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Artemis 2: veja como foi o oitavo dia da missão

A missão Artemis 2 teve seu oitavo dia nesta quarta-feira (8). Diferente de terça-feira (7), os tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen aproveitaram para realizar diversos testes em conjunto com a equipe em Houston (EUA).
Ao despertar, os astronautas estavam a 322.400 quilômetros da Terra e a 134.700 quilômetros da Lua. Além das atividades programadas, os tripulantes também receberam uma mensagem enviada pela Agência Espacial Canadense (CSA).
Como parte da rotina para manter a saúde durante a missão, todos realizaram sua sessão diária de exercícios utilizando o volante de inércia, equipamento projetado para o ambiente de microgravidade.
O dispositivo funciona por meio de um sistema de cabos que permite a execução de atividades aeróbicas, como o movimento de remo, além de exercícios de resistência, incluindo agachamentos e levantamento terra. A prática regular é essencial para minimizar os efeitos da ausência de gravidade no corpo humano.
Outro foco das atividades do dia envolve testes com uma vestimenta específica para intolerância ortostática, utilizada sob o traje do Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion. Os quatro astronautas participaram de avaliações e testes com o equipamento, que tem como objetivo auxiliar na manutenção da pressão arterial e da circulação sanguínea durante o retorno à gravidade terrestre.
A intolerância ortostática pode afetar astronautas após longos períodos em microgravidade, dificultando a permanência em pé sem sintomas, como tontura ou desmaio. Para mitigar esse problema, a vestimenta aplica compressão na parte inferior do corpo, ajudando a estabilizar o fluxo sanguíneo e contribuindo para um retorno mais seguro à Terra.
A missão prevê, ainda nesta quarta, uma interação com a imprensa. Por volta das 22h45 (horário de Brasília), os jornalistas terão a oportunidade de conversar com a tripulação após a histórica passagem da espaçonave pela Lua.
Na sequência, os astronautas assumirão o controle da cápsula Orion por volta das 23h55 (horário de Brasília) para realizar mais uma demonstração de pilotagem manual. Durante o teste, a tripulação utilizará a janela de visão da nave para centralizar um alvo designado e conduzir a espaçonave até uma posição com a cauda voltada para o Sol.
A atividade tem como objetivo coletar dados adicionais sobre as características de manuseio da Orion, além de avaliar os sistemas de orientação, navegação e controle. Ao posicionar a cápsula com a cauda direcionada ao Sol, os astronautas também conseguem gerenciar melhor as condições térmicas e a geração de energia da espaçonave.
Essa não é a primeira vez que a tripulação realiza esse tipo de procedimento. Uma demonstração semelhante já havia sido conduzida no início da missão, bem como durante testes de operações de proximidade, reforçando o treinamento e a validação dos sistemas da Orion em diferentes condições de voo.

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Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2
Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo
- Superação de obstáculos: antes da decolagem, a NASA precisou corrigir uma falha de última hora no sistema de destruição do foguete. Entenda o problema técnico que quase adiou a missão;
- O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
- Painéis solares: pouco após entrar em órbita, a Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para a viagem;
- Ajuste de órbita: a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.
Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
- Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
- “Encanadora espacial”: a astronauta Christina Koch realizou um reparo de emergência no sistema sanitário da nave, garantindo o conforto da tripulação para o restante da viagem. Em vídeo, a astronauta conta como consertou o banheiro da Artemis 2;
- Injeção Translunar (TLI): às 20h49 (Brasília), a Orion acionou seus motores por quase seis minutos, saindo da órbita da Terra e entrando oficialmente na trajetória de cruzeiro para a Lua. Entenda em detalhes o que é a manobra que colocou a Orion na rota lunar.
Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto
- A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
- Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
- Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
- Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.
Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion
- No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
- A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
- Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
- Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6).
Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion
- Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
- Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
- Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.
Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total
- Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
- A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
- No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.
Dia 7 (7 de abril): descanso merecido
- Orion saiu da esfera de influência lunar;
- Donald Trump, presidente dos EUA, conversou com os tripulantes;
- Um dos motores da cápsula foi acionado para realizar a primeira de três manobras de correção de rota;
- Restante do dia livre para os astronautas.
Dia 8 (8 de abril): dia de testes
- Testes de vestuário para intolerância ortostática;
- Testes de pilotagem manual.
Artemis 2: o que está planejado para os próximos dias
A agência espacial dos Estados Unidos detalhou o plano de dez dias da missão Artemis 2. Confira abaixo:
Dia 9
O último dia completo da Artemis 2 no espaço começará com os preparativos para o retorno à Terra.
A tripulação reservou um tempo para estudar os procedimentos de reentrada e pouso na água, além de conversar com a equipe de controle de voo. Outra queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a espaçonave permaneça no caminho certo.
A tripulação executará mais demonstrações para concluir sua lista de tarefas: sistemas de coleta de resíduos, caso o banheiro da Orion não funcione corretamente, e testes de ajuste das roupas para intolerância ortostática.
A intolerância ortostática, que pode causar sintomas como tontura e vertigem ao ficar em pé, é uma possibilidade para os astronautas quando retornarem à Terra e seus corpos precisarem se readaptar à força da gravidade sobre o fluxo sanguíneo. Roupas de compressão, usadas sob os trajes espaciais, podem ajudar.
Os membros da tripulação experimentarão suas roupas, terão suas circunferências corporais medidas e responderão a um questionário sobre o ajuste e a facilidade para vesti-las e retirá-las.
Dia 10
O último dia da missão Artemis 2 concentra-se em trazer a tripulação de volta para casa em segurança. Uma última queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a Orion esteja no caminho certo para o pouso na água.
A tripulação retornará sua cabine à configuração original, com os equipamentos guardados e os assentos em seus lugares, e vestirá seus trajes espaciais.
O módulo da tripulação se separará do módulo de serviço, cujos motores os guiaram ao redor da Lua e de volta à Terra. Isso vai expor o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá a espaçonave e a tripulação enquanto atravessam a atmosfera terrestre e temperaturas de até cerca de 1.650ºC.
Uma vez que tenham passado com segurança pelo calor da reentrada, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da espaçonave será ejetada para dar lugar a uma série de paraquedas (dois paraquedas de frenagem que reduzirão a velocidade da cápsula para cerca de 495 km/h, seguidos por três paraquedas piloto que acionarão os três paraquedas principais finais).
Essas manobras reduzirão a velocidade da Orion para aproximadamente 27 km/h para um pouso no Oceano Pacífico, onde pessoal da NASA e da Marinha dos EUA estarão esperando, concluindo a missão Artemis 2.
Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.
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Instagram: Meta remove recurso de IA após críticas

A Meta suspendeu, nesta sexta-feira (10), um novo recurso de inteligência artificial (IA) do Instagram que permitia gerar imagens baseadas em perfis públicos da plataforma.
A decisão foi tomada poucos dias após o lançamento da ferramenta, diante de uma onda de críticas de usuários, artistas e representantes da indústria do entretenimento relacionadas à privacidade e ao uso de imagens sem consentimento.
O recurso fazia parte do lançamento do Muse Image, novo gerador de imagens por IA da empresa, anunciado na última terça-feira (7).
Recurso da Meta ativava automaticamente contas públicas
- Segundo a Meta, a funcionalidade era ativada automaticamente para todos os usuários que possuíam perfis públicos no Instagram;
- Na prática, isso permitia que a aparência dessas pessoas fosse utilizada para gerar imagens produzidas por IA, sem que elas tivessem autorizado previamente esse uso;
- A novidade gerou reclamações de usuários, que levantaram preocupações sobre privacidade e direitos autorais;
- Em comunicado, a Meta reconheceu que a ferramenta não foi bem recebida:
- “Nossa intenção era fornecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle sobre se seu conteúdo público poderia ser referenciado dessa forma”, afirmou a empresa. “Ouvimos o feedback de que esse recurso não atingiu seu objetivo, por isso ele não está mais disponível.”
Reações se espalharam nas redes sociais
Pouco depois da liberação do recurso, milhares de usuários recorreram às redes sociais para manifestar preocupação com a utilização de suas imagens.
Alguns passaram a compartilhar orientações sobre como impedir o uso da funcionalidade, incluindo transformar o perfil em privado ou alterar determinadas configurações do aplicativo.
A reação também chegou à indústria do entretenimento nos Estados Unidos. A Creative Artists Agency (CAA), uma das principais agências de talentos de Hollywood, entrou em contato com a Meta em nome de seus clientes e classificou a iniciativa como irresponsável.
Em nota divulgada na quarta-feira (8), a agência afirmou: “Os artistas merecem decidir se e como sua imagem e seu trabalho serão utilizados, com consentimento e a possibilidade de estabelecer seus próprios termos.”
Já o SAG-AFTRA, maior sindicato de atores dos Estados Unidos, declarou na quinta-feira (9) que a decisão da Meta de incluir automaticamente os usuários no recurso foi “um erro completo de avaliação do sentimento público” em relação ao uso da IA.

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- Feed do Instagram: o que é e como organizar
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Muse Image continua disponível em outros aplicativos
Embora a funcionalidade tenha sido retirada do Instagram, a Meta informou que o Muse Image continua disponível no WhatsApp e no aplicativo Meta AI, chatbot independente da empresa.
Outros recursos de IA apresentados nesta semana para o Instagram também permanecem ativos, incluindo filtros especiais criados pelo próprio Muse Image.
Debate sobre IA e direitos autorais continua
O episódio é mais um entre uma série de controvérsias envolvendo ferramentas de IA capazes de criar ou manipular imagens.
A OpenAI enfrentou questionamentos semelhantes sobre direitos autorais após lançar o gerador de vídeos Sora em setembro do ano passado. Posteriormente, a empresa firmou acordos com alguns estúdios para produzir vídeos utilizando conteúdos protegidos por copyright, mas encerrou o aplicativo em março.
Outra plataforma citável é o X, que bloqueou neste ano a conta do chatbot Grok de publicar determinadas imagens publicamente após milhões de imagens manipuladas de mulheres e crianças com pouca ou nenhuma roupa se espalharem pela rede social.
Além disso, outras empresas, como o Google, também enfrentaram críticas relacionadas à forma como seus sistemas de IA geram imagens.
Meta mantém estratégia voltada para IA
Apesar da suspensão da ferramenta no Instagram, a Meta afirmou que continua investindo em IA. Na quinta, a empresa lançou uma nova versão de seu modelo de IA Muse Spark e informou que pretende disponibilizar um gerador de vídeos por IA nos próximos meses.
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Microsoft: emissões de carbono cresceram 25% em 2025, diz relatório

As emissões de carbono da Microsoft subiram 25% em 2025, totalizando 34 milhões de toneladas métricas “sem intervenções seletivas”, segundo o relatório de sustentabilidade de 2026 da empresa, reportado pelo GeekWire.
O documento atribui o aumento “principalmente à expansão da infraestrutura de data centers” e à decisão da companhia, tomada em fevereiro de 2025, de deixar de adquirir “certificados de energia renovável não adicionais e desagregados”.
O próprio relatório admite que as soluções de sustentabilidade não acompanham o ritmo da demanda gerada pela inteligência artificial (IA). “Enquanto a infraestrutura de IA impulsiona a demanda por energia, água, terra e materiais, as soluções de sustentabilidade não estão escalando rápido o suficiente para atender à demanda”, afirma o documento.

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Microsoft com missão carbono negativa falhando?
Há alguns anos, a Microsoft estabeleceu a meta de se tornar carbono negativa até 2030 — o que exige remover da atmosfera mais carbono do que produz. O resultado de 2025 não é o primeiro revés nesse caminho: o relatório de sustentabilidade de 2024 já havia registrado alta semelhante nas emissões de gases de efeito estufa da empresa.
A Microsoft não está sozinha na situação. O Google registrou aumento de 25% nas emissões de sua cadeia de fornecimento, segundo seu próprio relatório de sustentabilidade de 2026. A Amazon reportou crescimento de 16% no mesmo período e informou, em junho, que seus data centers consumiram 2,5 bilhões de galões de água em 2025 — volume que a empresa afirma ser inferior ao consumido pela Microsoft.
O que diz a empresa
O Olhar Digital entrou em contato com a Microsoft e espera um posicionamento oficial a respeito do tema.
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SpaceX: empresa japonesa reserva 500 kg de espaço de carga em missão à Lua

A ispace está expandindo seus já extensos planos lunares para incluir o megafoguete Starship da SpaceX. A empresa, sediada em Tóquio (Japão), anunciou nesta quarta-feira (8) que reservou 500 kg de capacidade de carga na Starship, o maior e mais poderoso foguete já construído, para uma missão lunar que pode ser lançada já em 2030. O acordo tem valor de US$ 50 milhões (R$ 258,2 milhões), segundo o Tokyo Brief.
“Estamos muito satisfeitos em poder oferecer o novo serviço Lunar Access Integration utilizando o espaço de carga da Starship por meio de nossa colaboração com a SpaceX“, disse o fundador e CEO da ispace, Takeshi Hakamada, em comunicado. “Transporte lunar de alta capacidade e custo relativamente baixo, como o fornecido pela Starship, é essencial para concretizar a economia lunar sustentável que a ispace busca criar.”
Uso recorrente da Starship
Como sugere essa declaração, a ispace pode se tornar uma cliente frequente da Starship ao longo dos anos, usando o gigantesco veículo para transportar seu novo “Mobile Cargo System” (Sistema de Carga Móvel, ou MCS) até a superfície lunar. O MCS é um rover plano em formato de plataforma, capaz de transportar até 500 kg pelo terreno lunar.
A missão recém-anunciada com o Mobile Cargo System a bordo da Starship será lançada não antes de 2030, segundo a ispace. O cronograma dependerá em grande parte da capacidade da SpaceX de transformar a Starship em um veículo operacional (a Starship realizou 12 voos de teste até o momento, todos suborbitais).
Histórico com a SpaceX
- A ispace já voou com a SpaceX antes: foguetes Falcon 9 lançaram o rover robótico HAKUTO-R da empresa japonesa em 2022 e em 2025;
- Nas duas ocasiões, o HAKUTO-R alcançou a órbita lunar com sucesso, mas caiu durante suas tentativas de pouso;
- A Starship é o veículo de lançamento superpesado da SpaceX, projetado para reutilização total e capaz de lançar até 150 toneladas à órbita baixa da Terra;
- O foguete está em desenvolvimento há algum tempo; o fundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, anunciou o veículo pela primeira vez durante o Congresso Astronáutico Internacional no México, em 2016;
- As expectativas sobre sua prontidão operacional têm sido um alvo em constante movimento.

Em 2021, por exemplo, a SpaceX mirava algum momento “antes de 2024” para a primeira missão da nave à Lua, mas atrasos no desenvolvimento empurraram continuamente essa data. 2024 também era o ano originalmente previsto pela NASA para a primeira missão tripulada de pouso lunar do programa Artemis, embora esse já não seja mais o plano.
A NASA contratou a Starship como módulo de pouso lunar para esse pouso, que agora está previsto para ocorrer durante a Artemis 4 no final de 2028. Autoridades da agência citaram a Starship como parte do motivo dos atrasos nos cronogramas da Artemis.
Não são os únicos clientes
A NASA e a ispace não são os únicos clientes que reservaram uma carona da Starship até a Lua. Por exemplo, o bilionário japonês Yusaku Maezawa anunciou o projeto #dearMoon em 2018, reservando a Starship para levar a si mesmo e a um punhado de artistas no que teria sido a primeira missão tripulada da nave ao redor da Lua. Conforme os atrasos da Starship se acumulavam, porém, Maezawa cancelou o voo em 2024.
Impulso crescente
Mas o impulso para missões lunares da Starship está crescendo. Afinal, a NASA agora tem duas missões Artemis bem-sucedidas no histórico — a Artemis 1 não tripulada à órbita lunar no final de 2022 e o voo Artemis 2, com quatro tripulantes, ao redor da Lua em abril passado.
A agência está se preparando para a Artemis 3, que testará operações de encontro e acoplamento com a cápsula Orion da NASA e dois módulos de pouso lunar tripulados — Starship e o Blue Moon da Blue Origin — em órbita terrestre em meados de 2027, se tudo correr conforme o planejado.
Assim, a ispace está se posicionando para ser uma peça-chave em uma possível corrida do ouro lunar. “O surgimento de foguetes com capacidade de transportar cargas de larga escala à Lua deverá acelerar a implantação de infraestrutura lunar, incluindo energia, comunicações, construção, dados e mobilidade”, afirmou a ispace no comunicado.
“O estabelecimento dessa infraestrutura central na superfície lunar reduzirá as barreiras que atrapalham projetos de infraestrutura subsequentes, levando a uma rápida expansão no transporte de cargas lunares relativamente pequenas para fins como validação tecnológica, exploração e desenvolvimento de negócios”, escreveu a empresa, acrescentando que, à medida que a demanda por missões cresce, também aumentará a capacidade de carga de suas unidades do Mobile Cargo System.
Além do novo design do Mobile Cargo System, a ispace também está planejando três missões de pouso lunar com seu veículo ULTRA Lander, agendadas para 2028, 2029 e 2030.
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