Tecnologia
Apple não terá mais que mudar a App Store no Brasil; entenda

A Justiça Federal optou por revogar uma medida imposta recentemente que obrigava a Apple a adotar alterações na App Store do Brasil. O juiz da 14ª Vara Federal Cível, Eduardo Santos da Rocha Penteado, anulou a determinação que partiu do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo o magistrado, a medida do Cade é desproporcional e envolve mudanças que “alteram, de forma sensível e estrutural, a organização de negócios” da empresa.

Vale recordar que o Cade alega que a loja de aplicativos da Apple possui uma posição dominante no mercado e precisa adotar mudanças para continuar operando em território brasileiro. Um delas é facilitar o uso de métodos alternativos de pagamento de fora da App Store.
Por ora, foi decidido que as medidas precisam de mais discussão antes de eventualmente se tornarem uma imposição. Isso significa que a Apple não será punida de imediato ou terá que promover mudanças na sua loja de apps. O Cade ainda não se manifestou sobre a decisão.
As informações são do Valor Econômico.
Leia mais:
- Apple e Google podem ser investigados no Reino Unido
- Como bloquear qualquer aplicativo com Face ID no iPhone
- Conheça 4 aplicativos essenciais para instalar em qualquer MacBook
Cade abriu processo por suspeitar que Apple abusa da sua posição dominante
- Abertura de processo contra a Apple pelo Cade: A Superintendência-Geral (SG) do Cade instaurou processo administrativo contra a Apple por suspeita de abuso de posição dominante, incluindo barreiras artificiais à concorrência e venda casada, com a aplicação de uma medida preventiva;
- Foco das investigações: As práticas anticoncorrenciais decorrem dos Termos & Condições do iOS, que podem fechar mercados nacionais relacionados à distribuição de aplicativos, bens e serviços digitais, e sistemas de pagamento in-app;
- Notificação e prazo de defesa: A Apple será notificada para apresentar defesa e, ao término da análise, a SG/Cade emitirá parecer sobre a condenação ou arquivamento, encaminhando a decisão final ao Tribunal do Cade;
- Medida preventiva e penalidades: O Cade determinou que a Apple permita liberdade de escolha para canais de distribuição e sistemas de pagamento in-app em até 20 dias, com multa diária de R$ 250 mil em caso de descumprimento.
O post Apple não terá mais que mudar a App Store no Brasil; entenda apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
VÍDEO: China faz pouso inédito de foguete reutilizável em terra firme

A China conseguiu realizar um feito inédito na área de lançamentos espaciais ao recuperar, pela primeira vez em terra firme, o primeiro estágio de um foguete após um voo orbital. O sucesso foi alcançado pelo Zhuque-3, desenvolvido pela empresa espacial privada chinesa LandSpace, durante lançamento realizado na Zona de Testes de Inovação Espacial Comercial de Dongfeng.
O lançamento ocorreu na quarta-feira (19), pelo horário local da China — ainda na noite de terça-feira (18) no Brasil. Depois de cumprir a etapa orbital da missão, o primeiro estágio do foguete retornou à Terra e realizou um pouso vertical controlado na área prevista para recuperação, em Minqin, na província de Gansu.
O resultado representa um avanço importante para o programa espacial comercial chinês e coloca a LandSpace entre as empresas que já demonstraram na prática a capacidade de recuperar um estágio de um foguete orbital em terra. O objetivo da tecnologia é permitir que partes do veículo sejam utilizadas novamente em outras missões, reduzindo custos e aumentando a frequência dos lançamentos.
Veja o feito:
Como funciona o Zhuque-3
- O Zhuque-3 tem 66,1 metros de comprimento e é formado por dois estágios, com um núcleo único. A estrutura utiliza principalmente aço inoxidável, enquanto os motores são alimentados por metano líquido e oxigênio líquido. O primeiro estágio possui nove motores Tianque-12A;
- O estágio responsável pelo retorno conta com diferentes sistemas para controlar a trajetória durante a reentrada. Entre eles estão aletas de estabilização, sistemas de controle de atitude e pernas de pouso, que permitem ao veículo desacelerar e realizar uma aterrissagem vertical depois de se separar do segundo estágio;
- A recuperação é uma das partes mais complexas da missão. Depois da separação, o primeiro estágio precisa controlar sua trajetória durante a reentrada, realizar novas queimas dos motores e reduzir progressivamente a velocidade até tocar o solo na posição planejada.
A LandSpace já havia realizado testes específicos para desenvolver essa capacidade. Em janeiro de 2024, um veículo de testes equipado com um motor Tianque-12 realizou uma decolagem e um pouso vertical depois de alcançar cerca de 350 metros de altitude.
O pouso ocorreu a aproximadamente 2,4 metros do ponto previsto e com velocidade de apenas 0,75 metro por segundo. Em setembro do mesmo ano, outro teste levou a tecnologia a mais de dez quilômetros de altitude e incluiu desligamento e reacendimento do motor durante o voo.
Leia mais:
- Terremoto de magnitude 5,9 atinge região na China
- Mais rápido que Usain Bolt! Robô chinês impressiona em vídeo
- SpaceX resgata Starship após 24 dias no mar, mas operação ainda não terminou
Segunda tentativa deu certo
O pouso bem-sucedido desta semana também representa uma recuperação importante para a LandSpace depois de uma primeira tentativa malsucedida.
O voo inaugural do Zhuque-3 aconteceu em dezembro de 2025. Na ocasião, o segundo estágio conseguiu colocar a carga em órbita, mas o primeiro estágio não completou a recuperação.
O propulsor apresentou uma anomalia durante a fase final da tentativa de pouso e acabou destruído. Segundo informações divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua, houve uma combustão anormal durante o processo de recuperação.
Apesar da falha, a primeira missão forneceu dados importantes para o desenvolvimento do sistema. A LandSpace conseguiu verificar o comportamento da estrutura e da proteção térmica durante a reentrada, além do controle aerodinâmico e dos sistemas utilizados para orientar o estágio durante a descida.
A empresa também conseguiu avaliar os algoritmos de orientação durante as fases de reentrada e reacendimento dos motores. Assim, embora o primeiro pouso tenha fracassado, a missão ajudou a identificar os pontos que precisavam ser corrigidos antes de uma nova tentativa.

China já havia recuperado outro foguete
O feito do Zhuque-3 precisa ser colocado em contexto, porque a China já havia conseguido recuperar um primeiro estágio de um foguete orbital antes.
Em julho de 2026, o país recuperou o primeiro estágio de um Long March-10B depois de seu voo inaugural. A diferença é que o estágio foi capturado por uma estrutura instalada em uma embarcação no mar, em vez de realizar um pouso vertical sobre pernas.
O Zhuque-3, portanto, representa uma nova etapa nessa tecnologia: é o primeiro foguete chinês a realizar uma recuperação orbital em terra, com o primeiro estágio retornando de forma controlada e pousando verticalmente.
A diferença também é relevante porque a estratégia da LandSpace segue conceito semelhante ao utilizado pela SpaceX em seus foguetes Falcon 9. Em vez de descartar o primeiro estágio no oceano, o veículo utiliza seus próprios motores para reduzir a velocidade e retornar à superfície, onde pode ser recuperado e preparado para um novo voo.
A China passa, assim, a utilizar duas abordagens diferentes para recuperar estágios de foguetes orbitais: a captura no mar, demonstrada pelo Long March-10B, e o pouso vertical em terra, agora demonstrado pelo Zhuque-3.
Corrida pela reutilização
A tecnologia é considerada estratégica para o crescimento do setor espacial comercial chinês. O Zhuque-3 foi projetado para uma nova geração de veículos capazes de realizar lançamentos com menor custo, maior capacidade de carga e maior frequência.
A reutilização do primeiro estágio pode diminuir a quantidade de componentes que precisam ser fabricados para cada missão. Em vez de construir um novo propulsor para cada lançamento, a empresa pode recuperar, inspecionar e preparar o mesmo estágio para novos voos.
Esse modelo foi popularizado pela SpaceX, que transformou a recuperação e reutilização dos primeiros estágios do Falcon 9 em uma operação recorrente. A China vem tentando desenvolver tecnologias próprias para competir nesse segmento, tanto por meio de empresas estatais quanto de companhias privadas.
No caso do Zhuque-3, a LandSpace aposta em motores alimentados por metano e oxigênio líquidos, combinação que também é utilizada pela SpaceX no sistema Starship. O foguete chinês tem capacidade prevista de transportar até 18,3 toneladas para a órbita baixa da Terra quando o primeiro estágio é recuperado.
O sucesso do pouso, portanto, não significa que a China tenha alcançado o mesmo nível de maturidade operacional da SpaceX. O Zhuque-3 ainda está em sua fase inicial de desenvolvimento e acabou de demonstrar a recuperação orbital em terra pela primeira vez. Mas o resultado elimina uma das principais barreiras tecnológicas para que a China passe a operar lançadores parcialmente reutilizáveis em escala comercial.
A expectativa é que tecnologias desse tipo sejam utilizadas para ampliar a capacidade chinesa de colocar satélites em órbita, especialmente em momento em que o país trabalha na expansão de grandes constelações de satélites de órbita baixa e no crescimento de seu setor espacial comercial.
O post VÍDEO: China faz pouso inédito de foguete reutilizável em terra firme apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Google deixa escapar detalhes dos novos tablets da Samsung

A Samsung ainda não anunciou oficialmente sua próxima geração de tablets topo de linha, mas o Google Play Console acabou revelando informações importantes sobre os Galaxy Tab S12+ e Galaxy Tab S12 Ultra. Os dois modelos apareceram na lista de dispositivos suportados da plataforma, antecipando especificações de hardware e indicando que o lançamento pode estar próximo.
O vazamento revela que a Samsung prepara versões com conexão Wi-Fi e 5G dos tablets. No caso do Galaxy Tab S12 Ultra 5G, o aparelho aparece com o código de modelo SM-X946B, enquanto a versão Wi-Fi é identificada como SM-X940. Há ainda outro modelo celular, o SM-X946N, destinado ao mercado sul-coreano.
O registro do Google indica que o Tab S12 Ultra terá aproximadamente 12 GB de RAM e será equipado com o sistema operacional Android 17.
Galaxy Tab S12 Ultra terá chip MediaTek
- Um dos principais detalhes revelados pelo vazamento é o processador do Galaxy Tab S12 Ultra;
- O aparelho aparece no Google Play Console com a plataforma MediaTek MT6993, cuja configuração inclui um núcleo ARM C1-Ultra de até 4,05 GHz, três núcleos C1-Premium de 3,4 GHz e quatro núcleos C1-Pro de 2,7 GHz;
- O código MT6993 corresponde ao MediaTek Dimensity 9500, atual plataforma de alto desempenho da fabricante taiwanesa;
- Para gráficos, o tablet aparece com uma GPU ARM Mali G1-Ultra de 12 núcleos, com frequência de até 1.600 MHz;
- O registro também indica uma tela com resolução de 1.848 x 2.960 pixels e densidade de 280 DPI.
A quantidade de memória exibida pelo sistema fica próxima de 12 GB. O registro mostra aproximadamente 11,7 GB a 11,8 GB de RAM utilizável, o que indica que o aparelho deve contar com 12 GB de RAM na configuração correspondente ao modelo identificado.
Outro detalhe é que o aparelho já aparece como “Certified and Supported” no Google Play Console. Segundo o The Tech Outlook, o dispositivo foi adicionado ao catálogo do Google em 26 de julho de 2026.
Galaxy Tab S12+ também aparece
O Galaxy Tab S12+ surgiu na plataforma do Google antes do modelo Ultra, revelando diferentes versões regionais.
A versão Wi-Fi aparece com o código SM-X840 e o codinome “gts12pwifi”. Já os modelos 5G utilizam o codinome “gts12p” e aparecem com os números SM-X846B, SM-X846E, SM-X846N e SM-X848U, correspondentes a diferentes mercados. Entre eles, estão versões destinadas ao mercado internacional, Ásia, Coreia do Sul e Estados Unidos.
Os registros também reforçam que a Samsung pretende oferecer a linha com opções de conectividade diferentes, em vez de limitar os tablets a uma única configuração.
Assim como o modelo Ultra, o Tab S12+ também aparece no ecossistema do Google como dispositivo suportado, outro sinal de que o desenvolvimento do aparelho está avançado.

Android 17 e novo processador
A presença do Android 17 é outro elemento de destaque nos registros. Os vazamentos indicam que a nova geração de tablets da Samsung deverá chegar ao mercado já utilizando a próxima versão do sistema operacional do Google. No caso do Tab S12 Ultra, a listagem também reforça a combinação com o Dimensity 9500.
A presença do chip da MediaTek é particularmente relevante porque representa uma plataforma de alto desempenho para uma linha que tradicionalmente ocupa o topo do catálogo de tablets da Samsung.
O Tab S12 Ultra já havia aparecido anteriormente em uma plataforma de testes, também com indicação do Dimensity 9500. A listagem no Google Play Console acrescenta informações sobre memória, resolução da tela e diferentes versões do aparelho.
Galaxy A07s também aparece no vazamento
Os novos tablets não foram os únicos dispositivos da Samsung identificados no Google Play Console. O Galaxy A07s 4G também apareceu na plataforma, com os números de modelo SM-A077F para a versão internacional e SM-A077M para a América Latina. Os dois aparelhos compartilham o codinome “a07ve”.
O modelo aparece com cerca de 4 GB de RAM, Android 16 e um processador MediaTek da família Helio G99. A tela teria resolução de 720 x 1.600 pixels.
A presença do modelo destinado à América Latina é especialmente relevante para a região, embora isso não signifique necessariamente que a Samsung já tenha confirmado seu lançamento em mercados específicos.
Lançamento ainda não foi confirmado
Apesar da quantidade de informações reveladas pelos registros, a Samsung ainda não confirmou oficialmente a data de lançamento dos Galaxy Tab S12+ e Tab S12 Ultra.
A presença dos aparelhos no Google Play Console, porém, indica que o desenvolvimento está em estágio avançado. Os registros também se somam a aparições anteriores dos dispositivos em bancos de dados de certificação e plataformas de benchmark, aumentando os indícios de que a apresentação oficial está próxima.
Por enquanto, permanecem sem confirmação oficial informações, como preços, disponibilidade por país e todas as especificações dos novos tablets.
O que já aparece nos registros é suficiente para indicar que a Samsung prepara uma geração de tablets topo de linha com Android 17, até 12 GB de RAM e processador MediaTek Dimensity 9500, além de versões Wi-Fi e 5G.
O post Google deixa escapar detalhes dos novos tablets da Samsung apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Patinete elétrico é mais perigoso do que parece, alerta estudo

Os patinetes elétricos se tornaram uma opção prática e popular para o transporte urbano. No entanto, um estudo recente aponta que quedas com esse veículo causam lesões graves na cabeça com uma frequência muito maior do que se imagina.
A pesquisa, publicada na revista Nature no começo de agosto, analisou dados de mais de 15 mil feridos atendidos em hospitais da Inglaterra e do País de Gales. Os resultados mostram que o próprio design do patinete e a falta de capacete transformam tombos aparentemente simples em traumas graves.
Entre os adultos gravemente feridos no estudo, mais de um terço sofreu traumatismo craniano. O levantamento indica que os acidentados de patinete elétrico tiveram 3,5 vezes mais lesões cerebrais do que os motociclistas e 1,7 vez mais do que os ciclistas.
Por que o tombo de patinete é tão grave?
A explicação para esse tipo de machucado está na estrutura do veículo (que deixa o condutor em pé), com centro de gravidade alto e rodas pequenas. Jerry Tsang, professor clínico sênior da Queen Mary University of London, explica, num artigo publicado no The Conversation nesta semana, que essa combinação é perigosa em vias irregulares.
“Ao atingir um buraco, meio-fio ou pedaço de entulho, a pequena roda dianteira pode parar de repente e o condutor continua se movendo para a frente, podendo ser arremessado por cima do guidão em direção à pista, com pouquíssima proteção entre a cabeça e o chão”, escreve Tsang.

A gravidade dos acidentes é reforçada pela ausência de equipamentos de segurança entre os usuários. Apenas 6% dos condutores de patinete gravemente feridos usavam capacete no momento do impacto. O índice é muito inferior ao registrado entre ciclistas (45%) e motociclistas (76%).
Outro dado marcante do estudo é a presença frequente de jovens nos prontuários médicos. Cerca de 16% dos feridos em patinetes elétricos no banco de dados tinham menos de 18 anos, proporção substancialmente maior do que a observada entre ciclistas ou motociclistas.
Apesar dos riscos, o patinete elétrico é uma alternativa conveniente para substituir viagens curtas de carro. Mas especialistas reforçam que o condutor não deve tratar o veículo como diversão inofensiva.
“Um patinete elétrico pode parecer mais com um patinete infantil do que com uma motocicleta, mas os ferimentos vistos nos hospitais mostram que cair de um deles não é necessariamente um evento banal”, alerta Tsang.
O post Patinete elétrico é mais perigoso do que parece, alerta estudo apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
-

Cidades2 dias agoAgosto Dourado: UBSs de Cariacica incentivam a doação de leite materno
-

Esporte2 dias agoEstão abertas as inscrições para a 5ª “Corrida e Caminhada Suzano Faz Bem” em Aracruz
-
Negócios2 dias ago
Intel Anuncia André Ribeiro Como Novo Country Lead no Brasil
-

Tecnologia2 dias agoGoogle deixa escapar detalhes dos novos tablets da Samsung
-

Eleições 20261 dia agoPelo Avante, escritor Augusto Cury estreia em disputas presidenciais
-

Cidades1 dia agoNova sede da Escola Dinorah Pereira Barcelos é inaugurada na Serra
-

Tecnologia12 horas agoVÍDEO: China faz pouso inédito de foguete reutilizável em terra firme
-

Eleições 20267 horas agoCinco candidatos disputam o Governo do Espírito Santo nas Eleições 2026















