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SUV elétrico ou híbrido plug-in? Entenda o que muda na prática ao dirigir

Redação Informe ES

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Híbrido leve, plug-in, elétrico puro ou célula de hidrogênio? A sopa de letrinhas do mercado automotivo atual pode confundir até os motoristas mais experientes. Antes de trocar seu veículo, é fundamental compreender o que cada sigla significa e como cada tecnologia impacta tanto o seu bolso quanto o meio ambiente.

A evolução silenciosa dos motores a combustão

Engana-se quem pensa que a eletrificação é algo exclusivo dos carros futuristas. Mesmo os modelos tradicionais a combustão vêm ganhando “ajudas” elétricas invisíveis. A tecnologia mais básica é o Híbrido Leve (MHEV), onde um pequeno motor elétrico substitui o alternador e o motor de arranque, ajudando o carro a ganhar embalo e economizar combustível, embora nunca tracionem as rodas sozinhos.

Um degrau acima estão os Híbridos Convencionais (HEV), como o Toyota Corolla Cross. Nestes, o motor elétrico é robusto o suficiente para mover o carro em baixas velocidades ou em manobras de estacionamento. A grande sacada é que você não precisa se preocupar com tomadas: a bateria é recarregada automaticamente aproveitando a energia das frenagens e o próprio funcionamento do motor a combustão.

Uma pesquisa acadêmica focada em sistemas MHEV de 48 V, mostra melhorias reais em economia de combustível e redução de CO₂ graças a funções como frenagem regenerativa e assistência elétrica:
aborda dados experimentais e simulações do impacto de diferentes arquiteturas híbridas leves.

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Carro com ajuda elétrica invisível já economiza sem precisar de tomada – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Qual a vantagem dos modelos Plug-in?

Para quem busca o melhor dos dois mundos, os Híbridos Plug-in (PHEV) surgem como uma solução versátil. Diferente dos anteriores, eles possuem uma bateria maior que pode, e deve, ser carregada na tomada de casa. Isso permite rodar entre 30 a 50 km usando apenas eletricidade, ideal para o trajeto diário trabalho-casa, mantendo o motor a gasolina apenas para viagens longas.

Já os puramente elétricos (BEV) abandonam completamente o tanque de combustível. Com mecânica simplificada e baterias gigantescas no assoalho, eles oferecem torque instantâneo e silêncio absoluto. O desafio aqui muda de figura: a preocupação deixa de ser o preço da gasolina e passa a ser a infraestrutura de carregamento disponível na sua rota.

Híbrido leve, plug-in ou elétrico? As diferenças, vantagens e qual tecnologia de eletrificação é a ideal para o seu perfil de uso
Para quem busca o melhor dos dois mundos, os Híbridos Plug-in (PHEV) surgem como uma solução versátil – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Comparativo rápido para não errar na escolha

Com tantas opções, a decisão de compra deve ser baseada no seu perfil de uso diário. Se você não tem onde carregar o carro à noite, um elétrico puro ou plug-in pode virar dor de cabeça. Por outro lado, quem roda muito na cidade se beneficia imensamente da economia dos sistemas híbridos que recuperam energia no “anda e para” do trânsito.

🔌 Tipos de Eletrificação Veicular (Brasil)

Tipo (sigla) Tração elétrica pura? Precisa de tomada? Exemplo no Brasil
Híbrido Leve (MHEV) Não Não Kia Sportage
Híbrido (HEV) Sim (curtas distâncias) Não Corolla Cross
Plug-in (PHEV) Sim (média autonomia) Sim (opcional) BYD Song Plus
Elétrico (BEV) Sim (total) Sim (obrigatório) BYD Dolphin
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O curioso caso do carro a hidrogênio

Existe ainda uma categoria exótica que corre por fora: os veículos de célula de combustível (FCEV). Eles são, tecnicamente, carros elétricos que produzem sua própria energia a bordo. Em vez de carregar na tomada, você abastece um tanque com gás hidrogênio, que reage quimicamente para gerar eletricidade e liberar apenas água pura pelo escapamento.

Apesar de parecer a solução perfeita, a realidade impõe barreiras físicas e logísticas enormes. A infraestrutura para abastecimento de hidrogênio é praticamente inexistente e caríssima para ser implementada em larga escala. Por enquanto, modelos como o Toyota Mirai servem mais como laboratórios sobre rodas do que como opções reais de compra para o consumidor comum.

Leia mais:

  • BYD Qin L híbrido super econômico de custo estimado em R$ 70 mil pode vir para o Brasil
  • Stellantis confirma quatro novos híbridos nacionais para 2026
  • Tendões artificiais revolucionam robôs biohíbridos e ampliam aplicações

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Tecnologia

SpaceX: documento de IPO revela receita de R$ 23,5 bi no 1º trimestre

Redação Informe ES

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A SpaceX registrou receita de US$ 4,7 bilhões (R$ 23,5 bilhões) no primeiro trimestre, de acordo com documentos de IPO divulgados pela empresa de exploração espacial de Elon Musk e vistos pelo The New York Times.

Os documentos também revelaram que a companhia carrega uma dívida total de US$ 29 bilhões (R$ 145,3 bilhões), refletindo os investimentos massivos em projetos de tecnologia espacial.

SpaceX: investimento bilionário no projeto Starship

  • A SpaceX investiu mais de US$ 15 bilhões (R$ 75,2 bilhões) especificamente no desenvolvimento do Starship, seu foguete de próxima geração projetado para missões interplanetárias e transporte de cargas pesadas;
  • O Starship representa uma das principais apostas tecnológicas da empresa para expandir suas capacidades de transporte espacial e viabilizar missões de longa distância, incluindo eventual colonização de Marte.

A receita da empresa em 2025 foi de US$ 18,7 bilhões (R$ 93,7 bilhões), aumento de 33% ante 2024. Contudo, a empresa perdeu mais de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,5 bilhões) no ano passado, ante lucro de US$ 791 milhões (R$ 4 bilhões) em 2024.

Fachada da Starbase, da Spacex
SpaceX precisou revelar, pela primeira vez, seus números – Imagem: Findaview/Shutterstock

Leia mais:

  • Starship volta a voar após 7 meses – assista com o Olhar Digital
  • Fundo discreto pode lucrar bilhões com entrada da SpaceX na bolsa após aposta precoce
  • SpaceX protocola pedido de IPO que pode fazer de Elon Musk o primeiro trilionário do mundo

Os investimentos de capital quase dobraram para US$ 20,7 bilhões (R$ 103,8 bilhões) devido aos altos gastos com o desenvolvimento de IA (a empresa se fundiu com a xAI no início do ano). Nos primeiros três meses deste ano, a SpaceX perdeu quase tanto dinheiro quanto perdeu em 2025 inteiro, com prejuízo de US$ 4,3 bilhões (R$ 21,5 bilhões).

O negócio mais lucrativo da SpaceX é a Starlink, internet via satélite, que contava com 10,3 milhões de assinantes no final de março, o dobro em relação ao ano anterior. No ano passado, a Starlink obteve receita operacional de cerca de US$ 4,4 bilhões (R$ 22 bilhões), também mais que o dobro do ano anterior.

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Laboratórios recolhem remédios após identificar problemas; saiba quais

Redação Informe ES

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Duas farmacêuticas anunciaram, nesta segunda-feira (18), o recolhimento voluntário de remédios após identificarem problemas relacionados à produção dos produtos. As ocorrências foram comunicadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as suspensões de comercialização, distribuição e uso foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Quais remédios foram retirados de circulação?

  • A Cimed informou suspeitar de uma troca de cartuchos entre medicamentos usados no controle do colesterol;
  • Segundo a empresa, pacientes que acreditam estar tomando atorvastatina cálcica 40 mg podem, na prática, estar consumindo rosuvastatina cálcica 20 mg;
  • Foram recolhidos os lotes 2408006 da atorvastatina cálcica 40 mg e 2408078 da rosuvastatina cálcica 20 mg;
  • Os dois medicamentos são utilizados para reduzir os níveis de colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, e triglicerídeos no sangue. Também contribuem para elevar o HDL, chamado de colesterol bom, e são prescritos para prevenir doenças cardiovasculares, como infartos e AVCs;
  • Embora as duas substâncias pertençam à mesma classe de medicamentos, as estatinas, elas possuem doses e indicações diferentes de acordo com o perfil de cada paciente.

A troca pode representar risco porque cada medicamento é prescrito de forma individualizada. A dose adequada depende do histórico clínico do paciente, de outros medicamentos utilizados e do nível de colesterol que precisa ser controlado.

colesterol
Medicamentos da Cimed combatem o colesterol – Imagem: Olivier Le Moal/iStock
  • Já a Hypofarma anunciou o recolhimento do lote 25091566 do fosfato dissódico de dexametasona 4 mg/ml, um corticoide injetável comercializado em caixas com 50 ampolas;
  • De acordo com a empresa, foi identificada turvação da solução quando o medicamento é diluído em associação a determinados outros remédios;
  • A Hypofarma afirmou que o recolhimento está restrito ao lote mencionado e que acompanha o caso junto às autoridades sanitárias.

O fosfato dissódico de dexametasona é um corticoide sintético utilizado no tratamento de condições inflamatórias severas, distúrbios alérgicos e doenças autoimunes. O medicamento também é indicado para casos de edema, incluindo edema cerebral em algumas condições neurológicas, além de distúrbios endócrinos.

Em nota, a Hypofarma afirmou que “a medida demonstra o compromisso histórico da empresa com a segurança dos pacientes, a transparência de seus processos e o rigor dos controles de qualidade”.

As empresas orientam consumidores que tenham adquirido qualquer um dos medicamentos afetados a interromper o uso e entrar em contato com os serviços de atendimento ao consumidor (SAC) para obter informações sobre o recolhimento e a devolução dos produtos.

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Uma bateria de água salgada de tofu: ecológica e que consegue durar mais de trezentos anos

Redação Informe ES

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A busca por fontes sustentáveis ganhou um aliado surpreendente vindo da culinária tradicional. Pesquisadores desenvolveram um dispositivo inovador capaz de transformar o armazenamento energético global. Essa nova bateria de água salgada promete mitigar os impactos ambientais e combater o descarte inadequado de lixo eletrônico.

Como funciona a nova bateria de água salgada de tofu?

Um recente estudo publicado na Nature Communications revelou uma tecnologia limpa baseada em ingredientes culinários. Cientistas utilizaram uma fórmula química idêntica à receita do alimento para criar uma bateria de água salgada totalmente biodegradável. O sistema elimina metais pesados nocivos, utilizando insumos naturais para conduzir eletricidade de forma altamente ecológica.

O segredo operacional reside na estabilidade molecular gerada pela mistura salina combinada a compostos vegetais. Esse arranjo permite um fluxo constante de íons sem degradar os componentes estruturais. O resultado prático é um dispositivo capaz de reter sua capacidade energética mesmo após intensos ciclos de carga e descarga.

🌱 Extração de Compostos: Isolamento de proteínas vegetais limpas.

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🔋 Síntese do Eletrólito: Mistura homogênea líquida estável.

Ciclo Operacional: Armazenamento seguro de longa duração.

Por que a bateria de água salgada dura tanto tempo?

A durabilidade impressionante decorre diretamente da ausência de reações corrosivas que destroem acumuladores químicos convencionais. Enquanto modelos tradicionais sofrem com desgastes internos severos, essa solução orgânica mitiga falhas físicas na estrutura. Testes comprovaram que o aparelho suporta mais de cem mil recargas mantendo intacta sua eficiência operacional.

Essa fantástica estabilidade garante um ciclo útil estimado que supera facilmente a marca histórica de trezentos anos seguidos. Essa longevidade extrema resolve o problema crônico da obsolescência programada na indústria atual. No futuro, os usuários desfrutarão do mesmo equipamento sem demandar substituições frequentes ou manutenções complexas.

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  • Alta resistência contra oscilações térmicas bruscas.
  • Ausência de oxidação nos eletrodos internos.
  • Descarga total sem danos à matriz química.
  • Ciclo útil cem vezes superior ao lítio.
Uma bateria de água salgada de tofu: ecológica e que consegue durar mais de trezentos anos
Tecnologia limpa elimina metais pesados utilizando apenas insumos vegetais naturais – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Quais são os principais benefícios ecológicos deste dispositivo?

O grande diferencial sustentável dessa inovação reside no descarte seguro, livre de contaminações ambientais graves. Ao contrário de baterias comuns que poluem solos e recursos hídricos com ácidos, esses resíduos orgânicos integram-se à natureza sem agredir a biodiversidade local. Essa característica revolucionária neutraliza os principais danos gerados pelo lixo eletrônico global.

O processo de fabricação também reduz o consumo de combustíveis fósseis e evita a extração mineral predatória. A pegada de carbono industrial diminui severamente, consolidando um padrão de produção sustentável viável para o mercado. Trata-se de um avanço focado na proteção dos ecossistemas globais.

Métrica Bateria Comum Modelo de Tofu
Vida Útil 3 anos Mais de 300 anos
Impacto Altamente Tóxico Biodegradável
Recargas 1.000 ciclos Mais de 100.000

Onde essa tecnologia inovadora poderá ser aplicada no futuro?

As aplicações práticas abrangem desde eletrônicos portáteis até imensos complexos de armazenamento para redes elétricas urbanas. Em escala doméstica, celulares e notebooks modernos utilizarão essa matriz, impedindo que consumidores percam aparelhos por degradação química. Essa mudança estrutural ditará novas diretrizes para o design de dispositivos móveis.

Em larga escala, parques de geração eólica e solar encontrarão o suporte perfeito para gerenciar o excedente energético diurno. As flutuações de fornecimento serão mitigadas por uma infraestrutura verde robusta e muito econômica. Cidades inteligentes inteiras operarão de forma limpa utilizando esse modelo de armazenamento sustentável.

Quando essa matriz energética estará disponível no mercado?

Embora as conquistas laboratoriais sejam promissoras, a transição para a manufatura comercial exige o cumprimento de etapas rigorosas. Especialistas trabalham ativamente no refinamento da densidade volumétrica do protótipo, garantindo perfeita compatibilidade com o mercado tecnológico atual. Essa adequação industrial antecede os planos de distribuição e comercialização global.

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A expectativa do setor indica que os primeiros modelos comerciais surgirão nos próximos anos em segmentos específicos. Parcerias estratégicas aceleram os aportes financeiros indispensáveis para readequar as linhas fabris a essa nova realidade. Vivemos o prelúdio de uma era onde a sustentabilidade prática conduzirá o progresso humano.

Leia mais:

  • Bateria nuclear promete 50 anos de duração sem carga – Olhar Digital
  • Bateria que carregam até carros em 5 minutos pode chegar 
  • Novo tipo de bateria pode ser o futuro dos veículos elétricos

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