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Governador visita obras e inaugura nova Farmácia Cidadã Estadual da Serra

O governador do Estado, Renato Casagrande, inaugurou, nesta quarta-feira (13), a nova Farmácia Cidadã Estadual no município da Serra, que conta agora em um espaço mais amplo e confortável para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a agenda oficial, Casagrande e o prefeito Sérgio Vidigal visitaram obras de mobilidade em andamento, como as adequações em trechos da Rodovia ES-010 e a implantação do binário da Avenida Norte Sul.
“Estamos inaugurando uma das maiores unidades da Farmácia Cidadã Estadual, reafirmando o nosso compromisso de atender bem à população. Em todo o Estado, 115 mil pessoas dependem dos medicamentos da Farmácia Cidadã. O Governo do Estado investe R$ 300 milhões por ano nessa ação. Isso é mais saúde para todos os capixabas e também mais qualidade de vida para quem precisa”, afirmou o governador.

A nova unidade da Serra está localizada na Rua Graça Aranha, 90, em Jardim Limoeiro, num espaço de 660 metros quadrados com capacidade de atender 500 pacientes por dia. O local é de fácil acesso aos munícipes, o prédio é estruturado e acessível aos cidadãos que necessitam de condições especiais. Atualmente, a farmácia atende a mais de 12 mil pacientes da Serra e adjacências por mês, com uma demanda em constante crescimento.
O valor estimado de medicamentos por mês dispensados aos usuários da farmácia Cidadã Estadual da Serra ultrapassa a marca dos R$ 2,8 milhões, evidenciando a importância e o impacto do serviço para a comunidade local.
“Com essa nova farmácia, reforçamos nosso compromisso com o bem-estar da população e com a oferta de serviços de qualidade, proporcionando acesso igualitário a medicamentos essenciais e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas atendidas por essa unidade”, comentou o secretário de Estado da Saúde, Miguel Duarte.
A nova unidade conta com amplos consultórios para atendimento de um serviço de alta complexidade que dispõem de medicamentos de alto custo farmacêutico, dispensação de fórmulas nutricionais pelo profissional nutricionista e atendimento com assistente social, salão de atendimento, guichês de abertura de processos para solicitação de medicamentos e fórmulas nutricionais, guichê de dispensação farmacêutico.
Também oferece acolhimento com a assistente social e atendimento individualizado com nutricionista para dispensação das dietas, todos em consultórios que proporcionam mais individualidade e conforto ao paciente, além de orientações farmacêuticas e acompanhamento especializado para garantir o uso correto e seguro dos medicamentos. Tudo isso em um ambiente adequado e climatizado para um melhor atendimento dos cidadãos.
Em seu novo espaço físico, a Farmácia Cidadã Estadual da Serra conta ainda com amplo salão de atendimento, instalações de televisores modernos de 65’, e espaço para acomodar 105 pessoas sentadas, o que possibilitará a oferta de eventos educativos e palestras sobre saúde.
A gerente Estadual de Assistência Farmacêutica, Maria José Sartório, expressou entusiasmo em relação ao novo espaço de atendimento. “Este espaço representa um avanço significativo na prestação de serviços da saúde. Com três vezes mais área física que o local anterior, criamos um ambiente mais acolhedor para todos os nossos pacientes. Além disso, contratamos novos funcionários, todos residentes no município de Serra. Estamos prontos para oferecer um serviço ainda mais eficiente e dedicado aos cidadãos”, disse.
As unidades da Farmácia Cidadã Estadual estão localizadas em Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Cariacica Colatina, Guaçuí, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Venda Nova do Imigrante, Vila Velha, Vitória e Itapemirim. Para a abertura do processo de solicitação de medicamento ou fórmula nutricional e outras informações, o cidadão poderá realizar de forma on-line, acessando o site da Farmácia Cidadã Estadual: https://farmaciacidada.es.gov.br/
Obras de mobilidade
Durante a agenda na Serra, o governador visitou as obras de macrodrenagem, reabilitação de vias e implantação de binário que vêm sendo realizadas no bairro Jardim Limoeiro. O investimento, executado pela Prefeitura, conta com recursos do Fundo Cidades no valor de R$ 30 milhões, além da contrapartida do Município de R$ R$ 70,9 milhões. A obra transforma a Avenida Norte Sul em mão-única no sentido Laranjeiras. Já no sentido inverso, em direção a Vitória, os veículos passam pela avenida Lourival Nunes, em Jardim Limoeiro.
A Avenida Norte Sul ganhou três faixas para veículos e uma ciclovia, que se liga à ciclovia da Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes. Também a Avenida Lourival Nunes ganhou três faixas para os veículos transitarem. Ao todo, os trabalhos beneficiam aproximadamente 19,5 quilômetros de extensão, contemplando 34 ruas e sete avenidas.
O investimento contempla instalação de calçada cidadã nas vias, que estão recebendo pavimentação com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), além de serviços de sinalização e drenagem pluvial. “É uma melhora significativa na drenagem urbana, reduzindo riscos de enchentes e alagamentos na região, além de beneficiar a população da Serra com otimização de fluxo de veículos, reduzindo os congestionamentos no trânsito”, ressaltou a secretária de Estado do Governo, Maria Emanuela Alves Pedroso.
Casagrande também acompanhou o andamento das obras de adequação de quatro interseções na Rodovia ES-010. As obras estão sendo executadas pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). Os trechos contemplados são: km 1 (Entroncamento da Rodovia ES-010 x Norte-Sul), km 5 (Acesso à Amages e ao Batalhão dos Bombeiros), km 9 (Acesso ao bairro Ourimar) e km 10 (Curva da Baleia). No total, o Governo do Estado está investindo R$ 2,42 milhões nas obras.
O primeiro trecho, no km 1, tem uma extensão de 121 metros e vai receber um alargamento com uma pista adicional para acesso entre a rodovia Norte-Sul e ES-010. O trecho 2, com 377 metros de extensão, terá uma remoção de agulhamentos para retorno no eixo da pista, além de intercessão através de suas laterais. Também será executado um ajuste geométrico da pista para que haja correto encaixe na chegada ao posto de combustível, corrigindo, assim, o desvio abrupto atual na pista existente.
As melhorias no terceiro trecho abrangem a implantação de um novo traçado para acesso ao Bairro Ourimar, melhorando o raio de curva, proporcionando maior segurança aos usuários. O trecho 4 terá a implantação de um novo traçado para retorno no acesso a Feu Rosa, localizado na região da Curva da Baleia, melhorando o raio de curva e possibilitando o acesso de veículos maiores.
O diretor-presidente do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, também acompanhou a visita. “Além das adequações na geometria da rodovia, também vamos revitalizar toda a sinalização dos trechos. Com a conclusão dessas obras, os usuários vão poder trafegar com mais conforto e segurança, ganhando também mais qualidade de vida”, destacou.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Giovani Pagotto
(27) 98895-0843
Geral
Juiz de Fora: desastre reflete negligência com aquecimento global

Os temporais que deixaram pelo menos 3 mil pessoas desabrigadas, 400 desalojados e 47 mortos na Zona da Mata mineira são reflexo de negligência com as mudanças climáticas. A avaliação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil que consideram os fatores climáticos e humanos responsáveis pelas fortes chuvas em Juiz de Fora e Ubá, com enxurradas, deslizamentos de terra e cheias de rios acima do normal.
“Quando estamos falando de extremos, de riscos ambientais, estamos falando de mudanças climáticas”, afirmou o geógrafo Miguel Felippe, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
De acordo com ele, a prevenção passa pela adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente, tema que tem sido negligenciado nos últimos anos. “Toda essa onda negacionista relacionada às mudanças climáticas, obviamente, reverbera agora em desastres como esses.”
Para Felippe, especialista em hidrologia, geografia física e riscos socioambientais, as chuvas extremas e os eventos extremos tendem a ficar mais comuns daqui para a frente.
A negligência ocorre em todos os níveis de governo no Brasil e no mundo, onde a pauta climática, da qual faz parte o planejamento urbano, é apresentada por políticos como um entrave ao desenvolvimento econômico, analisou o geógrafo. “Essa falsa contraposição continua sendo usada como ativo na disputa eleitoral”, analisou.

Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil
Mesmo assim, explica, é na política que é preciso buscar soluções. O professor da UFJF sugere começar pelo ordenamento urbano das cidades. Segundo ele, o Poder Público perdeu o controle dos terrenos para o capital imobiliário que, na prática, define qual o valor dos imóveis e, logo, o perfil socioeconômico dos moradores. O resultado é que as pessoas pobres são empurradas para áreas de menor valor econômico, que são as de maior risco de desastre ambiental.
“O discurso de que as pessoas pobres não devem ocupar áreas de risco despreza o elemento mais importante: é o capital imobiliário que define quem vai morar aonde”, destacou.
Dessa forma, segundo Felippe, as áreas com maiores perdas de vidas e materiais, em Juiz de Fora, são os bairros pobres. “Esta é a população com menor capacidade de resiliência e que vai ter mais dificuldade de se reconstituir.”
O professor lembrou que as áreas de risco são conhecidas. No entanto, ações de mitigação, parte da política ambiental, esbarram na falta de recursos. “Pelo que li nos jornais, em Minas Gerais, verbas destinadas ao enfrentamento de chuvas sofreram cortes expressivos entre 2023 e 2025”, afirmou.
Levantamento realizado pelo jornal O Globo, com dados oficiais do Portal da Transparência, mostra que os recursos para a Defesa Civil estadual caíram de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões, coincidindo com o segundo governo de Romeu Zema. Procurado pela reportagem, o governo estadual não comentou.

Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil
As políticas de resiliência precisam incluir também a conscientização da população, de acordo com Felippe. Em muitos casos, moradores de áreas de risco não sabem o que fazer em casos de alertas geológicos. “É preciso ir a campo, conversar com as pessoas, instruir, ter um plano de contingência muito claro”, recomendou.
A maioria das vítimas dos temporais de segunda-feira (23) é de Juiz de Fora, cidade que tem uma das maiores proporções de pessoas morando em áreas de risco, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). De acordo com o órgão, o município recebeu, em um dia, quase toda a chuva esperada para fevereiro, com impactos concentrados nos bairros Morro do Imperador, Paineiras e Parque Burnier, onde a Agência Brasil relatou um resgate.
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Combinação de riscos
A topografia da cidade, em área de montanha, com suscetibilidade natural a deslizamentos e inundações, ajuda a explicar porque o município é um dos que mais recebem alertas do Cemaden. A posição geográfica faz com que Juiz de Fora receba umidade vinda direta do mar. E, como o mar está mais quente, há mais evaporação de água que, ao subir e encontrar as montanhas, deságua em chuvas, explicou Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden.
De acordo com o meteorologista, o aquecimento global está por trás desse efeito. “O Oceano Atlântico está muito mais quente do que o normal. Na costa, a temperatura está 3 graus Celsius (°C) acima do normal e isso é muito para o oceano”, avaliou.
Seluchi explicou que o ar que transita em cima do mar carrega mais umidade.
“Nos últimos anos, temos mais umidade do que costumamos ter nesta época e isso é uma consequência do aquecimento global”, afirmou.
“Esse é um preço que pagamos pelas decisões tomadas no passado”, avaliou, criticando o descumprimento de acordos internacionais para conter os impactos no clima.
“O que nos resta? Nos adaptarmos. Tornar as cidades mais resilientes a esses desastres, o que é muito mais difícil”, analisou. Como conter inundações e deslizamentos é mais difícil, ele considera que o certo é retirar as pessoas sempre que houver um alerta, além de controlar a expansão de áreas de risco.
Seluchi cita como exemplo a experiência do Japão, país frequentemente afetado por grandes desastres, que treina os moradores para escapar nesses casos. “A Defesa Civil não evacua um por um. Ali, as pessoas já sabem a rota de fuga”.

Moradores retiram móveis de suas casas após fortes chuvas em Juiz de Fora – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil
Resiliência das cidades
Pensando também na resiliência das cidades, dentro de uma política para o enfrentamento das mudanças climáticas, há soluções de engenharia que podem ser adotadas, na visão do professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Matheus Martins, especialista em drenagem urbana.
Ele lembrou que Juiz de Fora cresceu do Vale do Rio Paraibuna para as encostas e que, por isso, é uma cidade muito suscetível a cheias e a deslizamentos com as chuvas.
“Trata-se de um vale encharcado que, quando tem excesso de chuva, a água ocupa a planície, inundando a várzea, que é onde a cidade cresceu”, afirmou.
Para evitar tragédias nessas áreas mais próximas aos rios, ele sugere intervenções como pôlders, uma técnica que consiste em isolar uma área inundável por meio de muros e utilizar bombas para remover o excesso aos poucos. Essa intervenção de engenharia, conhecida no Brasil, vem da Holanda, país no nível do mar que exige manutenção constante, embora só seja usada a cada dez ou 20 anos.

Rio sobe acima do nível normal após fortes chuvas em Juiz de Fora – Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil
“Talvez, para grandes volumas [de chuva], o alagamento seja inevitável”, disse o professor da UFRJ. “Mas temos que trabalhar a cidade para que ela consiga conviver o melhor possível com isso e os pôlderes são uma das soluções.”
Nessas áreas mais baixas, de várzea, próximas aos rios, outra opção, sugere, é a construção de parques públicos, quando possível, além de intervenções para tornar o solo mais permeável, medida que deve ser adotada também nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que também vêm sofrendo com inundações.
“No solo com floresta, projetamos que 10% da chuva vão escoar, mas 90% ficam retidos, se infiltrando aos poucos no solo. Uma chuva de dia a dia, num bairro urbanizado, é quase o contrário: 10% ficam retidos em pequenos pontos, no telhado, em buracos; na urbanização, 90% viram escoamento superficial [que gera alagamento]”, disse.
A prefeitura de Juiz de Fora tem estudos para fazer intervenções em bairros específicos, mas as obras ainda não foram concluídas. Somente o governo federal aprovou R$ 30,1 milhões para contenção de encostas no município entre 2024 e 2025 por meio do Novo PAC, mas, segundo o Ministério das Cidades, recursos de R$ 1,2 milhão foram liberados. Para drenagem urbana, há um repasse de R$ 356 milhões programado.
As obras são do projeto de macrodrenagem Juiz de Fora + 100, da prefeitura, e incluem os bairros de Santa Luzia, Industrial, Mariano Procópio e Democrata.
Agencia Brasil
Geral
Mais 24 mil pessoas no Espírito Santo terão internet de alta qualidade e melhor sinal de celular

Com ações estratégicas de inclusão digital, o Ministério das Comunicações e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), levarão internet de melhor sinal de celular para 22 localidades de 17 municípios do Espírito Santo. Ao todo, cerca de 24 mil pessoas serão beneficiadas.
As melhorias fazem parte das metas do edital de licitação da faixa de 700 MHz, lançado em fevereiro deste ano para ampliar a cobertura móvel, com tecnologia 5G em diversas regiões do país. O leilão, previsto para abril, priorizará a expansão do serviço em áreas rurais e remotas.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, explicou que a medida vem para reduzir desigualdades no acesso das pessoas à internet. “Esse leilão é essencial para levar sinal de celular e conectividade a lugares com falhas de cobertura. Todos os brasileiros precisam ter acesso à comunicação, aos serviços digitais e às oportunidades que a internet oferece”, disse.
Municípios do Espírito Santo que serão atendidos: Aracruz, Boa Esperança, Cachoeiro de Itapemirim, Domingos Martins, Ecoporanga, Ibitirama, Itapemirim, Jaguaré, Linhares, Mantenópolis, Mimoso do Sul, Muqui, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Mateus, Vargem Alta e Viana.
Novos serviços
No Brasil, a expectativa com o leilão é de 1,2 milhão de pessoas beneficiadas e 500 pequenas localidades sejam conectadas. Além de fortalecer o 4G, a faixa de 700 MHz vai ampliar o alcance do 5G, levando a tecnologia a locais que hoje ainda não contam com conexão de qualidade. A iniciativa também abre caminho para novos serviços, como equipamentos conectados à internet.
Diferente de outros leilões, este não tem como foco arrecadar recursos para o governo federal. A maior parte do valor pago pelas empresas será convertida em investimentos obrigatórios para ampliar a cobertura do serviço móvel, principalmente em regiões que hoje não são atendidas de forma adequada.
A liberação da faixa de 700 MHz foi possível após o avanço da TV digital, que permitiu reorganizar o uso das frequências e abrir espaço para a expansão dos serviços móveis.
O edital, aprovado pelo Tribunal de Contas da União, está alinhado à política pública de ampliar a competição, acelerar a cobertura e evitar que o espectro permaneça ocioso caso não haja interesse nas etapas iniciais.
Como vai funcionar o leilão:
- A faixa será oferecida novamente para aumentar a concorrência entre as operadoras.
- O espectro será dividido em blocos regionais.
- Cada empresa poderá adquirir até duas regiões.
- O processo terá três etapas, começando por operadoras regionais e, ao final, aberto a qualquer empresa interessada.
- O foco é ampliar a cobertura, estimular investimentos e melhorar a qualidade do sinal.
Ascom MCom
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério das Comunicações
Geral
PRF: quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga

No balanço da Operação Rodovida, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, nesta segunda-feira (23), que das 1.172 mortes nas estradas federais brasileiras registradas nos últimos 66 dias, um total de 514 vítimas esteve em acidentes que envolveram veículos de carga. O número representou 43,93% do total.
Os acidentes com esse tipo de veículo totalizaram 3.149 casos. Eles representam 23,81% do total de sinistros nas estradas. Os dados foram apresentados em evento na cidade de Aracaju (SE) no encerramento da operação.
A Operação Rodovida começou em 18 de dezembro do ano passado e durou até o último domingo (22).
A corporação afirmou que, dentre esses acidentes com veículos de carga, as colisões frontais foram as que mais resultaram em mortes, com 288 no total (o maior número).
Mortes no carnaval
Durante o período carnavalesco, pelo menos 130 pessoas morreram nas estradas. Segundo a corporação, foi o carnaval mais violento da década.
Os números mostraram ainda um aumento de 8,54% nos acidentes de trânsito graves durante os dias de folia. A maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas.
Alta velocidade
Durante toda a Operação Rodovida, ao menos 1,2 milhão de veículos dos mais diferentes tipos apresentaram excesso de velocidade. Outros números que trouxeram preocupação à corporação foram de 58,7 mil ultrapassagens irregulares e 11,1 mil motoristas embriagados ao volante.
Segundo a PRF, a proposta da operação foi de fazer a segurança nos períodos de maior movimentação nas estradas, o que incluiu as férias escolares e as operações Natal, Ano Novo e Carnaval.
Celular ao volante
Segundo ainda a corporação, foram flagrados também 9,6 mil condutores utilizando o celular enquanto dirigiam. Além disso, 54,5 mil pessoas não usaram o cinto de segurança ou a “cadeirinha” para crianças até quatro anos de idade.
Entre os ocupantes de motocicletas, 10,3 mil pessoas não usaram o capacete. Entre os motoristas profissionais (de ônibus ou caminhão, por exemplo), 17,1 mil não respeitaram a Lei do Descanso (que estabelece ao menos 11 horas de pausa em um dia).
Agencia Brasil
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