Geral
Mulher: Espírito Santo registra média de 60 agressões por dia

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o Espírito Santo registrou em 2023 mais de 21 mil casos de agressão a mulheres. O número representa um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior e uma média diária de 60 mulheres agredidas. Nesta terça-feira (23), a Comissão de Segurança Pública recebeu especialistas sobre o tema para tratar do trabalho das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam).

O levantamento aponta também que a maior parte dos casos de agressão (70,2%) ocorre no ambiente doméstico. “Há um tempo atrás, entendia que havia muitos casos de subnotificações e, por isso, seria o resultado, talvez, desse aumento da violência doméstica familiar. Todavia, de um tempo para cá, eu tenho percebido, com a experiência, que não me parece que seja somente o caso de subnotificações, e sim também um verdadeiro aumento da violência”, afirmou a delegada titular da Deam de Vitória, Juliana Santos.
“E nós estamos enfrentando isso, sempre tentando com o melhor resultado possível diante das nossas dificuldades, das dificuldades da Polícia Civil. A divisão especializada de atendimento à mulher coordena as ações repressivas, nós sempre trabalhamos com muito afinco, no sentido de cumprimento de mandados de buscas e apreensões, cumprimento de prisões, mas, além das ações repressivas, também trabalhamos com as ações preventivas”, frisou a convidada.
Trabalho itinerante
A delegada abordou a atuação da Deam no interior do Estado, com foco principal nas ações preventivas com equipe multidisciplinar. “Também coordenamos as ações preventivas no interior, levando as delegacias itinerantes. Essas delegacias são compostas com psicólogos, assistentes sociais, delegados, escrivães, investigadores de polícia, ou seja, a equipe completa, levando para o interior essas ações”, explicou Juliana.
“Além também de fazer um trabalho preventivo nas escolas, através de palestras para as crianças e adolescentes, para prevenir e levar conhecimento. Também abordamos as pessoas nas ruas, nesse sentido de levar as informações e a educação com relação à Lei Maria da Penha. Muitas vezes existem na lei instrumentos muito eficazes e que as pessoas não têm conhecimento”, completou.
Pioneirismo do ES
A deputada Iriny Lopes (PT) participou da reunião e falou sobre o pioneirismo do Espírito Santo no combate à violência contra a mulher. “O Estado é precursor na luta pelas delegacias, exatamente em 1985, teve uma primeira delegacia em São Paulo, mas o Estado do Espírito Santo foi o que capitaneou essa luta nacionalmente”, disse a petista.
“Foi num acordo com a Ufes que começaram os primeiros cursos de capacitação para que as mulheres não fossem duplamente violentadas. Elas saíam violentadas de casa e depois tinham aquelas pessoas que as atendiam, que diziam: ‘alguma coisa você fez, você não está aqui à toa’. Como se ser violada, violentada fosse algo justificável”, pontuou a parlamentar.
Educação
Iriny entende que a violência contra a mulher começa na infância, no ambiente familiar e escolar. “Os irmãos e as irmãs não são tratados da mesma forma, por isso essa questão se perpetua. Tem a importância da presença da escola nesse debate da igualdade e da cultura da paz. Ela (essa discussão) não se dá dentro da escola, lamentou a deputada, acrescentando que, na visão do Estado brasileiro, a promoção desse debate não seria de responsabilidade do professor e do diretor da escola.
“A pessoa vai lá, aprende matemática, português e pronto, ela não aprende como viver em sociedade, ela não aprende o que são direitos, e portanto, ela se comporta como a sociedade se comporta, e a sociedade é machista”, concluiu Iriny.
A deputada também ressaltou a importância da participação dos homens no processo de mudança cultural. “Nós precisamos dos homens, vocês homens têm que ter a disposição de mudar o seu comportamento e de ver na mulher um ser igual em direitos, igual em capacidade”, finalizou.
Para a defensora pública Maria Gabriela Pereira da Silva, a educação também é a melhor forma de prevenir. “Quando uma mulher é vítima de feminicídio, a gente pode, com certeza, falar que o Estado falhou. De alguma forma, seja preventivamente no sentido de coibir, educar esses agressores. Também a gente fala muito da educação de direitos das mulheres, com certeza o primeiro passo para sair da violência são as mulheres saberem que ferramentas elas têm disponíveis para sair dessa situação”, afirmou.
Ação conjunta
A defensora coordena o Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Estado e lamentou o baixo efetivo nas delegacias especializadas e a falta de ações conjuntas entre os órgãos competentes. “O que a Defensoria entende que seria o ideal? Ter realmente mais efetivo dentro das Deams, ter um atendimento às vezes multidisciplinar, às vezes até fazer um espaço congregado ali de várias instituições atuando em conjunto. Acho que seria o ideal para as mulheres aqui no Estado. E pensar de forma específica as vulnerabilidades dessas mulheres”, avaliou.
O presidente do colegiado, deputado Delegado Danilo Bahiense (PL), concordou. “É preciso um esforço comum e concentrado para que mulheres deixem de ser agredidas simplesmente por serem mulheres, vivendo em muitos ambientes oprimidas e ameaçadas, sofrendo agressões e violência que vão muito além da física, sofrendo também abusos psicológicos, emocionais, patrimoniais e financeiros”, opinou.
“A violência gera dor, sofrimento, traumas e angústias que alcançam a vítima da violência, familiares e amigos, bem como a sociedade de um modo geral. Não é apenas um problema individual, mas sim um reflexo de uma sociedade que ainda não reconhece a equidade como um valor fundamental. Precisamos fortalecer as políticas públicas de proteção à mulher, garantindo que as vítimas tenham acesso a redes de apoio eficazes, como centros de acolhimento e assistência psicológica”, concluiu o parlamentar.
Fonte: Ales – Por João Caetano Vargas, com edição de Angèle Murad
Geral
Prêmio da Mega da Virada 2026 deve ultrapassar R$ Bilhão

A 18ª edição da Mega da Virada tem o prêmio estimado pela CAIXA Loterias em mais de R$ 1 bilhão. As apostas para o concurso especial nº 3100 estão disponíveis a partir de hoje, 3 de novembro, e poderão ser feitas até às 22h do dia 31 de dezembro. O sorteio será realizado às 11h do dia 1º de janeiro de 2027, no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo (SP).
Por se tratar de concurso especial, o prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso não haja ganhadores na faixa principal, com acerto das seis dezenas, será dividido entre os acertadores da segunda faixa e assim sucessivamente. Do valor destinado ao rateio das faixas de premiação, 90% serão destinados às apostas que acertarem as seis dezenas (sena), 5% às apostas com cinco acertos (quina) e 5% às apostas com quatro acertos (quadra).
Em 2025 a Mega da Virada pagou o prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão. A estimativa inicial era de R$ 850 milhões. O sorteio teve seis apostas ganhadoras, e cada uma recebeu mais de R$ 181,8 milhões.
As apostas podem ser feitas com volante específico da Mega da Virada nos canais das Loterias CAIXA: nas mais de 13 mil lotéricas CAIXA espalhadas pelo Brasil, o portal Loterias CAIXA, e o app Loterias CAIXA (IOS e Android), além do Internet Banking CAIXA, exclusivo para correntistas da CAIXA. O valor da aposta simples com 6 números custa R$ 6,00 (seis reais).
Bolão CAIXA:
O bolão das Loterias CAIXA é a forma que o apostador tem de realizar apostas em grupo. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica.
Para participar de um bolão, o apostador pode adquirir cotas organizadas pelas lotéricas, que podem cobrar uma tarifa de serviço adicional. Também é possível comprar cotas pelo portal Loterias CAIXA ou pelo aplicativo Loterias CAIXA. Quando o bolão é organizado pelo próprio apostador, não é cobrada tarifa de serviço.
Na Mega-Sena, é possível realizar um bolão de no mínimo duas e no máximo 100 cotas, com até dez apostas por recibo. Em caso de bolão com mais de uma aposta, todas deverão conter a mesma quantidade de números.
03/11/2026
Assessoria de Imprensa da CAIXA
Geral
Espírito Santo terá mais 44 CRAS conectados à internet com investimento de R$ 1,4 milhão do Governo Federal

44 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do Espírito Santo serão conectados à internet por meio de uma iniciativa do Ministério das Comunicações, com investimento de R$ 1,4 milhão. A conexão vai contribuir para agilizar o atendimento às famílias, facilitar o acesso dos profissionais a sistemas públicos e ampliar as possibilidades de acesso da população a serviços digitais e oportunidades.
“Levar internet aos CRAS do Espírito Santo é garantir que a conectividade chegue a espaços essenciais para o atendimento à população. Queremos dar melhores condições de trabalho aos profissionais da assistência social e facilitar o acesso das famílias a serviços públicos, benefícios e oportunidades. A inclusão digital precisa chegar a todos os cantos do Brasil, inclusive às comunidades acreanas que mais precisam desses serviços”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Com a internet, os profissionais dos CRAS terão mais agilidade para consultar sistemas estaduais e federais, atualizar informações do Cadastro Único e utilizar ferramentas digitais necessárias ao atendimento das famílias. A melhoria da conectividade deve contribuir para tornar os serviços mais ágeis e facilitar o trabalho das equipes de assistência social.
Para os moradores, a iniciativa também poderá representar mais oportunidades. Com Wi-Fi disponível nos ambientes das unidades contempladas, os usuários poderão acessar serviços públicos digitais, consultar informações sobre benefícios sociais, buscar cursos de capacitação e procurar oportunidades de emprego. A conexão será realizada por fibra óptica, com velocidade prevista de 300 Mbps por unidade, além da instalação de infraestrutura de Wi-Fi para distribuir o sinal nos ambientes dos centros de atendimento.
Os recursos são provenientes do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), utilizado pelo Ministério das Comunicações para ampliar o acesso à internet e fortalecer a conectividade em equipamentos públicos que prestam serviços diretamente à população.
A iniciativa reforça o compromisso de levar infraestrutura digital a diferentes regiões do país e de ampliar o acesso dos acreanos a serviços públicos e oportunidades, aproximando a tecnologia do cotidiano das famílias que mais precisam de atendimento social.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Geral
Desafio Sicredi conecta jovens, inovação e cooperativismo

O Sicredi, primeira instituição financeira cooperativa do país e com mais de 190 mil associados no Espírito Santo, promoveu, por meio da Cooperativa Sicredi Aliança, em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) Campus Venda Nova do Imigrante, o Ideathon – Desafio Sicredi, que reuniu estudantes para desenvolver soluções que ampliem a conexão dos jovens com o cooperativismo.
Durante três dias, as equipes trabalharam em propostas voltadas à educação financeira, à inovação digital e ao desenvolvimento pessoal e profissional. As propostas revelaram uma percepção comum entre os participantes: muitos jovens ainda conhecem pouco sobre o cooperativismo e buscam experiências mais digitais, interativas e alinhadas às suas necessidades. A partir dessa reflexão, surgiram ideias voltadas à educação financeira, gamificação, desenvolvimento profissional, jornadas digitais personalizadas e maior participação dos jovens nas iniciativas da cooperativa e da comunidade.
Ao final da maratona, as equipes apresentaram seus projetos a uma banca avaliadora composta por representantes da Cooperativa, Sebrae ES e Ifes Campus Venda Nova do Imigrante. A coordenadora-geral de Extensão do Núcleo Incubador do Instituto, Zamora Cristina dos Santos, ressaltou a realização de um projeto que já era um sonho e a contribuição da iniciativa. “Era um sonho realizar essa maratona de ideias e, com a ajuda do Sicredi, conseguimos trazer essa iniciativa para cá. Foi um sucesso, com 17 equipes inscritas. A experiência contribui para o Sicredi, mas também para os alunos, que aprenderam a identificar um problema, buscar evidências e propor soluções”, afirmou.
A gerente da agência do Sicredi em Venda Nova do Imigrante, Débora Paste Ferreira, destacou a importância do Ideathon para aproximar adolescentes e jovens do cooperativismo de crédito e proporcionar reflexões e mudanças a partir das contribuições e sugestões dos públicos que fazem parte do universo da cooperativa. “Foi uma experiência, em que demos voz aos adolescentes e jovens, aproximando o cooperativismo de crédito de suas vivências e levando a educação para além dos muros da escola. Eles estiveram nas agências, trouxeram ideias e sugestões que vão ao encontro do que queremos construir,” enalteceu.
O primeiro lugar ficou com a equipe Formação, que propôs melhorias nos canais digitais do Sicredi e uma plataforma de educação financeira interativa. A equipe Vetor 2DL conquistou o segundo lugar com o Sicrediverse Serrano, plataforma de jogos e desafios sobre cooperativismo e educação financeira. Já a equipe Pônio ficou em terceiro lugar com o projeto Aliança em Rede, voltado à aproximação dos jovens por meio de temas como educação financeira, vestibular e empreendedorismo.
Por: corecomunicação
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