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Elon Musk: 4 curiosidades sobre o bilionário, segundo Walter Isaacson

A nova biografia de Elon Musk, escrita por Walter Isaacson, foi lançada no Brasil no dia 15 de setembro. O livro, que já é um best-seller nos Estados Unidos, revela detalhes da vida pessoal e profissional do bilionário.
Isaacson, que também escreveu biografias de Steve Jobs e Albert Einstein, trabalhou com uma grande quantidade de material inédito para escrever o livro. Ele entrevistou Musk e pessoas próximas a ele e teve acesso a documentos pessoais e corporativos, além de ter acompanhado o executivo por três anos.
A biografia mostra que Musk é um homem complexo e contraditório. Como o próprio autor diz “um visionário que está mudando o mundo, mas também é um homem de temperamento difícil e que às vezes toma decisões questionáveis”.
O livro revela que Musk teve uma infância difícil na África do Sul. “Ele era um menino solitário e constantemente intimidado pelos colegas. Essas experiências marcaram sua personalidade e contribuíram para seu senso de urgência e determinação”, destaca Isaacson.
Conheça 4 curiosidades sobre Elon Musk que são destaques no livro de Walter Isaacson:
1- Mudanças dramáticas de humor
Isaacson relata que Musk altera seu humor diversas vezes ao dia e de maneira muito intensa. “Às vezes você o encontra no modo engenheiro, que é muito divertido e muito focado no trabalho. Em outros momentos, ele está no modo bobão, com um humor juvenil, ou no modo raivoso, ou até no modo demônio sombrio”, disse o autor em entrevistas.
2- Elon Musk foi expulso da escola aos 17 anos
Ele se mudou para o Canadá para escapar da obrigação de servir no exército sul-africano, e se matriculou em um colégio comunitário em Ontário. Ele foi expulso por falta de assiduidade, mas conseguiu se transferir para a Universidade de Queen’s, onde se formou em física e economia.
3 – Musk é um grande fã de anime
Ele já disse que seu anime favorito é “Akira”.
4 – Às vezes engenheiro, às vezes demônio
Isaacson mostra no livro o que ele chama de lado sombrio de Elon Musk, o “modo demônio”. Ele disse em entrevistas recentes que, em vários momentos, Musk se transforma e chega, muitas vezes, a maltratar funcionários e parceiros.
Musk começou a construir seu império empresarial aos 20 anos. Fundou a Zip2, uma empresa de software de mapas e diretórios online, que foi vendida para a Compaq por US$ 307 milhões em 1999.
Com o dinheiro da venda da Zip2, fundou a X.com, uma empresa de serviços financeiros online. A X.com se fundiu com a Confinity em 2000 para formar o PayPal, que foi vendido para o eBay por US$ 1,5 bilhão em 2002.
No mesmo ano, Musk fundou a SpaceX, uma empresa de foguetes e exploração espacial. A SpaceX desenvolveu o Falcon 1, o primeiro foguete de combustível líquido comercial a ser lançado com sucesso do solo dos Estados Unidos. A empresa também criou o Falcon 9, um foguete que é usado para transportar satélites e cargas para a órbita terrestre.
Em entrevistas recentes de divulgação de seu novo livro, Isaacson chegou a dizer que Elon Musk se comporta “ora como engenheiro, ora como demônio”, ressaltando suas atitudes e comportamentos polêmicos.
Fonte: Forbes
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Decidir, pausar, recomeçar: Lições que a Copa me deu

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Dois jogos da Copa da última semana tiveram decisões de técnicos que ninguém entendeu na hora. No jogo entre Brasil e Japão, Ancelotti manteve o Casemiro em campo depois de um primeiro tempo ruim, e ele fez o gol que começou a virada. No jogo entre Portugal e Croácia, o técnico tirou justamente o Cristiano Ronaldo, que tinha acabado de marcar um pênalti e, minutos depois, foi outro jogador que tinha acabado de entrar que fez o gol da virada.
Duas decisões opostas, no mesmo lugar de desconforto: uma manteve quem estava sendo criticado, a outra tirou quem tinha acabado de marcar. Em ambos os casos, podia ter dado muito errado. Deu certo. E aqui não há nada de sorte, há leitura de momento. É o tipo de decisão que só vem depois de muito repertório, muita experiência acumulada, muita coisa vivida e uma boa dose de intuição.
Fico pensando em quantas vezes isso se repete na nossa vida, fora do campo. Aquela escolha que ninguém entendeu na hora, como manter alguém que errou, sair de um projeto no auge, dizer não para algo óbvio, e que só faz sentido tempo depois, quando o resultado aparece. Quem decide carrega isso sozinho no momento: a dúvida, a pressão de todo mundo achando que está errado, e a responsabilidade inteira se não der certo. Decisão boa quase nunca parece óbvia enquanto está sendo tomada. Ela só fica óbvia depois.
Mas há outra coisa que essa Copa está me ensinando sobre timing, e essa é mais simples: a pausa para hidratação. Aquele momento em que o jogo simplesmente para, todo mundo se refresca, acalma o corpo, coloca a cabeça em ordem, e só depois volta com tudo.
E quanto mais eu assisto a essas pausas, mais penso que a gente devia fazer isso com a vida também. Vivemos correndo de um compromisso para o outro, na agenda lotada, achando que parar é perder tempo, quando na verdade é exatamente o contrário. É na pausa que a gente reorganiza as ideias, respira de verdade e descobre o fôlego que precisava para continuar com mais força e mais clareza do que antes.
No fim, talvez a lição da Copa seja essa: ler bem o momento não é só sobre coragem para agir. É também sobre saber a hora de parar.
*Juliana Ferraz é sócia da Holding Clube e tem quase 30 anos de carreira no universo da comunicação e eventos no Brasil.
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Em Tempos de IA, os Cursos Mais Versáteis para Construir Uma Carreira nos EUA

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Escolher um curso superior sempre foi uma grande decisão de vida, influenciada não apenas por inclinações e talentos pessoais, mas também pelos salários iniciais. Não à toa, recém-formados em engenharia e ciência da computação ganham mais do que aqueles com diplomas em letras, segundo uma pesquisa da Nace (National Association of Colleges and Employers), organização americana que conecta universidades e empresas.
Mas, no mercado de trabalho atual, as contratações desaceleraram, a inteligência artificial remodelou algumas indústrias mais rápido do que outras e muitas categorias de emprego antes em alta esfriaram. Nesse cenário, os jovens deveriam se fazer uma pergunta adicional: Quantos caminhos profissionais posso seguir com o meu diploma?
De acordo com novos dados do LinkedIn nos Estados Unidos, fornecidos com exclusividade à Forbes, a chave para o sucesso de jovens profissionais pode estar em escolher uma formação versátil, capaz de abrir portas em diferentes indústrias.
Um novo mercado de trabalho
As contratações gerais apresentaram uma queda de 20% em relação aos níveis pré-pandemia e de 5% em relação ao ano passado. O LinkedIn analisou os 20 cursos mais comuns em sua plataforma entre recém-formados com bacharelado e observou dois fatores: as condições de contratação nos setores mais tradicionalmente relacionados a um curso específico; e a versatilidade para migrar para outras indústrias.

Formados em ciências sociais e humanidades se mostraram resilientes no mercado de trabalho atual porque adquiriram habilidades que podem ser usadas em diversas indústrias.
Enquanto isso, os graduados em engenharia, que provavelmente acharam que tinham escolhido um curso seguro e lucrativo, não apenas enfrentam um mercado de contratações fraco, mas também possuem habilidades mais especializadas que não são tão versáteis ou úteis em tantas indústrias.
Em um mercado de trabalho lento no país, o LinkedIn descobriu que a versatilidade pode ser uma das maiores vantagens competitivas para os recém-formados.
Empregabilidade vs. versatilidade
Para determinar a empregabilidade e a versatilidade dos principais cursos universitários, o LinkedIn analisou estudantes dos EUA que concluíram o bacharelado entre 2022 e 2024 e estavam empregados em período integral no mês de maio seguinte ao ano de formatura.
Ao analisar a empregabilidade, o LinkedIn mediu as condições de contratação em abril de 2026 e as comparou com dezembro de 2019, com base na taxa de contratação nas indústrias onde os formados de cada curso normalmente trabalham.
Otimismo na área da saúde
Embora as contratações gerais para cargos de nível júnior vinculados aos principais cursos tenham caído em relação a sete anos atrás, os cursos da área da saúde parecem ter as condições de contratação mais fortes, possivelmente devido ao envelhecimento da população e ao baixo impacto da IA no setor.
Em maio deste ano, 35 mil empregos foram adicionados no setor de saúde nos EUA, o que fez dessa uma das três principais indústrias com o maior ganho de empregos no mês, de acordo com o Bureau of Labor Statistics (Escritório de Estatísticas Trabalhistas dos EUA). No mês anterior, a área da saúde liderou o grupo, com 37 mil empregos adicionados à economia.
Recém-formados em engenharia enfrentam desafios
Os estudantes de engenharia, por outro lado, enfrentam as condições de contratação mais fracas, com queda de 25% em relação a dezembro de 2019. Segundo Kory Kantenga, head de economia para as Américas no LinkedIn, o recuo ocorre porque cerca de 75% dos formados em engenharia geralmente vão para as indústrias de manufatura, serviços profissionais, construção e tecnologia — muitas das quais registraram uma desaceleração nas contratações.
De fato, de acordo com o mais recente relatório de demissões da consultoria de recolocação profissional Challenger, Gray & Christmas, o setor de tecnologia lidera os cortes de empregos nos Estados Unidos em 2026, com 123.653 desligamentos anunciados. O número representa um aumento de 66% em relação ao mesmo período do ano passado. Em muitos desses casos, a IA foi apontada como o principal fator por trás das demissões.
Ao analisar a versatilidade, que mede a parcela de formados que trabalham fora das duas principais indústrias do seu curso, o LinkedIn descobriu que os profissionais de engenharia também têm dificuldade para fazer a transição para outros setores, com apenas 41% dos graduados em áreas distintas das principais do seu ramo.
“A engenharia está muito mais desafiadora hoje”, diz Kantenga em relação às condições de contratação e de versatilidade.

Embora a saúde seja o setor com a menor taxa de versatilidade entre os principais cursos, Kantenga aponta que a previsão é de que as contratações permaneçam tão fortes na saúde que os graduados nesse curso não precisam se preocupar em procurar emprego em outras áreas.
A resiliência das ciências sociais e humanidades
Jovens profissionais com diplomas em ciências sociais e humanidades parecem estar em uma “posição ideal” no mercado de trabalho de hoje porque, mesmo que não consigam encontrar um emprego em sua área de preferência, mais de 60% conseguiram encontrar trabalho em outras indústrias.
“Os primeiros dois setores para eles são os serviços profissionais e financeiros, que têm andado um pouco lentos, embora estejam mais estáveis agora”, afirma Kantenga. Mas, em um mercado de baixas contratações, em que a chance de encontrar um emprego em áreas tradicionais diminuiu, ele acrescenta que “mais da metade dos formados em ciências sociais está, na verdade, encontrando oportunidades em outros lugares”.
O executivo cita os formados em letras como um exemplo específico: 69% encontraram empregos fora de suas indústrias tradicionais. Em um momento em que a IA automatiza cada vez mais tarefas rotineiras, habilidades humanas que a tecnologia não consegue replicar, como comunicação e construção de relacionamentos, tornam-se cada vez mais importantes.
“Quando eu estava na faculdade, sempre havia essa piada de que os formados em letras ficariam desempregados. Acontece que a comunicação é, na verdade, uma habilidade essencial para muitos trabalhos e que muitas pessoas não têm”, diz ele. “No momento, há muita versatilidade nesse curso, suficiente para que os recém-formados possam capturar parte do impulso de contratação vindo de outras indústrias.”
Como navegar em um mercado lento
Uma das atitudes mais importantes para os recém-formados é identificar quais áreas estão criando oportunidades e quais estão encolhendo, adaptando sua busca por emprego a essa nova realidade. “Entenda onde há impulso no mercado de trabalho e onde não há, e esteja aberto a considerar potencialmente outras áreas nas quais você talvez não tenha pensado antes”, afirma Kantenga.
“Por exemplo, se você é engenheiro de software e quer entrar na área de tecnologia, mas as contratações em tecnologia estão cerca de 20% a 30% mais lentas do que o que vimos antes da pandemia, talvez você deva considerar outras áreas, como saúde ou construção. Elas podem não contratar um volume enorme de engenheiros de software, mas certamente há oportunidades lá, e outras pessoas podem não pensar nessas indústrias.”
Além disso, em um mercado de baixas contratações, em que as oportunidades são desiguais entre os setores, recorrer à sua rede de contatos e construir relacionamentos sólidos é fundamental para abrir portas e conseguir indicações.
“Em um mercado de trabalho difícil, não importa o que você sabe, mas quem você conhece.”Kory Kantenga, head de economia no LinkedIn
Além de quem você conhece, é fundamental saber como mostrar o que você sabe. Isso inclui listar suas habilidades em seu perfil no LinkedIn, colocar um link para o seu portfólio e, de fato, apresentar provas do que você diz ser capaz de fazer.
“Não deveria ser apenas: ‘Sim, eu posso fazer isso e sim, eu posso fazer aquilo’”, afirma o executivo. “[Você precisa] ter demonstrações do que é capaz para que os empregadores possam conferir e então decidir se você é ou não um bom candidato, em vez de deixar o empregador tentar adivinhar no escuro.”
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Zuckerberg admite erros na substituição de funcionários por IA

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, admitiu aos funcionários que a gigante das redes sociais cometeu erros durante a reestruturação de sua força de trabalho voltada para a inteligência artificial. A constatação faz parte de um memorando interno ao qual a agência Reuters teve acesso na última semana.
Zuckerberg vem injetando bilhões de dólares em IA na tentativa de remodelar o funcionamento interno da companhia em torno dessa tecnologia. A estratégia reflete um padrão mais amplo adotado este ano pelas principais empresas dos EUA, especialmente no setor de tecnologia.
Promessa de estabilidade
No memorando, o executivo descreve o ritmo acelerado dos avanços na área de IA e os desafios operacionais trazidos por esse boom tecnológico.
“Dada a complexidade dessas mudanças, cometemos erros e quase certamente cometeremos mais”, afirmou Zuckerberg. Ele acrescentou, no entanto, que o foco agora é “fornecer o máximo de estabilidade possível” no que diz respeito a futuras mudanças organizacionais.
“Não quero prometer demais, porque o mundo está mudando de maneiras que fogem ao nosso controle”, pontuou o CEO. Apesar da cautela, ele reiterou que a Meta não prevê novas rodadas de demissões em massa este ano.
Realocação de equipes
A companhia tentará encontrar novas funções para os profissionais que haviam sido realocados para treinar modelos de IA. A decisão ocorre após a controladora do Facebook realizar uma reestruturação drástica em maio, que resultou no corte de 10% de sua força de trabalho global e na transferência de 7.000 funcionários para novas iniciativas ligadas aos fluxos de trabalho de inteligência artificial.
“Ao criar novos papéis importantes para as pessoas, conseguimos reduzir o tamanho das equipes com a tranquilidade de saber que, se errássemos em algumas áreas, poderíamos realocar essas pessoas de volta”, justificou Zuckerberg no documento.
Para melhorar o clima interno, a Meta planeja ampliar os investimentos em integração. Segundo o CEO, isso inclui orçamentos maiores para eventos corporativos e encontros externos. Além disso, a empresa está organizando um hackathon de grande escala em julho para promover a colaboração entre equipes e o desenvolvimento de seus modelos mais recentes.
Sobrecarga na gestão
Outro ponto crítico abordado por Zuckerberg foram as queixas sobre a ampliação das responsabilidades de supervisão exigidas dos gerentes. Ele afirmou ter tomado nota do problema e prometeu reduzir a sobrecarga.
Um reflexo dessa falha de gestão pôde ser visto na nova unidade de engenharia de IA aplicada da Meta, que operava sob uma estrutura excessivamente horizontal, chegando a registrar uma proporção de até 50 colaboradores individuais para cada gerente (50:1).
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