brasileiro como um dos SUVs compactos mais seguros, recebendo a nota máxima de 5 estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP.

Veículo modelo T-Cross 20024
(Imagem: VW / Divulgação)

O veículo alcançou pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação, incluindo proteção de ocupantes adultos e infantis.

Entre os resultados, veja a pontuação: 

  • Ocupante adulto: 92,31% de proteção;
  • Ocupante infantil: 89,80% de proteção;
  • Assistência à segurança: 84,96;
  • Proteção de pedestres e usuários vulneráveis das vias: 65,62%.

A plataforma do T-Cross foi projetada para absorver e dissipar a energia do impacto em caso de colisão. O veículo é equipado com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina.

Conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração, assistente de partida em rampa e frenagem automática de emergência.  

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O T-Cross também obteve classificação máxima nos testes do Euro NCAP. Os resultados dos testes do Latin NCAP e do Euro NCAP comprovam a eficácia dos recursos de segurança do veículo.

3- Volkswagen Novo Virtus

O Novo Virtus (2022) se destaca no segmento de sedãs compactos pela sua segurança, que também recebeu classificação máxima de 5 estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP. 

Modelo de veículo Novo Virtus 2022
(Imagem: VW / Divulgação)

O veículo alcançou pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação, incluindo proteção de ocupantes adultos e infantis, alcançando 92% dos pontos possíveis. A nota para sistemas de assistência à segurança foi de 85%. O modelo atingiu 53% na proteção de pedestres.

A estrutura do Virtus foi considerada estável, com bons resultados nas provas de impacto dianteiro e lateral. O carro é equipado com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina. O Virtus conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

A coluna de direção deformável contribui para diminuir o risco de ferimentos ao motorista. O Virtus tem freios a disco nas quatro rodas como item de série em todas as versões TSI. A combinação de uma estrutura resistente, airbags e sistemas de assistência avançados contribui para a alta segurança do Virtus.

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4- Volkswagen Nivus

O Nivus (2022) é outro modelo da Volkswagen que alcançou a nota máxima de 5 estrelas nos testes de segurança do Latin NCAP em 2022. O veículo obteve pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação. Veja os resultados:

Modelo de carro da VW, Nivus 2022
(Imagem: VW / Divulgação)
  • Proteção para ocupantes adultos: 92,47%;
  • Proteção para ocupantes infantis: 91,57%;
  • Proteção para pedestres e usuários vulneráveis das estradas: 48,74%;
  • Assistência à segurança: 84,95%.

O Nivus é equipado com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina. Conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

5- Chevrolet Tracker

O modelo Tracker obteve a classificação máxima de 5 estrelas nos testes de segurança do Latin NCAP em 2022. Para os consumidores que preferem SUVs compactos, o Chevrolet Tracker (2022) demonstrou excelente desempenho, com 91% de proteção para adultos e 92% para crianças.

Foto do modelo Chevrolet Tracker 2022
(Imagem: Chevrolet / Divulgação)

O veículo também registrou 92% em sistemas de assistência, destacando sua segurança. A Chevrolet Tracker foi muito bem avaliada nos testes de impacto frontal e lateral, obtendo pontuações altas para proteção de adultos e crianças.

A Tracker é equipada com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina. conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

A combinação de uma estrutura resistente, airbags e sistemas de assistência avançados contribui para a alta segurança da Tracker.

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Leia mais:

  • O que é e como é feito um crash test
  • Como escolher um veículo seguro? Veja 5 dicas para acertar na hora da compra
  • Carros autônomos só são mais perigosos em duas situações; saiba quais

6- Volkswagen Taos

O Taos obteve a classificação máxima de 5 estrelas nos testes de segurança do Latin NCAP em 2021. O veículo alcançou pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação, incluindo proteção de ocupantes adultos e infantis.

Carro Volkswagen Taos
(Imagem: VW / Divulgação)

Foi o primeiro carro a receber 5 estrelas dentro do protocolo mais recente do Latin NCAP. Os resultados alcançados:

  • Ocupante adulto: 94%
  • Ocupante infantil: 90%
  • Proteção de pedestres: 49%
  • Sistemas de assistência: 85%

A estrutura do Taos foi considerada estável, com bons resultados nas provas de impacto dianteiro e lateral. A plataforma do Taos foi projetada para absorver e dissipar a energia do impacto em caso de colisão.

O veículo é equipado com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina. O Taos conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

7- Chevrolet Onix e Onix Plus

Modelos populares no Brasil, ambos receberam 5 estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP. Isso indica que eles oferecem um alto nível de proteção para ocupantes adultos e crianças.

Chevrolet Onix
(Imagem: Chevrolet / Divulgação)

O Onix Plus se destacou nos testes de impacto frontal, lateral e lateral de poste, oferecendo boa proteção para adultos e crianças. Ambos os modelos vêm equipados com recursos de segurança padrão, como airbags frontais e laterais, freios ABS e controle de estabilidade.

O Onix Plus, em particular, é o único da categoria que sai de fábrica com 6 airbags de série, controle de estabilidade e tração, alerta de ponto cego e sistema de distribuição de frenagem.

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Os modelos também oferecem ancoragens ISOFIX com top tether nas duas posições traseiras laterais para cadeirinhas infantis. Mas é importante ressaltar que, apesar das 5 estrelas conquistadas pelo Chevrolet Onix e Onix Plus nos testes do Latin NCAP, algumas ressalvas foram feitas em relação à proteção em impactos específicos.

O Latin NCAP apontou que a proteção para as pernas do motorista e do passageiro em impactos frontais foi considerada “preocupante”. Isso significa que, em colisões frontais, há um risco maior de lesões nas pernas dos ocupantes. A proteção em colisões laterais contra poste também apresentou algumas limitações.

8- BYD Dolphin Plus 

O BYD Dolphin Plus (2024) é um modelo que se destacou recentemente no quesito segurança, recebendo a classificação máxima de 5 estrelas nos testes do Latin NCAP. Essa conquista ressalta o compromisso da BYD com a segurança veicular.

BYD Dolphin Plus
(Imagem: BYD / Divulgação)

O veículo obteve pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação, incluindo proteção de ocupantes adultos e infantis.

Resultados detalhados:

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  • Ocupante adulto: 92,60% de proteção;
  • Ocupante infantil: 93,17% de proteção;
  • Proteção de pedestres e usuários vulneráveis da estrada: 77,03%;
  • Assistência à segurança: 85,17%.

O modelo demonstrou boa proteção geral no impacto lateral e proteção marginal do tórax no impacto lateral de poste, boa proteção para ocupantes crianças e bons sistemas ADAS. O veículo é equipado com múltiplos airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina.

O Dolphin Plus conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

Embora o Latin NCAP seja a principal referência para a segurança de carros no Brasil, o Euro NCAP também é uma avaliação importante, e o excelente desempenho do EX30 nesses testes, aliado à reputação da Volvo, o coloca como um dos carros mais seguros disponíveis no mercado brasileiro.

Os testes do Latin NCAP são realizados em condições específicas e que a segurança real de um veículo em um acidente pode variar. No entanto, os resultados fornecem uma boa indicação do nível de segurança de um veículo.

Qual o carro mais seguro do Brasil atualmente?
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O Volvo EX30 é um forte candidato a carro mais seguro do Brasil devido à sua classificação de 5 estrelas no Euro NCAP, que testa rigorosamente a proteção de ocupantes e pedestres, e sistemas de assistência à segurança. A reputação da Volvo em segurança veicular e suas tecnologias avançadas reforçam essa posição.
Todos os outros na lista acima concorrem entre si como os mais seguros, dependendo dos quesitos avaliados.

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Artemis 2: saiba o que acontece com os astronautas após chegarem na Terra

Redação Informe ES

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A readaptação à gravidade terrestre após uma missão espacial nem sempre é simples para os astronautas.

Em entrevista à CNN Internacional, Jason Norcross, cientista-chefe do elemento de Saúde Humana e Contramedidas do Programa de Pesquisa Humana (HRP, na sigla em inglês) da NASA, afirmou que alguns tripulantes enfrentam episódios intensos de enjoo de adaptação espacial, o que pode dificultar o retorno às condições normais na Terra.

Apesar desse desafio, a situação da tripulação da missão Artemis 2 tende a ser menos preocupante. Isso porque os astronautas permaneceram no espaço por apenas dez dias, o que deve facilitar a recuperação e a retomada das atividades no ambiente terrestre.

Além disso, Christina Kock, Reid Wiseman, Victor Glover e Jeremy Hansen saíram dos helicópteros que os resgataram andando, dispensando o uso de cadeiras de rodas.

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Ainda assim, a NASA pretende coletar dados detalhados sobre as capacidades físicas dos tripulantes imediatamente após o retorno. O objetivo é entender melhor o que os astronautas conseguem — ou não — fazer logo após missões desse tipo.

Astronauta Victor Glover sentado na porta de um helicóptero
Astronautas saíram bem dispostos da cápsula e dispensando uso de cadeira de rodas – Imagem: NASA

Como a NASA estuda os corpos dos astronautas ao voltarem da Artemis 2?

  • Para isso, a agência desenvolveu um teste específico que foi aplicado pouco depois do pouso na água;
  • A equipe liderada por Norcross elaborou uma série de avaliações pós-voo que foram realizadas em conjunto com os exames de saúde da tripulação;
  • Entre uma e quatro horas após o retorno à Terra, os astronautas participam de uma prova curta que inclui subir uma escada e simular uma saída de emergência de uma cápsula espacial;
  • Embora se trate apenas de um experimento, os dados obtidos ajudarão a NASA a compreender melhor os limites físicos dos astronautas nesse momento crítico.

Leia mais:

  • Artemis 2: cientistas ficam surpresos com impactos de micrometeoros na Lua
  • O elo entre Apollo e Artemis: como uma órbita em forma de 8 está levando a humanidade de volta à Lua
  • “Beleza e escuridão”, astronautas da Artemis 2 contam como é o espaço profundo

Teste também é realizado antes do lançamento

Antes do lançamento, a tripulação já havia realizado o mesmo teste, completando o percurso em cerca de um minuto. De acordo com Norcross, outros astronautas que passaram por estadias de vários meses na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) também conseguiram concluir a avaliação após o retorno, geralmente em aproximadamente 90 segundos.

As informações coletadas com esses testes devem contribuir para aprimorar o planejamento de futuras missões espaciais, especialmente no que diz respeito à segurança e à capacidade de resposta dos astronautas logo após o retorno à Terra.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

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É hoje! A Artemis vai voltar – e você pode acompanhar com o OD

Redação Informe ES

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É hoje! A missão Artemis 2 será concluída nesta noite.

No último dia completo no espaço, a tripulação iniciou a manhã ao som de “Lonesome Drifter”, de Charley Crockett, enquanto a nave se aproximava da Terra a uma distância de 237.115 km.

Os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do astronauta Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), continuam os preparativos para o retorno ao planeta.

Entre as atividades programadas estavam a revisão dos procedimentos de reentrada na atmosfera e do pouso no oceano, além da execução de uma manobra de correção de trajetória de retorno.

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A NASA destacou que o momento atual da missão coloca em evidência o trabalho de engenheiros e técnicos responsáveis por garantir uma reentrada segura na Terra.

A fase de reentrada é considerada crítica, exigindo precisão absoluta nos cálculos e na execução dos procedimentos. O diretor de voo da missão Artemis 2, Jeff Radigan, reforçou a necessidade de exatidão durante o processo.

“Vamos direto ao ponto”, disse Radigan durante o briefing de ontem. “Precisamos acertar o ângulo corretamente, caso contrário, não teremos uma reentrada bem-sucedida.”

Com a Orion ganhando velocidade em direção à Terra, o foco da missão se volta totalmente para a atuação das equipes técnicas, responsáveis por conduzir a nave com segurança através da atmosfera terrestre.

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coletiva de imprensa artemis 2 astronautas orion
De dentro da cápsula Orion, os astronautas da Artemis 2 conversaram com a imprensa sobre a missão à Lua – Crédito: NASA

Preparação da cabine para reentrada

Como parte das tarefas do dia, Christina Koch e Jeremy Hansen iniciaram a organização da cabine da espaçonave. A atividade incluiu guardar os equipamentos utilizados durante a missão, remover cargas e redes de armazenamento, bem como instalar e ajustar os assentos da tripulação. O objetivo é garantir que todos os itens estejam devidamente seguros antes da reentrada na atmosfera terrestre.

Assista com o Olhar Digital!

A partir das 19h30, entramos no ar com o Olhar Digital News. Marisa Silva e Bruno Capozzi trarão uma retrospectiva do programa Artemis e o que podemos esperar do futuro da exploração espacial. Na sequência, o astrônomo Marcelo Zurita e o editor Lucas Soares se juntam à transmissão para trazer todos os detalhes do retorno dos astronautas.

A NASA prevê o pouso na água às 21h07 na costa de San Diego (horário de Brasília).

Esperamos vocês para esse momento histórico!

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Artemis 2: veja como foi o oitavo dia da missão

Redação Informe ES

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A missão Artemis 2 teve seu oitavo dia nesta quarta-feira (8). Diferente de terça-feira (7), os tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen aproveitaram para realizar diversos testes em conjunto com a equipe em Houston (EUA).

Ao despertar, os astronautas estavam a 322.400 quilômetros da Terra e a 134.700 quilômetros da Lua. Além das atividades programadas, os tripulantes também receberam uma mensagem enviada pela Agência Espacial Canadense (CSA).

Como parte da rotina para manter a saúde durante a missão, todos realizaram sua sessão diária de exercícios utilizando o volante de inércia, equipamento projetado para o ambiente de microgravidade.

O dispositivo funciona por meio de um sistema de cabos que permite a execução de atividades aeróbicas, como o movimento de remo, além de exercícios de resistência, incluindo agachamentos e levantamento terra. A prática regular é essencial para minimizar os efeitos da ausência de gravidade no corpo humano.

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Outro foco das atividades do dia envolve testes com uma vestimenta específica para intolerância ortostática, utilizada sob o traje do Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion. Os quatro astronautas participaram de avaliações e testes com o equipamento, que tem como objetivo auxiliar na manutenção da pressão arterial e da circulação sanguínea durante o retorno à gravidade terrestre.

A intolerância ortostática pode afetar astronautas após longos períodos em microgravidade, dificultando a permanência em pé sem sintomas, como tontura ou desmaio. Para mitigar esse problema, a vestimenta aplica compressão na parte inferior do corpo, ajudando a estabilizar o fluxo sanguíneo e contribuindo para um retorno mais seguro à Terra.

A missão prevê, ainda nesta quarta, uma interação com a imprensa. Por volta das 22h45 (horário de Brasília), os jornalistas terão a oportunidade de conversar com a tripulação após a histórica passagem da espaçonave pela Lua.

Na sequência, os astronautas assumirão o controle da cápsula Orion por volta das 23h55 (horário de Brasília) para realizar mais uma demonstração de pilotagem manual. Durante o teste, a tripulação utilizará a janela de visão da nave para centralizar um alvo designado e conduzir a espaçonave até uma posição com a cauda voltada para o Sol.

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A atividade tem como objetivo coletar dados adicionais sobre as características de manuseio da Orion, além de avaliar os sistemas de orientação, navegação e controle. Ao posicionar a cápsula com a cauda direcionada ao Sol, os astronautas também conseguem gerenciar melhor as condições térmicas e a geração de energia da espaçonave.

Essa não é a primeira vez que a tripulação realiza esse tipo de procedimento. Uma demonstração semelhante já havia sido conduzida no início da missão, bem como durante testes de operações de proximidade, reforçando o treinamento e a validação dos sistemas da Orion em diferentes condições de voo.

Astronauta Christina Koch na janela da Orion olhando para a Terra durante a Artemis 2
Foto da astronauta Christina Koch olhando para a Terra da janela da Orion – Imagem: NASA

Leia mais:

  • Artemis 2: cientistas ficam surpresos com impactos de micrometeoros na Lua
  • O elo entre Apollo e Artemis: como uma órbita em forma de 8 está levando a humanidade de volta à Lua
  • “Beleza e escuridão”, astronautas da Artemis 2 contam como é o espaço profundo

Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2

Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo

  • Superação de obstáculos: antes da decolagem, a NASA precisou corrigir uma falha de última hora no sistema de destruição do foguete. Entenda o problema técnico que quase adiou a missão;
  • O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
  • Painéis solares: pouco após entrar em órbita, a Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para a viagem;
  • Ajuste de órbita: a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.

Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua

  • Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
  • “Encanadora espacial”: a astronauta Christina Koch realizou um reparo de emergência no sistema sanitário da nave, garantindo o conforto da tripulação para o restante da viagem. Em vídeo, a astronauta conta como consertou o banheiro da Artemis 2;
  • Injeção Translunar (TLI): às 20h49 (Brasília), a Orion acionou seus motores por quase seis minutos, saindo da órbita da Terra e entrando oficialmente na trajetória de cruzeiro para a Lua. Entenda em detalhes o que é a manobra que colocou a Orion na rota lunar.

Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto

  • A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
  • Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
  • Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
  • Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.

Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion

  • No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
  • A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
  • Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
  • Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6). 

Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion

  • Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
  • Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
  • Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.

Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total

  • Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
  • A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
  • No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.

Dia 7 (7 de abril): descanso merecido

  • Orion saiu da esfera de influência lunar;
  • Donald Trump, presidente dos EUA, conversou com os tripulantes;
  • Um dos motores da cápsula foi acionado para realizar a primeira de três manobras de correção de rota;
  • Restante do dia livre para os astronautas.

Dia 8 (8 de abril): dia de testes

  • Testes de vestuário para intolerância ortostática;
  • Testes de pilotagem manual.

Artemis 2: o que está planejado para os próximos dias

A agência espacial dos Estados Unidos detalhou o plano de dez dias da missão Artemis 2. Confira abaixo:

Dia 9

O último dia completo da Artemis 2 no espaço começará com os preparativos para o retorno à Terra. 

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A tripulação reservou um tempo para estudar os procedimentos de reentrada e pouso na água, além de conversar com a equipe de controle de voo. Outra queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a espaçonave permaneça no caminho certo.

A tripulação executará mais demonstrações para concluir sua lista de tarefas: sistemas de coleta de resíduos, caso o banheiro da Orion não funcione corretamente, e testes de ajuste das roupas para intolerância ortostática. 

A intolerância ortostática, que pode causar sintomas como tontura e vertigem ao ficar em pé, é uma possibilidade para os astronautas quando retornarem à Terra e seus corpos precisarem se readaptar à força da gravidade sobre o fluxo sanguíneo. Roupas de compressão, usadas sob os trajes espaciais, podem ajudar.

Os membros da tripulação experimentarão suas roupas, terão suas circunferências corporais medidas e responderão a um questionário sobre o ajuste e a facilidade para vesti-las e retirá-las.

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Dia 10

O último dia da missão Artemis 2 concentra-se em trazer a tripulação de volta para casa em segurança. Uma última queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a Orion esteja no caminho certo para o pouso na água. 

A tripulação retornará sua cabine à configuração original, com os equipamentos guardados e os assentos em seus lugares, e vestirá seus trajes espaciais.

O módulo da tripulação se separará do módulo de serviço, cujos motores os guiaram ao redor da Lua e de volta à Terra. Isso vai expor o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá a espaçonave e a tripulação enquanto atravessam a atmosfera terrestre e temperaturas de até cerca de 1.650ºC. 

Uma vez que tenham passado com segurança pelo calor da reentrada, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da espaçonave será ejetada para dar lugar a uma série de paraquedas (dois paraquedas de frenagem que reduzirão a velocidade da cápsula para cerca de 495 km/h, seguidos por três paraquedas piloto que acionarão os três paraquedas principais finais). 

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Essas manobras reduzirão a velocidade da Orion para aproximadamente 27 km/h para um pouso no Oceano Pacífico, onde pessoal da NASA e da Marinha dos EUA estarão esperando, concluindo a missão Artemis 2.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

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