Connect with us

Tecnologia

Ciclistas também recebem multa? Veja o que diz o Detran e o CTB

Redação Informe ES

Published

on

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece normas para todos os usuários das vias públicas, incluindo motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas. Ainda que as bicicletas não possuam placa ou exigência de habilitação, elas são consideradas veículos e, portanto, devem seguir as regras de trânsito. Por isso, o não cumprimento dessas normas pode resultar em multas e outras penalidades.

Nos últimos anos, houve um aumento na fiscalização de ciclistas, especialmente em áreas urbanas com infraestrutura cicloviária. Isso se deve ao crescimento do uso das bicicletas como meio de transporte e à necessidade de garantir a segurança de todos no trânsito. Consequentemente, os ciclistas devem estar atentos às regras específicas que lhes são aplicáveis.

Para ajudar você a ficar por dentro dessas regras, preparamos uma matéria explicando as principais infrações de trânsito cometidas por ciclistas, as penalidades previstas no CTB e como o Detran atua na fiscalização dessas infrações. Confira abaixo!

Leia mais:

Advertisement
  • Dirigir usando fone de ouvido dá multa? Veja o que diz a lei
  • Quanto tempo para pagar multa de trânsito pelo Detran?
  • Multas de trânsito: quais são as infrações mais graves e mais caras?
Homem andando de bicicleta
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) deixa claro que bicicletas convencionais também são veículos, portanto estão sujeitas às normas de trânsito. (Imagem: Andrey_Popov/Shutterstock)

Andar de bicicleta pela cidade pode render uma multa?

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) deixa claro que bicicletas convencionais também são veículos e, por isso, estão sujeitas às normas de trânsito. Assim como motoristas e motociclistas, os ciclistas devem respeitar sinais, semáforos, calçadas e faixas de pedestres, entre outras regras de circulação. A fiscalização pode ser feita por agentes de trânsito, guardas municipais ou policiais em patrulhas de rotina.

Mesmo sem placa ou registro, os ciclistas podem receber multas caso infrinjam a lei. Quando isso ocorre, os agentes esperam que o ciclista pare voluntariamente para que a multa seja lavrada e registrada. Não existe perseguição formal, mas caso o ciclista desobedeça, pode ser abordado posteriormente em blitz ou fiscalizações programadas.

Cada estado possui regulamentações específicas sobre a atuação de seus Detrans, mas todos seguem o CTB como referência federal.

Em termos práticos, os tipos de infração variam entre leves, médias, graves e gravíssimas, com valores proporcionais à classificação. As mais comuns incluem desrespeito a sinais de trânsito, circulação em calçadas proibidas, transporte de passageiros inadequado e falta de equipamentos de segurança obrigatórios. Entender cada uma delas ajuda o ciclista a se prevenir e evitar surpresas desagradáveis.

Não parar no semáforo ou sinal vermelho

O CTB classifica como infração de trânsito não respeitar sinais e semáforos, independentemente do veículo. Para ciclistas, passar no vermelho ou ignorar placas de pare é considerado infração média. O valor da multa pode variar conforme o estado, mas geralmente gira em torno de R$ 130,16. Além disso, a infração pode resultar na retenção da bicicleta até a regularização da situação.

Advertisement

A fiscalização é feita por agentes que aguardam o ciclista parar ou registram a infração por câmeras de monitoramento. Caso o ciclista seja abordado, é emitida a notificação e ele deve assinar o registro de ciência da infração. Essa medida garante que mesmo sem placa, a infração seja documentada e aplicada corretamente, reforçando a segurança no trânsito.

Semáforo
O CTB classifica como infração de trânsito não respeitar sinais e semáforos, independentemente do veículo. (Imagem: ako photography/Shutterstock)

Circular em calçadas ou áreas proibidas

Andar de bicicleta em calçadas, áreas de pedestres ou vias exclusivas para veículos automotores é considerado infração grave, de acordo com o CTB. Essa regra existe para proteger pedestres e evitar acidentes, já que o espaço compartilhado pode ser perigoso. Em algumas cidades, ciclovias ou ciclofaixas são obrigatórias, e a fiscalização pode orientar os ciclistas a se deslocarem corretamente.

A multa aplicada geralmente fica em torno de R$ 195,23, podendo gerar cinco pontos na CNH do responsável, se houver associação com veículo motorizado. Os agentes podem advertir ou multar na hora, dependendo do comportamento do ciclista, e o registro da infração costuma ser feito no próprio sistema do Detran estadual, garantindo que todas as regras sejam seguidas de maneira padronizada.

Falta de equipamentos de segurança

O CTB exige que bicicletas estejam equipadas com itens mínimos de segurança, como sinalização noturna, campainha, luzes e freios em perfeito estado. A ausência desses equipamentos configura infração média, pois coloca em risco tanto o ciclista quanto pedestres e motoristas. A fiscalização pode acontecer em blitz educativas ou durante patrulhas de rotina.

Além disso, o ciclista deve usar capacete, especialmente em vias de grande circulação, e a falta de equipamentos adequados pode gerar multa e advertência. Cada Detran estadual determina os procedimentos de abordagem, que geralmente envolvem a parada do ciclista e orientação sobre os itens obrigatórios, garantindo que todos trafeguem com segurança.

Advertisement
O ciclista deve usar capacete, especialmente em vias de grande circulação. (Imagem: @Freepik/Freepik)

Onde e como as multas são administradas

Como bicicletas não possuem placa, a fiscalização depende da abordagem direta do ciclista. Os agentes aguardam que ele pare voluntariamente para que a multa seja aplicada, e em casos de descumprimento, podem registrar o ocorrido e buscar identificar o responsável posteriormente. O Detran de cada estado possui normas específicas, mas todos eles seguem o CTB como referência federal.

É importante que o ciclista esteja atento às regras e coopere com a fiscalização. A notificação é emitida no local ou enviada posteriormente, dependendo do registro da infração e, em geral, os valores das multas são proporcionais à gravidade da infração. A abordagem visa orientar, educar e garantir a segurança de todos, sem a necessidade de perseguições ou medidas agressivas.

Ciclista profissional andando de bike numa pista de corrida
Mesmo sem placa ou registro, os ciclistas podem receber multas caso infrinjam a lei. (Imagem: LovetheLifeyouLive/Shutterstock)

O post Ciclistas também recebem multa? Veja o que diz o Detran e o CTB apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continue Reading
Advertisement

Tecnologia

ANPD coloca ChatGPT, Gemini, Instagram e outras plataformas na mira

Redação Informe ES

Published

on

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) iniciou, nesta sexta-feira (21), uma ação de monitoramento das principais plataformas digitais, lojas de aplicativos e ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa utilizadas no Brasil.

O objetivo é verificar se esses serviços adotam medidas para cumprir as obrigações estabelecidas pelo Marco Civil da Internet (MCI) e pelo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). As empresas começaram a ser notificadas nesta sexta-feira (21) e terão dez dias úteis, contados a partir da ciência da notificação, para responder aos questionamentos da Agência.

A iniciativa faz parte do plano de ação da ANPD para implementar as novas competências atribuídas à instituição após a atualização da regulamentação do Marco Civil da Internet. O cronograma para essas ações foi divulgado pela Agência em junho deste ano.

O monitoramento pretende coletar informações que subsidiem as próximas ações da ANPD e verificar se as plataformas, lojas de aplicativos e ferramentas de IA generativa possuem mecanismos adequados para prevenir e impedir a circulação de conteúdos criminosos ou ilícitos.

Advertisement

A Agência dará atenção especial aos riscos que possam afetar crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital. As ações também avaliarão medidas adotadas para cumprir o ECA Digital, que entrou em vigor em março deste ano.

22 serviços entram no monitoramento

A ANPD dividiu os serviços monitorados em dois grupos, de acordo com o tipo de serviço oferecido e os riscos associados.

O primeiro grupo reúne plataformas digitais e aplicativos de mensagem. São eles:

  • Instagram;
  • Facebook;
  • WhatsApp, especificamente na funcionalidade pública “Canais”;
  • Telegram, nas funcionalidades “Canais públicos” e “Grupos públicos”;
  • TikTok;
  • X;
  • Discord;
  • YouTube;
  • Kwai;
  • LinkedIn;
  • Snapchat;
  • Pinterest;
  • Reddit.

O segundo grupo inclui lojas de aplicativos e ferramentas de IA generativa:

  • App Store;
  • Google Play Store;
  • Copilot;
  • Claude;
  • DeepSeek;
  • Gemini;
  • ChatGPT;
  • Meta AI;
  • Perplexity.

Ao todo, 22 agentes foram selecionados para o monitoramento. Entre os critérios utilizados pela ANPD estão o alcance dos serviços no mercado brasileiro, a relevância das plataformas, as funcionalidades disponibilizadas e os riscos relacionados à circulação de conteúdos produzidos por terceiros.

A Agência também considerou especialmente os riscos relacionados à proteção de crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.

Advertisement

Comunicações privadas ficam fora da fiscalização

O monitoramento não abrange serviços de e-mail nem as comunicações privadas realizadas por aplicativos de mensagem, em respeito ao sigilo das comunicações e conforme estabelece o Decreto nº 8.771/2016.

Quando uma empresa incluída na ação também oferece serviços de mensageria, a atuação da ANPD fica limitada às funcionalidades que permitem a difusão pública ou a intermediação pública de conteúdos produzidos por terceiros. Isso inclui recursos, como canais, comunidades ou grupos abertos.

Conversas privadas entre usuários ou entre grupos determinados de usuários não fazem parte do escopo da ação.

O que as plataformas terão de informar

Nesta primeira fase, plataformas e lojas de aplicativos deverão responder a questionamentos sobre a existência e a efetividade de diferentes estruturas e mecanismos. Entre os pontos avaliados estão:

Advertisement
  • Estruturas de governança;
  • Mecanismos de transparência;
  • Sistemas de gestão e mitigação de riscos;
  • Procedimentos de moderação de conteúdo;
  • Canais de denúncia;
  • Medidas de proteção dos usuários;
  • Outros mecanismos destinados ao cumprimento das leis e normas brasileiras.

As respostas serão analisadas pela Superintendência de Fiscalização (SFI) da ANPD. A avaliação poderá ser feita em conjunto com outras informações sobre o funcionamento das plataformas, denúncias recebidas e demais elementos técnicos disponíveis.

Esse conjunto de dados servirá de base para os próximos passos da Agência na fiscalização das obrigações previstas no Marco Civil da Internet e no ECA Digital.

Redes sociais
Ao todo, 22 agentes foram selecionados para o monitoramento – Imagem: Thanmano/iStock

Leia mais:

  • Suspender as lives do Discord protege os jovens ou apenas transfere o problema?
  • Redes sociais terão prazo para mostrar como protegem crianças
  • Após ordem da ANPD, Discord passa a ser fiscalizado pelo MPF

Plataformas terão de combater conteúdos criminosos

No caso das plataformas digitais, a ANPD avaliará, entre outros aspectos, se existem salvaguardas para impedir a veiculação e o impulsionamento de conteúdos criminosos ou ilícitos.

A Agência também verificará se os serviços mantêm canais de denúncia para receber e tratar notificações sobre esse tipo de conteúdo e sobre violações aos direitos de crianças e adolescentes.

Outro ponto analisado será a adoção de medidas para prevenir a violência contra mulheres no ambiente digital, incluindo mecanismos destinados a reduzir o alcance de ataques coordenados.

Advertisement

IA será avaliada por proteção contra conteúdo íntimo

No monitoramento das lojas de aplicativos e ferramentas de inteligência artificial generativa, a atenção estará voltada principalmente às proteções contra a geração, edição, manipulação ou modificação de conteúdo íntimo envolvendo terceiros, inclusive quando houver utilização de IA.

As empresas deverão informar quais filtros, bloqueios, sistemas de detecção e outros mecanismos de segurança utilizam para impedir ou identificar a geração desse tipo de conteúdo. Também deverão demonstrar a efetividade das salvaguardas implementadas.

Os documentos dos dois processos que estão disponíveis para consulta pública podem ser acessados pelo Sistema Eletrônico de Informação (SEI) da ANPD.

Monitoramento começou em junho

A nova ação se soma a outro monitoramento iniciado pela ANPD em junho e que ainda está em andamento.

Advertisement

A iniciativa anterior tem como foco lojas de aplicativos, sistemas operacionais e sites com conteúdo pornográfico, com o objetivo de verificar a implementação das obrigações relacionadas à aferição de idade previstas no ECA Digital.

O que mudou para as plataformas

A atuação da ANPD ocorre após a atualização da regulamentação do Marco Civil da Internet (MCI). O Decreto nº 12.975/2026 atualizou as regras do MCI e detalhou como provedores de aplicações de internet, incluindo plataformas digitais e redes sociais, devem agir de maneira proativa diante do crescimento da violência digital.

O decreto também estabelece medidas relacionadas à prevenção de fraudes digitais e golpes online, independentemente de decisões judiciais específicas para a indisponibilização de conteúdos que caracterizem determinados crimes.

Já o Decreto nº 12.976/2026 é direcionado à proteção das mulheres no ambiente digital.

Advertisement

Os dois normativos atribuíram à ANPD competências de regulação, fiscalização e apuração de infrações relacionadas à garantia dos direitos dos usuários e ao cumprimento dos deveres das plataformas digitais.

Com as novas atribuições, a Agência passou a fiscalizar o cumprimento das obrigações relacionadas à atuação dos provedores de aplicações de internet, verificando se eles adotam medidas técnicas adequadas para prevenir e reduzir a circulação massiva de conteúdos criminosos.

A atuação da ANPD tem caráter sistêmico, com foco nos mecanismos, processos e estruturas adotados pelas plataformas para cumprir a legislação. A Agência não analisará conteúdos ou publicações de forma isolada.

O post ANPD coloca ChatGPT, Gemini, Instagram e outras plataformas na mira apareceu primeiro em Olhar Digital.

Advertisement

Powered by WPeMatico

Continue Reading

Tecnologia

VÍDEO: China faz pouso inédito de foguete reutilizável em terra firme

Redação Informe ES

Published

on

A China conseguiu realizar um feito inédito na área de lançamentos espaciais ao recuperar, pela primeira vez em terra firme, o primeiro estágio de um foguete após um voo orbital. O sucesso foi alcançado pelo Zhuque-3, desenvolvido pela empresa espacial privada chinesa LandSpace, durante lançamento realizado na Zona de Testes de Inovação Espacial Comercial de Dongfeng.

O lançamento ocorreu na quarta-feira (19), pelo horário local da China — ainda na noite de terça-feira (18) no Brasil. Depois de cumprir a etapa orbital da missão, o primeiro estágio do foguete retornou à Terra e realizou um pouso vertical controlado na área prevista para recuperação, em Minqin, na província de Gansu.

O resultado representa um avanço importante para o programa espacial comercial chinês e coloca a LandSpace entre as empresas que já demonstraram na prática a capacidade de recuperar um estágio de um foguete orbital em terra. O objetivo da tecnologia é permitir que partes do veículo sejam utilizadas novamente em outras missões, reduzindo custos e aumentando a frequência dos lançamentos.

Veja o feito:

Advertisement

Como funciona o Zhuque-3

  • O Zhuque-3 tem 66,1 metros de comprimento e é formado por dois estágios, com um núcleo único. A estrutura utiliza principalmente aço inoxidável, enquanto os motores são alimentados por metano líquido e oxigênio líquido. O primeiro estágio possui nove motores Tianque-12A;
  • O estágio responsável pelo retorno conta com diferentes sistemas para controlar a trajetória durante a reentrada. Entre eles estão aletas de estabilização, sistemas de controle de atitude e pernas de pouso, que permitem ao veículo desacelerar e realizar uma aterrissagem vertical depois de se separar do segundo estágio;
  • A recuperação é uma das partes mais complexas da missão. Depois da separação, o primeiro estágio precisa controlar sua trajetória durante a reentrada, realizar novas queimas dos motores e reduzir progressivamente a velocidade até tocar o solo na posição planejada.

A LandSpace já havia realizado testes específicos para desenvolver essa capacidade. Em janeiro de 2024, um veículo de testes equipado com um motor Tianque-12 realizou uma decolagem e um pouso vertical depois de alcançar cerca de 350 metros de altitude.

O pouso ocorreu a aproximadamente 2,4 metros do ponto previsto e com velocidade de apenas 0,75 metro por segundo. Em setembro do mesmo ano, outro teste levou a tecnologia a mais de dez quilômetros de altitude e incluiu desligamento e reacendimento do motor durante o voo.

Leia mais:

Advertisement
  • Terremoto de magnitude 5,9 atinge região na China
  • Mais rápido que Usain Bolt! Robô chinês impressiona em vídeo
  • SpaceX resgata Starship após 24 dias no mar, mas operação ainda não terminou

Segunda tentativa deu certo

O pouso bem-sucedido desta semana também representa uma recuperação importante para a LandSpace depois de uma primeira tentativa malsucedida.

O voo inaugural do Zhuque-3 aconteceu em dezembro de 2025. Na ocasião, o segundo estágio conseguiu colocar a carga em órbita, mas o primeiro estágio não completou a recuperação.

O propulsor apresentou uma anomalia durante a fase final da tentativa de pouso e acabou destruído. Segundo informações divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua, houve uma combustão anormal durante o processo de recuperação.

Apesar da falha, a primeira missão forneceu dados importantes para o desenvolvimento do sistema. A LandSpace conseguiu verificar o comportamento da estrutura e da proteção térmica durante a reentrada, além do controle aerodinâmico e dos sistemas utilizados para orientar o estágio durante a descida.

A empresa também conseguiu avaliar os algoritmos de orientação durante as fases de reentrada e reacendimento dos motores. Assim, embora o primeiro pouso tenha fracassado, a missão ajudou a identificar os pontos que precisavam ser corrigidos antes de uma nova tentativa.

Advertisement
Bandeiras de China e EUA entre um foguete
Marco é importante na corrida espacial da China contra os Estados Unidos – Imagem: azrin_aziri/Shutterstock

China já havia recuperado outro foguete

O feito do Zhuque-3 precisa ser colocado em contexto, porque a China já havia conseguido recuperar um primeiro estágio de um foguete orbital antes.

Em julho de 2026, o país recuperou o primeiro estágio de um Long March-10B depois de seu voo inaugural. A diferença é que o estágio foi capturado por uma estrutura instalada em uma embarcação no mar, em vez de realizar um pouso vertical sobre pernas.

O Zhuque-3, portanto, representa uma nova etapa nessa tecnologia: é o primeiro foguete chinês a realizar uma recuperação orbital em terra, com o primeiro estágio retornando de forma controlada e pousando verticalmente.

A diferença também é relevante porque a estratégia da LandSpace segue conceito semelhante ao utilizado pela SpaceX em seus foguetes Falcon 9. Em vez de descartar o primeiro estágio no oceano, o veículo utiliza seus próprios motores para reduzir a velocidade e retornar à superfície, onde pode ser recuperado e preparado para um novo voo.

Advertisement

A China passa, assim, a utilizar duas abordagens diferentes para recuperar estágios de foguetes orbitais: a captura no mar, demonstrada pelo Long March-10B, e o pouso vertical em terra, agora demonstrado pelo Zhuque-3.

Corrida pela reutilização

A tecnologia é considerada estratégica para o crescimento do setor espacial comercial chinês. O Zhuque-3 foi projetado para uma nova geração de veículos capazes de realizar lançamentos com menor custo, maior capacidade de carga e maior frequência.

A reutilização do primeiro estágio pode diminuir a quantidade de componentes que precisam ser fabricados para cada missão. Em vez de construir um novo propulsor para cada lançamento, a empresa pode recuperar, inspecionar e preparar o mesmo estágio para novos voos.

Esse modelo foi popularizado pela SpaceX, que transformou a recuperação e reutilização dos primeiros estágios do Falcon 9 em uma operação recorrente. A China vem tentando desenvolver tecnologias próprias para competir nesse segmento, tanto por meio de empresas estatais quanto de companhias privadas.

Advertisement

No caso do Zhuque-3, a LandSpace aposta em motores alimentados por metano e oxigênio líquidos, combinação que também é utilizada pela SpaceX no sistema Starship. O foguete chinês tem capacidade prevista de transportar até 18,3 toneladas para a órbita baixa da Terra quando o primeiro estágio é recuperado.

O sucesso do pouso, portanto, não significa que a China tenha alcançado o mesmo nível de maturidade operacional da SpaceX. O Zhuque-3 ainda está em sua fase inicial de desenvolvimento e acabou de demonstrar a recuperação orbital em terra pela primeira vez. Mas o resultado elimina uma das principais barreiras tecnológicas para que a China passe a operar lançadores parcialmente reutilizáveis em escala comercial.

A expectativa é que tecnologias desse tipo sejam utilizadas para ampliar a capacidade chinesa de colocar satélites em órbita, especialmente em momento em que o país trabalha na expansão de grandes constelações de satélites de órbita baixa e no crescimento de seu setor espacial comercial.

O post VÍDEO: China faz pouso inédito de foguete reutilizável em terra firme apareceu primeiro em Olhar Digital.

Advertisement

Powered by WPeMatico

Continue Reading

Tecnologia

Google deixa escapar detalhes dos novos tablets da Samsung

Redação Informe ES

Published

on

A Samsung ainda não anunciou oficialmente sua próxima geração de tablets topo de linha, mas o Google Play Console acabou revelando informações importantes sobre os Galaxy Tab S12+ e Galaxy Tab S12 Ultra. Os dois modelos apareceram na lista de dispositivos suportados da plataforma, antecipando especificações de hardware e indicando que o lançamento pode estar próximo.

O vazamento revela que a Samsung prepara versões com conexão Wi-Fi e 5G dos tablets. No caso do Galaxy Tab S12 Ultra 5G, o aparelho aparece com o código de modelo SM-X946B, enquanto a versão Wi-Fi é identificada como SM-X940. Há ainda outro modelo celular, o SM-X946N, destinado ao mercado sul-coreano.

O registro do Google indica que o Tab S12 Ultra terá aproximadamente 12 GB de RAM e será equipado com o sistema operacional Android 17.

Galaxy Tab S12 Ultra terá chip MediaTek

  • Um dos principais detalhes revelados pelo vazamento é o processador do Galaxy Tab S12 Ultra;
  • O aparelho aparece no Google Play Console com a plataforma MediaTek MT6993, cuja configuração inclui um núcleo ARM C1-Ultra de até 4,05 GHz, três núcleos C1-Premium de 3,4 GHz e quatro núcleos C1-Pro de 2,7 GHz;
  • O código MT6993 corresponde ao MediaTek Dimensity 9500, atual plataforma de alto desempenho da fabricante taiwanesa;
  • Para gráficos, o tablet aparece com uma GPU ARM Mali G1-Ultra de 12 núcleos, com frequência de até 1.600 MHz;
  • O registro também indica uma tela com resolução de 1.848 x 2.960 pixels e densidade de 280 DPI.

A quantidade de memória exibida pelo sistema fica próxima de 12 GB. O registro mostra aproximadamente 11,7 GB a 11,8 GB de RAM utilizável, o que indica que o aparelho deve contar com 12 GB de RAM na configuração correspondente ao modelo identificado.

Outro detalhe é que o aparelho já aparece como “Certified and Supported” no Google Play Console. Segundo o The Tech Outlook, o dispositivo foi adicionado ao catálogo do Google em 26 de julho de 2026.

Advertisement

Galaxy Tab S12+ também aparece

O Galaxy Tab S12+ surgiu na plataforma do Google antes do modelo Ultra, revelando diferentes versões regionais.

A versão Wi-Fi aparece com o código SM-X840 e o codinome “gts12pwifi”. Já os modelos 5G utilizam o codinome “gts12p” e aparecem com os números SM-X846B, SM-X846E, SM-X846N e SM-X848U, correspondentes a diferentes mercados. Entre eles, estão versões destinadas ao mercado internacional, Ásia, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Os registros também reforçam que a Samsung pretende oferecer a linha com opções de conectividade diferentes, em vez de limitar os tablets a uma única configuração.

Assim como o modelo Ultra, o Tab S12+ também aparece no ecossistema do Google como dispositivo suportado, outro sinal de que o desenvolvimento do aparelho está avançado.

Advertisement
Galaxy Tab S11 Ultra
Galaxy Tab S11 é a linha atual de tablets da sul-coreana – Imagem: Divulgação/Samsung

Android 17 e novo processador

A presença do Android 17 é outro elemento de destaque nos registros. Os vazamentos indicam que a nova geração de tablets da Samsung deverá chegar ao mercado já utilizando a próxima versão do sistema operacional do Google. No caso do Tab S12 Ultra, a listagem também reforça a combinação com o Dimensity 9500.

A presença do chip da MediaTek é particularmente relevante porque representa uma plataforma de alto desempenho para uma linha que tradicionalmente ocupa o topo do catálogo de tablets da Samsung.

O Tab S12 Ultra já havia aparecido anteriormente em uma plataforma de testes, também com indicação do Dimensity 9500. A listagem no Google Play Console acrescenta informações sobre memória, resolução da tela e diferentes versões do aparelho.

Galaxy A07s também aparece no vazamento

Os novos tablets não foram os únicos dispositivos da Samsung identificados no Google Play Console. O Galaxy A07s 4G também apareceu na plataforma, com os números de modelo SM-A077F para a versão internacional e SM-A077M para a América Latina. Os dois aparelhos compartilham o codinome “a07ve”.

Advertisement

O modelo aparece com cerca de 4 GB de RAM, Android 16 e um processador MediaTek da família Helio G99. A tela teria resolução de 720 x 1.600 pixels.

A presença do modelo destinado à América Latina é especialmente relevante para a região, embora isso não signifique necessariamente que a Samsung já tenha confirmado seu lançamento em mercados específicos.

Lançamento ainda não foi confirmado

Apesar da quantidade de informações reveladas pelos registros, a Samsung ainda não confirmou oficialmente a data de lançamento dos Galaxy Tab S12+ e Tab S12 Ultra.

A presença dos aparelhos no Google Play Console, porém, indica que o desenvolvimento está em estágio avançado. Os registros também se somam a aparições anteriores dos dispositivos em bancos de dados de certificação e plataformas de benchmark, aumentando os indícios de que a apresentação oficial está próxima.

Advertisement

Por enquanto, permanecem sem confirmação oficial informações, como preços, disponibilidade por país e todas as especificações dos novos tablets.

O que já aparece nos registros é suficiente para indicar que a Samsung prepara uma geração de tablets topo de linha com Android 17, até 12 GB de RAM e processador MediaTek Dimensity 9500, além de versões Wi-Fi e 5G.

O post Google deixa escapar detalhes dos novos tablets da Samsung apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Advertisement
Continue Reading

Em Alta

Copyright © 2023 - Todos os Direitos Reservados