Negócios
Da Copa do Mundo aos Negócios: Como Construir Times Vencedores, Segundo CEOs

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
No último jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra o Japão, muito se opinava sobre quem deveria entrar ou sair de campo para garantir a classificação da seleção para as oitavas.
As decisões do italiano Carlo Ancelotti, que à primeira vista pareciam não fazer sentido, se mostraram acertadas. Primeiro, manter Casemiro, já com um cartão amarelo, no segundo tempo da partida – o mesmo jogador que empatou o jogo. Depois, colocar Gabriel Martinelli, que acabou se tornando o herói da partida ao marcar o gol da vitória por 2 a 1.
O técnico demonstrou conhecer profundamente seus jogadores e orquestrar seus talentos para garantir o sucesso em campo. “Hoje, eu aposto muito mais no Ancelotti e na capacidade dele de desenhar uma estratégia resiliente do que em talentos individuais da Seleção”, afirma Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS. O maior evento esportivo do planeta é também um laboratório de liderança, gestão de talentos e tomada de decisão sob pressão.
Enquanto torcem pela seleção brasileira, CEOs refletem sobre as chances do Brasil, o perfil de liderança de Ancelotti e as lições para construir equipes de alta performance, seja para vencer em campo ou no mundo dos negócios.
Para Ricardo Basaglia, CEO do Page Group, apenas o peso da camisa não garante vitória. “Olho a seleção brasileira com muito carinho, mas com realismo”, diz. “É um ponto que se conecta com o mundo corporativo: muitas vezes a gente confunde marca e história com a capacidade atual. Vejo que muitas empresas se apresentam como líderes de mercado, com aquela reputação que construiu dez anos atrás, enquanto os números de hoje contam outra história”.
“Eu nunca apostaria apenas em talento; organização e consistência costumam decidir”, afirma Ricardo Barbara, VP e general manager na América Latina da multinacional irlandesa Glanbia Performance Nutrition.
Mari Pinudo, country manager da Adobe, não deixa de sofrer (e de torcer) pela Seleção, assim como Rafaela Rezende, CEO da Decolar: “Como Brasileira, colocar outro país como favorito é nascer derrotada”.

O apoio vem até mesmo do italiano Alberto Ceresa, country manager do Canva Brasil – para quem o tema é delicado, já que seu time ficou de fora da competição. “É a hora de o Brasil voltar ao topo”, diz.
A seguir, os executivos dizem o que é preciso para construir equipes vencedoras, dentro e fora de campo:
Da Copa do Mundo aos negócios: lições de liderança de CEOs
1. Coletivo acima do individual e ego de lado
No esporte e no mundo corporativo, o resultado do time deve se sobrepor aos interesses individuais. “Os melhores resultados que já vivi vieram de equipes em que as pessoas colocavam o resultado coletivo acima do individual. Talento ganha jogos. Cultura consistente ganha campeonatos”, afirma Barbara.
Isso exige desapego, como lembra Rezende: “Desapegar do ego é fundamental, pois escolher a melhor ideia pode significar escolher a ideia do outro, não a sua”. Ceresa resume o impacto da falta de conjunto: “Você é tão bom quanto o pior dos seus 11. Vimos muitas vezes que times com apenas um ou dois jogadores muito bons não funcionam”.
2. O poder da complementariedade
Ninguém vence sozinho, e um time não se faz apenas de estrelas. “Performance é menos sobre a soma dos talentos individuais e mais sobre a combinação certa”, afirma Basaglia. “O time forte é o que tem menos gente disputando a mesma bola. O melhor jogador, mais do que o cara mais brilhante e talentoso, é o que faz exatamente aquilo que ninguém está fazendo, é o que chega para completar o time.”
Mari Pinudo exemplifica: “Até mesmo o Romário, quando era o herói, tinha um time que colocava a bola no pé dele.”

3. Autonomia e a liderança vulnerável
Para o CEO da TOTVS, líderes não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. “Um time se torna imbatível quando os profissionais são altamente qualificados, confiam uns nos outros e têm autonomia para tomar decisões rápidas quando o cenário muda”, diz.
Criar esse ambiente exige uma postura mais humana da gestão. “Um líder que seja vulnerável: ouve, assume erros, reconhece que não tem sempre todas as respostas e convida para a construção coletiva”, diz Rezende.
4. Inovação e estratégia orientada por dados
No futebol e nos negócios, a inovação nasce de método. “Falta à Seleção um alinhamento de papéis mais rígido e uma cultura em que a técnica seja tão valorizada quanto o drible”, afirma o CEO da TOTVS. “Inovar no futebol é compreender seus pontos fortes e fracos, criando novos caminhos táticos para potencializar o que temos de melhor e mitigar as vulnerabilidades”.
Nesse sentido, a intuição dá lugar aos dados. Inspirada pelo filme “O Homem que Mudou o Jogo”, estrelado por Brad Pitt, Mari Pinudo lembra que testar hipóteses guiadas por informações permite encontrar o formato ideal para cada desafio. “Temos muitas informações hoje, como nunca tivemos antes. Podemos pegar esses dados, testar hipóteses e transformar em resultado.”
5. Resiliência no caos
Um plano perfeito só sobrevive até o primeiro imprevisto. “Quem ganha a Copa é quem consegue transformar bons jogadores em um time que sabe o que fazer quando o jogo sai do plano”, diz Basaglia. “A consistência, aliada à capacidade de execução sob pressão extrema, é o que vira o jogo”, afirma Herszkowicz, da TOTVS.
Para se manter competitivo, a mudança não pode esperar a derrota chegar. “Você renova enquanto ainda está ganhando. Não acredito nessa história de ‘time que está ganhando não se mexe’. Quem espera começar a perder para mexer normalmente está mexendo tarde demais”, opina o CEO do Page Group.

O fenômeno Carlo Ancelotti
Para os executivos, o técnico da Seleção Brasileira tem demonstrado habilidade em orquestrar os talentos do time. Segundo Basaglia, essa é a grande virtude de Ancelotti, que já treinou diferentes perfis e é o maior vencedor da história da Champions League, com cinco títulos conquistados como treinador. “Ele parece não ser aquela pessoa que parte da ideia de tentar encaixar todo mundo no mesmo molde. Consegue entender muito bem o talento de cada um, adapta o método e cria um ambiente em que os jogadores conseguem render sem o treinador virar o protagonista.”
Ricardo Barbara corrobora: “O que mais admiro no Ancelotti é a capacidade de adaptar seu estilo às pessoas sem abrir mão dos resultados. Ele liderou diferentes gerações e grandes estrelas porque conquistou respeito antes de exigir desempenho. Tento fazer o mesmo”.
Os executivos dizem o que compartilham com o estilo de gestão do italiano. Para Herszkowicz, é o pragmatismo. “O Ancelotti é um exemplo de gestor que atua focado na realidade da execução”, diz. “Ser um líder significa entender de gerenciamento de riscos e saber exatamente como extrair a máxima eficiência do ecossistema que você tem nas mãos”.
Rezende também acredita que liderar é potencializar os talentos com foco no coletivo. “E valorizar a autonomia com responsabilidade, delegando ao mesmo tempo em que estabelece metas claras, é orientado para resultados.”
Basaglia chama a atenção para a necessidade de uma liderança também no gramado. “O Ancelotti trouxe uma serenidade de fora, o que ajuda, mas é fundamental que a gente tenha essa liderança também dentro do campo, aquela voz que segura o time quando a coisa aperta. Você pode trazer o melhor executivo do mundo para a cadeira principal, mas se faltar essa camada do meio, o resultado não vem”, alerta o CEO do Page Group.
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Negócios
Quando o futuro fica mais longo

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Quando se fala em futuro, o olhar costuma recair sobre inteligência artificial, geopolítica ou novos modelos de negócio. Mas há uma transformação silenciosa em curso com potencial para impactar todas as outras: estamos vivendo muito mais. A longevidade é uma das forças de transformação econômica e social mais profundas do nosso tempo e deveria ocupar espaço central nas discussões sobre foresight, a antecipação estratégica.
Durante a maior parte da história, o desafio foi sobreviver. Hoje, para parcela crescente da população, a questão é outra: como viver mais décadas de forma produtiva, relevante e financeiramente sustentável. O modelo tradicional de vida foi desenhado para quem estudava até os 20 e poucos anos, trabalhava por cerca de 40 e depois se aposentava. Quando uma pessoa saudável pode chegar aos 90, 100 ou mais, esse modelo quebra.
A educação deixa de ser etapa para virar processo contínuo. A carreira deixa de ser linear e passa a reunir ciclos de reinvenção. A aposentadoria deixa de ser destino. O conceito de idade perde relevância diante do de capacidade – característica clássica de uma megatendência: algo que atravessa setores e gera impactos sistêmicos.
A longevidade influencia aspectos como mercado de trabalho, previdência, consumo, urbanização e educação. Empresas que segmentam clientes por gerações terão de repensar seus modelos quando parte da população estiver produzindo valor aos 70 ou 80 anos. Governos precisarão redesenhar políticas para uma população que viverá mais do que os sistemas atuais comportam. E os indivíduos terão de desenvolver uma competência rara: projetar uma vida de cem anos.
Aí está a conexão mais poderosa entre longevidade e foresight. Antecipar não é prever o futuro, mas ampliar a capacidade de tomar melhores decisões no presente diante de múltiplos futuros possíveis. Que habilidades seguirão relevantes daqui a 30 anos?
O maior erro talvez seja enxergar a longevidade apenas como consequência dos avanços científicos. Ela é também causa de transformação: um motor de novas demandas, mercados e tensões sociais. Quanto antes for tratada como questão estratégica, maior será a capacidade de construir futuros desejáveis.
Saiba mais sobre a Singularity Brazil.
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Negócios
GWM lança fábrica em Aracruz e marca nova etapa para a indústria automotiva no Espírito Santo

O governador do Estado, Ricardo Ferraço, participou, nesta terça-feira (30), da cerimônia de lançamento da fábrica da GWM (Great Wall Motor) no município de Aracruz, em terreno localizado às margens da rodovia ES-257. A chegada da montadora ao Espírito Santo representa um marco para a atração de investimentos produtivos e para a inserção do Estado em uma cadeia global da indústria automotiva.
“Estamos celebrando um marco histórico que confirma aquilo que temos dito: o Espírito Santo é o Brasil que dá certo. Há dois anos conduzimos esse processo, competindo não apenas com outros estados, mas também com outros países para receber aquele que será o primeiro investimento industrial da GWM fora da Ásia. Queremos agregar valor à nossa economia, gerar empregos de qualidade para os capixabas e consolidar o Espírito Santo como referência para novos investimentos”, afirmou o governador.
Ricardo Ferraço destacou ainda que a assinatura desta etapa representa o início de um trabalho que seguirá nos próximos anos até a implantação definitiva da unidade. “Chegar até aqui exigiu muito diálogo, planejamento e dedicação. Agora seguimos concentrados para vencer os próximos desafios e voltar aqui, em 2029, para inaugurar a segunda fábrica da GWM no Brasil”, completou.
O evento contou com a participação de uma comitiva de cerca de 20 integrantes da companhia, entre executivos brasileiros e chineses, incluindo o Chief Product Officer (CPO) da GWM Global, Xiangjun Meng.
Após a cerimônia, o projeto avançará para uma nova etapa de preparação técnica e institucional. Esse estágio inclui processos de licenciamento ambiental, estudos técnicos, planejamento industrial, arranjo do terreno e articulações voltadas à qualificação profissional e à construção de parcerias com instituições de ensino e formação de mão de obra. O objetivo é estruturar a base necessária para dar suporte à futura operação da fábrica e à cadeia produtiva associada ao empreendimento.
A Agência de Atração de Investimentos do Espírito Santo (NOVA ES) atuou ao longo do processo na promoção comercial do Estado, na organização de informações estratégicas e na interlocução institucional necessária para apoiar a avaliação do investimento e dar previsibilidade à tomada de decisão da empresa.
Segundo o diretor de Assuntos Institucionais da GWM, Ricardo Bastos, a qualificação de mão de obra e a formação de profissionais será um dos pilares da companhia no Espírito Santo.
“Por se tratar de uma operação industrial automotiva moderna e pronta para diferentes tecnologias, esperamos desenvolver oportunidades em diferentes níveis de qualificação. Isso inclui profissionais operacionais para atividades produtivas, técnicos especializados para processos industriais de maior complexidade e engenheiros que poderão apoiar tanto atividades ligadas à manufatura quanto ao desenvolvimento e adaptação de produtos para atender às necessidades do mercado”, declarou Bastos.
A unidade de Aracruz integra o plano de investimentos de R$ 10 bilhões da companhia no Brasil ao longo de dez anos. O projeto está alinhado à estratégia global multienergia da GWM e ao compromisso da empresa de consolidar o País como plataforma industrial e exportadora para a América Latina. Após atender ao mercado brasileiro, a unidade de Aracruz deverá abastecer países como Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai, fortalecendo o papel do Espírito Santo nas cadeias globais da indústria automotiva.
De acordo com a GWM, a escolha de Aracruz levou em consideração fatores estratégicos para uma operação industrial de longo prazo, como a localização próxima aos principais mercados consumidores, a posição costeira do município, que amplia a conectividade logística para recebimento de insumos e exportação de veículos, além do ambiente de negócios do Espírito Santo, marcado por segurança jurídica, organização institucional e capacidade de interlocução com investidores. Também foi decisivo o alinhamento institucional construído para viabilizar a área destinada ao empreendimento.
Para a diretora-presidente da NOVA ES, Patrícia Gouvêa, a cerimônia simboliza a consolidação de um trabalho estratégico de posicionamento do Estado entre os destinos mais competitivos para investimentos industriais no País.
“A missão da NOVA ES é atrair investimentos produtivos e promover comercialmente o Espírito Santo. Em projetos dessa complexidade, isso significa transformar as vantagens competitivas do Estado em informação qualificada, coordenar interlocuções institucionais e apoiar o investidor com previsibilidade, confiança e visão de longo prazo. A fábrica da GWM abre uma frente relevante para o Espírito Santo ao fortalecer a indústria, criar condições para a atração de fornecedores e inserir o Estado em uma cadeia global ligada à mobilidade sustentável”, destacou Patrícia Gouvêa.
A atuação da NOVA ES também se conecta à agenda de desenvolvimento de fornecedores, formação de mão de obra e preparação do ambiente de negócios para novos investimentos associados ao projeto. A chegada da GWM tende a impulsionar oportunidades para empresas locais, instituições de ensino, prestadores de serviços e novos elos da cadeia produtiva automotiva no Espírito Santo.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Giovani Pagotto
giovani.pagotto@gmail.com
Negócios
O perigo oculto do Home Office: como o trabalho remoto pode afetar seu relacionamento

Muito se discute sobre os impactos do trabalho remoto na carreira, mas uma nova pesquisa sugere que levar o escritório para a sala de estar também afeta diretamente os relacionamentos amorosos. O sucesso dos casais diante desse cenário depende de um fator crucial: como eles enxergam as fronteiras entre o emprego e a vida pessoal.
Publicado na revista acadêmica Journal of Organizational Behavior, o estudo acompanhou 170 casais (340 indivíduos) em que ambos estavam empregados. Para validar as descobertas, os pesquisadores cruzaram os resultados com dados de um grande painel familiar alemão, examinando 1.561 casais de dupla renda. A conclusão revela que o alinhamento de expectativas sobre a separação entre trabalho e casa é o principal termômetro de sobrevivência conjugal no home office.
“Nossos resultados sugerem que a alta intensidade do trabalho remoto pode aprofundar a conexão de alguns casais, mas, para outros, exacerba os conflitos em casa, a solidão e até mesmo pensamentos sobre separação”, dizem os autores do estudo.
O peso dos limites rígidos
Quanto mais tempo os profissionais passam trabalhando de casa, mais suas preferências sobre limites importam. Entre os adeptos mais intensos do home office, os problemas foram mais frequentes naqueles casais que acreditavam que a vida profissional e a doméstica deveriam ser mantidas estritamente separadas.
A ironia é que o modelo remoto torna quase impossível manter essa separação rígida. O resultado é que o trabalho invade a dinâmica do lar e gera frustração. O estudo apontou que esse conflito eleva o sentimento de solidão para ambos os lados, aumentando as chances de o casal considerar o divórcio. Em contrapartida, casais confortáveis em flexibilizar e misturar as demandas profissionais e domésticas adaptaram-se muito melhor à rotina.
A armadilha da divergência e a questão de gênero
Curiosamente, discordar sobre como lidar com o home office não é uma sentença de fracasso automático. O impacto dessa divergência depende do gênero dos parceiros (vale ressaltar que a pesquisa focou exclusivamente em casais heterossexuais).
A reação masculina: Quando os homens tinham visões diferentes de suas parceiras sobre a divisão trabalho-casa, fazer home office gerava mais conflitos, independentemente de qual fosse a opinião dele. Se a parceira não concordasse com o seu método, ele tendia a relatar que o excesso de trabalho estava destruindo sua paz no lar.
A reação feminina: Quando as mulheres divergiam de seus parceiros, o efeito era inverso. Se elas passassem mais horas no home office, ter um parceiro com uma visão diferente gerava menos atrito. Os autores sugerem que as mulheres tendem a enxergar a abordagem diferente do parceiro como um recurso complementar, adaptando-se para gerenciar melhor o lar. Os homens, por outro lado, demonstraram maior resistência em aprender com a visão de suas parceiras.
O home office não é uma solução mágica
Os autores alertam que o trabalho remoto não é uma cura universal para o estresse moderno. A flexibilidade é valiosa, especialmente para as mulheres — que historicamente assumem a maior carga de cuidados com os filhos e com a casa. Contudo, essa mesma flexibilidade pode se tornar uma armadilha, reforçando papéis tradicionais de gênero se a mulher acabar assumindo todas as tarefas domésticas simplesmente por “já estar em casa”.
Antes de transformar a residência em um escritório permanente, a transição deve ser debatida. O impacto pode ser tão profundo que os pesquisadores sugerem que as empresas ofereçam terapia de casal como suporte aos funcionários. A regra é clara: alinhar expectativas e dividir responsabilidades é o único jeito de garantir que o trabalho remoto não trabalhe contra o seu relacionamento.
*Kim Elsesser é colaboradora sênior da Forbes USA. Ela é especialista em vieses inconscientes de gênero e professora de gênero na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles).
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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