Tecnologia
Três pontos de atenção da Política Nacional de Cibersegurança no setor privado

*Por Isadora Coimbra Diniz e Alan da Silva Farias, advogados especialistas da área de compliance do escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados.
A Política Nacional de Cibersegurança (“PNCiber”), instituída pelo Decreto 11.856/2023, trouxe novas perspectivas sobre o cenário de cibersegurança no país.
Considerando dados de diversas pesquisas que apontam as ameaças de cibersegurança como o principal risco para as organizações nos próximos 10 anos, a PNCiber apresenta diversos insights e pontos que merecem a atenção das organizações privadas.

Entre esses pontos de atenção, é possível notar o alinhamento da PNCiber com a visão dos relatórios emitidos por empresas e consultorias globais, dispondo seu foco em assuntos como a proteção de dados, a implementação de medidas preventivas contra ataques cibernéticos, a promoção da resiliência digital, e a capacitação contínua de profissionais na área de segurança cibernética.
A resiliência cibernética — que pode ser definida como a capacidade que uma organização desenvolve para prevenção, combate e reação a um incidente cibernético — das organizações públicas e privadas no Brasil está entre os objetivos da PNCiber.
Desta forma, as organizações terão que desenvolver estratégias de governança cibernética para que tenham a capacidade de prevenir, combater e reagir a um ataque cibernético.
Vale ressaltar que a implementação dessas estratégias não fica a cargo exclusivamente das grandes empresas, uma vez que o aumento de ataques cibernéticos a pequenas e médias empresas aumentou consideravelmente no último ano, chegando a exorbitantes 365 tentativas de ataque por minuto no Brasil, de acordo com a pesquisa realizada pela Kaspersky.

Outro ponto trazido pela PNCiber se refere ao objetivo de desenvolver a educação e a capacitação técnico-profissional em segurança cibernética. Neste sentido, a pesquisa “Global Security Outlook 2024”, realizada pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Accenture, revela que mais de 50% das pequenas e médias empresas não têm ou não sabem se têm as competências cibernéticas necessárias para atender seus objetivos.
Este objetivo, aliado aos resultados da pesquisa mencionada, destaca a necessidade de o setor privado investir no desenvolvimento das competências cibernéticas de seus profissionais. Este desafio é essencial para aumentar a resiliência cibernética das organizações e assegurar um ambiente digital mais seguro.
Além das questões técnicas, há uma forte preocupação em relação ao fortalecimento do compromisso ético dos profissionais de cibersegurança. Conhecer as vulnerabilidades das organizações, sem um sólido fundamento ético, pode transformar esses profissionais em possíveis fraudadores e alvos ideais para estratégias de aliciamento de insiders adotadas por grupos criminosos. Portanto, é essencial fortalecer também os princípios éticos desses profissionais para prevenir tais riscos.
Leia mais:
- 5G tem brechas para invasões e espionagem, alertam pesquisadores
- Como proteger seu WhatsApp, Instagram e Facebook de invasões e hackers
- Como proteger seu TikTok contra invasões hackers
Desta forma, desenvolver estratégias de governança, competências cibernéticas e fortalecer a cultura ética da organização são três pilares fundamentais para a segurança e resiliência das organizações e podem ser aprimorados por meio da implementação de políticas cibernéticas robustas, políticas de compliance e programas de treinamento contínuos.
Investir nesses aspectos garante que as organizações estejam preparadas para enfrentar ameaças cibernéticas e para promover um ambiente ético e seguro para todos os colaboradores, alinhado com os objetivos da PNCiber.
O post Três pontos de atenção da Política Nacional de Cibersegurança no setor privado apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Meta avalia captar bilhões com venda de ações para financiar projetos de IA

A Meta estuda captar dezenas de bilhões de dólares por meio de uma oferta de ações para reforçar os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA). A informação foi publicada nesta sexta-feira (5) pelo Financial Times, que afirma que a companhia busca novas fontes de capital para sustentar a expansão de seus projetos na área.
Segundo o jornal, executivos da empresa vêm discutindo formas consideradas “criativas” de levantar recursos à medida que a dona do Facebook e do Instagram se prepara para ampliar significativamente seus gastos relacionados à IA. As conversas teriam ganhado força após a Alphabet anunciar nesta semana uma captação de US$ 84,75 bilhões por meio de uma oferta ampliada de ações.

Corrida por infraestrutura de IA pressiona investimentos
O movimento ocorre em meio à disputa entre as grandes empresas de tecnologia para construir novos data centers e atender à crescente demanda por aplicações de inteligência artificial. De acordo com o Financial Times, gigantes do setor têm recorrido cada vez mais aos mercados de dívida e de ações para financiar esses projetos, em uma mudança em relação à prática tradicional de utilizar principalmente recursos próprios.
A Meta já havia sinalizado a necessidade de ampliar sua capacidade de financiamento. Em outubro, a companhia protocolou sua maior emissão de títulos de dívida até então, com potencial de alcançar US$ 30 bilhões. Além disso, fechou um acordo de financiamento de US$ 27 bilhões com a Blue Owl Capital.
Em abril, a empresa elevou sua projeção de despesas de capital para 2026, passando a prever investimentos entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões ao longo do ano.
Empresa diz que decisão ainda não foi tomada
Apesar das discussões, o Financial Times informou que a Meta ainda não contratou bancos para conduzir uma eventual oferta de ações. O jornal acrescenta que a empresa pode acabar optando por não realizar a operação.
A publicação afirma ainda que seria prematuro concluir que a companhia já definiu qual caminho seguirá, uma vez que diferentes alternativas de financiamento continuam sendo avaliadas.
Procurada pela Reuters, a Meta não comentou imediatamente o assunto. Posteriormente, um porta-voz da empresa classificou a reportagem como “mera especulação“.
“Temos sido claros ao afirmar que existem enormes oportunidades à frente em IA e continuaremos focados em levantar capital das formas mais flexíveis para apoiar isso”, afirmou o representante da companhia em declaração por e-mail à agência de notícias.
Ações recuam após divulgação da notícia
A repercussão da possível emissão de ações teve impacto imediato no mercado. Os papéis da Meta registraram queda superior a 5% na sexta-feira após a publicação da reportagem. Em determinado momento do pregão, as ações acumulavam recuo de 6,6%.
O desempenho reflete preocupações de investidores sobre o volume crescente de gastos com inteligência artificial, tema que também tem pressionado outras gigantes do setor. A Alphabet, por exemplo, anunciou recentemente uma ampliação de seus planos de capex e também enfrenta questionamentos sobre o ritmo de expansão dos investimentos.
Segundo os dados citados pela CNBC, enquanto as ações da Alphabet acumulam valorização superior a 115% nos últimos 12 meses, os papéis da Meta registram queda de 13% no mesmo período.
O post Meta avalia captar bilhões com venda de ações para financiar projetos de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Meta recua em plano de rastrear funcionários após reação negativa

A Meta está recuando em partes do plano de coletar movimentos de mouse, digitações e outras ações de funcionários para usar como dados de treinamento de inteligência artificial (IA), informou a empresa em memorando interno visto pela Reuters nesta terça-feira (2).
Foram semanas de forte resistência dos empregados. Segundo o documento, assinado por Stephane Kasriel, vice-presidente da unidade Superintelligence Labs, responsável pela construção de modelos de IA, novas medidas permitirão que funcionários pausem a coleta de dados por até 30 minutos de cada vez e peçam exceções ao programa.
Kasriel disse ainda que a equipe responsável pelo software introduziu “várias otimizações” para reduzir o impacto sobre a bateria dos computadores e sobre o tráfego de dados, depois de reclamações de que o sistema consumia tanta internet que elevava o uso de dados em casa.
“Embora continuemos confiantes nas proteções de privacidade que colocamos em prática no lançamento, que passaram por várias camadas de revisão de risco, ouvimos suas preocupações sobre dados pessoais em dispositivos de trabalho, duração da bateria e o desejo de ter mais controle sobre quando a captura acontece”, afirmou no memorando.
Um porta-voz da Meta foi procurado pela Reuters, mas não quis comentar o assunto.
Leia mais:
- 10 truques escondidos no WhatsApp que você deveria aprender
- 4 configurações de privacidade do Facebook para mudar agora mesmo!
- Hackers invadiram contas do Instagram enganando chatbot da Meta
Programa de rastreamento da Meta enfrenta resistência
- A empresa havia anunciado, no mês passado, que instalaria um novo software de rastreamento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para capturar movimentos de mouse, cliques e digitações, com a finalidade de treinar seus modelos de IA;
- A iniciativa fazia parte de um esforço mais amplo da companhia para construir agentes de IA capazes de executar tarefas de trabalho de forma autônoma;
- O lançamento ocorreu em meio a uma ampla reestruturação na Meta e provocou reação negativa entre os funcionários, que chegaram a comparar a empresa a uma “fábrica de extração de dados de funcionários”;
- A medida também pode aprofundar os problemas regulatórios da companhia na União Europeia (UE), onde empresas de tecnologia enfrentam disputas legais intensas sobre como coletam e usam dados.

De acordo com reportagem do The Information, a Meta agora planeja permitir que funcionários “pausem” o rastreamento por até 30 minutos caso precisem “verificar algo pessoal”.
Um grupo restrito de empregados também poderá pedir para sair do programa, embora essa exceção fique limitada a trabalhadores remotos com preocupações de largura de banda, pessoas que lidam com material “sensível” e aqueles que frequentemente trabalham em locais onde não conseguem manter os laptops conectados a uma fonte de energia.
Na prática, isso significa que a maior parte dos funcionários da Meta ainda deverá permitir que seus movimentos sejam rastreados e registrados em nome da melhora dos modelos de IA da empresa. A companhia, porém, afirmou que também aprimorou o uso de bateria do software para responder a queixas internas.
A Meta já enfrentava protestos de funcionários por causa do programa, conhecido internamente como Model Capability Initiative, ou MCI. A iniciativa foi anunciada pouco antes de a empresa demitir oito mil trabalhadores e redistribuir milhares de outros para funções ligadas à IA.
Em reunião geral com funcionários, o CEO, Mark Zuckerberg, defendeu o programa. Em áudio vazado do encontro do mês passado, ele disse que “observar pessoas realmente inteligentes fazendo coisas” é a melhor forma de acelerar o aprendizado dos modelos de IA.
“A inteligência média das pessoas que estão nesta empresa é significativamente maior do que o conjunto médio de pessoas que você pode conseguir para realizar tarefas”, afirmou.
Zuckerberg também disse, no áudio, que “nenhum dos dados está sendo usado para, tipo, olhar o que as pessoas estão fazendo, ou vigilância, ou acompanhamento de desempenho, ou qualquer coisa assim. É puramente, tipo, estamos usando isso para alimentar uma quantidade muito grande de conteúdo no modelo de IA, para que ele possa aprender como pessoas inteligentes usam computadores para realizar tarefas. Eu acho que isso vai ser uma vantagem muito grande se conseguirmos fazer isso.” Ele acrescentou ainda que, se o sistema funcionar, “provavelmente faremos mais coisas assim” no futuro.
O post Meta recua em plano de rastrear funcionários após reação negativa apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
China sinaliza política equilibrada para plataformas digitais

A China sinalizou que focará sua política para plataformas online no equilíbrio entre apoio ao crescimento e supervisão regulatória aprimorada, segundo comentário publicado em uma das principais publicações do Partido Comunista.
No rascunho do artigo que será publicado na revista Qiushi na segunda-feira (1), Pequim reiterou sua posição sobre conter a competição do tipo “involução” — referência que inclui guerras de preços e subsídios agressivos — enquanto fortalece a supervisão de algoritmos, uso de dados e proteção ao consumidor.

Leia mais:
- Saúde mental: dez dicas de como usar as redes sociais de maneira saudável
- Como proteger suas redes sociais de golpistas
- Fabricante chinesa de chips deve fazer o maior IPO do país asiático em 2026
Regulamentação de plataformas digitais
- O documento na Qiushi, revista teórica do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, representa uma continuidade da abordagem chinesa para o setor tecnológico;
- A publicação oficial indica que as diretrizes têm respaldo das mais altas esferas governamentais;
- A menção específica à competição do tipo “involução” reflete a preocupação das autoridades com práticas consideradas destrutivas para o mercado. O termo abrange estratégias que incluem reduções drásticas de preços e subsídios em níveis considerados insustentáveis;
- O fortalecimento da supervisão de algoritmos, uso de dados e proteção ao consumidor foram destacados como áreas que receberão atenção regulatória intensificada;
- As medidas fazem parte de um quadro mais amplo de políticas que visam equilibrar inovação tecnológica com proteção dos direitos dos usuários.
Astronautas da China voltam à Terra após missão espacial recorde
Nesta sexta-feira (29), os três astronautas da missão chinesa Shenzhou 21 retornaram com sucesso à Terra após passarem 210 dias a bordo da estação espacial Tiangong. A cápsula pousou no Centro de Pouso de Dongfeng, na região da Mongólia Interior, às 9h11 da manhã, pelo horário de Brasília – 20h11, no horário padrão da China.
Leia a matéria completa aqui
O post China sinaliza política equilibrada para plataformas digitais apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
-

Esporte2 dias atrásCapixabas conquistam cinco medalhas para o Brasil no Pan-Americano de Ginástica Rítmica
-

Internacional14 horas atrásEntra em vigor decisão dos EUA de considerar facções como terroristas
-

Política21 horas atrásItapemirim recebe novos investimentos em infraestrutura, educação e prevenção de riscos
-

Política5 horas atrásLula sanciona lei que garante renovação automática da CNH
-
Negócios41 minutos atrás
Acionistas da Heineken Pedem Contratação de CEO Externo para Suceder Van Den Brink, Diz FT
-

Tecnologia41 minutos atrásMeta avalia captar bilhões com venda de ações para financiar projetos de IA














