Tecnologia
Nem carro, nem moto: esse quadriciclo entrega um pouco dos dois

A empresa francesa de mobilidade Acticycle apresentou novo conceito de quadriciclo de baixíssimo impacto ambiental. O transporte elétrico comporta duas pessoas com peso máximo de 300 kg e atinge a velocidade máxima de 45 km/h.
O quadriciclo pesa 100 kg — cinco vezes mais leve que um carrinho de golfe — e, segundo a empresa, reduz as despesas em seis vezes na comparação com um carro; os custos de manutenção são comparáveis aos de uma bicicleta de carga.

Há três modelos disponíveis, todos com quadro de alumínio, dois assentos acolchoados em espuma, para-brisa e teto de policarbonato, além de porta-malas traseiro de 170 litros com trava.
Características do quadriciclo da Acticycle
- O movimento é alimentado por motor elétrico à medida que o condutor pedala;
- O modelo básico utiliza motor de 250 watts, atingindo velocidade máxima de 25 km/h com assistência elétrica;
- O modelo intermediário utiliza motor de 750 watts, atingindo velocidade máxima de 45 km/h com assistência elétrica;
- O modelo avançado é equipado com transmissão eletrônica PERS sem corrente, que incorpora dois motores LMX que fornecem potência combinada de 4 mil watts às rodas traseiras;
- A velocidade máxima do modelo avançado ainda se limita a 45 km/h, mas o torque é aumentado para 180 Nm, permitindo que o veículo suba ladeiras de até 20%;
- Carga de bateria removível de íons de lítio de 48 V garante autonomia de, aproximadamente, 70 km com o primeiro modelo, 45 km com o segundo e 70 km com o terceiro.

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Disponibilidade
O modelo de 250 W custa € 11.900 (R$ 76,1 mil, na conversão direta), enquanto o de 750 W sai a € 12.900 (R$ 82,5 mil) e, o mais avançado, € 14.400 (R$ 92,2 mil). O período de entrega pela empresa varia de quatro a seis meses, contados a partir da data de pagamento.
O condutor pode solicitar a inclusão de sistemas de iluminação completo, pneus Schwalbe 20 x 2,35 polegadas resistentes a furos, freios a disco hidráulicos dianteiros e traseiros Tektro Augira Twin, espelhos laterais duplos e suspensão dianteira e traseira.
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CrowdStrike: medo de ameaças com IA deve acelerar demanda por cibersegurança

A CrowdStrike acredita que as preocupações com ameaças cibernéticas impulsionadas por inteligência artificial (IA) devem se tornar um fator cada vez mais importante para os negócios da empresa nos próximos trimestres. A avaliação foi feita pelo CEO George Kurtz durante entrevista ao programa “Mad Money”, da CNBC, na quinta-feira, ao comentar a reação do mercado aos resultados financeiros mais recentes da companhia.
Segundo Kurtz, investidores que esperavam um impacto imediato das preocupações envolvendo o Mythos, da Anthropic, nos números do primeiro trimestre estavam olhando para um período muito curto. O executivo destacou que o Mythos ganhou destaque em meados de abril, enquanto o trimestre fiscal da CrowdStrike foi encerrado no fim daquele mesmo mês.

CEO diz que efeitos levam tempo para aparecer
De acordo com Kurtz, o modelo de negócios da CrowdStrike ajuda a explicar por que eventuais mudanças na demanda não aparecem instantaneamente nos resultados financeiros.
“Estamos vendendo software corporativo, não necessariamente enviando caixas”, afirmou o executivo. Segundo ele, a adoção dessas soluções pelos clientes leva tempo até se refletir nos números da empresa.
Na quarta-feira, a CrowdStrike divulgou resultados acima das expectativas do mercado e também elevou sua projeção para o ano fiscal completo. Ainda assim, as ações da companhia caíram 4% após questionamentos de investidores sobre a ausência de um impacto mais expressivo e imediato do aumento das preocupações com segurança relacionadas à IA.
Projeção anual foi ampliada
Para Kurtz, o indicador mais relevante está justamente nas perspectivas atualizadas da empresa. A CrowdStrike aumentou em mais de US$ 50 milhões sua previsão de nova receita recorrente anual líquida para o ano completo.
O executivo afirmou que a revisão da projeção reflete a confiança da companhia no crescimento da demanda dos clientes. Segundo ele, a empresa enxerga oportunidades concretas à frente e identifica um interesse crescente do mercado por suas soluções.
Empresas buscam proteção para ampliar uso de IA
Kurtz também afirmou que a procura pelas ofertas de segurança para inteligência artificial da CrowdStrike está acelerando. Segundo ele, as empresas querem expandir o uso da tecnologia de forma segura em suas operações.
O CEO revelou que o pipeline do segundo trimestre da plataforma AI Detection and Response já ultrapassou US$ 50 milhões, registrando crescimento sequencial de 250%.
De acordo com Kurtz, as conversas com clientes apontam para uma tendência clara de ampliação do uso de IA dentro das organizações. Na visão do executivo, quanto maior for o consumo dessas tecnologias, maior será também a necessidade de mecanismos de proteção.
IA pode aumentar necessidade de cibersegurança
O CEO da CrowdStrike também rebateu a ideia de que os avanços da inteligência artificial possam reduzir a relevância de fornecedores de cibersegurança.
Segundo ele, a IA está tornando os atacantes mais sofisticados, já que grupos maliciosos podem utilizar os próprios modelos para aprimorar suas capacidades. Na avaliação de Kurtz, esse cenário aumenta a necessidade de plataformas abrangentes de cibersegurança e representa um fator favorável para empresas do setor.
CrowdStrike ficou no centro de apagão cibernético global
A CrowdStrike ganhou atenção mundial em julho de 2024 após um defeito em uma atualização do driver Falcon Sensor. A falha atingiu sistemas Windows em todo o mundo, causando travamentos e a exibição da chamada “Tela Azul da Morte” em milhões de computadores.

O incidente gerou transtornos em diversos países, com atrasos e cancelamentos de milhares de voos, além de impactos em serviços bancários, sistemas de comunicação e serviços de emergência. No Brasil, usuários também relataram instabilidade em instituições financeiras.
A falha foi corrigida poucas horas depois, mas os efeitos do apagão continuaram sendo sentidos por vários dias. Desde então, a CrowdStrike permanece sob atenção do mercado enquanto amplia sua atuação em diferentes áreas da cibersegurança.
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Meta recua em plano de rastrear funcionários após reação negativa

A Meta está recuando em partes do plano de coletar movimentos de mouse, digitações e outras ações de funcionários para usar como dados de treinamento de inteligência artificial (IA), informou a empresa em memorando interno visto pela Reuters nesta terça-feira (2).
Foram semanas de forte resistência dos empregados. Segundo o documento, assinado por Stephane Kasriel, vice-presidente da unidade Superintelligence Labs, responsável pela construção de modelos de IA, novas medidas permitirão que funcionários pausem a coleta de dados por até 30 minutos de cada vez e peçam exceções ao programa.
Kasriel disse ainda que a equipe responsável pelo software introduziu “várias otimizações” para reduzir o impacto sobre a bateria dos computadores e sobre o tráfego de dados, depois de reclamações de que o sistema consumia tanta internet que elevava o uso de dados em casa.
“Embora continuemos confiantes nas proteções de privacidade que colocamos em prática no lançamento, que passaram por várias camadas de revisão de risco, ouvimos suas preocupações sobre dados pessoais em dispositivos de trabalho, duração da bateria e o desejo de ter mais controle sobre quando a captura acontece”, afirmou no memorando.
Um porta-voz da Meta foi procurado pela Reuters, mas não quis comentar o assunto.
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Programa de rastreamento da Meta enfrenta resistência
- A empresa havia anunciado, no mês passado, que instalaria um novo software de rastreamento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para capturar movimentos de mouse, cliques e digitações, com a finalidade de treinar seus modelos de IA;
- A iniciativa fazia parte de um esforço mais amplo da companhia para construir agentes de IA capazes de executar tarefas de trabalho de forma autônoma;
- O lançamento ocorreu em meio a uma ampla reestruturação na Meta e provocou reação negativa entre os funcionários, que chegaram a comparar a empresa a uma “fábrica de extração de dados de funcionários”;
- A medida também pode aprofundar os problemas regulatórios da companhia na União Europeia (UE), onde empresas de tecnologia enfrentam disputas legais intensas sobre como coletam e usam dados.

De acordo com reportagem do The Information, a Meta agora planeja permitir que funcionários “pausem” o rastreamento por até 30 minutos caso precisem “verificar algo pessoal”.
Um grupo restrito de empregados também poderá pedir para sair do programa, embora essa exceção fique limitada a trabalhadores remotos com preocupações de largura de banda, pessoas que lidam com material “sensível” e aqueles que frequentemente trabalham em locais onde não conseguem manter os laptops conectados a uma fonte de energia.
Na prática, isso significa que a maior parte dos funcionários da Meta ainda deverá permitir que seus movimentos sejam rastreados e registrados em nome da melhora dos modelos de IA da empresa. A companhia, porém, afirmou que também aprimorou o uso de bateria do software para responder a queixas internas.
A Meta já enfrentava protestos de funcionários por causa do programa, conhecido internamente como Model Capability Initiative, ou MCI. A iniciativa foi anunciada pouco antes de a empresa demitir oito mil trabalhadores e redistribuir milhares de outros para funções ligadas à IA.
Em reunião geral com funcionários, o CEO, Mark Zuckerberg, defendeu o programa. Em áudio vazado do encontro do mês passado, ele disse que “observar pessoas realmente inteligentes fazendo coisas” é a melhor forma de acelerar o aprendizado dos modelos de IA.
“A inteligência média das pessoas que estão nesta empresa é significativamente maior do que o conjunto médio de pessoas que você pode conseguir para realizar tarefas”, afirmou.
Zuckerberg também disse, no áudio, que “nenhum dos dados está sendo usado para, tipo, olhar o que as pessoas estão fazendo, ou vigilância, ou acompanhamento de desempenho, ou qualquer coisa assim. É puramente, tipo, estamos usando isso para alimentar uma quantidade muito grande de conteúdo no modelo de IA, para que ele possa aprender como pessoas inteligentes usam computadores para realizar tarefas. Eu acho que isso vai ser uma vantagem muito grande se conseguirmos fazer isso.” Ele acrescentou ainda que, se o sistema funcionar, “provavelmente faremos mais coisas assim” no futuro.
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China sinaliza política equilibrada para plataformas digitais

A China sinalizou que focará sua política para plataformas online no equilíbrio entre apoio ao crescimento e supervisão regulatória aprimorada, segundo comentário publicado em uma das principais publicações do Partido Comunista.
No rascunho do artigo que será publicado na revista Qiushi na segunda-feira (1), Pequim reiterou sua posição sobre conter a competição do tipo “involução” — referência que inclui guerras de preços e subsídios agressivos — enquanto fortalece a supervisão de algoritmos, uso de dados e proteção ao consumidor.

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Regulamentação de plataformas digitais
- O documento na Qiushi, revista teórica do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, representa uma continuidade da abordagem chinesa para o setor tecnológico;
- A publicação oficial indica que as diretrizes têm respaldo das mais altas esferas governamentais;
- A menção específica à competição do tipo “involução” reflete a preocupação das autoridades com práticas consideradas destrutivas para o mercado. O termo abrange estratégias que incluem reduções drásticas de preços e subsídios em níveis considerados insustentáveis;
- O fortalecimento da supervisão de algoritmos, uso de dados e proteção ao consumidor foram destacados como áreas que receberão atenção regulatória intensificada;
- As medidas fazem parte de um quadro mais amplo de políticas que visam equilibrar inovação tecnológica com proteção dos direitos dos usuários.
Astronautas da China voltam à Terra após missão espacial recorde
Nesta sexta-feira (29), os três astronautas da missão chinesa Shenzhou 21 retornaram com sucesso à Terra após passarem 210 dias a bordo da estação espacial Tiangong. A cápsula pousou no Centro de Pouso de Dongfeng, na região da Mongólia Interior, às 9h11 da manhã, pelo horário de Brasília – 20h11, no horário padrão da China.
Leia a matéria completa aqui
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