Negócios
Guia dos MBAs: Como Escolher o Melhor Curso para a Sua Jornada Profissional

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Antes de decidir se você vai fazer ou não um MBA, conheça a carreira do CFO da Vale, Marcelo Bacci. Ele estudou administração de empresas na FGV, em São Paulo, e, ao se formar, sonhava com o mercado financeiro. Entrou no antigo Unibanco e, em 1998, aos 28 anos, Bacci conseguiu uma bolsa de estudos pela empresa para fazer um Master of Business Administration em outra prestigiada universidade, a americana Stanford, na Califórnia.
“Fui no boom da internet, momento da criação do Google, em que poucos brasileiros iam estudar MBA fora do Brasil”, relata Bacci, que passou dois anos em um MBA imersivo na universidade do Vale do Silício. “O Mercado Livre, por exemplo, foi criado por pessoas que estavam na minha classe”, comenta, com orgulho.
Bacci também tem motivos para orgulhar-se. Sua carreira, meteórica, é um exemplo de como a educação executiva de alto nível pode alavancar a trajetória de um profissional. Após receber o diploma do MBA de Stanford e voltar ao Unibanco, em que atuava como gerente de tesouraria internacional, foi imediatamente convidado para ser CFO em uma das empresas do grupo de engenharia Promon, que topou bancar os custos do curso para retirá-lo do Unibanco. “Fiquei animado com a ideia de ir trabalhar com economia real”, comentou.
Foi uma tacada de gênio do ponto de vista de carreira. Se no banco teria de competir com vários outros pares especialistas em finanças, na “economia real” ele era perito solitário no tema. Da Promon, foi para a multinacional francesa do agronegócio Louis Dreyfus, onde passou seis anos. De lá, mudou-se para a companhia de papel e celulose Suzano, em que ficou outros 10 anos como CFO, até chegar ao posto máximo, em sua especialidade, na Vale, uma das maiores empresas do país.
“O MBA na Stanford, para mim, foi minha primeira experiência internacional, eu pouco tinha viajado para o exterior. Antes de tudo, foi uma experiência de vida”, diz. “Você convive com gente de dezenas de países diferentes, e o conteúdo acadêmico era muito bom.”
Antes de ir para a Stanford, o executivo já tinha feito outro MBA no atual Insper, em São Paulo. “O do Insper também era muito bom, mas a experiência é diferente. Primeiro pelo tamanho da carga horária, já que aqui era part-time, e lá era full-time”, explica. Ele acredita que, em razão da quantidade de horas de dedicação, os cursos no exterior têm seus conteúdos mais aprofundados. Bacci diz que construiu, via Stanford, um networking internacional que o ajuda na resolução de desafios em seu trabalho de CFO na Vale até hoje. “Primeiro porque temos, mesmo 25 anos depois de formados, um grupo de WhatsApp com o pessoal da classe”, comenta. “Há pessoas de uns 30 países e, se acontece algo no Oriente Médio ou se eu preciso resolver algo em algum país no exterior, temos nesse grupo visões diferentes. Há gente que está vivendo no Oriente Médio agora, ou que pode me ajudar mostrando como se resolvem as coisas em um determinado país.”
Independentemente de estudar no Brasil ou no exterior, a trajetória do CFO da Vale comprova aquilo que todos os especialistas em educação endossam: estudar nunca é demais – e quem adicionou ao currículo uma universidade de boa qualidade sempre terá um diploma que agrega e impulsiona a carreira.
Mas como escolher qual MBA fazer? Saiba que a tradição e o renome de uma universidade, aqui ou no exterior, vão pesar na hora de o RH de qualquer empresa selecionar quem quer que seja. A reputação costuma diferenciar, entre as instituições acadêmicas, o joio do trigo.
MBA no Brasil
Em primeiro lugar, ao optar por uma universidade que oferece Executive MBAs no país, vale a pena verificar se a escola escolhida detém a tríplice coroa: os selos das instituições internacionais AMBA, da AACSB e da EFMD-EQUIS. Elas avaliam os cursos e as universidades em âmbito global.
No Brasil, entram na lista a FGV no Rio, em São Paulo, Brasília e em outros campi espalhados pelo país; a FIA e o Insper, ambos em São Paulo; além da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais e São Paulo. Todos têm no mínimo 400 horas-aula de dedicação para a formação e os custos variam entre R$ 50 mil e quase R$ 200 mil, aproximadamente.
Outra sugestão: caia fora dos cursos que de MBAs nada têm e que exibem nomes singulares, como “gestão de logística” ou “redes sociais”. É grande a chance de que não agreguem aquilo que um Master “de verdade” faria. Alguns são vistos como cursos caça-níqueis que não serão considerados seriamente em um processo de seleção em uma grande empresa. E são responsáveis, segundo os acadêmicos consultados pela Forbes, pelo processo de “commoditização” que os MBAs vêm passando no país.
Nas universidades com cursos executivos sérios aqui no Brasil, será necessário passar por uma entrevista, que já funcionará como um processo de seleção. O tempo de carreira, as expectativas que o candidato tem com o curso, a trajetória escolar prévia, a disponibilidade de dedicação e reserva financeira para pagá-lo serão analisados.
Outro ponto a ser levado em consideração e que tem a ver também com a disponibilidade de tempo e o dinheiro é escolher entre aquele que será somente ministrado no Brasil ou optar pelo Global Executive MBA, o Gemba. Essa alternativa permite ao estudante ter a experiência de semanas ou quinzenas alternadas no exterior, passando por três ou mais localidades diferentes nas Américas, na Europa e na Ásia. A ideia é permitir um curso internacional sem a necessidade de fazer o profissional passar dois anos fora do país.
“Nossos cursos vão muito além do que o MEC exige para um MBA”, assevera o diretor-executivo de desenvolvimento educacional da FGV, Luiz Migliora Neto, responsável pelos dois grandes cursos de MBA da FGV atualmente: o Executive MBA e o One MBA. Este último é global e permite uma série de semanas no exterior, inclusive visitando ambientes de negócios lá fora. Migliora fez um doutorado na FGV no qual estudou o impacto dos cursos de MBA de sua instituição na carreira dos profissionais que os escolheram.
Na pesquisa, 70 mil estudantes egressos dos cursos da FGV, no Rio e em São Paulo, foram analisados sob a perspectiva profissional. Os ganhos financeiros, de acordo com o estudo, foram consistentes e ultrapassaram em muito os valores investidos nos cursos. O professor ressalta a excelência da FGV na produção científica no país como o grande diferencial em relação aos demais cursos, uma vez que o aluno vai experienciar esse ambiente acadêmico.
“O custo do MBA é irrelevante quando você considera os benefícios que ele traz, profissional e monetariamente.”
Luiz Migliora Neto, diretor da FGV Educação Executiva
Rosileia Milagres, vice-presidente de educação acadêmica da FDC (Fundação Dom Cabral), ressalta os benefícios de ainda se fazer um MBA no país ou optar pela modalidade Gemba, que a FDC também oferece. “Temos 49 anos de experiência na formação de executivos, e a ambiência entre a prática e a teoria, além de nossa metodologia diferenciada, fazem com que 77% de nossos alunos ascendam na carreira depois de estudar na Dom Cabral”, afirma a VP, elencando (off the record) alguns CEOs de grandes empresas.
Um dos diferenciais, diz Rosileia, é a possibilidade de verticalizar o currículo do MBA, escolhendo trilhas que vão aprofundar os conhecimentos do aluno nos temas pelos quais ele optou. Assim, se um executivo de marketing quiser fazer um MBA na Dom Cabral, em determinado momento do curso, ele pode seguir a trilha do marketing, sem deixar de passar pela estrutura mínima consagrada pela instituição. Idem para quem é da área de RH ou finanças, uma vez que a trilha escolhida vai enfatizar disciplinas correlatas. Os cursos têm até 1.500 horas de dedicação.
Já o Insper oferece dois tipos de MBAs, o Executivo e o MBA em Finanças. Assim como na concorrência, o aluno passa por um núcleo comum de disciplinas e depois pode escolher uma trilha, que vai reforçar os temas mais pertinentes para a carreira do estudante. A instituição permite a internacionalização do curso por meio das International Weeks, que contam com a vinda de professores de universidades renomadas do exterior. Há ainda a possibilidade das viagens internacionais, que o Insper denomina de learning journeys, uma temporada de visitação a ecossistemas específicos, como Vale do Silício, Israel e China. A duração dos cursos é de dois anos, divididos em oito trimestres, totalizando 480 horas.
Guilherme Martins, responsável pelos cursos de MBA no Insper, considera que a experiência é tão positiva para seus alunos que uma série deles doa dinheiro para a instituição, após anos de formados, como forma de agradecimento. Vale lembrar que o Insper é uma instituição privada. “Temos um fundo com doações que já chega a quase R$ 3 milhões, valores que são usados para conceder bolsas de estudo”, explica.
Na FIA, outra com a tríplice coroa, também é possível “especializar” o curso entre 12 trilhas oferecidas, como recursos humanos, inovação, marketing e saúde, por exemplo. Duas delas terão aulas somente em inglês. “Data science, inteligência de negócios e inteligência artificial são os temas com mais procura no momento”, comenta Maurício Jucá, responsável pelos cursos de MBA na FIA Business School.
Outro atrativo da FIA é que ela desenvolveu uma modalidade de curso, no MBA Executivo, no qual o aluno estuda na sexta à noite e no sábado o dia inteiro. Com duração de um ano e meio, o curso chega a ter 1.800 horas de dedicação. “Nosso público-alvo tem entre 35 e 50 anos, já com boa maturidade executiva”, ressalta Jucá. “O networking oferecido pelo curso é excelente, já que há uma seleção natural com um aluno focado e disposto a pagar por isso.” E, ao optar por um curso que leva ao exterior, o MBA da FIA promove viagens e aulas em universidades dos EUA, Canadá e México, em turmas de 10 alunos.
O advogado especializado em direito e tecnologia Gustavo Artese foi outro que alavancou a carreira ao concluir dois cursos do tipo no Brasil, um executivo e outro específico em telecomunicações, ambos na FGV-RJ, e um último, o LLM, o “MBA” dos advogados, na também prestigiada Universidade de Chicago, nos EUA. Ele se orgulha de sua trajetória escolar, mas acha que os cursos de MBA atualmente são menos valorizados pelo mercado.
“Em Chicago, me sentia bebendo água em um hidrante, do ponto de vista do conteúdo que tinha no curso, que era excelente”, comenta. “Mas os cursos da FGV no Brasil foram mais efetivos para o meu networking, já que me ajudaram a trazer clientes para meu escritório”, compara Artese, que, além de advogado, abriu uma empresa de inteligência artificial para o segmento jurídico, a Actoria, seguindo os conhecimentos de negócio que aprendeu ao longo da vida.
MBA no exterior
As universidades americanas são especializadas em temas específicos. Wharton, por exemplo, é para quem quer carreira no mercado financeiro. Stanford tem o empreendedorismo como foco. Harvard é generalista, e o MIT é especializado em tecnologia. A Kellogg é a número um em marketing. Entre as três escolas de negócios consultadas pela Forbes fora do Brasil, os valores de cursos de MBA, em reais, variam de R$ 315 mil a R$ 420 mil, aproximadamente.
“Os alunos são imersos em uma comunidade global e muito orientada por valores aqui na Kellogg. Essa diversidade de perspectivas é essencial para o crescimento”, ressalta Jon Kaplan, um dos responsáveis pelos cursos de MBA da universidade americana. “Os alunos enfrentam desafios de negócios reais em nossos laboratórios, estágios e oportunidade de imersão global”, comenta Kaplan, lembrando que, ainda que reconhecido como incomparável para os profissionais de marketing, os cursos da Kellogg também têm excelência em outras áreas, como empreendedorismo e gestão de tecnologia.
Na Europa, os cursos são mais generalistas. Mas, lembre-se: administração é um ramo do conhecimento que também é generalista e, portanto, isso não é um defeito. O que é preciso responder, na hora de escolher um curso no exterior, é: que experiência de vida você quer ter, quanto pode pagar e, por fim, se é realmente necessário aprofundar-se em alguma especialidade.
As escolas europeias estão de olho nas dificuldades que alunos do mundo inteiro estão passando atualmente nos EUA, devido às políticas restritivas do presidente Donald Trump. Elas têm grande interesse nos estudantes brasileiros, como comentaram os representantes da Iese, na Espanha, e da Bocconi, na Itália. “Nosso Gemba foi lançado há 35 anos. Nele, o aluno passa por Madri, Barcelona, Nova York, Singapura e Vale do Silício para estudos intensivos presenciais”, explica, da capital espanhola, o diretor da Iese, o norueguês Arve Utseth. “Nossos cursos são exigentes, requerendo de 20 a 25 horas de aula por semana. Avaliamos que nosso MBA traz sim retorno financeiro, mas também desenvolvimento de valores éticos, perfil de liderança, compreensão do contexto global e uma rede de contatos valiosa.”
A Bocconi traz tudo o que o país tem de bom a oferecer: experiência de vida diferenciada, além da vantagem de estudar em um idioma não muito comum aos brasileiros, mas que é de fácil aprendizagem. O MBA ainda acontece no ambiente de negócios de Milão, a cidade mais importante economicamente no país. “A Bocconi tem fortes conexões com a comunidade econômica na Itália e na Europa, inclusive com marcas que construíram histórias globais, como Prada, Gucci, Ferrari, Fiat, além de corporações francesas, alemãs, espanholas, britânicas, árabes e chinesas”, explica o decano da universidade italiana Enzo Baglieri. Os alunos visitam esses ambientes de negócio ou têm contato com representantes dessas marcas em palestras no campus. “Nosso corpo docente tem gente de 40 nacionalidades diferentes, pois queremos proporcionar uma visão internacional ampla a nossos alunos.”
Reportagem original publicada na edição 134 da Forbes, lançada em setembro de 2025.
O post Guia dos MBAs: Como Escolher o Melhor Curso para a Sua Jornada Profissional apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
Negócios
Zuckerberg Admite Erros na Substituição de Funcionários por IA
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, admitiu aos funcionários que a gigante das redes sociais cometeu erros durante a reestruturação de sua força de trabalho voltada para a inteligência artificial. A constatação faz parte de um memorando interno ao qual a agência Reuters teve acesso na última semana.
Zuckerberg vem injetando bilhões de dólares em IA na tentativa de remodelar o funcionamento interno da companhia em torno dessa tecnologia. A estratégia reflete um padrão mais amplo adotado este ano pelas principais empresas dos EUA, especialmente no setor de tecnologia.
Promessa de estabilidade
No memorando, o executivo descreve o ritmo acelerado dos avanços na área de IA e os desafios operacionais trazidos por esse boom tecnológico.
“Dada a complexidade dessas mudanças, cometemos erros e quase certamente cometeremos mais”, afirmou Zuckerberg. Ele acrescentou, no entanto, que o foco agora é “fornecer o máximo de estabilidade possível” no que diz respeito a futuras mudanças organizacionais.
“Não quero prometer demais, porque o mundo está mudando de maneiras que fogem ao nosso controle”, pontuou o CEO. Apesar da cautela, ele reiterou que a Meta não prevê novas rodadas de demissões em massa este ano.
Realocação de equipes
A companhia tentará encontrar novas funções para os profissionais que haviam sido realocados para treinar modelos de IA. A decisão ocorre após a controladora do Facebook realizar uma reestruturação drástica em maio, que resultou no corte de 10% de sua força de trabalho global e na transferência de 7.000 funcionários para novas iniciativas ligadas aos fluxos de trabalho de inteligência artificial.
“Ao criar novos papéis importantes para as pessoas, conseguimos reduzir o tamanho das equipes com a tranquilidade de saber que, se errássemos em algumas áreas, poderíamos realocar essas pessoas de volta”, justificou Zuckerberg no documento.
Para melhorar o clima interno, a Meta planeja ampliar os investimentos em integração. Segundo o CEO, isso inclui orçamentos maiores para eventos corporativos e encontros externos. Além disso, a empresa está organizando um hackathon de grande escala em julho para promover a colaboração entre equipes e o desenvolvimento de seus modelos mais recentes.
Sobrecarga na gestão
Outro ponto crítico abordado por Zuckerberg foram as queixas sobre a ampliação das responsabilidades de supervisão exigidas dos gerentes. Ele afirmou ter tomado nota do problema e prometeu reduzir a sobrecarga.
Um reflexo dessa falha de gestão pôde ser visto na nova unidade de engenharia de IA aplicada da Meta, que operava sob uma estrutura excessivamente horizontal, chegando a registrar uma proporção de até 50 colaboradores individuais para cada gerente (50:1).
O post Zuckerberg Admite Erros na Substituição de Funcionários por IA apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
Negócios
5 Fatos e Curiosidades para Conhecer Carlo Ancelotti, Técnico da Seleção Brasileira

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Neste domingo (5), o Brasil entra em campo contra a Noruega em uma disputa pela vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
Além do desempenho dos jogadores em campo, a atuação do técnico Carlo Ancelotti tem chamado a atenção dos torcedores. À frente da Seleção Brasileira há pouco mais de um ano, o treinador italiano mostrou, na vitória sobre o Japão, que conhece o elenco e tem capacidade para orquestrar e extrair o melhor de diferentes talentos. Decisões inicialmente questionadas acabaram se mostrando acertadas e fundamentais para o resultado.
Não é à toa. Com cinco décadas de carreira dedicadas ao futebol, mais de três delas como treinador, o Mister já fez história nas principais ligas da Europa. É o maior vencedor da história da Champions League, com cinco títulos como treinador, e agora busca ajudar o Brasil a conquistar o hexa – e também o maior título de sua trajetória.
A seguir, confira cinco fatos e curiosidades para conhecer Carlo Ancelotti:
1. Das raízes no campo aos títulos como jogador
Nascido em Reggiolo, uma comunidade no norte da Itália com cerca de nove mil habitantes, Ancelotti ajudava a família na agricultura quando pequeno.
O futebol mudou seu rumo: como meio-campista, estreou aos 18 anos no Parma, foi transferido para a Roma (onde venceu o Campeonato Italiano) e encerrou a carreira de atleta no Milan em 1992, acumulando taças da Champions League e do Mundial de Clubes.
Logo após a aposentadoria dos gramados, iniciou os trabalhos como técnico.
2. Ancelotti em uma final de Copa do Mundo contra o Brasil
A edição de 2026 marca a estreia de Ancelotti como treinador principal em um Mundial, mas esta não é sua primeira vez no torneio.
Em 1994, com 35 anos, ele era o auxiliar técnico de Arrigo Sacchi no comando da seleção italiana. A Itália chegou até a final, mas foi derrotada nos pênaltis pelo Brasil.
3. Fluência além dos gramados
Com passagens por diversos países europeus, o treinador adquiriu o hábito de aprender a língua local para facilitar a convivência com as equipes e a imprensa. No Brasil não foi diferente: fez um curso intensivo de português antes de assumir a Seleção e aprendeu até mesmo a cantar o hino nacional.
Além do português, ele fala fluentemente italiano, espanhol, inglês e francês, e ainda se arrisca no alemão.
4. De treinador a autor de livros
Longe dos treinos, Ancelotti atua como escritor e já publicou quatro livros. Começou com a autobiografia “Prefiro a Taça” (2009).
Depois, com “Minha Árvore de Natal” (2013), passou pela análise tática e detalhou esquemas usados em suas equipes.
Em “Liderança Tranquila” (2016), explica seus métodos não autoritários para lidar com equipes repletas de estrelas.
Mais recentemente, lançou “O Sonho” (2025), obra sobre sua relação com a Champions League.
5. Recordista das principais ligas europeias
Depois de iniciar a carreira como técnico no Reggiana e no Parma, Ancelotti construiu uma trajetória vitoriosa no comando de alguns dos maiores clubes da Europa, como Juventus, Milan, Chelsea, PSG, Bayern de Munique, Napoli e Everton.
Esse histórico fez dele o único treinador a vencer as cinco principais ligas nacionais da Europa: Itália, França, Inglaterra, Alemanha e Espanha.
Nos torneios continentais, ele é o técnico com mais partidas na história da Champions League e o único a conquistar a competição cinco vezes à beira do campo.
O post 5 Fatos e Curiosidades para Conhecer Carlo Ancelotti, Técnico da Seleção Brasileira apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
Negócios
Da Copa do Mundo aos Negócios: Como Construir Times Vencedores, Segundo CEOs

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
No último jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra o Japão, muito se opinava sobre quem deveria entrar ou sair de campo para garantir a classificação da seleção para as oitavas.
As decisões do italiano Carlo Ancelotti, que à primeira vista pareciam não fazer sentido, se mostraram acertadas. Primeiro, manter Casemiro, já com um cartão amarelo, no segundo tempo da partida – o mesmo jogador que empatou o jogo. Depois, colocar Gabriel Martinelli, que acabou se tornando o herói da partida ao marcar o gol da vitória por 2 a 1.
O técnico demonstrou conhecer profundamente seus jogadores e orquestrar seus talentos para garantir o sucesso em campo. “Hoje, eu aposto muito mais no Ancelotti e na capacidade dele de desenhar uma estratégia resiliente do que em talentos individuais da Seleção”, afirma Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS. O maior evento esportivo do planeta é também um laboratório de liderança, gestão de talentos e tomada de decisão sob pressão.
Enquanto torcem pela seleção brasileira, CEOs refletem sobre as chances do Brasil, o perfil de liderança de Ancelotti e as lições para construir equipes de alta performance, seja para vencer em campo ou no mundo dos negócios.
Para Ricardo Basaglia, CEO do Page Group, apenas o peso da camisa não garante vitória. “Olho a seleção brasileira com muito carinho, mas com realismo”, diz. “É um ponto que se conecta com o mundo corporativo: muitas vezes a gente confunde marca e história com a capacidade atual. Vejo que muitas empresas se apresentam como líderes de mercado, com aquela reputação que construiu dez anos atrás, enquanto os números de hoje contam outra história”.
“Eu nunca apostaria apenas em talento; organização e consistência costumam decidir”, afirma Ricardo Barbara, VP e general manager na América Latina da multinacional irlandesa Glanbia Performance Nutrition.
Mari Pinudo, country manager da Adobe, não deixa de sofrer (e de torcer) pela Seleção, assim como Rafaela Rezende, CEO da Decolar: “Como Brasileira, colocar outro país como favorito é nascer derrotada”.

O apoio vem até mesmo do italiano Alberto Ceresa, country manager do Canva Brasil – para quem o tema é delicado, já que seu time ficou de fora da competição. “É a hora de o Brasil voltar ao topo”, diz.
A seguir, os executivos dizem o que é preciso para construir equipes vencedoras, dentro e fora de campo:
Da Copa do Mundo aos negócios: lições de liderança de CEOs
1. Coletivo acima do individual e ego de lado
No esporte e no mundo corporativo, o resultado do time deve se sobrepor aos interesses individuais. “Os melhores resultados que já vivi vieram de equipes em que as pessoas colocavam o resultado coletivo acima do individual. Talento ganha jogos. Cultura consistente ganha campeonatos”, afirma Barbara.
Isso exige desapego, como lembra Rezende: “Desapegar do ego é fundamental, pois escolher a melhor ideia pode significar escolher a ideia do outro, não a sua”. Ceresa resume o impacto da falta de conjunto: “Você é tão bom quanto o pior dos seus 11. Vimos muitas vezes que times com apenas um ou dois jogadores muito bons não funcionam”.
2. O poder da complementariedade
Ninguém vence sozinho, e um time não se faz apenas de estrelas. “Performance é menos sobre a soma dos talentos individuais e mais sobre a combinação certa”, afirma Basaglia. “O time forte é o que tem menos gente disputando a mesma bola. O melhor jogador, mais do que o cara mais brilhante e talentoso, é o que faz exatamente aquilo que ninguém está fazendo, é o que chega para completar o time.”
Mari Pinudo exemplifica: “Até mesmo o Romário, quando era o herói, tinha um time que colocava a bola no pé dele.”

3. Autonomia e a liderança vulnerável
Para o CEO da TOTVS, líderes não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. “Um time se torna imbatível quando os profissionais são altamente qualificados, confiam uns nos outros e têm autonomia para tomar decisões rápidas quando o cenário muda”, diz.
Criar esse ambiente exige uma postura mais humana da gestão. “Um líder que seja vulnerável: ouve, assume erros, reconhece que não tem sempre todas as respostas e convida para a construção coletiva”, diz Rezende.
4. Inovação e estratégia orientada por dados
No futebol e nos negócios, a inovação nasce de método. “Falta à Seleção um alinhamento de papéis mais rígido e uma cultura em que a técnica seja tão valorizada quanto o drible”, afirma o CEO da TOTVS. “Inovar no futebol é compreender seus pontos fortes e fracos, criando novos caminhos táticos para potencializar o que temos de melhor e mitigar as vulnerabilidades”.
Nesse sentido, a intuição dá lugar aos dados. Inspirada pelo filme “O Homem que Mudou o Jogo”, estrelado por Brad Pitt, Mari Pinudo lembra que testar hipóteses guiadas por informações permite encontrar o formato ideal para cada desafio. “Temos muitas informações hoje, como nunca tivemos antes. Podemos pegar esses dados, testar hipóteses e transformar em resultado.”
5. Resiliência no caos
Um plano perfeito só sobrevive até o primeiro imprevisto. “Quem ganha a Copa é quem consegue transformar bons jogadores em um time que sabe o que fazer quando o jogo sai do plano”, diz Basaglia. “A consistência, aliada à capacidade de execução sob pressão extrema, é o que vira o jogo”, afirma Herszkowicz, da TOTVS.
Para se manter competitivo, a mudança não pode esperar a derrota chegar. “Você renova enquanto ainda está ganhando. Não acredito nessa história de ‘time que está ganhando não se mexe’. Quem espera começar a perder para mexer normalmente está mexendo tarde demais”, opina o CEO do Page Group.

O fenômeno Carlo Ancelotti
Para os executivos, o técnico da Seleção Brasileira tem demonstrado habilidade em orquestrar os talentos do time. Segundo Basaglia, essa é a grande virtude de Ancelotti, que já treinou diferentes perfis e é o maior vencedor da história da Champions League, com cinco títulos conquistados como treinador. “Ele parece não ser aquela pessoa que parte da ideia de tentar encaixar todo mundo no mesmo molde. Consegue entender muito bem o talento de cada um, adapta o método e cria um ambiente em que os jogadores conseguem render sem o treinador virar o protagonista.”
Ricardo Barbara corrobora: “O que mais admiro no Ancelotti é a capacidade de adaptar seu estilo às pessoas sem abrir mão dos resultados. Ele liderou diferentes gerações e grandes estrelas porque conquistou respeito antes de exigir desempenho. Tento fazer o mesmo”.
Os executivos dizem o que compartilham com o estilo de gestão do italiano. Para Herszkowicz, é o pragmatismo. “O Ancelotti é um exemplo de gestor que atua focado na realidade da execução”, diz. “Ser um líder significa entender de gerenciamento de riscos e saber exatamente como extrair a máxima eficiência do ecossistema que você tem nas mãos”.
Rezende também acredita que liderar é potencializar os talentos com foco no coletivo. “E valorizar a autonomia com responsabilidade, delegando ao mesmo tempo em que estabelece metas claras, é orientado para resultados.”
Basaglia chama a atenção para a necessidade de uma liderança também no gramado. “O Ancelotti trouxe uma serenidade de fora, o que ajuda, mas é fundamental que a gente tenha essa liderança também dentro do campo, aquela voz que segura o time quando a coisa aperta. Você pode trazer o melhor executivo do mundo para a cadeira principal, mas se faltar essa camada do meio, o resultado não vem”, alerta o CEO do Page Group.
O post Da Copa do Mundo aos Negócios: Como Construir Times Vencedores, Segundo CEOs apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico

Esporte2 dias agoHaaland faz dois, Noruega vence e Brasil deixa a Copa do Mundo

Esporte2 dias agoAncelotti lamenta eliminação e já projeta novo ciclo: “Não é o fim”

Negócios1 dia ago5 Fatos e Curiosidades para Conhecer Carlo Ancelotti, Técnico da Seleção Brasileira

Tecnologia1 dia agoNova técnica pode transformar fungos em armas contra o câncer

Internacional24 horas agoTrump acionou a Fifa para reverter suspensão de jogador dos EUA

Cidades24 horas ago2ª Expo Pesca promete movimentar Itapemirim com cultura, música, gastronomia e negócios
- Negócios11 horas ago
Zuckerberg Admite Erros na Substituição de Funcionários por IA

Geral4 horas agoBanco do Brasil destina R$ 4,8 bilhões para financiar a safra 2026/27 no Espírito Santo






























